Em 2021, o Manual do Usuário firmou duas parcerias de conteúdo de longo prazo: com o LABS News e com o Núcleo Jornalismo. Elas me desafiam a tornar este pequeno site melhor e, em troca, acho que ajudo a torná-los veículos melhores e mais completos também. É bom crescer ao lado de gente boa e legal!

O Núcleo publicou um raio-x do projeto dia desses, destacando seus números e vários reconhecimentos ao longo de 2021. O LABS também fechou o ano celebrando crescimento e expansão linguística — com o espanhol somando-se às versões em inglês e português e uma nova newsletter em português.

Agradeço às duas equipes, em especial àqueles com quem estou sempre conversando para fazer as parcerias funcionarem: Fabiane Ziolla Menezes e Carolina Pompeo no LABS, e Sérgio Spagnuolo, Alexandre Orrico, Samira Menezes e Jade Drummond no Núcleo. Em 2022, seguimos juntos.

Achados e perdidos #47

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

O Achados e perdidos (e o Manual do Usuário) entra em recesso e volta na semana do dia 17 de janeiro. Bom descanso a todos nós — estamos precisando!

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Um ano difícil para a big tech

O roteirista de 2021 caprichou: logo na largada, no dia 6 de janeiro, um bando de lunáticos, insuflados pelo próprio presidente dos Estados Unidos, invadiu o Capitólio numa tentativa explícita de golpe de estado. Não conseguiram, mas deixaram no caminho alguns mortos, centenas de feridos e o mundo atônito.

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Post livre #299 — O último de 2021

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha na segunda-feira ao meio-dia.

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu o vínculo empregatício entre um motorista e a Uber. Outras turmas da corte (4ª e 5ª) já haviam decidido em sentido contrário, o que levará o assunto a uma subseção a fim de uniformizar o entendimento do tribunal. Via Folha de S.Paulo.

O Google revelou que o Android Go, versão do sistema destinada a celulares mais simples, é usado por 200 milhões de pessoas. Em 2022, a empresa lançará o Android Go 12 com algumas melhorias exclusivas em relação ao Android convencional. A maior delas é velocidade, com a promessa de que os apps abrirão até 30% mais rápido que no Android Go 11. É uma novidade bem-vinda: quando testei o sistema, no final de 2018, a lentidão generalizada foi o destaque negativo. Via Google (em inglês).

Em outubro, a Microsoft fechou o LinkedIn na China alegando um “ambiente operacional desafiador”, mas prometendo um novo aplicativo sem a parte “desafiadora” — leia-se o feed de notícias.

Esse app chegou. Chama-se InCareer e é uma espécie de LinkedIn dos sonhos: ele preserva os perfis profissionais, as oportunidades de emprego e o bate-papo e todo o aparato para recrutadores, com uma interface simplificada e sem anúncios. No post/anúncio do app, há um vídeo detalhando seu funcionamento. Para o bem e para o mal, o InCareer está disponível apenas na China. Via LinkedIn (em inglês).

A System76 liberou a versão final do Pop_OS! 21.10, sua popular distribuição Linux. Dois destaques: uma nova Biblioteca de Aplicativos, que ao contrário da do Gnome Shell não ocupa a tela inteira, e uma versão especial para Raspberry Pi 4 e 400, chamada Pop_Pi. Ainda é um “tech preview”, o que significa que falhas podem ocorrer.

O Pop_OS! 21.10 vem com kernel Linux 5.15.5 e os drivers Nvidia mais recentes, Gnome 40 como base e outras melhorias, é gratuito e funciona em qualquer computador compatível — não é exclusivo para as máquinas da System76. Baixe-o no link ao lado. Via System76 (em inglês).

O escritório em casa do coordenador de marketing Thiago Azevedo

Durante a pandemia de COVID-19, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Thiago.

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Adotar um nome (relativamente) comum como marca traz um risco enorme: o de deparar-se com outras empresas e pessoas que o usavam anteriormente. Meta, o novo nome do Facebook, não é lá dos mais originais, e a maneira como a empresa de Zuckerberg vem lidando com as inevitáveis coincidências tem sido irregular.

Ao Meta Financial Group, um banco regional dos Estados Unidos, o Facebook pagou US$ 60 milhões pelos direitos do nome Meta. A compra foi feita por uma empresa afiliada do Facebook, a Beige Key. Um porta-voz confirmou a relação entre as duas.

Do outro lado do mundo, na Austrália, a artista Thea-Mai Baumann tinha o nome de usuária @metaverse no Instagram desde 2012. Nesse caso, o Facebook simplesmente desabilitou sua conta cinco dias depois de apresentar sua nova marca, alegando que Thea-Mai estava tentando se passar por outra pessoa. Tipo confisco mesmo. Se hoje está assim, imagina no metaverso do Facebook… Via Reuters (em inglês), New York Times (em inglês).

A coisa mais legal do iOS/iPad 15.2, lançado nesta segunda (13), é o relatório de privacidade dos apps. (Ele vem desativado por padrão. Entre em Ajustes, Privacidade, Relatório de Privacidade dos Apps e ative-o.) Por ele, é possível ver quais recursos (câmera, microfone, contatos) e quais domínios e endereços IP cada aplicativo usou/trocou informações. Uma mão na roda para detectar comportamentos estranhos e turbinar as listas de bloqueios de soluções como o Pi-Hole.

Outra novidade legal é a liberação do Ocultar Meu E-mail para assinantes do iCloud+, que permite a criação de e-mails aleatórios que direcionam as mensagens enviadas à sua caixa de entrada — parecido com o Firefox Relay e outros serviços dedicados.

Atualização (13h30): O Ocultar Meu E-mail já estava disponível. A novidade é que ele agora está disponível diretamente do app Mail. Valeu pelo aviso, Lacorte!

A Adobe lançou o Adobe Creative Cloud Express, serviço baseado em templates para a criação rápida e facilitada de artes visuais — em outras palavras, seu rival do Canva. Tem versão web e apps para Android e iOS, versão grátis e uma paga, de R$ 43/mês, com acesso a fotos, fontes e muito material da Adobe. Via TechCrunch (em inglês).

A pandemia de Covid-19 causou uma leve aceleração no número total de seres humanos conectados à internet, segundo a União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês). Entre 2019 e (a estimativa de) 2021, o salto foi de nove pontos percentuais, o que significa que 63% ou 4,9 bilhões de pessoas têm acesso à rede. Em 2020, o crescimento foi de 10,2%, o maior da década. Das 2,9 bilhões de pessoas ainda desconectadas, 96% estão em países em desenvolvimento. Via ITU (em inglês).