Post livre #281

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

168 comentários

  1. Tirei o fim de semana para organizar o que ainda resta de papel, os armários, cabos USB e afins. Encontrei dois DLink DSL2640B.
    Isso ainda serve pra alguma coisa?

  2. O site da Kabum virou um “marketplace” depois da aquisição pelo Magalu.

    E sinceramente? Tá um horror.

    Agora eles misturam os preços tanto da própria Kabum quanto de “dark places” que operam no grupo Magalu.

  3. curiosidade para você que está lendo isso em um computador*:

    qual o seu uptime neste momento?

    o meu está em 22 dias

    *sim, eu sei, um telefone celular também é um computador, mas você entendeu

    1. 11:21 up 5 days, 14:07, 2 users, load averages: 2,27 2,55 2,63

      Costuma ficar semanas ligado direto. A última vez que reinicie foi por causa de uma atualização do VirtualBox (e tem gente que acha que isso acontece só no Windows 😄).

  4. Salve!
    Os amigos usuários de iOS utilizam qual App para gerenciar e-mails? O melhor pra mim é o Spark entre os gratuitos. Depois vem o BlueMail, embora perca em alguns detalhes para o Spark, como por exemplo quando se clica em um link na mensagem que redirecione ao navegador, quando se volta ao App de e-mail não se está mais na mensagem que se estava lendo. Quanto ao Mail da Apple, na minha opinião é demasiado pobre de recursos, não tendo programação de envio em horário específico ou mostrar avatares dos remetentes que é uma coisa que gosto muito. E vocês, qual usam?

    1. Uso o Gmail. Já tentei usar o Spark, mas ñ usava quase nada dos recursos.

    2. O Mail mostra avatares. Acho que depende da configuração do remetente ou da foto constar na sua lista de contatos, mas aqui aparece.

      Fora esse recurso dos avatares e o agendamento de mensagens, do que mais sente falta nele? É uma curiosidade mesmo. Uso o Mail.app faz +5 anos e nunca senti vontade de usar outros apps — muito menos apps que interceptam e mantêm as mensagens ou partes delas em servidores próprios, como é o caso do Spark.

    3. Uso o Mail, e depois que aprendi a configurar o comportamento do IMAP pra ficar idêntico ao Web, as únicas faltas são a programação e o adiamento de e-mails.

  5. Ouvindo o Guia Prático que saiu há pouco fiquei com uma dúvida e tenho certeza de que vocês vão saber responder. Sobre a questão da análise das fotos no dispositivo do usuário que estão marcadas para envio ao iCloud em busca de pornografia infantil, algo me chamou atenção. No episódio a Jacqueline diz que todas as fotos no iCloud já passam por uma verificação em busca de conteúdos inapropriados. É isso mesmo? Se já acontece na nuvem, qual o sentido de fazer também no dispositivo com fotos que serão enviadas para a nuvem? Existe uma razão para isso?

    1. Especula-se que a Apple esteja migrando a varredura da nuvem para o dispositivo para poder criptografar de ponta a ponta os dados salvos na nuvem/iCloud mantendo a capacidade de identificar imagens ilegais.

      Em ~2018, segundo a Reuters, a Apple desistiu de criptografar o iCloud de ponta a ponta por pressão do FBI. Com esse novo recurso, seria possível fazer a criptografia de ponta a ponta sem perder a capacidade de monitorar as imagens, já que esse monitoramento/varredura aconteceria numa ponta (o celular/tablet/computador).

      1. Eu imagino que terá a pressão da mesma forma, tanto do FBi como agora do governo chinês. Porque sabemos que ambos querem não é “proteger as nossas crianças”. Terá a Apple peito para fechar a porta na cara de ambos?! Vamos aguardar…

  6. Pessoal, vocês conhecem a Trybe? Eles prometem um ano e meio de curso pro estudante pagar somente quando arranjar um emprego. Um aluno meu abriu mão do ENEM esse ano pra apostar nesse curso. Qual é a pegadinha?

    1. Não tem pegadinha, até onde eu sei. Eles receberam muitos dinheiros de investimento e é isso.

      Claro, que isso vem às custas de devs cansados e “senso de urgência” como um dos pilares de cultura da empresa. É uma startup modernona que a galera trabalha demais.

      Eles realmente ajudam uma galera… Mas a que custo?

    2. Essas comunidades de ensino de programação ficaram muito grandes nos últimos anos, principalmente no Brasil, onde há uma falta de alguns perfis de profissionais na área de programação. Vai dar emprego pra essa pessoa? Sim! Abrir mão de um curso superior pra já cair no mercado é uma boa? Na minha opinião, não.

      A galera tem que ter em mente que toda a modinha é passageira. Nos anos 2000 ser engenheiro era a moda, hoje em dia mal tem emprego para a área… Pode ser que daqui uns anos o mercado de desenvolvedores entre em estagnação e aí esse seu aluno seja só um cara com uns cursos de internet. Acho que é muito importante conscientizar essa turma que sim, um diploma é importante e é uma “reserva de emergência” que você faz pro seu futuro.

      Inclusive eu me formei em engenharia, nunca trabalhei na área e, apesar de não ter uma relação direta, o diploma de engenharia me ajudou a arrumar um emprego como cientista de dados, área em que trabalho hoje em dia

      1. Penso o mesmo.

        Não sei se é o caso da Trybe, mas existem diversos cursos que sugiram para tentar preencher a demenda do mercado, mas que apenas está fazendo as pessoas se iludirem que irão entrar no mercado ganhando milhares de reais como a mídia vende hoje em dia.

    3. Valeu pela resposta, gente! Fiquei com um pé atrás por achar que “a esmola é demais”.

      Minha preocupação, além da suspeita inicial, foi justamente esse lance de abrir mão do curso superior pra ser jogado no mercado. Eu sempre incentivo a galera tentar o nível superior, até pela experiência de vida mesmo que uma universidade pode oferecer, mas estamos falando de um público que não vê a hora de “se formar” (no ensino médio) pra trabalhar com absolutamente qualquer coisa, seja colhendo batata, café, tomate, ou em caixa de mercadinho.

      Ainda que consiga um trabalho de mediano para ruim na área de tecnologia, caso os planos desse estudante em específico se concretizem, ele vai estar muito acima da média dos colegas profissionalmente. É triste, mas é nossa realidade.

  7. Salve !
    Publicando aqui para ver se mais alguem teve problema semelhante.
    Hoje recebi email da NUBANK com a fatura e boleto – normal.
    Ao tentar pagar usando o codigo de barras – vinha outra pessoa, CPF e valor.
    Mesmo pegando o codigo pelo APP, mesmo problema
    Estranhei – entrei em contato com o NUBANK, mandaram novamente o boleto – mesmo problema.
    Entrei em contato novamente – solucao: mudaram o valor da fatura (colocaram mais 0.01 centavo) e o novo codigo de barras funcionou perfeito.
    Muito esquisito – mas fica pior.
    O nome, cpf que apareciam no boleto incorreto, quando pesquisado no google, retorna uma pessoa com processo no RJ por codigo penal 157 – roubo.
    OK – sinistro.
    NUBANK ?

    1. Posicao oficial do NUBANK (via chat): erro sistemico fez aparecer nomes aleatorios nos boletos. (fiz print das telas)
      Desisti de argumentar com o chat – nao valia a pena.
      Em tempos de LGPD e Open Banking (coincidencia ?) – deu um gelo na barriga.

      1. Eu deixei de confiar no Nubank faz muito tempo. Eu conheço mais pessoas que dedos na mão com casos de que clonaram o cartão e compras foram aprovadas no Nubank. Eles estornam? Sim, mas isso é meio estranho ter tantos casos. Já vi gente na maior naturalidade dando dicas de deixar o dinheiro no cofrinho para não ter problema com essas “compras não realizadas pela pessoa. Chegamos no ponto de que criamos técnicas para não ter dor de cabeça só pelo diferencial de ser atendido no chat por alguém descolado e que te responde com emoji? Sei lá, me parece algo muito inseguro e mal feito. Em tempos que dá para se ter cartão sem anuidade até em grandes bancos, qual é a vantagem?

        1. Eu uso desde, praticamente, a fundação e nunca tive problema. Fui clonado uma vez, cartão físico e na mesma hora que vi a compra indevida, fui atendido, cartão bloqueado, compra estornada. Teve uma vez que, comprei um ingresso para um evento, desisti, entrei em contato com a empresa para estornarem o valor pois estava no prazo, fiz tudo o que a lei pedia, não estornaram aí entrei em contato com o Nubank com todas as provas (e-mails, prints etc) me estornaram numa boa.

          Pra mim, Nubank tem o melhor app e o melhor conjunto de serviços (não o mais completo, mas no que oferecem são os mais competentes).

        2. Eu uso uma estratégia que alguém me ofereceu: deixo um valor minímo (R$400) no crédito. Só aumento se for comprar algo. Esses 400 reais ficam reservado para os streamings, assinatura do clube de livro, etc…

          Até hoje nunca tive problemas com o Nubank e tenho conta desde do lançamento do banco.

      2. Então, eu acho que nunca usei o boleto que eles enviam, pago direto minha fatura com o NuConta.

    2. Não acho que seja algum cruzamento de informações e sim o sistema interno deles ao gerar a fatura, gerou com cabecalho errado.

      Tenho sentido uma queda no QA do nubank ha algum tempo, principalmente após essa última atualização visual. As centrais de ajuda não são mais atualizadas na mesma medida das funcionalidades o que para mim peça bastante.

      Espero que com a nova infusão eles consigam melhorar.

  8. Vocês se preocupam com a sua privacidade? Eu por exemplo comecei trocando o meu navegador e o buscador, agora já troquei a rom do meu celular, tento usar o máximo de aplicativos open source, uso bastante o TOR e daqui a alguns dias pretendo trocar o sistema pro linux.

    1. Sinceramente? Não.
      A dificuldade e tempo investido, necessidade de se habituar/acostumar com outras ferramentas, etc, me impede de fazer isso, pois não enxergo os malefícios de abrir mão da minha privacidade digital como algo grave.

      Vai ver seja porque uso a web muito pouco para lazer. Jogo alguns jogos, vejo uns filmes, leio uns sites de noticias. Maior parte do tempo uso pra trabalhar mesmo (sou programador), então acabo não dando muito bola pra isso.

      1. eu fico no meio termo do que vc disse

        eu procuro oor privacidade desde que não atrapalhe minha usabilidade, tanto é que uso e-mail, calendário e contatos longe das big tech.

        mas tenho usaso o Joplin e não estou muito satisfeito com ele, então estou ensaiando voltar ao Evernote pq ele é muito melhor, então meio que acaba compensando a falta de privacidade pela praticidade

        1. Achei interessante o relato sobre Joplin x Evernote. Eu uso evernote desde sempre e tenho mais de 10 mil notas armazenadas. Recentemente migrei tudo para apple Notes mas sempre estou com saudades do bom e velho Evernote. Não tenho muita neura com privacidade.

          1. Will, vc perguntou por que liguei para o apple notes. Seguinte, houve um tempo aí atrás que o e sentir começou a dar muito pau inclusive com notas desaparecendo ou sendo misturadas com outras, muito lento, parou de funcionar offline e aí eu resolvi experimentar o apple notes e achei muito interessante, muito rápido, search rápido, mais fácil de anexar fotos e vídeos e tals.

            Ai exportei tudo do evernote e importei no apple notes. O problema é que, com mais de 10 mil notas alguns problemas surgiram principalmente com tempo de resposta para abrir.

            Fora isso, duas principais desvantagens: busca por título e compartilhamento de notas.

          2. Rodrigo, sou um “notes freak” desde adolescente, anoto tudo, registro tudo. Comecei com diário em papel antes da Internet, experimentei várias plataformas na era do computador inclusive notas em notepad. Evernote foi o meu graal, migrei tudo que tinha pra lá e uso praticamente desde que foi criado.

            Mas eu nunca sossego num único lugar, experimento quase todas as opções que encontro pelo caminho.

            Quando o Evernote deu uma afundada em bugs e lentidão, acelerei minha busca por uma alternativa melhor e acabei no apple notes.

            Tenho de tudo anotado, desde diário até notas fiscais, fotos de produtos, impressões, sentimentos, manutenções na casa, vacinas, meus cachorros, datas de aniversário, festas, senhas, testes em apps, tudo. Minha vida está registrada nessas notas todas. Hoje são mais de 12 mil.

      2. Sim. Busco sempre usar soluções seguras. Mas veja bem, você comentou sobre open source. Isso não é garantia de privacidade. Por exemplo: uma conta paga do Google Workspace não tem a monitoração do Gmail normal. A melhor coisa é monitorar o que você compartilha. No final das contas os produtos grátis são uma troca.

    2. Já percebi que a preocupação exacerbada de privacidade é muito prejudicial, inclusive para quem sofre de ansiedade. Essa auto vigilancia constante quando se está online acaba tirando o prazer de apenas desfrutar do que ela provém.

      1. Concordo com esse pensamento e sempre penso, afinal, quais os riscos reais de ter minha privacidade devassada?

    3. > Vocês se preocupam com a sua privacidade?

      Sim, bastante. Mais do que gostaria, menos do que deveria.

      Eu procuro balancear, pois já tive períodos em que a minha preocupação foi tanta que, aliado ao Transtorno de Ansiedade Generalizada, me deixou em um estado deplorável.

      Hoje, eu procuro alternativas com boa privacidade e com boa usabilidade, e tudo sem pressa. Se troco algum serviço por outro, não faço isso correndo.

      No fim das contas, é um jogo de escolhas. Tem que definir bem o seu próprio threat model, e ver o que é suficiente pra se proteger. O problema é quando a gente entra numa paranoia de achar que está sendo ameaçado por tudo, o que é longe da realidade. Há, entretanto, ameaças reais, das quais creio ser conveniente se proteger. Ex.: arroubos de governos autoritários recentes, hackers, ransomware, etc.

      Nas últimas semanas, após os anúncios da Apple a respeito do CSAM, tenho pensado na minha relação com a nuvem. Não que a implantação do CSAM da Apple nos dispositivos tenha me preocupado em particular, mas foi um gatilho pra eu repensar minha relação com a nuvem como um todo, em relação à minha privacidade. Desde então, tenho lentamente migrado algumas coisas para soluções sem nuvem: voltei a sincronizar o iPhone com o Mac (então não salvo mais contatos, calendários, fotos, etc, na nuvem, salvo agora apenas no meu computador e celular). O iCloud Drive ainda não parei de usar porque não tive tempo para migrar pra uma solução “cloudless”. O Mac eu faço backups de tempos em tempos pra um hd externo com o TimeMachine.

      1. Esse teu exemplo de não sincronizar contatos e calendários na nuvem, é justamente o que, pra mim, parece muito esforço pra pouco beneficio.

        Minha agenda tem os contatos básicos, família e amigos, meu calendário tem coisas simples, pagar conta x, agendar dentista, data da segunda dose da vacina, aniversários e datas próximas. Enfim, por enquanto o fator risco/beneficio me parece baixo, e não me motivou pra adotar uma solução off-line.

        Seria algo como querer receber meu salário em espécie, pra que o sistema bancário não saiba o quanto eu ganho, e no que eu gasto.

        1. Pra mim (quero dizer, pro meu caso de uso) ele faz sentido porque percebi que eu só uso os meus contatos no telefone. Se eu utilizasse eles em outros dispositivos, acho que faria sentido sincronizar, para ter todos iguais em todos os dispositivos, mas não é o meu caso. Eu só sincronizo com o computador a caráter de backup, no mesmo momento em que sincronizo as fotos com o computador também.
          Ou seja, sincronizar na nuvem pro meu caso de uso não me traz nenhum benefício.

          Não acho que a comparação com receber o salário em espécie seja a mais apropriada.

          1. Tem o risco de perder o celular e o computador ao mesmo tempo. Parece improvável, mas pode acontece. Aconteceu comigo, em 2015. Furtaram meu apartamento enquanto eu estava fora, e justo num dia em que usava um celular de testes, que estava analisando para o site, aí deixei o meu pessoal para trás.

          2. Sim, corre-se o risco. Por enquanto juguei ele pequeno.
            Estou pensando em uma alternativa pra isso (talvez backups criptografados no Amazon Glaciar (aí sim nuvem, mas eu tendo a chave)). Ou um backup na casa de um familiar. Mas aí sim já é muito trabalho hehehe

          3. Sincronizar os contstos na nuvem tem o benefício quando se troca de aparelho. Eu ainda não aceitei como muito arriscado ter todos os meus contatos sincronizadoras não nuvem. Qual é o problema real da Apple e google saberem quais são os meus contatos?

        2. Tipo meu colega de trabalho que não coloca CPF na nota pro desconto do IPVA por que têm medo que o governo saiba o quanto ele ganha…. ele trabalha como CLT, o governo sabe quanto ele ganha. Hhahahahahah

          1. Acho que o temor é porque na verdade pela CLT a gente tem o valor “oficial” de quanto ganhamos por mês, mas muitas pessoas tem ganhos não oficiais – bicos, venda de produtos e serviços, etc… e boa parte disto é não documentada.

            Acho que um contabilista pode falar melhor, mas creio que se informar cada compra feita, provavelmente o governo tem a lista para comparar o ganho dos gastos.

            Legalmente falando, toda e qualquer transação deveria ter uma “nota fiscal”, mas sabemos que na prática não é assim.

      2. Concordo contigo no que tange a ansiedade, mas acho também que a total despreocupação/exposição em redes sociais gera o mesmo tipo de problema. Ao meu ver o caminho é o meio termo e o bom senso entre preocupação com privacidade e preocupação com exposição exagerada.

    4. Estava refletindo aqui sobre esse tema. Talvez a pergunta seja, o quanto você se preocupa com sua privacidade? Qual é o limite do que você deixaria de fazer pra não entregar seus dados para outra pessoa/empresa?

      Deixaria de usar sistema bancário? Se mudaria se o condomínio onde você mora adotar um sistema informatizado de entrada/saída? Deixaria de viajar de avião?

      Meu ponto é, várias vezes por dia a gente troca nossa privacidade por segurança/conveniência, que ao escolher entre um serviço ou outro, entre deixar de fazer ou não algo, a privacidade acaba sendo um dos fatores de menor influência pra mim.

    5. Não me preocupo com a privacidade, primeiro porque não faço nada on-line que julgo necessário esconder e proteger tanto assim, e segundo porque acredito que quanto mais o sujeito “espernear” pra segurar consigo os seus dados, mais vai parecer que existe algo de muito feio a esconder.
      Na parte financeira, se o sujeito não ganha e gasta em espécie, a receita federal já sabe de onde vem e pra onde vai a grana dele.
      Na parte de Contatos e e-mails, se toda a sua rede não faz o mesmo esforço do outro lado, basta a big tech analisar quem são as pessoas que tem você como contato, e tá criado o seu perfil.
      Essa análise de fotos da Apple… se as fotos são assim tão comprometedoras, não deveriam nem estar em um dispositivo ligado à internet. “Ah, mas se eu tirar uma foto da minha esposa com a minha filha recém nascida no banho”. Cara, se a sua esposa não for a Kim Kardashian, as fotos delas não geram esse interesse todo, pode acreditar.

      Essas e outras partes da nossa vida já estão tão monitoradas quando aquele acidente de trânsito do bairro vizinho que chega por mensagem através de um vídeo que alguma câmera ao longo da rua conseguiu gravar. Tem olhos por todo lado, e só vão aumentar. É assim com a sede da big tech pelos nossos dados, e tentar fugir disso é gastar uma energia e um tempo de vida precioso com algo inevitável.

      1. Esse discurso derrotista é muito prejudicial. Violações à sua privacidade te afetam de maneiras que não são imediatamente óbvias ou fáceis de entender, sem falar que, ainda que não tenha nada a esconder, eu aposto que você não se sentiria confortável em expor publicamente suas conversas do WhatsApp, fotos pessoais, e-mails.

        O apelo à privacidade não se confunde em blindar completamente a própria vida, mas em garantir o controle dos nossos dados e o respeito às nossas escolhas. Cedo minhas informações financeiras à Receita Federal porque: 1) sei como isso funciona, das regras, dos limites legais e dos cuidados postos; e 2) há um bem maior, coletivo, em jogo. Isso é muito diferente do Google, por exemplo, acompanhando os meus passos em todo site que acesso, algo que não autorizei, para usar essas informações contra mim, veiculando anúncios com o intuito de me manipular.

        1. Olhando pelo lado coletivo,eu concordo completamente. Inclusive sempre que conveniente, tento incluir o pouco que sei sobre privacidade on-line em conversas com pessoas mais próximas, tentando ainda que timidamente fazê-las se importar um pouco mais com esse tema.
          Pelo lado individual, honestamente não me preocupo, porque não sendo uma pessoa pública, enxergo as minhas informações e fotos pessoais como tão irrelevantes para os outros, assim como a dos outros são pra mim. Sei que não se trata apenas de fotos e mensagens expostas, e sim do perfil demográfico que é criado, e das manobras de influência que são possíveis quando se detém esse tipo de informação, seja na questão política ou econômica.
          Quando eu digo que fugir disso é inevitável, me refiro às pessoas que simplesmente ignoram esse tema, que são a maioria esmagadora do população. Sem esforço coletivo, não existe resultado coletivo. Quando a maioria desse coletivo sequer conhece a existência do problema, essa preocupação individual serve só pra alimentar ansiedade e pânico.
          Temos que remar em prol dessa causa, mas observar mais a paisagem do que remar.

      2. É muito fácil combater esse discurso de “não tenho nada a esconder, não me preocupo”.
        É só pedir a senha do e-mail da pessoa, ou pra liberar o celular pra dar uma olhadinha sem compromisso.
        Ninguém, repito, ninguém, fornece.

    6. Sendo bem sincero? Muito pouco. Só tenho preocupação quando estou em processo de apuração de reportagem. De resto, não vejo problema dada a comodidade que as big tech me oferecem. O que não impede que eu seja crítico a elas na vida e nos textos. Não tenho paciência pra me adaptar a uma vida sem o Google, por exemplo.

  9. Talvez seja uma pergunta repetida, mas estou querendo substituir o app oficial do Twitter no Android e não sei qual opção tentar. Alguém tem uma sugestão?

    1. Eu tenho usado um que chama Albatross. Não é especialmente bom, não, então se alguém tiver uma sugestão melhor eu aceito, também.

    2. Atualmente uso o twitter como PWA (Progressive Web App) mas já usei Twidere e gostei muito.

      1. Não sabia que o Twidere estava disponível para iOS também. O pessoal da Sujitech, criadores do Twidere, colaborou na criação do app oficial do Mastodon (por ora, apenas no iOS) e achei o resultado muito bom. Se já não tivesse pago pelo Tweetbot, daria uma olhada no Twidere X, a versão mais atual do app.

        1. Acabei justamente baixando o Twidere X para testar pela dica do Matheus Rocha e me parece ser promissor para o meu uso, que é bem básico, acompanhar poucos perfis de assuntos que me interessam. Talvez para pessoas mais exigentes e que tenham necessidades maiores possa ser insuficiente.

        2. Experimentei Twidere no iOS nesta semana e achei muito pobre em recursos. Não tem por exemplo a possibilidade de mandar mensagem direta em privado.

          1. Olha, não sei como é no iOS, mas aqui tem sim. Ao entrar em um perfil tem um ícone de carta no canto superior direito. Ao clicar abre uma tela para enviar mensagens diretas. Não sei todos os recursos que usa, mas esse está lá ao menos na versão de Android.

        3. Eu paguei pelo tweetbot e joguei dinheiro fora porque não uso, achei muito ruim e voltei pro twitter oficial. De vez em quando uso o tweetdeck. A saga é fugir do algoritmo com propagandas do twitter.

          1. A saga é justamente essa, fugir da influência direta dos algoritmos e usar a rede social para ver o que escolheu.

          2. Fernando, tenho alternado entre as duas opções do twitter, home e latest — a latest tem menos influência do algoritmo mas a home é mais interessante quando se entra depois de muito tempo fora pra não perder os principais assuntos.

    3. Quando tinha android, eu usava o flamingo.
      Era excelente!
      Mas nem sei se ele ainda existe hoje.

        1. Não exatamente pereceu. Quem já tinha comprado o app continua no pool de tokens do Twitter, tanto que uso o Flamingo até hoje, e ele ainda recebe correções regulares de bugs.

    4. Eu comecei a usar o Talon porque queria me ver livre do caos da timeline, com postagens que não eram do meu interesse. Hoje descobri que a melhor solução é seguir zero perfis, mas usar apenas as listas.

      1. Interessante a opção das listas x pessoas seguidas. Há tempos parei sede seguir jornais e fiquei só na lista também.

  10. E se seu sistema operacional (Windows, macOS /iOS, Android, Linux, etc) fosse seu sistema operacional? Bem, eu resolvi essa questão!

    computerastrology.dev

  11. Boa tarde pessoal.

    Estou buscando dispositivos para jogar games antigos (SNES, Mega Drive, Master System etc) para conexão na TV. Gostaria de compartilhar com minha filha os diversos jogos da minha infância e que marcaram toda uma geração.

    Vocês poderiam me indicar algum dispositivo?

    1. Um Raspberry Pi funciona maravilhosamente bem para isso. Instala o RetroPie e boa, fica muito parecido com um Steam/painel de console moderno.

      Isso, claro, considerando a compra de algo novo. Se você tiver um PC dando sopa, dá para instalar Linux e RetroPie nele mesmo e correr para o abraço.

      1. É uma solução interessante mesmo! Vou tentar utilizar algum computador antigo para viabilizar o projeto.

        Nesta alternativa, eu precisaria apenas comprar os controles (USB e/ou bluetooth), pois não os possuo. Mas já dá uma boa economiza na compra do dispositivo completo.

        1. Um controle USB está em torno de 30 reais (os que replicam o visual do SNES) e 50 (os réplica do PS2)

    2. Eu uso um emulado no Mac (Open Emu, se não me engano), mas no Switch tem diversos jogos antigos além dos atuais.

  12. Vocês:
    a) aceitam os cookies
    b) recusam os cookies
    c) não apertam nada?

    1. Vocês:

      a) chamam de biscoito
      b) chamam de bolacha
      c) comem e não entram na briga?

      (em tempo, eu recuso sempre que puder)

      1. sou paulista e, por conhecimento de causa e experiência de vida, parto do princípio de que os paulistas estejam sempre errados

        então falo “biscoito”

        mas o certo é “bolacha”

        1. Biscoito: Doce
          Bolacha: Salgado
          Tapa: Esbofetear alguém.
          :-D

          Mas isso é apenas brincadeira, pois essa é a riqueza de nossa lingua, os regionalismos trilegais, maneiros e paid’éguas!

      2. Bolacha só se for na cara de quem fala um absurdo desses. 🙄 Todo mundo sabe que é biscoito. 😆

        Olha, eu sou meio preocupada com privacidade, mas também sou a favor da praticidade, então ultimamente eu tou só no “aceito tudo” ou o botão que aparecer primeiro. Em alguns sites apareciam a opção de não aceitar; agora parece que estão escondendo atrás de mais configurações e às vezes eu só quero ler algo rápido…

    2. (d) uBlock Origin + Privacy Badger + Modo Rigoroso no Firefox.
      (e) Mandar o Taboola ***** no *

        1. É um bloqueador de elementos dinâmico, que analisa aqueles que se repetem em múltiplos sites (ou seja, que te perseguem na web) e os bloqueia automaticamente. No site oficial tem um bom FAQ (em inglês).

    3. se não for simplesmente impossível de achar o link pra isso, eu tento recusar

      se não, o jeito é aceitar

      de resto, conto com o bloqueio de anúncios e de rastreadores do navegador

      inclusive sempre vale celebrar a política pró-privacidade do MdU: https://imgur.com/a/96xGkYM

  13. Eu tinha um pc parado com mancha na tela. Resolvi trocá-lo por um Redmi 4 que precisa trocar a tela.

    Acabei de fazer o orçamento da troca da tela: 220 facadas. Justo, mas depois vi que o Redmi que uso está com problema de carga: não indica via software se o mesmo carrega.

    Ah! E o Nexus que eu tinha estou usando com um daqueles controles para óculos VR chinês como mouse. Senão não consigo usar o caixa tem.

  14. estava refletindo aqui, na minha adolescência quase ninguém via animes, e hoje muita gente assiste, tiro isso pois meus irmãos são mais de 10 anos mais novos que eu e eles assistem alguns, e praticamente todos os amigos deles veem um ou outro.

    acho isso legal demais!

    a minha reflexão veio pois nas últimas semanas tenho reparado que ao menos uma vez ao dia eu vejo uma pessoa com alguma referência de anime, seja na roupa, usando acessórios ou até mesmo tatuagem, acho legal demais.

    para quem curte, gostaria que fosse assim na infância também?

    OBS: falei um cadinho mais no meu blog, caso queira ler um pouco mais, clique aqui.

    1. Cara, eu tenho uma visão muito mais “sociológica” disso. A geração que veio pós 96/está vindo está consumindo muito mais cultura oriental… K-pop, anime, mangá, tiktok…

      Vários países asiáticos estão ganhando pontinhos na tabela de softpower, sabia que o Coreano é um dos idiomas que cresce mais rápido na procura ao redor do mundo? (source: https://blog.duolingo.com/global-language-report-2020/)

      Isso mostra uma mudança no “eixo cultural” da sociedade, saindo de EUA e Europa e rumando mais para leste… Vamos ver onde isso vai dar!

      1. pior que tenho uma amiga que está aprendendo coreano no duolingo justamente por causa de k-pop, ela curte as bandas e foi aprender a língua

      2. Acho que o fator mais importante dessa disseminação é distribuição. Nos anos 1990, todo mundo dependia da Manchete passar Cavaleiros do Zodíaco e era isso, dificilmente obras do outro lado do mundo chegavam aqui.

        Hoje, com internet, globalização e distribuidoras especializadas, esse tipo de conteúdo chega aos baldes. Vale para outras culturas também — as séries coreanas, as novelas turcas (grande sucesso no Brasil) etc.

        1. Concordo contigo em parte, mas nós vemos novelas turcas e músicas coreanas e não paquistanesas/vietnamitas por um motivo: o investimento em cultura e na disseminação global que alguns países fizeram. O k-pop, em particular, é quase um “plano de governo”.

          Apesar do conteúdo político, esse vídeo do Greg News tem uma introdução que ele fala um pouco sobre esse investimento em cultura que fizeram na Coreia: https://www.youtube.com/watch?v=_UXBNf2N2Bw

          1. Com certeza esse fator pesa. A questão é que nos anos 1990 o Japão já produzia uma tonelada de desenhos havia muito tempo, mas eles não chegavam aqui. O gargalo, nesse caso, era distribuição.

          2. Não sei se estou certo – o JBox.com.br acho que tem histórias melhores sobre – , mas que eu me lembre, o Japão de alguma forma tenta limitar um pouco as produções. Elas são bem mais regionalizadas que pensamos. O número de produções hoje existentes lá é muito mais do que o distribuído no exterior.

            O ponto sobre vemos conteúdo de outros países depende muito também de como no passado quem era dono de mídia fazia aquisições. Existem feiras que trabalham com exposição de produções arte-visuais, e depende muito de o que é negociado lá. Silvio, do SBT, geralmente faz algo assim para pegar produções enlatadas.

            Enfim.

      3. minha filha aprende Koreano no duolingo, por causa de KPop e dramas Koreanos (Doramas).
        É o dia todo…
        :'(

    2. Falando em animes, já está disponível no Amazon Prime o último e derradeiro filme de Neon Genesis Evangelion. Terminei de assistir na madrugada e é o suprassumo de toda a série. Assistam (se já tiverem visto os demais, é claro!).

      1. eu nunca assisti Evangelion pq não curto mecha, mas todo mundo fala bem então fico tentado as vezes

        1. Os mechas em Evangelion são mais pano de fundo do que qualquer outra coisa, ainda que algumas cenas de ação sejam empolgantes, principalmente nesses filmes novos.

          Obrigado pelo aviso, @Luis! Dia desses estávamos comentando no Mastodon sobre o último filme do Rebuild!

      2. tem uma sequência pra assistir? Ainda nem terminei Castlevania, Samurai X e One Piece.

    3. Como foi citado, acho que tem tudo a ver com questão de distribuição. É possível traçar uma linha do tempo do consumo de anime no Brasil e perceber que conforme o avançar dos anos, mais fácil ficou consumir animes diversos legal e ilegalmente (forma mais preponderante durante muito tempo e que ainda tem muita força).

      E mais: se tornou cool entre a gen z — mas não só, é claro. Acho que entre os millenials clássicos sempre rolou um certo preconceito com animes além do circuito TV Manchete, que em muitos casos está ligado à cultura ao redor dos animes (otaku caricato etc.), além é claro de estereótipos de conteúdo dos animes (exemplo: mulheres com aspectos infantis hiperssexualizadas).

      Eu nasci em 2000 e por muito tempo tive preconceito com animes em geral (sim). Com exceção dos clássicos (Dragon Ball Z, Cavaleiros do Zodíaco, Naruto etc.), nunca me senti muito atraído por eles, especialmente porque o acesso era muito difícil (só tive acesso à internet em 2013, para se ter noção).

      De uns poucos anos pra cá me rendi e acabei dando uma chance a Evangelion. Me apaixonei profundamente pelo negócio, apesar de problemas clássicos de anime que extrapolam questões culturais. Guiado pelo interesse em Dark Souls, decidi ver Berserk (clássico), que também achei incrível. No momento estou vendo o anime de vôlei Haikyuu, e é maravilhoso (deu até vontade de praticar o esporte. No pós-pandemia, quem sabe).

      Outra observação que fiz é que há muito conteúdo de anime no TikTok feito por brasileiros, desde trends e memes utilizando referências de animes até vídeos informativos e de curiosidades. E sempre por adolescentes e pessoas de 20 e poucos.

      Me parece que a gente vive um novo capítulo da cultura de consumo e relação com animes no Brasil.

  15. Eu até comentei lá no “O que você leu de bom”, mas decidi trazer a discussão pra cá:

    Qual a real vantagem dos carros elétricos? Estive matutando a respeito nos últimos dias e muitos pontos não parecem estar de acordo com a propaganda vendida:

    1 – Maior demanda de metais de terras raras: além da grande quantidade de lítio, cobre (para os motores elétricos), níquel, cobalto e outros metais para o funcionamento dos motores, um carro elétrico ainda tem uma quantidade absurdamente maior de componentes eletrônicos, o que também aumenta a demanda por ouro, estanho, silício e toda a parafernalha adicional.

    2 – Carros elétricos são mais descartáveis que as demais opções: todo o mundo já viu os vídeos de algum brasileiro indo a uma feira de carros usados nos EUA e vendo ótimos carros a preço de banana. Isso não é por acaso, pois em muitos lugares do mundo parece compensar muito mais comprar um veículo novo a concertar o atual. Agora pense em um carro elétrico, que possui uma bateria no fim de sua vida útil… Será que as pessoas vão preferir trocar somente a bateria em detrimento de comprar um modelo mais atualizado? É uma pergunta dificil de responder e depende muito dos costumes e incentivos fiscais, mas acho que pode vir a ser um ponto a menos pros elétricos.

    3 – Se a adoção de carros elétricos não vier com a mudança da matriz energética, não há mudança real. Digo, é linda a propaganda da pessoa carregando o seu carro na tomada, mas de onde vem essa energia? Se a concessionária da sua região estiver queimando carvão de baixa qualidade ou diesel para gerar a energia, você está poluindo igualmente o meio ambiente.

    1. Creio que a ideia real é que priorizamos um urbanismo voltado a ser mais viver em conjuntos próximos do que distantes. É isso significa adotar mais mobilidade pública do que ter veículos particulares.

      Veículos elétricos eficientes já existem. São ônibus e trens.

    2. Não leve o item 2 ao pé da letra. Os veículos lá despencam de preço pois não precisam ser revendidos em bom estado… Da pra comprar Porsche por 10k, mas tem muita manutenção pra deixar ele utilizável.

      1. Sim, isso mesmo. Há muitos canais no YouTube sobre recuperação de veículos sinistrados nos EUA, tipo o Rich Rebuilds por exemplo.

        Da para ter uma noção dos custos de recuperar automóveis por lá.

        1. Esse canal é muito bom. Faz anos que não vejo nada, mas era simples e direto.

      2. tem um conhecido ditado entre os antigomobilistas: “Não tem nada mais caro que um [carro] alemão barato!”

        Você pode até comprar uma BMW, Audi, Mercedes, Porsche baratos, mas prepare o bolso na hora da manutenção.

    3. Os itens 1 e 2 não procedem. E mesmo que procedessem, ainda assim um elétrico traria menos problemas para o mundo do que um movido com combustível fóssil.
      O item 3 é uma realidade hoje. Mas essa mudança vai acompanhar a demanda do mercado.

      1. Sobre o item 1, tem algumas fontes interessantes, mas uma que resume bem é essa: https://www.automotiveworld.com/articles/risky-business-the-hidden-costs-of-ev-battery-raw-materials/

        Em resumo, uma nova gama de materiais entra em cena na construção de veículos elétricos e muitas dessas reservas estão em alguns poucos países e tem muita denúncia de trabalho infantil e escravo rolando. Outra fonte: https://www.businessinsider.com/materials-needed-to-fuel-electric-car-boom-2016-10

        O 2 de fato é uma suposição e nem me arrisco a afirmar (como não afirmei).

        Concordo contigo que, ainda assim, são menos danosos ao meio ambiente do que combustíveis fósseis, mas será que a mesma coisa vale quando comparados a biocombustíveis?

        1. Mesmo biocombustíveis tem problemas ambientais – no caso ocupação de terra (pois precisa-se de muita terra para plantar produtos que geram alcoóis), geração de queima de subprodutos (obviamente mais gases danosos) e demais itens relacionados a qualquer coisa sobre agricultura de grande escala (necessidade de uso de água de outras fontes, uso de agrotóxicos, etc…).

          Não existe exatamente um meio “perfeito” para termos um sistema energético “renovável”. Se seguir pelo conceito de preservação da natureza plena (tipo uma Greta Thurnberg), mais viável continuarmos viajando a pé ou em navios de madeira antigos. Em uma escala de degradação, quanto menos tecnologias, menos degradações temos (vamos dizer assim, mesmo de forma boba, dado que eu teria que elaborar melhor aqui para explicar onde quero chegar). Isso em um “raciocinio estúpido”.

          Pelo pouco que sei, nos anos 1930 foi tentado formas de eletrificação de veículos menores , mas sem muito sucesso – baterias de chumbo-ácido ainda estavam nos primórdios da tecnologia. Se tivessemos tentado estudar mais sobre baterias nestas épocas, não duvido que teríamos mais baterias eficientes hoje.

          Entendo que o caminho inicial agora seria um sistema “híbrido” – veículos com motor elétrico para tração, somados a um motor a combustão para alimentação elétrica e tração auxiliar quando necessário. Não entendo porque ônibus não poderiam ir por este caminho. Trens o são, grande parte dos trens são veículos diesel-elétricos – o motor diesel aciona um gerador, este que é ligado nos motores elétricos de tração localizados nos eixos dos trens.

          O uso de veículo com “catenária” (aquela haste que fica em cima de trens e trólebus) seria uma boa forma também de auxiliar em uma transição. São Paulo e Araraquara eram referências nisso, infelizmente perdendo muito (quando não todo, no caso de Araraquara) de suas linhas e veículos.

      1. Eu acho que depende do caso… Para uma cidade grande com uma malha de transporte boa e eficiente? Com certeza sim, carro não é vantagem. Para os outros casos, vale a pena analisar, incluindo estilo de vida, a própria pessoa, a cidade, etc.

    4. Creio que a grande relevância (no curto prazo) dos carros elétricos é reduzir a poluição atmosférica e sonora nas grandes metrópoles.

      Quanto à transição energética, ela deve ocorrer em paralelo com a transição dos motores de combustão interna para alternativas renováveis. Uma está intimamente relacionada com a outra.

      A transição energética deve demorar várias décadas para reverter a grande proporção energética gerada a partir de combustíveis fósseis. Neste período, os carros elétricos e suas respectivas baterias deverão evoluir ainda mais, buscando reduzir o consumo de metais raros e os custos de produção, pois, caso isto não ocorra, o carro elétrico não será sustentável no longo prazo.

      1. O mais legal sobre o fato de reduzirem a poluição foi exatamente o mesmo argumento de se largar a tração animal/a cavalo para as “carruagens sem cavalo”: carros não defecam nas vias, e a galera não sabia na época que a poluição atmosférica era tão danosa

        1. Isso é verdade! Mas a sociedade tem que sempre estar buscando novas alternativas para melhorar a qualidade da população e reduzir os impactos ambientais das soluções encontradas. Todas as soluções que são implementadas em larga escala trazem consigo algum dano ou desiquilíbrio ambiental (incluindo as soluções teoricamente sustentáveis).
          O caminho é buscar diversas alternativas viáveis para, ao menos, diluir os danos ambientais. Para os transportes, teremos diversas soluções para os diferentes modais (aéreo, marítimo, terrestre, de pessoas, de carga etc). Os veículos serão movidos por diferentes tipos de energia: combustíveis fósseis, eletricidade, biomassa, solar, hidrogênio etc).

    5. Um busão brasileiro soltando fumaça mas carregando mais de 5 pessoas já é mais ecológico e eficiente no uso de recursos do que se tivessem mais 5 carros nas ruas, elétricos ou nao, além de usar muito melhor o espaço urbano das vias, não congestionar etc. O carro elétrico de uso individual é ganho marginal na mudança para um urbanismo e transporte mais ecológico. Toda cidade acima de 50k habitantes, que é onde a grande maioria das pessoas vive, deveria estar investindo em ciclovias, calçadas e ônibus/ trens / bondes etc, para que as pessoas possam ter a liberdade de não ter que precisar de carros (exceto alugar nas eventuais viagens e mudanças etc), para que usem o transporte público ou a bicicleta, que é o verdadeiro meio de transporte mais eficiente de todos. A bicicleta elétrica , talvez scoter e moto elétrica também, é o verdadeiro meio de transporte mais ecológico e eficiente em todos os aspectos, desde produção, uso, espaço urbano , etc, que tem o potencial de fazer diferença nas emissões e outros problemas urbanos. Carro elétrico de uso individual seria uma melhora pontual, talvez um começo para outras mudanças, mas para fazer diferença em grande escala tem que mudar a estrutura de urbanismo e transporte. Mais fácil escrever que fazer, mas pelo menos temos que ter noção que Brasil não vai comprar carro de 100 mil reais por ecologia, e nem deveria. se tivermos ciclovias e transporte público melhores nas nossas cidades onde vivem 85% e onde maioria já não tem carros, podemos ser muito mais ecológicos (além de termos melhor urbanismo) do que os oceanos de subúrbios norte-americanos onde cada pessoa usa 2 toneladas de aço e plástico para se locomover a qualquer lugar. O carro elétrico é melhora pontual, mas não altera esse paradigma. Se você sabe ingles, veja o canal Not Just Bikes, onde um canadense que foi morar na Holanda fala sobre todas essas coisas de urbanismo.

    6. Tudo legal? Seus argumentos são recorrentes, então, na medida do possível vou tentar ajudar e elucidar.

      1 – Há expectativa de crescimento na demanda dos metais que você bem mencionou. Problema que abre espaço para uma solução: reciclagem. Um bom exemplo é a Li-Cycle. Startup canadense que recentemente abriu capital, cuja solução é reciclar baterias com pouco impacto ambiental.

      https://www.zev.news/article/472/entrevista:-ajay-kochhar-ceo-li-cycle:-%E2%80%9Ccarros-el%C3%A9tricos-criar%C3%A3o-tsunami-de-baterias-nos-pr%C3%B3ximos-anos%E2%80%9D

      Tudo é praticamente é reaproveitado. Metais e plásticos. O índice de eficiência supera os 90%. Num processo é bastante escalável. E com das matérias-primas menores comparados à extração da natureza (mineração).

      E dentro do ecossistema da mobilidade elétrica (veículos, recargas, serviços), o ramo da reciclagem é o com maior previsão de crescimento. E a Li-Cycle é apenas uma entre diversas empresas com soluções aplicáveis.

      Quanto à quantidade de componentes eletrônicos, na verdade, a quantidade é até menor. Hoje os carros a combustão dependem de uma enormidade de sensores e diferentes centrais. Nos elétricos, posto de modo simples, tudo é mais concentrado.

      2 – Quanto às baterias, a resposta acima já mostra que há uma solução. Além disso, empresas como NIO oferecem o chamado BaaS. Bateria como serviço. O cliente compra o carro com abatimento no preço, e paga uma assinatura mensal para que as baterias, uma vez descarregadas, sejam trocadas em menos de 5 minutos, em estações especializadas. Além da China, o serviço está em implementação na Noruega.

      https://www.zev.news/article/434/reinven%C3%A7%C3%A3o-de-neg%C3%B3cio:-maior-rede-de-postos-da-china-recebe-esta%C3%A7%C3%A3o-para-swap-de-baterias-nio

      3 – Sim, o cenário ideal e em curso é justamente esse. Energia limpa. Porém, mesmo no pior cenário, com energia gerada a partir de termoelétricas, estudos apontam que o carro elétrico ainda é energicamente mais eficiente.

      Basicamente, a análise é feita da seguinte maneira: considera desda e matéria-prima para produção da energia até o movimento da roda do carro.

      Motores elétricos são na média três vezes mais eficientes do que a combustão. Na verdade, motores a combustão são mais eficientes na geração de calor do que movimento. A eficiência fica abaixo dos 70%.

      Qualquer outra dúvida, é só postar.

      Valeu

      1. Só uma correção, abaixo dos 50% – motores a combustão.

        E os custos da matéria-prima é menor comparado à extração. Ficou faltando essa parte.

  16. Existe alguma forma (para leigos) de instalar uma distro Linux numa partição do HD, em um computador com Windows, em dual boot, sem uma mídia externa (pendrive/CD)?

    1. É complicado (fora o Ubuntu), ainda mais se for computadores tipo UEFI. Basicamente é liberar um espaço vazio no HD para que o instalador da distro faça as partições Linux e instalar o gerenciador de boot. O Ubuntu faz bem sozinho sem prejuizo. Os outros tem mais risco. Tem tutoriais como do Diolinux que ensinam.

      1. O computador é UEFI mesmo. Embora a ideia inicial fosse testar o ElementaryOS, vou de Ubuntu por enquanto. Vou dar uma olhada nesses tutoriais. Obrigado, Ligeiro!

        1. Você pode procurar tutoriais para trocar os elementos visuais do Ubuntu e ficar similar a distro que deseja usar, seja Elementary, Mint ou outros.

    2. Forma mais leiga não, mas sei que é possível você rodar uma máquina virtual com o instalador, compartilhar com ela uma partição/disco da sua máquina (que não esteja sendo usada pelo sistema operacional do seu computador, claro) e a máquina virtual faz a instalação.

      Compra um pen drive

    1. Tenho notado que há épocas que a sensação de tempo transcorrido é como se tudo em uma semana passasse em dias. Ou horas…

    2. Tem dias que fico chateado, começo a semana querendo fazer várias coisas, aí surge uma hora extra de surpresa no trabalho, uma faxina extra em casa, uma rápida distração na Internet, entre outras situações, as horas e dias voaram e o que tinha planejado fazer na semana, não fiz.

      1. Se vocês me verem comentando demais por aqui, é a situação de eu não ter trabalho e ficar me distraindo.

        O ponto: isso não me faz passar o tempo. Um comentário como este eu gasto até 2 minutos para fazer…

  17. Alguém instalou o Elementary OS 6?
    Instalei aqui e devo dizer que estou muito surpreso!
    Desde o primeiro contato que eu tive com um computador/windows 3.11 que eu não ficava tão empolgado com um SO.
    Simples. Leve. Enxuto. Bonito.

    1. É muito difícil instalar um desses num notebook, mantendo o Windows instalado, pra eventualmente testar o uso do Linux?

      1. Se o seu computador tiver um bom hardware, uma alternativa segura é instalar o sistema em uma máquina virtual. Existem aplicativos gratuitos para isso, como o VirtualBox, da Oracle. O desempenho não será dos melhores (aqui, pelo menos, fica tudo meio lento), mas dá para sentir o gostinho sem risco de quebrar o sistema principal.

        1. Vou considerar o uso de uma máquina virtual!
          Ghedin, existe uma opção de escolher de o MdU vai ficar com fundo preto ou não? Desde que passei a usar o Firefox na semana passada não consegui mais visualizar o site de outro jeito.

          1. O site segue a configuração do seu sistema. Se estiver com o modo escuro ativado no sistema, o site aparece escuro. Se não, aparece claro.

        2. Dá pra usar um livepen com função de persistência também. As modificações são salvas na própria mídia de instalação

      2. Estou na mesma dúvida. Não queria instalar numa máquina virtual porque queria, efetivamente, testá-lo como meu sistema principal por alguns dias.

      3. Uma “gambiarra” que eu fazia muito era instalar o sistema completo num pendrive. Usava a ISO em um, e fazia a instalação em outro conectado junto, como se fosse outro HD. Daí no boot, direcionava pra esse pen drive com o SO completo.

        Se seu PC tiver uma porta USB a partir de 3.0, a experiência fica bem satisfatória pra brincar.

        1. E dá para criar o live usb a partir do Windows? Ou só se consegue fazer isso a partir de um sistema operacional linux? Obrigado.

          1. Consegue criar tanto no Windows como no Linux.
            O Etcher é um dos melhores criadores de ISOs e tá disponível em ambas as plataformas.

      4. É fácil.
        O instalador te dá a opção de fazer dualboot.
        Ele configura tudo pra vc.

        O problema começa se depois vc quiser se livrar do Linux, mantando apenas o windows.
        Vc vai precisar de um gerenciador de partições para apagar as partições Linux e devolver esse espaço para o Windows (essa parte é fácil).
        Depois vai precisar refazer o boot do Windows (essa parte é ruim algumas vezes).

    2. Tô ansioso pra testar também, mas vou instalar num pen drive primeiro.

      Quando usava o 5.1, desanimei pra caramba por causa de um bug em placas Nvidia que não carregava a tela depois de desbloquear. Não sei se foi resolvido, apesar de agora eu estar com um note da AMD.

  18. Como comentei com a Jacqueline e o Ghedin no grupo do Manual, eu estou usando o meu blog (www.tetizeraz.online) como uma forma de notar minha bipolaridade. Eu escrevi dois textos no meu blog pra mostrar meus momentos de mania, por exemplo:

    https://www.tetizeraz.online/bipolar/afantasia-e-utopia/

    https://www.tetizeraz.online/bipolar/o-shakespeare-em-nos/

    Ele notou que eu tenho o que chamamos de “fuga de ideias”. Um único parágrafo fala muitas coisas, algo que não faz sentido de se fazer.

    Tem sido uma ótima ideia ter me exposto assim pois eu consigo me diagnosticar melhor.

    Fui ontem no médico e já estou com os novos remédios, Depakene e Olazanpina.

    1. Não esperava ver o lendário Tetizeraz do Reddit por essas bandas. Parabéns pelos textos e boa sorte com seu tratamento.

      1. Sou até apoiador do Manual do Usuário! :D Sempre estou mandando mensagens no grupo.

    2. Minha mãe faz uso do Depakene, ele ajudou bem nas crises de humor dela (um dos sintomas da esquizofrenia). E que boa iniciativa, espero que dê certo para você também!

  19. Contem para mim: qual foi a compra de baixo valor que vocês fizeram recentemente que teve o melhor custo-benefício? Algo que superou as expectativas, ou seja, que acabou se revelando mais útil e/ou satisfatório do que vocês antecipavam?

      1. Eu uso um carrinho de carga para levar coisas da cidade onde moro até a Santa Ifigênia. Agora mesmo estou usando e a caminho.

      2. Qual foi o modelo que você comprou? Se tiver o link melhor ainda. Vem procurando um carrinho de compras há algum tempo, mas nunca encontrei um bom (sempre esbarrei em reclamações sobre a durabilidade do mesmo, da rodinha, etc.)

    1. Um cinto dupla face feito de lona, com um sistema simples demais, mas que não vai se soltando ao longo do dia. BR Force é a marca.

    2. Ei! Comigo só funciona ter compras de baixo valor! Senão nem compro!

    3. Uma camisa da Oxer, modelo Dry Tunin New por R$22,49

      Comprei umas camisas maiores para malhar (pandemia me deu uns quilinhos a mais) e me surpreendi com essa camisa. Custou muito pouco e tem um tecido muito bom e as cores são bem sóbrias. Cogitando inclusive comprar mais para usar no dia a dia, visto que ela se passa muito bem por uma “camisa normal”

    4. Uma vassoura mágica, conhecida em alguns lugares como Feiticeira. Paguei uns 80 reais, mas o valor que ganhei de não ter que ficar usando vassoura e pá ou aspirador pra limpar sujeiras pequenas é imensurável.

      1. Esse tipo de vassoura coleta bem a poeira, pelos e cabelos? Sempre vi esse tipo de vassoura e torcia o nariz achando que era ruim/de baixa qualidade. Porém, vassoura, Mop e aspirador não tem sido muito práticos pra mim.

    5. Um moedor de grão de café. Não é exatamente barato (uns 300), mas a qualidade do café que faço melhorou drasticamente

    6. Olha… recentemente? Acho que foi 5 kg de arroz por R$ 16,90. AUHSuAHSuahsu xD

    7. Mixer
      Caixinha blutu
      Amazon Prime (rs)
      Prensa francesa

      E espero que muito em breve um afiador de facas

    8. Não foi tão barato assim, mas o braço de monitor é algo que eu deveria ter comprado antes. Além da flexibilidade de posição, é muito bom ter o espaço embaixo livre, poder esconder os cabos e virar o monitor para conectar cabos.

    9. Paguei uns 20 em um triturador manual de alho, tomate e cebola. Puxo uma cordinha nele para girar 3 lâminas que trituram em segundos, super prático, não choro mais picando cebolas.

      1. Eu comprei um tempos atrás. Minha mãe quebrou. O acrílico do pote é bem sensível a quedas

    10. tomada wi-Fi
      o que seria apenas uma comodidade, me permiteu monitorar o consumo de diversos aparelhos e estudar a troca por alternativas mais eficientes.

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