Dicas

Dr. Bactéria ensina como limpar a tela do seu celular

Tela de iPhone antigo cheia de marcas de dedos.

Nota do editor: Este artigo foi publicado muito antes da crise do coronavírus SARS-CoV-2, que se alastrou pelo mundo no começo de 2020 causando a doença COVID-19. As dicas abaixo são válidas para prevenir a contaminação do novo coronavírus pelo manejo de celulares e tablets. Estudos preliminares indicam que o SARS-CoV-2 pode sobreviver por dias no vidro usado nas telas desses aparelhos. E lembre-se: a medida mais importante nesse sentido é lavar sempre as mãos com água e sabão.

Eu já tinha terminado de conferir as novidades da LG e estava rodando os estandes da linha branca no enorme showroom montado pela fabricante. Entre as máquinas de lavar roupa e os aparelhos de ar condicionado, estava um senhor de jaleco falando animadamente com uma jornalista. Hey, é o Dr. Bactéria!

Famoso por um quadro no Fantástico, da Rede Globo, e diversos outros em programas matinais da Record, Roberto Figueiredo, o Dr. Bactéria, é uma figura. Aproximei-me quando ele explicava o mecanismo de eliminação de germes do ar condicionado da LG e afirmava que umidificadores de ar são ineficazes para minimizar os sintomas da rinite. “Você é o quê, uma samambaia pra reter umidade do ar? A água que você tem é a água que você bebe”, disse.

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Dr. Bactéria dando explicações a uma senhora.

Aproveitei a oportunidade para tirar uma dúvida antiga: como higienizar a tela do smartphone? Pessoalmente, uso um pano de microfibra da Scotch-Brite para remover marcas de dedos (e, segundo o Dr. Roberto, “lustrar bactérias”), mas já sabia que apesar de ter propriedades quase místicas na execução do seu objetivo, é uma solução meramente estética. Ele não resolve a contaminação, que é um problema real: “O celular tem mais bactérias que a sola do seu sapato,” explicou. E você ainda come mexendo no celular! É bem maluco (e nojento) pensar nisso.

Felizmente o Dr. Bactéria tinha a resposta para o meu dilema na ponta da língua:

“Sabe o que você faz? Vai em qualquer casa de materiais eletrônicos e pede álcool isopropílico. Molha um paninho, e uma vez por semana você passa.”

Para ser mais exato, após embeber o pano no álcool isopropílico, torça-o bem e passe na tela. Repita o processo uma vez por semana para manter as bactérias longe do seu celular ou tablet.

Questionei se isso não danificaria o painel touch. Tive como resposta um enfático “não.” Só preste atenção para não confundir com o álcool etílico, aquele tradicional que se usa(va?) para acender churrasqueira. Esse, segundo o especialista, pode estragar a tela.

Esse assunto sempre foi controverso porque fabricantes como a Apple não garantiam a integridade de seus celulares ou mesmo da camada oleofóbica que reveste telas de aparelhos modernos após o contato com álcool isopropílico. Com a crise do coronavírus SARS-CoV-2, a Apple alterou sua documentação para dizer, explicitamente, que pode sim usar “lenço com álcool isopropílico com concentração de 70%” sem que isso enseje riscos ao aparelho. Em paralelo, a colunista de tecnologia pessoal do Wall Street Journal, Joanna Stern, aplicou centenas de vezes produtos do tipo em um iPhone 8 a fim de testar a camada oleofóbica da tela. Ela resistiu muito bem.

Não achou álcool isopropílico? Dr. Bactéria oferece uma alternativa:

“Vai numa loja de coisas para nenéns, compra aqueles lenços de papel para limpar bumbum de neném, sabe? Uma vez por semana dá uma passada.”

Outra alternativa é pegar “aquele negócio de limpar feridinha” que tem nos hospitais, pois tem álcool isopropílico ali. É mais difícil de achá-lo e ralar o joelho para ir a uma unidade de pronto atendimento descolar esse tipo de álcool parece uma ideia errada.

O mais legal é que embora estivesse ali para explicar as vantagens do ar condicionado da LG, o Dr. Roberto tirou dúvidas das mais variadas de jornalistas e curiosos que passavam por ali. O cara é tão simpático quanto aparenta na TV.

Viajei para São Paulo a convite da LG.

Atualizada em 14 de março de 2020 com informações sobre o coronavírus SARS-CoV-2.

Foto do topo: Anssi Koskinen/Flickr.

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20 comentários

  1. Eu gostaria de saber quais lenços umedecidos devemos utilizar para limpar os celulares,se pode ser qualquer um ou tem específicos?
    Porque tem alguns que falam que não tem álcool isopropílico.

  2. Olá,
    Eu sempre limpei o meu celular com o alcool etilico, 1 vez por dia… nunca tive problema com o touchscrenn. Acredito também que isso não fara diferença em uma contaminação do Covid-19, pois sabemos que a contaminação se da de outras formas… trata-se apenas de habitos de higiene.

  3. Olha, se você não vai ao banheiro com o celular, o argumento de que há bactérias em todos os lugares e tal até se sustenta. Mas se você vai ao banheiro com ele, é óbvio que você está contaminado a superfície do celular. Prineiro com suas mãos (não é a toa que lavar as mãos depois de ir ao banheiro é procedimento básico de higiene), depois quando você dá descarga, caso você não baixe a tampa do vaso sanitário, e ainda quando você apoia seu celular em qualquer superfície dentro do banheiro. Simples assim.

  4. Então paninho com álcool remove totalmente bactérias, vírus e fungos das telas de celulares?? Esse Dr. Bactéria é mesmo uma piada!! Esqueceram das aulas de biologia?? Todos os seres vivos são compostos por células que possuem membranas externas feitas de lipídeos (gorduras). E álcool não destrói gordura. Se álcool fosse eficiente na assepsia, cirurgiões não se lavariam com água e sabão em abundância antes das cirurgias. Só que não dá para lavar celulares com água e sabão sem danificá-los. O único método certeiro para limpar superfícies de todos os tipos de germes é luz UV (Ultravioleta), que destrói a estrutura do DNA de todos os seres vivos impedindo estes de se multiplicarem, causando sua total destruição. Nos países desenvolvidos, existem esterilizadores de celulares, smartphones e acessórios baratos e portáteis à venda na internet, que usam fortes lâmpadas UV e destroem totalmente todos os germes em poucos minutos. Sem barulho, sem cheiro, sem contra-indicações. Infelizmente é difícil achar esses aparelhos portáteis no Brasil, com excessão de um único modelo à venda no Mercado Livre que no entanto não acomoda em seu interior grande parte dos celulares mais modernos com maiores dimensões. Alguns salões de beleza usam aparelhos desse tipo para esterilizarem sua instrumentos, porém não são portáteis. Outros ainda maiores são encontrados em hospitais, laboratórios clínicos e em estações de tratamento de água mais sofisticadas.

    1. Os celulares modernos tem uma vedação boa é altamente improvável que bactérias e vírus se instalem no seu interior, onde inclusive o usuário raramente mexe. O risco existe na parte externa, em especial na tela que entra em contato com as mãos, boca, orelhas e o rosto de uma forma geral. Para esterilizar por dentro seria necessário uma dose de radiação como a usada num tratamento contra o câncer. Sem exageros pois radiação excessiva pode queimar componentes eletrônicos. Por fora em superfícies o único método barato e certeiro é a luz ultravioleta (UV).

  5. Olha, sei que é o Dr. Bactéria e tal, mas eu já li algumas vezes que álcool isopropílico retira a camada oleofóbica da tela do smartphone. E a única diferença entre o isopropílico e o etílico é a quantidade de água – não faz sentido que água seja nociva pra tela do telefone.

    1. Com alguns anos de atraso (!), uma resposta. Não falei com o Dr. Bactéria, mas também li relatos de que álcool isopropílico destrói a camada oleofóbica da tela. De qualquer maneira, não é como se ela fosse muito durável mesmo. No último celular que comprei, um iPhone 8, as marcas de dedos generalizadas começaram a aparecer com pouco mais de um mês de uso…

      E, obviamente, o ideal é não encharcar a tela de álcool e, se possível, passar um pano limpo e seco em seguida.

  6. Caros amigos, Residentes Bacterianos, passar álcool isopropilico não destrói a proteção oleofóbica da tela? (creio q lenço de bebê não).

  7. No dia a dia eu limpo a tela do celular com a camiseta mesmo. Uma vez por semana eu passo um pano levemente úmido na tela, e limpo com álcool comum a carcaça.

  8. uma vez rolou no fantastico uma reportagem dele sobre as bactérias nas bolsas femininas. aí meu professor de microbiologia falou para as gurias não se preocuparem tanto, não há necessidade de limpeza extrema, até por que convivemos com milhares de bactérias no dia a dia. no entanto nao devemos abandonar habitos básicos de higiene, como lavar as mãos.

    1. Exatamente, pois cuidado com higiene não justifica paranoia com higiene. A mania de limpeza faz mal também, principalmente para crianças. A não exposição aos microrganismos comuns faz com que o organismo tenha uma reação exacerbada a eles quando mais velhas, causando alergias e até a síndrome do colon irritado.

      1. Crianças nem deveriam ter contato com telefones celulares e smartphones. Depois ficam igual a uns zumbis que só querem passar horas a fio interagindo com a telinha, se tornando arredios e anti-sociais.

  9. Parando para pensar agora, faz um bom tempo que não me preocupo em ficar limpando a tela do smartphone… Sei lá, acho que o fato de ficar colando e tirando do bolso já da uma ajuda, ai não ligo mais pra isso.

    Sobre a questão da higienização e “O celular tem mais bactérias que a sola do seu sapato”, não sei até que ponto isso é um exagero ou realidade.
    Sei que existem bactérias em tudo o que usamos no dia a dia, que é recomendável lavar as mão depois de andar de metrô/ônibus ou ao usar um telefone público. Mas sinceramente? Eu raramente fico doente. Na verdade, 1 vez por ano no início do inverno (Rio Grande do Sul é foda, quando o frio chega, chega de uma vez). Enfim, não sei se essa “neura” em torno dessas coisas é realmente necessária.

    1. Reality check. A pele de qualquer um possui muito mais bactérias que a sola de um sapato. Inclusive por m². Essa mania de ambiente estéril pra mim é frescuragem. Bactérias não são um problema, bactérias nocivas que são. Afinal Yakut não é saudável?

    2. Não vou entrar no mérito das bactérias, mas da limpeza das telas: Me incomoda pra caramba a quantidade de marca de dedo nas minhas telas. Desde a época dos monitores CRT, ficava p da vida quando batiam o dedão na minha tela. Agora com as touchscreens não tem jeito. Enfim, contrariando o que muita gente comentou, o que uso há algum tempo para essas limpezas é álcool 70º usado em hospital. Vai dissolver a proteção oleofóbica da tela? Possivelmente, mas ela se desfaz naturalmente com o tempo, como demonstrou um cara viciado num joguinho quando a Apple lançou iPhone 3GS, o primeiro produto (que eu me lembro) que marqueteou proteção oleofóbica. No mais eu sempre uso película nas minhas telas, e sempre as limpo com álcool 70º. Só no meu iPod touch 4th gen que nunca viu uma película na vida e que também é limpo com álcool. Em alguns anos de uso não percebi diferença nenhuma na sensibilidade da tela.

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