Quem cobre plataformas de redes sociais precisa estar muito atento a dois fatores: celeridade e mesmice. Há poucos dias, o escritor Chris Stokel-Walker publicou uma coluna no Business Insider reclamando do fato de que todos os apps de redes sociais estavam copiando recursos uns dos outros. Caso em tela: os “fleets” do Twitter, ou sua versão dos famigerados stories.

No texto, Chris exalta o Snapchat que, apesar de uma ou outra escorregada, seguia apegado às suas virtudes e peculiaridades. Nesta segunda (23), quatro dias depois da coluna ir ao ar, o Snapchat ganhou o “Holofote”, que é… uma cópia do TikTok. Via Snapchat.

Em algum momento dos últimos meses, o Firefox Relay, foi liberado para todo mundo — no início, estava restrito a convites. Ainda em beta e grátis, ele oferece cinco “máscaras” (ou aliases). Espera-se que, se lançado oficialmente, a Mozilla ofereça um plano pago que remova esse limite.

O Firefox Relay permite criar “máscaras” de e-mail para proteger a privacidade do seu endereço. Em vez de dar o seu e-mail principal num cadastro qualquer, por exemplo, você cria uma máscara/alias (rl4as8r3@relay.firefox.com, por exemplo) que redirecionará mensagens ao seu endereço. Se um dia essa máscara/alias vazar ou começar a enviar mensagens indesejadas, bastará excluí-la para resolver o problema. Dica do leitor Ricardo Santos, via e-mail.

O WhatsApp baniu 1.004 contas que estavam fazendo envio em massa nas eleições municipais a partir de denúncias feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou 31% das contas válidas denunciadas. Segundo a empresa, 63% das contas banidas já haviam sido excluídas automaticamente. Via TSE.

Pressão funciona? Sem alarde, o Google anunciou recentemente que a partir de maio de 2021 deixará de privilegiar a páginas AMP nos resultados da busca. “Toda página que estiver de acordo com as Políticas de conteúdo do Google Notícias será qualificada, e priorizaremos páginas com ótima experiência, implementadas usando AMP ou qualquer outra tecnologia da Web, conforme classificamos os resultados”, diz o anúncio.

AMP, ou Accelerated Mobile Pages, é um padrão criado pelo Google que limita os tipos de código que um site pode usar na construção de páginas e passa todas elas pelo cache do Google, o que gera acessos quase instantâneos. (Se estiver com tempo, leia este ensaio maravilhoso para entender o problema.) Até agora, apenas páginas AMP apareciam naqueles carrosséis de notícias nos resultados do Google, uma medida controversa e que tem cheiro, aparência e gosto de anticompetitiva. Via Google.

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A vida sem Instagram

No dia 18 de novembro de 2018, pouco depois do meio-dia, excluí o meu perfil no Instagram (veja como fazer). Já vinha ensaiando havia semanas, sem o app no celular nem acesso via web, pelo computador. Achei que fosse sentir falta, mas aí não senti.

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Gaste pouco com o Surfshark e tenha acesso à Netflix de outros países

por Manual do Usuário

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SurfShark

A internet é global, mas há algumas diferenças importantes ao acessá-la de diferentes países. VPNs como o Surfshark, que patrocina o Manual do Usuário esta semana, ajudam a ver a rede como se estivéssemos em outros países e a curtir as peculiaridades de cada local, como acervos diferentes da Netflix.

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Post livre #248

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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Somente canais de parceiros do YouTube, canais com uma quantidade mínima de inscritos e horas visualizadas e que sinalizam interesse no programa, veiculavam anúncios na plataforma de vídeos do YouTube. Isso mudou. Uma atualização dos termos de serviço publicada nesta quarta (18) informa que, aos poucos, o YouTube passará a inserir anúncios mesmo em canais que não são monetizados — e sem dividir a receita gerada por eles com seus proprietários.

O YouTube diz que esta medida “é parte dos nossos investimentos contínuos em novas soluções que ajudem os anunciantes a alcançar, com responsabilidade, a escala total do YouTube para se conectarem com suas audiências e aumentarem seus negócios”.

Uma semana depois de anunciar o fim da gratuidade do Google Fotos, o Google faz outro movimento similar no YouTube. Via Social Media Today, YouTube (em inglês).

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique ali nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

A partir de 1º de janeiro de 2021, a Apple reduzirá pela metade — de 30% para 15% — a taxa cobrada na venda de apps e compras dentro de apps publicados na App Store àqueles que faturaram até US$ 1 milhão em 2020. O programa é “opt-in”, ou seja, quem for elegível precisará sinalizar interesse nele, e valerá também desenvolvedores recém-chegados à App Store.

É um evidente resultado da pressão que a Apple vem tomando de empresas como Spotify, MatchGroup (do Tinder), Epic (do Fortnite) e Basecamp, que reclamam da taxa de 30% cobrada pela Apple e de algumas políticas da App Store. A nova taxa reduzida ajuda na defesa da Apple e beneficia muitos desenvolvedores (provavelmente a maioria deles), e só a elas — às grandonas, que se posicionam mais firmemente, continua tudo igual. Tim Sweeney, fundador e CEO da Epic, disse que a Apple tenta, com essa estratégia, causar divisão entre os desenvolvedores. Em nota, o Spotify afirmou o óbvio: que a novidade não altera em nada as rusgas da empresa com a Apple e a App Store. Via Apple, Variety (em inglês).

Dois meses após entrar no ramo de podcasts nos Estados Unidos, a Amazon repete o movimento no Brasil. A oferta de podcasts fica dentro do Amazon Music, ou seja, é similar ao Spotify. Outra semelhança é a presença de podcasts exclusivos. O primeiro — e único, mas não por muito tempo — é o A música do dia, em que o jornalista e músico Nelson Motta apresenta 101 músicas que marcaram sua vida. Via TechTudo.

Google e Mozilla lançaram novas versões dos seus navegadores prometendo menos consumo de recursos do computador.

O Chrome 87 agora prioriza abas em primeiro plano. Na prática, segundo testes internos do Google, a nova versão reduz o consumo de CPU em cinco vezes e estende a autonomia da bateria (qual?) em 1,25 hora. Em velocidade, a empresa promete que ele agora inicializa 25% mais rápido e carrega páginas 7% mais rápido. Via Google (em inglês).

No Firefox 83, a Mozilla promete que seu navegador está 15% mais rápido no carregamento de páginas, 12% mais responsivo e que reduziu o consumo de memória em 8%. Uma novidade legal é uma opção que força conexões HTTPS (criptografadas), similar a extensões como a HTTPS Everywhere. Via Venturebeat (em inglês).

Eu sempre recorri ao IMDb para pegar referências de filmes. Funciona bem, mas me incomoda um pouco por ser da Amazon. Para minha surpresa, ontem descobri a existência do The Movie Database, ou TMDb, uma alternativa independente, feita pela comunidade e com “forte foco internacional”. O TMDb existe desde 2008 e tem até uma API, usada por diversos apps. Virou a minha nova referência para filmes.