Falha de 21 anos é corrigida no Firefox para macOS

Acompanhe esta linha do tempo:

  • 5 de abril de 2000. Uma pessoa reportou um problema nos menus de contexto do Firefox para o então MacOS: eles não usavam menus nativos do sistema, o que gerava inconsistências visuais e vetores para o surgimento de outras falhas — uma comparação entre os menus de contexto no Firefox e no Safari. Houve algum debate, mas o assunto morreu.
  • 4 de dezembro de 2020. Markus Stange escreveu: “Comecei a dar uma olhada nisto” seguido de um texto enorme detalhando o bug, o que reiniciou as discussões.
  • 27 de abril de 2021. Markus anuncia que a correção do problema foi incorporada ao Firefox Nightly, a versão de testes mais experimental do navegador, e deverá estar na versão 89 estável, que deve sair logo.

É isso: uma falha de 21 anos, anterior ao próprio macOS, foi corrigida no Firefox do macOS. Via Bugzilla (em inglês).

Implantação de moeda digital aumentaria potência da política monetária, diz BC

O Banco Central (BC) anunciou que estuda a criação de uma moeda digital para o Brasil. Diferentemente do bitcoin e outras do tipo, ela seria emitida pelo próprio BC, teria paridade com o real (ou seja, não se valorizaria livremente) e seu uso seria mediado pelos bancos.

Fabio Araujo, que coordena esse trabalho, disse que se trata de um “novo mecanismo de provisão de liquidez”, mas estou tendo alguma dificuldade para entender o que essa moeda digital traria de novidade prática à mesa. Para muita gente, o real já é, de certa forma, digitalizado, não? Via Valor Investe.

Anatel pede que lojas de marketplace parem de vender produtos não homologados

A Anatel enviou um ofício a grandes varejistas brasileiros que operam marketplaces pedindo a eles adotem medidas preventivas e repressivas contra a venda de produtos de telecomunicações não homologados. Via TeleTime.

Em março de 2019, o Manual do Usuário denunciou youtubers brasileiros que indicavam celulares não homologados a troco de comissões das lojas. A maioria das lojas era de fora, mas a Amazon aparecia nas descrições de vídeos. Questionei à Amazon se a empresa estava ciente da comercialização de produtos irregulares por lojistas do seu marketplace. A resposta foi: “As vendas desses dispositivos na Amazon.com.br são feitas pelo sistema de marketplace. Para questões mais específicas, sugerimos contatar diretamente o(s) vendedor(es) do produto.”

Parem de usar meu vídeo sobre urnas eletrônicas

Um vídeo de 2017 do Ronaldo Lemos, editado e tirado de contexto, está circulando em grupos de WhatsApp como argumento contra a urna eletrônica brasileira. Em uma coluna, Ronaldo pede para que parem de usá-lo e explica que “essa tentativa de propaganda com a minha fala é enganosa e absurda”. Fala-se muito dos perigos de deepfakes, mas um simples Movie Maker nas mãos de alguém mal intencionado já é capaz de causar muitos estragos. Via Folha de S.Paulo (com paywall).

Sublime Text 4

A versão final do Sublime Text 4 (macOS, Ubuntu e Windows) foi lançada. Trata-se de um editor de texto/código com foco em velocidade — e, de fato, fiquei surpreso com sua agilidade em comparação ao Atom, que costumo usar para fuçar no código do Manual do Usuário. As maiores novidades são a nova interface, suporte ao Apple M1 e Linux ARM64, uso da GPU para renderizar a interface e alguns novos recursos de manipulação de código. Via Sublime Text (em inglês).

Esta versão do Sublime Text traz uma mudança importante em seu licenciamento. Agora, a aquisição do aplicativo dá direito a uma janela de três anos de atualizações, sejam elas pequenas ou grandes (tipo um “Sublime Text 5”). Após esse período, o usuário perde direito às atualizações, mas mantém a última versão por tempo indeterminado. Segundo a empresa, esses termos permitem a ela “entregar atualizações mais frequentes e empolgantes assim que elas estiverem prontas”, dispensando-os de terem que esperar uma grande versão para entregá-las.

A licença do Sublime Text 4 custa US$ 80 (por tempo limitado; preço normal é US$ 99), mas, até onde sei, é possível usá-la gratuitamente em troca prompts periódicos para comprar a licença — como o WinRAR.

[Basecamp] Depois da tormenta

Quase um mês depois de uma lavagem de roupa suja em público que arranhou a sua imagem e custou-lhe 1/3 da força de trabalho, as coisas parecem estar calmas no Basecamp. Em seu blog, David Heinemeier Hansson relata que na semana mais caótica eles perderam assinantes do serviço de e-mail Hey, mas ganharam novos no Basecamp, e que depois disso as coisas voltaram à normalidade e começaram a contratar novos funcionários para os cargos vagos. Via @dhh/Hey World (em inglês).

Alphabet, Amazon, Apple e Facebook lucraram US$ 154,6 bilhões em 2020

Gráfico em barras, com divisórias, mostrando a lucratividade de Alphabet, Amazon, Apple e Facebook de 2007 até 2020.
Dados: FactSet, documentos das empresas. Gráfico: Axios/Reprodução.

Desde 2018, a preocupação com o poder crescente e aparentemente sem limites da big tech tem aumentado. Apesar disso, o chamado “techlash” não se nota nos balanços trimestrais dessas empresas, como se nota por este levantamento da lucratividade das quatro mais criticadas — Alphabet, Amazon, Apple e Facebook. Em 2020, primeiro ano da pandemia, elas lucraram juntas US$ 154,6 bilhões. Via Axios (em inglês).

Em paralelo, a OCDE discute um imposto mínimo global para multinacionais, a fim de evitar uma corrida ao fundo do poço entre os países, que baixam os impostos locais do tipo a fim de atraírem as maiores empresas estrangeiras. Na última quinta (20), os Estados Unidos propuseram que a taxa seja de no mínimo 15% — lá, a taxa é de 21%, mas o presidente Joe Biden quer aumentá-la para 28%. A notícia foi bem recebida por outros países, como a Alemanha. Via Associated Press (em inglês), CNBC (em inglês).

Como conseguir um emprego na área de tecnologia

Oferecimento: Em maio, a Revelo ganhou as páginas do Manual do Usuário para falar do Revelo UP, seu programa de financiamento de cursos na área de tecnologia. Estamos próximos do fim da campanha, uma boa hora para revisitar os principais pontos do programa a fim de ajudá-lo(a) a dar um up na carreira.

Achados e perdidos #17

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

Isso significa que o uso do formato AMP não é mais obrigatório e que qualquer página, independentemente da pontuação nas Principais métricas da Web ou do status da experiência na página, estará qualificada para aparecer no carrossel de notícias principais.

— Google. A atualização do algoritmo do buscador do Google, prevista para junho, acaba com o privilégio do AMP de aparecer em certos locais das páginas de resultados. Agora, os critérios para a veiculação passam a ser os “web vitals” (em inglês). Para entender o que é o AMP e por que ele é nocivo à […]

O novo Spectacles da Snap permite que você veja o mundo em realidade aumentada

Mulher usando os óculos avantajados da Snap. Ao fundo, algumas árvores desfocadas e o céu azul.
Foto: Snap/Divulgação.

Há de ser reconhecido o esforço da Snap em criar óculos cada vez mais feios. Desta vez, a empresa apresentou um Spectacles de realidade aumentada. Não está à venda, é só para criadores de conteúdo em RA, e… sim, se isso chegar ao mercado, provavelmente terá um visual menos “óculos 3D de cinema”. Esse “se”, porém, ainda é forte: o modelo atual só dura 30 minutos antes da bateria morrer. Veja em vídeo o que o usuário vê nas lentes. Via The Verge (em inglês).

Ministro manda ofício às empresas pedindo remoção de ícone 5G para redes DSS

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, enviou um ofício às operadoras móveis que atuam no Brasil sugerindo que elas removam o ícone do 5G da tela do celular de quem já tem acesso ao 5G DSS, uma tecnologia que combina antenas 4G para aumentar a velocidade. Via TeleTime.

Acontece que, como o TeleTime explica aqui, o 5G DSS é 5G segundo os padrões internacionais de telecomunicações. Por que, então, o ícone 5G preocupa tanto o ministro? No ofício, ele mesmo explica:

Assim, a população brasileira é induzida a concluir, erroneamente, que: (i) a tecnologia 5G já foi implantada no Brasil; (ii) não resultou em melhoria significativa da qualidade dos serviços móveis; e (iii) é injustificado o empenho do Governo federal na realização da maior licitação de autorização de uso de radiofrequências da história do Brasil.

Twitter relança programa de verificação de perfis

O Twitter relançou o programa de verificação de contas, suspenso desde 2017. No anúncio, a empresa explica que “[o] selo azul é uma forma de ajudar as pessoas a identificar contas autênticas de grande interesse público”, o que “leva a conversas mais saudáveis ​​e esclarecedoras”. Há uma lista categorias elegíveis — a saber: poder público; empresas, marcas e organizações sem fins lucrativos; jornalismo; entretenimento; esportes; ativistas e outros indivíduos influentes. Via Twitter.

Por esses critérios, eu e o Manual somos elegíveis, e embora ter um selo de verificado nunca tenha sido uma prioridade ou mesmo um desejo, vou nos candidatar. Para você que usa Twitter, faz alguma diferença dialogar/seguir perfis verificados ou não?

O site recebe uma comissão quando você clica nos links abaixo antes de fazer suas compras. Você não paga nada a mais por isso.

Nossas indicações literárias »

Manual do Usuário