Sem saberem, grandes empresas financiam desinformação e intolerância na internet: Uma conversa com Matt Rivitz, do Sleeping Giants

Em novembro de 2016, após Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos, o redator publicitário Matt Rivitz abriu o site Breitbart News, ligado ao estrategista de campanha de Trump, Steve Bannon, e peça-chave na cobertura da campanha do republicano. Rivitz ficou horrorizado com o que classificou de conteúdo “incrivelmente intolerante, racista e sexista”. Também chamou a sua atenção a presença de anúncios de grandes marcas ao lado desses comentários. Primeiro, Rivitz questionou se as empresas sabiam que suas marcas estavam sendo veiculadas ao lado de conteúdos reprováveis. E, se ao saberem, tomariam alguma atitude. Decidiu, então, expôr o problema.

Nascia ali o Sleeping Giants, uma conta no Twitter inicialmente anônima que Rivitz criou para conscientizar o mercado dos resultados potencialmente danosos à imagem das empresas que a publicidade programática pode gerar. Esse modelo, liderado pelo Google e praticamente padrão na indústria, automatiza a compra de espaços para a veiculação de anúncios. A empresa X que queira anunciar seu produto nos locais e para as pessoas mais propensas a adquiri-lo paga ao Google, não aos sites e apps anunciantes, e o Google faz o trabalho de combinar as peças aos sites, palavras-chaves no buscador e outras propriedades digitais usando todos os dados que coleta rotineiramente dos seus bilhões de usuários. Obviamente, nem todos os sites são iguais e é nessa que marcas renomadas acabam anunciadas em locais que emanam ódio, racismo, misoginia e toda a sorte de conteúdo errático.

O Sleeping Giants detecta e expõe essas situações. É um trabalho que vem dando resultado: de acordo com a Moat Pro, empresa especializada em inteligência em publicidade, entre o início do perfil e junho de 2018, o número de marcas anunciantes no Breitbart News caiu 80,3% (de 3.300 para 649) e o de peças únicas, 83,5% (de 11.500 para 1.902). Apesar do foco inicial nesse site, hoje o Sleeping Giants mira outros veículos intolerantes e, em alguns casos, indivíduos que desfrutam de posições privilegiadas a despeito de condutas e declarações reprováveis.

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Post livre #200

Em uma bela sexta-feira de fevereiro de 2015, publiquei um post sem conteúdo aqui. Objetivo? Abrir os comentários para a comunidade do Manual do Usuário conversar. “Se funcionar hoje, toda sexta soltarei um post do tipo”, escrevi no final. Funcionou.

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Uma olhada na WT:Social, a rede social do cofundador da Wikipédia

A Wikipédia é um dos projetos mais bem sucedidos e inspiradores da internet. Uma enciclopédia colaborativa, que qualquer um pode editar, gratuita e sem publicidade soa como a descrição de um fracasso inevitável, mas ela segue aí, honrando seus princípios há quase duas décadas e cada vez mais popular e confiável. Jimmy Wales, cofundador da Wikipédia, acredita que um raio pode cair duas vezes no ciberespaço. Com a mesma filosofia, ele agora quer reinventar as redes sociais.

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Post livre #199

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Como seria um Twitter gerenciado pelos próprios usuários, sem a empresa Twitter? Assim

Dia desses me peguei pensando em uma hipotética rede social nos moldes do Twitter, mas sem as suas muitas partes ruins — em especial a vigilância dos hábitos e gostos dos usuários para veiculação de anúncios segmentados e as regras frouxas contra neonazistas, misóginos e outros tipos que não deveriam ter espaço de fala em locais públicos. Dali a alguns minutos, lembrei que essa alternativa já existe. É o Mastodon.

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Mulher abre aplicativo de aluguel de patinetes e se depara com corrida de R$ 110 mil

No último sábado (2), a jornalista Gabriela Valente tomou um susto ao abrir o aplicativo da Grin, marca de aluguel de patinetes elétricos da empresa Grow, e descobrir uma corrida em curso que já estava em mais de R$ 110 mil. Seu comentário em uma rede social com um print da cobrança ainda em andamento viralizou. O Manual do Usuário conversou com a Grow para saber o que aconteceu.

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Quão rápida é a sua conexão? Dicas de como fazer teste de velocidade de internet

* Texto de responsabilidade do anunciante.

Oferecimento:
Bitdefender

Quem nunca ouviu alguém reclamar que a internet está lenta ou que paga caro, mas não tem nem metade da velocidade prometida pela empresa que fornece a conexão?

A melhor forma de descobrir o que está acontecendo, nesses casos, é fazer um teste de velocidade de internet. O teste pode ser realizado usando o computador ou até mesmo o celular, e é bem simples de se fazer: existem sites que fazem a medição sem precisar executar downloads e em poucos cliques.

A seguir daremos algumas dicas de como fazer o teste de velocidade para garantir resultados precisos. Confira!

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Post livre #198

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

O inferno das opções de anúncios do LinkedIn exemplifica a falência da privacidade online

Quando você acessa algum site que contém scripts de rastreamento e cookies de terceiros (basicamente todos eles), consente, muitas vezes tacitamente, em compartilhar seus dados com o site acessado e os vários terceiros donos dos scripts e cookies incluídos no código-fonte. Nunca reparou? Tudo bem, o objetivo é esse mesmo. O estado das coisas é tão caótico que até situações sem lógica ocorrem. Você sabia, por exemplo, que o LinkedIn coleta dados seus mesmo quando você não está logado na plataforma e até mesmo se você não tem uma conta lá?

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