Um estudo da agência australiana CSIRO indicou que o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, poderia sobreviver até 28 dias em superfícies como o vidro das telas de celulares. Os resultados causaram alguma comoção, mas é preciso cautela na interpretação. Via BBC Brasil.

Os testes laboratoriais foram conduzidos no escuro, em um ambiente com temperatura controlada e sem o uso de muco humano, que costuma acompanhar o espalhamento do coronavírus. O mundo real afeta drasticamente os resultados — basta lembrarmos dos medicamentos que, em laboratório, se mostram eficazes contra o coronavírus, mas que no corpo humano, não. Um professor da Universidade de Cardiff, Ron Eccles, disse à reportagem da BBC que o estudo australiano causa um “medo desnecessário nas pessoas”.

Na dúvida, higienize seu celular sempre que sair de casa. Tem uma matéria explicando como aqui no Manual.

Três dos cinco indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para compor a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fazer valer a LGPD, são militares. Levantamento do Data Privacy indica que somente em dois outros países entre as 20 maiores economias do mundo há militares em órgãos do tipo: China e Rússia. Não são exatamente referências em respeito à privacidade dos cidadãos. Via Folha.

Vem aí mais uma mudança nos apps de mensagens do Google. O Hangouts será substituído pelo Google Chat no primeiro semestre de 2021. Com isso, o Google Chat se tornará gratuito e acessível a usuários domésticos, que não estão no Google Workspace. Lembre-se que, em paralelo, o Google ainda oferece o Google Mensagens (para SMS/RCS), e que nenhum dos dois com criptografia de ponta a ponta. Via 9to5Google (em inglês).

O C6 Bank foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil e a estornar quase R$ 30 mil na conta de um cliente que teve o celular roubado. O assaltante conseguiu fazer cinco transferências pelo aplicativo do celular para outras contas que totalizaram R$ 29.990.

Um detalhe curioso. O C6 argumentou que as transferências só poderiam ter sido feitas com a senha “secreta, pessoal e intransferível”. Na sentença, a juíza Claudia Carneiro Calbucci Renaux, da 7ª Vara Cível de São Paulo, disse que “a forma como a senha chegou ao conhecimento do terceiro assume pouca importância na conclusão da responsabilidade do banco”, e que caberia ao banco provar que o cliente teve participação na fraude. Via Jota (paywall).

A partir de 16/11, o Google tornará o Google Meet, sua solução de videochamadas, a opção padrão para os usuários do Google Workspace (antigo G Suite). A mudança é “opt-out”, ou seja, se uma empresa quiser continuar usando outra solução como padrão nos novos agendamentos, terá que desmarcar um item nas configurações.

O Google Meet ainda come poeira do Zoom, líder no segmento — são 100 milhões de usuários contra 500 milhões do rival. É nesse tipo de comportamento, quando uma empresa usa o poder que tem em um segmento para alavancar seu produto menos popular de outro, que configura o abuso. Via Forbes (em inglês).

Facebook e Twitter removeram links a uma reportagem do jornal New York Post que liga a família Biden, do candidato democrata à Presidência dos EUA, a negociações suspeitas com a Ucrânia. No Facebook, o bloqueio à URL veio antes que verificadores de fatos independentes avaliassem o material; já o Twitter se embasou em uma política sua que proíbe a veiculação de dados pessoais obtidos via hacking.

Sem entrar no mérito da reportagem, é uma situação que merece atenção. Aparentemente, Facebook e Twitter não cometeram qualquer ilegalidade à luz da legislação norte-americana (via The Verge), porém uma ação forte e abrupta do tipo coloca em xeque o argumento das redes de que elas não são árbitras da verdade. E dado o poder que têm no debate público, há quase um consenso de que se abriu um precedente perigoso.

No Twitter, que sequer deixa postar a URL em tuítes e DMs, o CEO Jack Dorsey disse que a comunicação da medida foi ruim e que o bloqueio da URL sem qualquer contexto é “inaceitável”. Via Reuters.

A Sony revelou, em um vídeo de 11 minutos, a interface do PlayStation 5. O último video game que eu tive foi o Xbox 360, e já naquela época achava o painel muito burocrático. Esse é ainda mais. E extremamente verticalizado — tem notícias, tutoriais em vídeo (só para pagantes da PS Plus) e incentivos pesados para interação (PiP de gameplay de amigos?). Acho que estou ficando velho para essas coisas. Via YouTube, em inglês.

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/ano sete

Nesta data querida de um ano tão sofrido como 2020, o Manual do Usuário chega a seu sétimo aniversário. E como sempre acontece nesta ocasião, é hora de revisar o que deu certo e o que não deu, revelar os planos para o futuro próximo e, claro, celebrar! ?

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Como funciona um apoio comercial em uma mídia independente

por Gislaine Bueno

Se você acompanhou o Manual do Usuário ao longo do ano, percebeu que a divulgação comercial de marcas, empresas e produtos passou a ser um pouco mais recorrente por aqui. Em 2020 iniciamos o trabalho de gestão de parcerias e ações de publicidade. E quem faz isso, atualmente, sou eu, a autora desse texto. Meu nome é Gislaine Bueno, sou jornalista especializada em Comunicação Empresarial com experiência em gerenciamento de vendas, especificamente em agências de marketing.

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Pelo meio ambiente

No dia em que a Apple apresentou o iPhone 12, falou-se mais de um “não produto” que dos novos celulares. Especificamente, da remoção do carregador de parede e dos fones de ouvido das caixas dos novos modelos e dos antigos que continuam à venda (SE, XR e 11).

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O meu escritório em casa

Hoje você vai conhecer o lugar onde a magia do Manual do Usuário acontece. Por ocasião do aniversário do site, achei que seria uma boa oportunidade para mostrar o meu escritório doméstico, que já era o meu local de trabalho antes da pandemia e provavelmente continuará sendo depois que ela passar.

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Post livre #243

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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O ótimo Down Dog, um app de ioga, está procurando tradutores-narradores para traduzir as instruções do app, do inglês para o português. É um trabalho remoto, de meio período e paga US$ 100 por hora traduzida. Experiência no ensino de ioga é um diferencial/desejável. A inscrição pode ser feita neste formulário.

O maior fator de diferenciação entre os modelos “simples” e Pro da linha iPhone 12 é a câmera. E foram tantas novidades que um guia, como este do Bruno Santana no MacMagazine, acaba sendo útil para entender quais recursos estão disponíveis em quais modelos. Embora tudo pareça muito impressionante, achei a narrativa técnica demais — muito “Pro”; até que ponto captar vídeo em Dolby Vision importa ao consumidor que gravará a maioria dos seus vídeos no Instagram, para ser visto em outros celulares carentes da tecnologia? E, salvo engano pela primeira vez desde o iPhone 8 Plus, de 2017, quem quiser a melhor câmera da Apple terá que recorrer ao modelo grandalhão — no caso, o iPhone 12 Pro Max.