A Meta não aguentou a pressão e anunciou, nesta quinta (28), algumas reversões — tímidas e temporárias, é verdade — no processo de destruição a que submete o Instagram.
O teste com vídeos que ocupam a tela toda foram suspensos e o “conteúdo recomendado”, eufemismo para vídeos virais ruins de perfis que o usuário não segue, “reduzido” — seja lá o que isso signifique na prática; na quarta (27), Mark Zuckerberg disse que 15% do conteúdo mostrado no Facebook é desse tipo, e que no Instagram o volume é maior.
Adam Mosseri, em entrevista a Casey Newton, disse que essas mudanças são temporárias. Afinal, enquanto o Instagram apaga incêndios que ele próprio criou e tenta não perder estrelas da plataforma, o TikTok cresce no reproduzir e morde fatias cada vez maiores da receita de publicidade digital.
Sabe o que seria legal? Se o Instagram fosse um serviço aberto e descentralizado, nos moldes do que a Europa quer impor às plataformas de mensagens. Aí poderia surgir outro aplicativo que se conecta à rede do Instagram, mas que prioriza a linha do tempo cronológica e sem “conteúdo recomendado”. É pedir muito? Via Platformer (em inglês).