Quem é Satya Nadella, o novo CEO da Microsoft?

Satya Nadella, o novo CEO da Microsoft.
Foto: Microsoft/Reprodução.

Em agosto do ano passado a Microsoft abriu a temporada de caça a um novo CEO. Steve Ballmer, no posto havia quase 13 anos, sairia do cargo em algum ponto dos 12 meses seguintes. Hoje cedo, bem antes do que todos imaginavam, a Microsoft anunciou seu novo líder: Satya Nadella.

Nadella não é muito conhecido junto ao grande público. Até entre acionistas e outros círculos que acompanham e se preocupam com a Microsoft, seu nome não é (ou não era) facilmente associado à sua pessoa. Quem é, afinal, o novo CEO da Microsoft?

Quem é Satya Nadella?

Nascido na Índia em 1967, casado e pai de três filhos, Nadella é formado em engenharia elétrica e tem mestrado em ciência da computação — alguém da área da tecnologia, e não de vendas, volta a estar à frente da Microsoft.

Fã de poesia e apaixonado por cricket, dizem nos bastidores que ele é um profissional colaborativo, estável e que emana simpatia dos seus comandados, características importantes em ambientes tão competitivo e, consequentemente, estressante como devem ser os corredores da Microsoft, ótimas para reter talentos.

O novo CEO da Microsoft entrou na empresa em 1992 vindo de uma breve passagem pela Sun Microsystems. Nesses mais de 20 anos esteve envolvido em vários projetos lá dentro, a maioria com foco corporativo.

Até ontem Nadella era vice-presidente da divisão de nuvem e empresas da Microsoft. A transição para a nuvem, com produtos como o Windows Azure, ofertas corporativas e a infraestrutura de serviços enormes, como Xbox, Bing e Office, é atribuída a ele. A divisão que lidera não é de ganhar manchetes, mas tem sido uma das mais rentáveis da Microsoft nos últimos anos.

Satya Nadella assume o cargo de CEO da Microsoft em um momento delicado. O Windows tem perdido relevância, puxado pelo declínio nas vendas de computadores tradicionais e a ascensão (em vendas e preferência dos consumidores) de dispositivos móveis. Paralelamente, a empresa luta para ganhar espaço nesses mercados que minam seu produto carro-chefe, segmentos que há cinco anos ainda eram embrionários ou sequer existiam, como nos de smartphones e tablets.

Além de levantar a bola da face voltada ao mercado de consumo, outros desafios do novo CEO, talvez até mais imediatos, são dar continuidade ao grande plano de reestruturação da Microsoft, anunciado por Ballmer em meados do ano passado, e acomodar a Nokia, comprada por US$ 7,2 bilhões em setembro último, na estrutura da empresa.

Não são esperadas mudanças drásticas, pelo menos a princípio, na gestão de Nadella. No e-mail que enviou aos funcionários da Microsoft, ele disse que está ali pelo mesmo motivo que, ele acredita, levou a maioria dos funcionários a entrarem lá: “mudar o mundo através da tecnologia que dê poder às pessoas para que elas façam coisas incríveis”. O e-mail traz alguns insights bons sobre a visão que ele tem da tecnologia e quais caminhos a Microsoft deve seguir a longo prazo.

Gates retorna, Ballmer vai para o conselho

Os homens fortes da Microsoft.
John Thompson e os três CEOs que a Microsoft já teve. Foto: Microsoft/Reprodução.

A dança das cadeiras afetou outras pessoas do alto escalão da Microsoft. Como Nadella assume imediatamente a função, Ballmer cai fora — agora ele é membro do Conselho de Diretores.

Bill Gates, até então membro e chairman do Conselho, ganhou um novo título: Conselheiro de Tecnologia. Ele passará mais tempo na Microsoft, nas palavras do comunicado à imprensa, “ajudando Nadella a moldar a tecnologia e o direcionamento de produtos”. A cadeira de presidente do Conselho fica para John Thompson.

Para se aprofundar no assunto:

O Manual do Usuário é um blog independente que confia na generosidade dos leitores que podem colaborar para manter-se no ar. Saiba mais →

Acompanhe

  • Telegram
  • Twitter
  • Newsletter
  • Feed RSS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 comentários

  1. Pingback: cat 4 brother
  2. Gostei! Espero que consigam mesmo inovar cada vez mais. Isso é bom para nós, consumidores, com mais opções de produtos e serviços e informações sobre eles, ficamos mais críticos e escolhemos melhor.

  3. O grande problema da Microsoft é a diretoria mesmo. Eles possuem bons produtos, mas saem em hora errada e da forma errada, acredito que a Microsoft tinha um posicionamento estratégico bem melhor que a Apple ou o Google mas mesmo assim perdeu em alguns mercados: tablets, smartphones, serviços web em geral…

    O engraçado é que, no início, a Microsoft conseguiu vingar por tino comercial apesar de produtos meia-boca. Agora, é justamente o contrário.

  4. gostei de um trecho do email:

    “Our industry does not respect tradition — it only respects innovation”

    Acho que se seguir este mantra, talvez a gigante de redmond volte a vanguarda da tecnologia.

    abs

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!