O perfil brasileiro Sleeping Giants revelou sua identidade. É um casal de Ponta Grossa (PR), Leonardo de Carvalho Leal e Mayara Stelle, ele ex-motorista de Uber, ela vendedora de maquiagem — ambos com 22 anos, afetados pela pandemia e recebendo o auxílio emergencial. Já sabíamos que eram estudantes de direito, mas não que eram um casal.

Teorias mil se seguiram à revelação, feita com exclusividade pela Mônica Bergamo. Perfis bolsonaristas alegam que o casal é um “laranja”, como se fosse necessário uma mega-operação para ficar no Twitter citando perfis de marcas que aparecem em anúncios. Um disse que a revelação seria falsa porque “não existe motorista de Uber de esquerda.” Sintomático que perfis afeitos a notícias falsas tenham dificuldade em aceitar verdades singelas — ou no mínimo, para manter algum ceticismo, informações verossímeis.

De volta ao mundo são, ainda não entendo as razões para terem decidido revelar a identidade. Leonardo disse, na entrevista, que “a gente acredita que é o momento de mostrar o rosto para nossos seguidores, antes que um site de fake news descubra quem a gente é.” Eles se mudaram para São Paulo para proteger os familiares; essa confiança no distanciamento geográfico não resolve muita coisa com a internet. Pode parecer paradoxal, mas o anonimato fortalecia o projeto, e não o contrário. Nos Estados Unidos, Matt Rivitz, o criador do Sleeping Giants original, teve a sua identidade revelada por um site de extrema direita.

O agendamento de posts do Twitter tem uma limitação grave: só vale para posts únicos, ou seja, não comporta threads, ou fios. O Typefully, dos mesmos criadores do Mailbrew, supre essa lacuna. O serviço é bem feito, traz uma prévia das mensagens, permite agenda-las usando linguagem natural e guardar rascunhos. O contra é que ainda está bem cru; não dá, por exemplo, para incluir imagens ou vídeos. Ele é gratuito e quem der uma gorjeta (US$ 5 ou mais) agora, garante acesso antecipado às novidades futuras.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o WhatsApp não pode ser punido, com multa ou bloqueio, por não entregar informações solicitadas pela Justiça devido ao emprego de criptografia de ponta a ponta. Em 2015, o WhatsApp, então já muito popular no Brasil, foi bloqueado no Brasil inteiro por decisão de um juiz de primeira instância de Lagarto (SE). Lembra disso? Foi o caos.

O Acórdão ainda está sendo redigido, portanto faltam detalhes. Importa notar, por exemplo, que os meta dados do WhatsApp não são criptografados de ponta a ponta. Via Convergência Digital.

Em plena pandemia e após amargar uma queda de 80% nos negócios em abril e maio devido à pandemia, a abertura de capital do Airbnb na Nasdaq ($ABNB) foi um estrondoso sucesso: as ações fecharam o primeiro dia de pregão com valorização de 112%, a US$ 146, dando à empresa um valor de mercado de US$ 86 bilhões. Estadias em locais próximos parecem estar segurando as pontas no Airbnb, que conseguiu lucrar US$ 219 milhões no último trimestre apenas da receita ter caído 19% em relação ao mesmo período de 2019. Via CNBC (em inglês).

O Brave, navegador baseado no Chromium que se posiciona como pró-privacidade, lançou o Brave Today, uma curadoria algorítmica de notícias de grandes publicações. O Today usa um sistema elaborado que aprende os gostos do usuário sem compartilhá-lo com terceiros ou mesmo o Brave. Válido o esforço, mas envolver algoritmo na curadoria de conteúdo noticioso sempre me deixa com um pé atrás. E o histórico do Brave, que já enfiou códigos de rastreamento em links de lojas virtuais para ganhar comissão sem avisar os usuários, pouco ajuda. Uma alternativa? O bom e velho RSS. Via Brave.

A Adobe publicou, nesta terça (8), a última atualização do Flash Player, o formato que, em algum momento dos anos 2000, foi a promessa de futuro da web. (Aí o iPhone apareceu, ignorou o Flash e o resto é história.) O suporte ao Flash termina no próximo dia 31 e, a partir de 12 de janeiro, a Adobe bloqueará a execução de conteúdo em Flash. A empresa “recomenda fortemente que todos os usuários desinstalem o Flash Player imediatamente para ajudar na proteção de seus sistemas.” Via Adobe (em inglês).

A MUBI, streaming de filmes antigos/cult/clássicos, está com uma promoção de férias: três meses de assinatura por R$ 10, ou seja, ~R$ 3,33 por mês. (O preço normal é R$ 27,90/mês.) A promoção vale até 13 de dezembro.

Nesta quarta (9), quase ao mesmo tempo, a FTC e um grupo bipartidário de procuradores gerais de 46 estados e 2 distritos norte-americanos acusaram formalmente o Facebook de monopólio. Ambas as acusações pedem que as compras do Instagram (US$ 1 bilhão em 2012) e WhatsApp (US$ 19 bi em 2014) sejam desfeitas, e que haja maior escrutínio a futuras aquisições pelo Facebook. O principal argumento é de que o Facebook abusou do seu poder para comprar rivais em potencial e prejudicar os que não conseguiu, como quando bloqueou o acesso do Vine, do Twitter, à sua API. Em sua defesa, o Facebook diz que a investida é “revisionismo histórico”, pois as aquisições já foram validadas no passado. Os litígios devem se estender por um bom tempo. Via New York Times (2), The Verge, Facebook (em inglês).

Listas de mais buscados, o que é e personalidades do Google.
Imagem: Google/Reprodução.

No último Guia Prático, comentamos — eu e Jacque — que a retrospectiva do ano no Google traria muitos termos relacionados à pandemia. Estava fácil, essa: a busca do ano foi “Coronavírus”, seguida por “Auxílio emergencial”, e no ranking das dúvidas (perguntas do tipo “O que é?”), o pódio inteiro foi do coronavírus — lockdown, quarentena e pandemia. Veja todas as listas aqui.

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Alguém teve a ideia de recriar Flappy Bird, o irritante joguinho-sensação de 2014, no menor tamanho possível. A partir das contribuições de vários desenvolvedores, chegaram a uma versão de 205 bytes. O jogo inteiro cabe em — literalmente — uma linha de código. Jogue-o aqui.

No outro extremo, Flappy Bird recriado com gráficos de última geração.

Trecho da documentação da Anatel indicando que o Galaxy S21 virá sem fones de ouvido e carregador de parede.
Imagem: Tecnoblog/Reprodução.

A documentação do Galaxy S21 submetida à Anatel revela que o celular, que deve ser anunciado em janeiro, virá sem carregador de parede e fones de ouvido na caixa, a exemplo dos iPhones. Desta vez, pelo menos, apenas uma página local da Samsung, a do Caribe, tirou sarro da situação. Anteriormente, comerciais globais da Samsung caçoaram do entalhe do iPhone X e do fim do conector de fones de ouvido de 3,5 mm, apenas para, meses depois, seguir a tendência e repetir ela mesma as decisões antes criticadas da Apple. Via Tecnoblog.

O Spotifeed (código-fonte) é um serviço gratuito que converte podcasts exclusivos do Spotify em feeds RSS — e esses podem ser usados em qualquer aplicativo de podcast. Basta colar o endereço do podcast do Spotify no campo Spotify URL e pegar o RSS no campo abaixo, RSS Feed. Dica do nosso grupo no Telegram (apoie o site para participar).

Perfis comerciais que usam o WhatsApp Business agora podem oferecer o recurso de carrinho de compras, direto no app. (Veja em vídeo.) Com isso, o WhatsApp verticaliza um uso muito comum e que, até então, era suprido por terceiros, como o Goomer, que entrevistei para esta matéria. O WhatsApp/Facebook tem a faca e o queijo na mão, ou seja, um público enorme, já acostumado a fazer compras pelo WhatsApp informalmente. Só falta o óleo da engrenagem: seu sistema de pagamento próprio, que continua empacado no Brasil após ter sido barrado pelo Banco Central. Via WhatsApp.

“Não seria ótimo se houvesse um lugar onde eu pudesse ir e ver todas aquelas conexões diretas [newsletters] que eu tenho, e que em muitos casos estou pagando? É algo em que estamos muito interessados,” disse Chris Best, CEO do Substack, em entrevista ao The Verge.

O Substack, vale lembrar, é uma startup de newsletters que só fatura quando os assinantes de uma newsletter passam a pagá-la, e que já levantou alguns milhões de dólares em investimento de risco.

Ainda não se sabe como será esse app, embora já exista um formulário para interessados nele. O receio é que seja algo nos moldes do Stoop, um app que mascara o endereço de e-mail do assinante, quebrando a grande vantagem do formato newsletter, ou seja, a conexão direta entre newsletter e assinante. Se for o caso, o Substack virará mais uma plataforma, com um intermediário poderoso, como o YouTube e o Facebook.