O Telegram retomou o controle de nomes de usuários ligados a canais inativos ou vazios há pelo menos um ano. O aplicativo disponibilizará novamente esses nomes em breve, desta vez sob novas regras:

  • 99% desses nomes serão disponibilizados novamente ao público, desta vez com limitações geográficas e algorítmicas, a fim de evitar abusos; e
  • 1% será leiloado — nomes curtos e valiosos, que Durov já havia sugerido que poderiam ser vendidos e convertidos em NFTs.

Um dado curioso que ajuda a entender tal cuidado: 70% de todos os nomes de usuários reservados no Telegram eram de propriedade de “cybersquatters” iranianos.

No post/anúncio, Durov disse que não duvida que os acumuladores de nomes de usuários do Telegram ficarão decepcionados, mas que “esta mudança beneficiará a maioria dos nossos usuários”. É isso aí, camarada Durov!

O canal do CEO do Telegram continua sem receber emojis de reações desde a chuva de “não curti” do penúltimo post, quando ele ventilou a ideia de transformar nomes de usuários com poucos caracteres em NFTs. Aí não, né? Via @durov/Telegram (em inglês).

O WhatsApp/Meta acatou a recomendação do Ministério Público Federal (MPF), feita no final de julho, e adiou o lançamento do recurso de Comunidades no Brasil para 2023.

A recomendação do MPF foi feita a fim de evitar que as Comunidades, que multiplicam o total de contatos alcançáveis em grupos no WhatsApp, contribuísse com manifestações violentas como as vistas no pós-eleições norte-americano, em 6 de janeiro de 2021.

Um porta-voz da Meta disse que “não temos a expectativa de lançar ‘Comunidades’ no Brasil antes de 2023”. Via G1, Folha de S.Paulo.

O serviço de proteção de e-mails do DuckDuckGo (DDG), ainda em beta, agora está aberto a qualquer interessado. (Até então, era necessário aguardar o convite em uma lista de espera.)

O DuckDuckGo Email Protection permite criar endereços de e-mail @duck.com que servem como “máscaras” para o seu e-mail verdadeiro — é algo similar ao que a Apple oferece no iCloud+ e o Fastmail em parceria com o 1Password.

Além disso, no encaminhamento das mensagens o DuckDuckGo consegue remover códigos, links e pixels de rastreamento e criptografar o que estiver exposto.

O serviço é gratuito, mas para se inscrever em um navegador que não seja o do DDG, é preciso instalar a extensão oficial. Por quê? Boa pergunta. Via DuckDuckGo (em inglês).

Uma das grandes ausências nos dispositivos de streaming da Amazon, como o Fire Stick, foi solucionada: nesta quinta (25), o aplicativo oficial do Globoplay chegou à loja de aplicativos da Amazon. Via G1.

O período de degustação do Apple TV+, o streaming da Apple que já acumula algumas produções bem legais, como Ruptura, é de sete dias, mas quem tem uma TV da Samsung elegível (modelos vendidos a partir de 2018) ou um dispositivo da Roku, como o Roku Express, ganha três meses grátis.

A oferta pode ser aproveitada até 28 de novembro e só vale para quem nunca assinou o Apple TV+. Via Roku, Samsung (em inglês), MacMagazine.

Pavel Durov, o falastrão CEO do Telegram, compartilhou com seus 650 mil seguidores no aplicativo seu apreço pelos leilões de domínios com terminação *.ton, realizado pela Open Network, grupo independente que assumiu o espólio da frustrada iniciativa de criptomoeda do aplicativo e conseguiu lançá-la em 2021.

“Se o ton foi capaz de alcançar esses resultados, imagine quão bem-sucedido seria o Telegram com seus 700 milhões de usuários se pudéssemos reservar @ nomes de usuários, grupos e canais para serem leiloados”, escreveu Durov.

Na sequência, ele soltou a imaginação e disse que esses nomes de usuários leiloados poderiam ser “tipo NFTs”, e que a lógica poderia ser estendida a outros elementos do aplicativo, como emojis e reações. “Vamos ver se conseguimos colocar um pouco de Web3 no Telegram nas próximas semanas”, finalizou.

Só faltou combinar com os usuários mais assíduos do Telegram, aqueles que acompanham o canal de Durov no aplicativo: o post recebeu uma enxurrada de reações negativas — segundo testemunhas, foram 24 mil joinhas para baixo (👎) contra apenas 4 mil curtidas (👍). O fiasco ficou ainda pior depois que Durov desativou as reações no seu canal, em óbvia retaliação à reação negativa da maioria.

Não é a primeira vez que uma comunidade de usuários manifesta desaprovação a empresas que flertam com NFT, Web3 e outras picaretagens do tipo. Gamers, por exemplo, são bem avessos a essas ideias. Via @durov/Telegram (em inglês)

(Obrigado pela dica, Henrique!)

O desenvolvedor e “leaker” (gente que vaza segredos de empresas de tecnologia) Alessandro Paluzzi publicou o print de um recurso do Instagram ainda em testes bastante familiar: uma cópia perfeita (logo, descarada) do BeReal, rede social francesa que vem ganhando tração junto ao público jovem.

Chamado “IG Candid Challenges”, algo como “desafios sinceros do Instagram”, o recurso convoca usuários a postarem uma foto dupla (recurso que o Instagram já copiou do BeReal em julho) em um intervalo de dois minutos.

O site norte-americano Engadget entrou em contato com a assessoria da Meta para obter mais detalhes dos “desafios sinceros”. Um porta-voz confirmou a existência do recurso, mas disse que, no momento, ele é apenas um “protótipo interno”, sem dar mais detalhes. Via @alex193a/Twitter, Engadget (ambos em inglês).

Uma fã perguntou a Neil Gaiman se espaçar os epidósios de Sandman, a nova série da Netflix baseada no quadrinho homônimo do autor, ajudaria a “torná-la mais popular”.

Gaiman respondeu que, pelo contrário, “maratonar” (assistir a todos os episódios de uma vez) é melhor “porque eles [a Netflix] estão olhando para a ‘taxa de conclusão’, então pessoas assistindo em seu próprio ritmo não aparecem”. Via @neilhimself/Twitter (em inglês).

Relacionado, do nosso arquivo: O que se perde quando “vemos Netflix” em vez de filmes (e, pelo visto, séries também).

por Shūmiàn 书面

Na última sexta-feira (19), o órgão responsável pelo ciberespaço chinês publicou em seu site resumos dos algoritmos utilizados por 30 aplicativos de algumas das maiores empresas de tecnologia da China.

Gigantes como Alibaba, Tencent e ByteDance foram as primeiras empresas a revelar para o governo as regras de seus algoritmos de acordo com a lei que está em vigor desde março.

Embora a informação oferecida publicamente pelo órgão não seja muito esclarecedora, acredita-se que a versão entregue ao governo seja mais detalhada. Se você perdeu as discussões que rolaram sobre o assunto lá em março, pode passar um cafezinho que o tema é denso.

Adeus, incerteza. Diante do cenário ruim nas vendas e de um temor regulatório, a Tencent, detentora do WeChat, decidiu abandonar o mercado de NFTs. Como conta o SCMP, isso acontece apenas um ano depois de a gigante de tecnologia ter entrado neste setor, que começou com uma promessa de ser grande no futuro. Já tínhamos falado há algumas edições sobre a relação complicada da China com o mercado de NFTs.


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O New York Times publicou as histórias de dois usuários do Google, pais de crianças e norte-americanos, que tiveram suas contas suspensas e histórico e atividades em serviços da empresa investigados pela polícia por terem tirado fotos de partes íntimas dos filhos. As fotos foram enviadas a médicos porque as crianças estavam com dores e inchaço na região.

Os sistemas automatizados do Google detectaram as fotos e suspenderam as contas para averiguação. Mesmo depois de a polícia concluir que os casos não eram de exploração sexual infantil, o Google não restabeleceu as contas dos pais.

Ambos os casos evidenciam a dificuldade em encontrar o equilíbrio entre vigilância contra crimes cruéis e a garantia de privacidade dos usuários. É difícil, porém, encontrar justificativa do lado do Google para não restabelecer as contas afetadas. Via New York Times (em inglês).

Semana passada o Shazam completou 20 anos. Se você fizer as contas, o serviço que reconhece músicas e que hoje pertence à Apple precede os celulares modernos — o iPhone, “marco inicial” dessa fase, foi lançado há 15 anos.

Para celebrar a data, a Apple publicou um punhado de dados interessantes do Shazam, incluindo o seu formato original:

Agosto de 2002: O Shazam é lançado como um serviço de mensagens de texto (SMS) baseado no Reino Unido. Na época, os usuários podiam identificar músicas ligando para “2580” em seus celulares e segurando-os enquanto uma música tocava. Depois eles recebiam uma mensagem SMS dizendo o título e o(a) intérprete da canção.

Relacionado: uma entrevista da Folha de S.Paulo com Chris Barton, fundador do Shazam, que diz que não ficou rico com o aplicativo e agora está trabalhando em um sistema anti-afogamentos para piscinas. Via Apple (em inglês).

por Cesar Cardoso

Os leitores mais fiéis da Pinguins Móveis já sabem, mas é sempre bom relembrar: o JingPad A1 surgiu ano passado como a esperança de um tablet/2-em-1 Linux para o mercado consumidor (ou pelo menos para um público menos interessado em flashar distros para ver se alguma coisa nova funciona), foi um grande sucesso no Indiegogo, distribuiu vários aparelhos para diversos youtubers Linux… começou a entregar os tablets para os apoiadores, todo mundo começou a ver que o software era nem-nem (nem amigável para os hackers nem amigável para usuários Linux)… o dinheiro começou a faltar… a Jingling Tech foi se desfazendo… se desfazendo… e se desfez.

O TechHut, que foi um dos mais prolíficos youtubers a falar de JingPad A1 (aqui e aqui), fez um vídeo sobre todo o drama do JingPad, da Jingling, de quem investiu tempo e dinheiro no tablet, do que poderia ter sido e não foi.

No final, tudo o que aconteceu com o JingPad A1 e a própria Jingling deixa uma lição: software é bem complicado e o caminho que a Jingling tentou com o JingPad A1 só funcionou com a Raspberry Pi porque a framboesa de Cambridge teve escala e condições para aprender como customizar um Debian até o Raspberry Pi OS chegar no estado atual; por isso novos/pequenos fabricantes acabam usando um sistema operacional de terceiros e se dedicando aos drivers (todo mundo que lança alguma coisa com Android), ou abrem o hardware para que a comunidade faça o software funcionar (PINE64).


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

Às vezes sinto como se estivesse reescrevendo a mesma nota todo mês, mas é sempre algo novo: a Apple liberou atualizações de segurança para o macOS (12.5.1) e iOS/iPadOS (15.6.1) que corrigem duas falhas graves, do tipo “dia zero” — uma no motor WebKit, usado no Safari, outra no kernel do sistema.

Diferentemente de grandes versões, como os vindouros macOS 13 “Ventura” e o iOS/iPadOS 16, para essas de segurança a recomendação é que sejam instaladas o quanto antes. Via TechCrunch (em inglês).

O CGI.br divulgou, na terça-feira (16), a edição 2021 da TIC Kids Online Brasil, que faz um raio-x do modo como crianças e adolescentes brasileiros (9 a 17 anos) usam a internet.

No comunicado à imprensa, o CGI.br destacou alguns achados:

  • 78% das crianças e adolescentes conectados têm perfil em pelo menos uma rede social.
  • Pela primeira vez o TikTok foi considerado na consulta — e 58% dos entrevistados disseram estar na rede da ByteDance.
  • O Instagram ainda lidera, mas a diferença é pequena: é usado por 62% dos entrevistados. Em 2018, o Instagram era usado por 45%.
  • Facebook está em queda livre: a posse de perfis caiu de 66% para 51%, e a relevância entre aqueles que estão na rede da Meta junto aos menores de idade despencou de 41% para 11%.
  • Por outro lado, o WhatsApp reina: 80% dos entrevistados conectados usam o aplicativo de mensagens da Meta, que lidera o ranking em todos os estratos sociais.

A pesquisa ouviu 2.651 crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos, assim como seus pais ou responsáveis, entre outubro de 2021 e março de 2022.

Há outros recortes e consultas interessantes, como atividades online, distribuição por faixa de renda e região. Todos os dados, em diversos formatos, podem ser acessados nesta página. Via Cetic.br.

O LibreOffice 7.4, lançado nesta quinta (18), traz melhorias pontuais nos três principais aplicativos da suíte, como suporte a imagens no formato WebP, opções de hifenização no Writer e extensão do limite de colunas para 16.384 no Calc. Aqui tem as notas da versão.

Nas melhorias e correções gerais, o foco da Document Foundation continua sendo a compatibilidade com arquivos do Microsoft Office. Segundo a fundação:

Os arquivos da Microsoft ainda são baseados no formato proprietário descontinuado pela ISO em 2008, e não no padrão ISO aprovado, de modo que eles escondem uma grande quantidade de complexidade artificial. Isso gera problemas com o LibreOffice, que adota um formato verdadeiramente padronizado (o OpenDocument).

Baixe aqui o LibreOffice 7.4 para Linux, macOS e Windows. Via Document Foundation (em inglês).