A Apple anunciou a nova geração do MacBook Air nesta segunda (6). É o primeiro computador da empresa com o chip M2. O novo notebook herda o visual do MacBook Pro de 2021 (incluindo o entalhe na tela, levemente maior), traz de volta o conector MagSafe, mantém duas portas USB-C/Thunberbolt e ganhou uma nova cor, “meia-noite” (azul escuro).

O novo MacBook Air será lançado nos Estados Unidos em julho, por preços a partir de US$ 1.199. No Brasil ainda não há data de lançamento, mas os preços já são conhecidos: começam em R$ 13,3 mil.

O MacBook Pro de 13 polegadas também ganhou o novo chip M2. E só — ele continua com o mesmo visual da era Intel, incluindo a Touch Bar. Via Apple (em inglês)

De acordo com duas agências de publicidade ouvidas pelo Insider, a Meta está desenvolvendo um formato de anúncio focado em privacidade para o Facebook. O trabalho ainda está em estágios iniciais.

Chamado internamente de “Anúncios básicos”, o novo formato não usaria o baú de dados pessoais que a Meta tem de seus usuários para determinar onde os anúncios são veiculados.

Motivo? Aliviar a pressão de reguladores (em especial na Europa) e da opinião pública e contornar as limitações impostas por recursos pró-privacidade, como a Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS 14.5, da Apple. Via Insider (em inglês).

Há anos o Google e as operadoras tentam emplacar o RCS, sucessor do SMS com recursos ricos, como grupos, multimídia e criptografia de ponta a ponta.

Na última Google I/O, o Google deu um puxão de orelha na Apple, que se recusa a adotar o RCS, e se gabou de já ter 500 milhões de pessoas usando o RCS no Android.

Esse alcance sofreu um abalo. Na Índia, o Google teve que desativar temporariamente o RCS devido à onda de spam por mensagens, liderada por grandes bancos e financeiras do país.

Em nota ao TechCrunch, o Google reconheceu que “algumas empresas estão infringindo as nossas políticas antispam para enviar mensagens promocionais a usuários na Índia” e que “trabalha com a indústria para melhorar a experiência dos usuários”. Via TechCrunch (em inglês).

O conselho da Anatel aprovou o adiamento em 60 dias da implantação do 5G “puro sangue” (na frequência dos 3,5 GHz) nas capitais e Distrito Federal.

O cronograma original previa a ativação da faixa até 30 de junho e o início da oferta pelas operadoras até 31 de julho. Agora, os novos prazos passam para 29 de agosto e 29 de setembro.

O motivo é a indisponibilidade de equipamentos, agravada pelos lockdowns na China, crise dos chips e gargalos nas cadeias de comércio. A possibilidade de adiamento estava prevista no edital do leilão. Via Anatel.

Nas próximas semanas, o Google Duo, aplicativo de videochamadas para consumidores domésticos, receberá todas as funcionalidades do Google Meet, como limite de cem usuários em chamadas em grupo e desfoque do segundo plano.

Até o fim do ano, o aplicativo móvel do Google Duo será rebatizado como Google Meet, ou seja, não será necessário baixar um novo aplicativo, a menos que você já tenha o aplicativo do Google Meet. Nesse caso, o Google recomendará baixar o novo (que era o Google Duo).

O histórico de aplicativos de comunicação do Google é uma salada difícil de entender. Comparar os produtos disponíveis com rivais talvez ajude a entendê-la.

O Google Duo foi lançado como o “Facetime do Google”. O Google Meet, como o “Zoom do Google”. Existem ainda outros aplicativos ativos, como o Google Chat (o “Slack/Teams do Google”) e o Mensagens (o “WhatsApp do Google”).

No fim, talvez nada disso importe muito porque agora todos esses aplicativos estão dentro do Gmail, que virou um espaço de trabalho, ou Workspace (o “Office 365 do Google”), para empresas e indivíduos. Via Google (em inglês).

Sheryl Sandberg, diretora de operações (COO) da Meta e braço direito de Mark Zuckerberg, anunciou sua saída da empresa nesta quarta (1º), após 14 anos de serviços prestados. Ela manterá seu assento no conselho de administração.

Sheryl profissionalizou o então Facebook e estruturou a máquina multibilionária de publicidade segmentada baseada na devassa de dados pessoais dos usuários. Nos últimos anos, absorveu muito da carga negativa decorrente dos sucessivos escândalos em que o Facebook/a Meta esteve envolvido, o que desgastou sua relação com Zuckerberg, como relatado pelas jornalistas Cecilia Kang e Sheera Frenkel no livro Uma verdade incômoda.

Sheryl e Zuckerberg publicaram textões trocando elogios em suas páginas no Facebook. O co-fundador e CEO da empresa, que abriu o seu afirmando ser “o fim de uma era”, disse ainda que “não planeja substituir o cargo de Sheryl na estrutura existente”. Ele não tem certeza de que ela seja substituível e de que, no atual estágio da empresa, “faz sentido que os grupos de produto e negócios sejam mais integrados”.

Apesar disso, Javier Olivan, diretor de crescimento, assumirá as funções de Sheryl durante a transição. Ela deve se desligar do cargo no segundo semestre. Via CNBC, @sheryl/Facebook, @zuck/Facebook (todos em inglês).

A Tencent Games vai abrir uma operação no Brasil. O braço de games da Tencent, uma das big tech chinesas, encara o Brasil como uma oportunidade para mitigar a estagnação em sua terra-natal, causada por restrições impostas pelo governo aos video games para crianças e adolescentes. Segundo o Neofeed, que deu a notícia com exclusividade a partir de fontes anônimas, 75% da receita da Tencent Games é originada na China.

A Tencent tem muitos tentáculos em grandes empresas do setor — Epic Games, Supercell, Riot Game, Level-Up —, a maioria delas já presente no país. Agora, vem com a própria marca. Ainda segundo o Neofeed, a operação será liderada por uma pessoa da China. Via Neofeed.

O Firefox 101 chega nesta terça (31). Poucas novidades, e uma delas uma reversão de curso. Àqueles que detestaram o novo comportamento do navegador ao baixar arquivos, introduzido no Firefox 98, há uma nova opção que restaura o antigo, em que o navegador sempre pergunta o que fazer (abrir ou apenas baixar) arquivos da web. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

A /e/ Foundation lança nesta terça (31) seu braço/marca comercial, Murena. A nova marca concentra a comercialização de celulares (modelos comerciais com o /e/OS pré-instalado e um original, o novo Murena One) e os serviços em nuvem, chamados Murena Cloud, baseado no NextCloud.

Idealizado por Gaël Duval em 2017, o objetivo da Murena é oferecer uma alternativa ao Google. O /e/OS é baseado no Android AOSP e vem livre de conexões diretas com o Google. É um sistema legal — testei um Galaxy S9+ com o /e/OS em dezembro. Infelizmente, a Murena ainda não atua no Brasil. Via Murena (2)  (em inglês).

A Human Rights Watch (HRW) analisou 164 produtos das chamadas “edtechs”, startups/empresas de educação com foco em tecnologia, adotados por 49 países (entre eles, o Brasil) para proporcionar educação à distância a crianças e adolescentes durante a pandemia de covid-19. Desse total, 146 (89%) apresentaram práticas que colocam em risco ou infringem os direitos dos menores de idade.

No Brasil, nove edtechs foram avaliadas. Oito violavam a privacidade das crianças e um a colocava em risco. Da Folha de S.Paulo:

São eles: Estude em Casa, da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais; Centro de Mídias da Educação de São Paulo, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo; Descomplica, Dragon Learn, Escola Mais, Explicaê, Manga High, Stoodi e Revista Enem — este último sendo o único que apenas coloca em risco os dados dos estudantes.

Via Human Rights Watch, Folha de S.Paulo.

A Broadcom fechou a compra da VMware por US$ 69,1 bilhões, um dos maiores negócios do setor de tecnologia da história. Segundo fontes próximas à negociação, o acordo foi costurado em duas semanas com tratativas diretas entre Hock Tan, CEO da Broadcom, e Michael Dell, chairman e dono de 40% das ações e do controle da VMware. (Acordos dessa monta costumam envolver bancos e consultorias e a se arrastarem por meses.)

Tan é conhecido como um grande negociador. Criou a atual Broadcom através de muitas aquisições, ainda que tenha perdido a maior aposta — uma tentativa malfadada de comprar a Qualcomm por US$ 117 bilhões em 2017.

A compra da VMware, especializada em virtualização e computação na nuvem, é vista pela indústria como uma tentativa de diversificar os negócios da Broadcom, hoje concentrados no fornecimento de chips para outras empresas. Via Reuters, Folha de S.Paulo.

Os(As) donos(as) dos modelos Kindle (2ª geração) internacional, Kindle DX internacional, Kindle Keyboard, Kindle (4ª geração) e Kindle (5ª geração) vão perder o acesso à loja de e-books da Amazon em agosto, impossibilitando a navegação, compra ou aluguel de e-books pelo próprio Kindle. A Amazon está avisando quem tem um desses modelos por e-mail.

Ainda será possível comprar no site da Amazon e enviar o e-book ao Kindle defasado.

A Amazon não informou o motivo da baixa. Especula-se que seja devido à falta de suporte a novos protocolos de criptografia na web, necessários para transações sensíveis como as que envolvem pagamentos, e à dificuldade ou mesmo impossibilidade de atualizá-los. O modelo mais novo dos afetados, o Kindle (5ª geração), foi lançado em setembro de 2012.

No nosso grupo do Telegram (para assinantes), pelo menos um leitor relatou que seu Kindle DX já não acessa mais a internet, que nele funcionava via conexão 3G. Via Good e-Reader (em inglês).

Atualização (14h20): A primeira versão desta nota informava que os Kindles antigos perderiam acesso à internet. Na realidade, eles só perderão o acesso à loja de e-books da Amazon.

O pesquisador Zach Edwards descobriu que o navegador do DuckDuckGo não bloqueia códigos de rastreamento da Microsoft, de sites como bing.com e linkedin.com.

A descoberta gerou comoção. É ruim, mas menos do que se tem alardeado.

O mais importante é que a exceção à Microsoft alcança apenas o navegador web DuckDuckGo, com versões para Android, iOS e macOS (beta). No buscador, mesmo os anúncios veiculados pela Microsoft — que tem uma parceria para esse fim com o DuckDuckGo — não conseguem rastrear cliques e comportamento dos usuários.

Em resposta a Zach, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, disse no Twitter:

Quando você carrega os nossos resultados de busca, você está completamente anônimo, incluindo [para os] anúncios. Trabalhamos junto à Microsoft para proteger os cliques neles. Da nossa página de anúncios, “A Microsoft Advertising não associa o seu comportamento ao clicar em anúncios a um perfil de usuário”.

No mesmo fio, Gabriel disse que está negociando com a Microsoft para contornar esse problema no navegador DuckDuckGo, e que atualizará as descrições do navegador nas lojas de aplicativos a fim de torná-las mais informativas.

Gabriel tem feito um esforço de bombeiro (apagando o incêndio) em várias redes sociais, como Twitter, Hacker News e Reddit.

Em resposta ao BleepingComputer, que repercutiu a notícia, Gabriel afirmou que, mesmo com esse deslize, o navegador do DuckDuckGo ainda é uma solução pronta, instale-e-use, melhor que os outros navegadores. Enquanto esses bloqueiam apenas cookies de terceiros e técnicas de fingerprinting, o do DuckDuckGo bloqueia scripts — exceto, por ora, os da Microsoft. Via @thezedwards/Twitter, @yegg/Twitter, BleepingComputer (todos em inglês).

Na segunda (23), Evan Spiegel, CEO da Snap, dona do Snapchat, comunicou funcionários e investidores de que a empresa não conseguirá bater as metas (criadas por ela mesma) de geração de receita e EBITDA no segundo trimestre.

A notícia caiu como uma bomba no preço da ação, que despencou 43,1% naquele pregão e continua caindo até agora. No acumulado de 2022, a desvalorização já é de 69,7% até esta quinta (25).

O comunicado de Evan ainda trouxe outras más notícias: a Snap vai diminuir o ritmo de contratações até o fim do ano e tentar cortar custos.

A queda do valor dos papéis respingou em outras empresas do setor. Na segunda, nomes como Pinterest (-23,6%), Meta (-7,6%), Twitter (-5,6%) e Alphabet (-5%) também perderam valor, com os investidores receosos de que elas compartilham dos mesmos desafios da Snap. Via CNBC (2) (em inglês).

A Uber anunciou um piloto voltado à segurança dos motoristas da plataforma: a exigência de selfies de alguns passageiros. Ela será exigida de passageiros que desejem pagar em dinheiro pelas corridas, imediatamente antes da solicitação do carro.

Não se trata, aqui, de validação biométrica. A Uber explica, em nota à imprensa, que a selfie ficará armazenada em seus servidores, “à disposição para consulta posterior das autoridades em caso de necessidade, seguindo a previsão legal”. Via Uber.

Em outra frente, a Uber agora aceita pagamentos em Pix. O recurso estava em testes em Curitiba (PR) e Recife (PE) desde novembro do ano passado. Os pagamentos passam pela plataforma, ou seja, não são para o motorista.