“Quase 88% dos usuários do meu app são brasileiros, mas mais da metade da receita vem dos outros 12%”

Depois de ler aquele post sobre a pesquisa da Opinion Box/Mobile Time que constatou que a maioria dos brasileiros não paga por apps, o leitor Renan Ferrari compartilhou, no nosso grupo secreto no Facebook (só para assinantes), algumas estatísticas interessantes sobre seu app para Android.

O app do Renan é o Grana, um gerenciador financeiro simples e leve que tem o diferencial bacana de contabilizar automaticamente as despesas que o banco comunica ao correntista via SMS — o app detecta a mensagem e faz o lançamento.

Pedi autorização ao Renan para republicar seu relato aqui. Segue abaixo: (mais…)

O que tem na sua mochila, Pedro Burgos?

Foto do Pedro Burgos.

Pedro Burgos, 34, é jornalista e escreve sobre tecnologia há 12 anos. Você talvez tenha lido alguma coisa dele no Gizmodo Brasil, Superinteressante, Yahoo! ou Oene. É autor de um livro, Conecte-se ao que importa – um manual para a vida digital saudável (entrevista) e diversos textões no Facebook. Atualmente está passando uma temporada nos Estados Unidos fazendo mestrado em Social Journalism pela City University of New York.

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Preço do Galaxy S6 cai quase 10% na loja oficial — ou seja, compensa esperar

O TudoCelular reparou que o Galaxy S6 está saindo por R$ 2.999 na loja oficial da Samsung, ou R$ 300 mais barato em relação ao preço de lançamento. O smartphone entrou em pré-venda no Brasil no dia 16 de abril e foi lançado no dia 25, ou seja, há pouco mais de um mês, por R$ 3.299.

A diferença, em pontos percentuais, é de 9,09%. Ela bate com os resultados aferidos num estudo realizado pelo comparador de preços Zoom a pedido da Veja, publicada no começo de abril, que dizem que o “preço dos smartphones cai a partir do segundo mês após lançamento” e que essa queda costuma ser de 10%.

O conselho é antigo, mas sempre vale a pena reforçá-lo: a menos que você esteja interessado num iPhone, compensa esperar um ou dois meses para adquirir um modelo de smartphone novo. Os descontos compensam e o varejo ajuda — numa pesquisa rápida, encontrei o mesmo Galaxy S6 por R$ 2.463 na Girafa, valor 25,3% menor que o sugerido pela Samsung na pré-venda.

Atualização (27/5, às 14h15): A assessoria da Samsung entrou em contato para esclarecer que o preço do Galaxy S6 não baixou. Segundo o que me foi passado, o valor de R$ 2.999 na loja oficial da empresa e em algumas tradicionais do varejo é uma promoção do Dia dos Namorados, válida até 14 de junho e exclusiva para donos de cartão de crédito bandeira MasterCard.

Questionei a ausência dessas informações na referida página da loja (ela só aparece nesta, de promoções), e o assessor me disse que elas estão sendo providenciadas. Um PDF (?) detalha as condições e lojas participantes. (Detalhe: a Girafa não está entre delas.)

No começo do mês a Sony lançou, apenas no Japão, o Xperia Z4. Ele é tão parecido com o smartphone anterior, o Xperia Z3, que os mais desatentos talvez não consigam diferenciá-los. Agora, a empresa anunciou que no resto do mundo o Z4 se chamará Xperia Z3+. Faz mais sentido, né?

O que muda no Z3+ em relação ao Z3: (mais…)

Enquanto no Brasil as discussões sobre terceirização do trabalho e legalidade dos serviços da dita economia colaborativa correm em paralelo, nos EUA elas convergiram. Isso nos deixa numa posição confortável para analisar, com antecedência, um debate que não deve tardar a chegar aqui.

No Wall Street Journal, Christopher Mims defende o argumento de que serviços como o Uber não são os pioneiros de uma nova economia, mas sim máquinas de produzir empregos baratos: (mais…)

A Netflix começou a liberar um novo layout na web e o The Verge conversou com Todd Yellin, VP de inovação de produto do serviço, sobre as mudanças.

Uma coisa que chamou a atenção foi o efeito que o “modo deus,” um hack que expande os vídeos de uma fileira a fim de exibi-los todos de uma vez só, teve nos usuários. (Paralelamente ao hack criado pelo desenvolvedor Renan Cakirerk a Netflix testou a alteração com alguns usuários novos.) Em vez de assistirem a mais coisas, quem foi submetido ao experimento viu menos.

O culpado disso é o paradoxo da escolha, um conceito que ficou famoso no Brasil com aquela esquete da Porta dos Fundos sobre o Spoleto. Yellin diz que a suspeita da Netflix é de que “as pessoas ficaram sobrecarregadas.” Nem sempre ter muitas opções é a melhor opção.

Embora não traga o “modo deus,” a nova interface, que até mês que vem deve chegar a todos os usuários, mexe no carrossel: agora, em vez de rolar a passos de tartaruga, um toque nas setas laterais move a fileira inteira de filmes.

A Jana tem uma plataforma chamada mCent que oferece amostras de apps com conectividade gratuita através de parcerias com mais de 200 operadoras ao redor do mundo. (Pense numa Internet.org sem a panfletagem beneficente.) Graças a isso, a empresa libera vez ou outra alguns estudos estatísticos sobre o estado da Internet móvel no mundo.

O último mostra que hardware não é mais a maior barreira ao acesso. Desde 2013 o preço mínimo do smartphone caiu pela metade; hoje, ele é de US$ 31. A Jana estima que em 2020 seremos 6,1 bilhões de pessoas com smartphones.

O problema, atualmente, é a conectividade. De acordo com o mesmo levantamento, na Índia 50% dos usuários mantêm seus aparelhos com a conexão de dados desativada por padrão. Nos mercados emergentes, 85% dos proprietários de smartphones usam planos pré-pago.

Chamou-me a atenção o Brasil no ranking de horas trabalhadas para bancar um plano de dados de 500 MB/mês. Numa outra pesquisa do começo do ano, a Jana nos posicionou na lanterna, dizendo que era preciso trabalhar quase 35 horas (!) para cobrir esse custo. Já no post mais recente, o gráfico aponta 13 horas. Como é improvável que tenhamos melhorado tanto em tão pouco tempo, pintou a dúvida: qual é o certo?

O salário mínimo no Brasil hoje é de R$ 788. Considerando uma jornada de 44h semanais, e quatro semanas de trabalho por mês, nosso ganho fica em R$ 5,40/hora. De acordo com um levantamento recente do Tecnoblog, um plano pós-pago de 500 MB/mês custa, em média, R$ 49,90 (Oi e Vivo). Assim:

49,9 / 5,4 = 9,24 horas

Ainda não é exatamente barato e o fato de ser R$ 49,90 numa tacada só, num compromisso mensal, afasta esse cenário da realidade. O brasileiro usa pré-pago. (Pelos dados mais recentes que encontrei, de junho de 2013, a nossa realidade, de 83% da base no pré-pago, bate com a estimativa da Jana, de 85%.) Independentemente das discrepâncias, essa ainda é uma grande barreira — não só aqui, aliás. (mais…)

Uma pesquisa realizada pelo Opinion Box a pedido do site Mobile Time trouxe algumas constatações interessantes sobre o mercado de apps brasileiro. A mais curiosa é que, se tivessem que escolher apenas um app, mais da metade dos entrevistados (53%) optaria pelo WhatsApp.

A pesquisa, que obteve respostas de 1280 pessoas donas de smartphones (81,4% no Android, 8,7% no Windows Phone, 7,7% no iPhone e 2,2% em “outros”), também mostrou a força do Facebook por aqui. Dos 20 apps mais comuns nas telas iniciais dos entrevistados, os quatro primeiros são da empresa — na ordem: WhatsApp, Facebook, Instagram e Messenger. O Google emplaca vários, também, sendo o YouTube o melhor colocado (5º lugar); quatro bancos estão na lista (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa) e o único jogo é Candy Crush (14º).

Por fim, a pesquisa também perguntou se as pessoas já tinham comprado algum app. O resultado é frustrante para quem vive disso: 84,7% disseram nunca ter desembolsado um tostão nisso. O maior motivo, para 45,8% desse grupo, é “não ver necessidade” para o gasto. É a segunda vez que o Mobile Time realiza essa pesquisa e na primeira, de abril de 2014, a porcentagem de usuários que nunca compraram um app era de 67%.

Dica do leitor Barbaric Boomerang.

Post livre #12

Um post sem nada, apenas para abrir os comentários. Ali nós conversamos sobre quaisquer assuntos, relacionados à tecnologia ou não, e debatemos os sugeridos pelos outros. Essa é a fórmula do post livre do Manual do Usuário, que fica aberto de agora (sexta de manhã) até domingo à noite. Usem com sabedoria!

MixRadio é a melhor opção para ouvir música de graça desconectado

Ouvir música por streaming já é algo corriqueiro para muita gente. Para boa parte dos que ainda não aderiram a serviços como Spotify, Rdio e Deezer, ter que pagar é, geralmente, apontado como fator decisivo ao não uso. Afinal, mesmo baratos eles ainda são mais caros que “de graça.”

Por isso alguns desses serviços oferecem planos gratuitos com inserção de publicidade entre as faixas tocadas. Só que eles não são as melhores opções para quem quer ouvir música sem botar a mão no bolso. O MixRadio é. (mais…)

Dois métodos para reinstalar o Windows

Se por qualquer motivo você tiver que reinstalar o Windows 8.1 em seu computador, não se preocupe: a Microsoft fornece soluções fáceis para esse fim. Uma, a mais indicada, está presente no próprio sistema; a outra é uma ferramenta, também simples, para criar DVDs ou pen drives bootáveis e, o melhor, fazer o download da imagem limpa do Windows.

Os motivos que podem te levar a cogitar a reinstalação são inúmeros. Algum malware/vírus destruidor ou programas instalados e desinstalados que deixam resquícios são situações comuns, por exemplo. Independentemente do caso, veja como proceder.
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O Radiooooo é uma viagem musical pelo tempo e espaço

Spotify, Rdio e outros serviços de streaming de música são incríveis por mais motivos que a mera comodidade. Além de oferecerem milhões de músicas para ouvir ao alcance de alguns toque, eles dão bastante atenção à parte social. Numa analogia falha, porém válida, é como se esses serviços também transportassem para o digital as feiras de vinis e as estantes recheadas de CDs nas casas de amigos que costumavam gerar conversas e trocas de referências. (mais…)

Como Richard Stallman usa o computador

Richard Stallman, criador do Emacs, do projeto GNU e da Free Software Foundation, é um sujeito único. Sobram histórias das suas excentricidades, a maioria relacionada a uma fobia crônica a tudo que não seja livre. Nesta bela tarde de maio de 2015, o próprio publicou em seu site um relato detalhado sobre como usa o computador.

É notável como, de diversas formas, ele faz curvas para evitar software proprietário. E não é apenas uma questão “Windows vs. Linux;” até partes mais obscuras que movem um computador, como o programa de inicialização (a “BIOS”), e entretenimento barato, como a Netflix, não escapam da sua obsessão pela liberdade.

Separei e traduzi alguns dos trechos mais curiosos: (mais…)

Post livre #11

Sexta-feira é dia de post livre no Manual do Usuário. Trata-se de um post assim, sem conteúdo algum, apenas para abrir os comentários e, lá, conversarmos sobre o que quisermos. Comece aí!