Gear Sport, o relógio inteligente para esportistas da Samsung

Em 2013, quando smartwatches (ou relógios inteligentes) surgiram, eles prometiam nos livrar do vício do smartphone e, quando fosse impossível ignorar as notificações, tornar o ato de olhá-las menos rude. A categoria falhou nesses dois objetivos, mas encontrou utilidades mais humildes e virou um acessório considerado por uma pequena parcela dos consumidores — o que já é um grande mérito se lembrarmos de outras investidas recentes da indústria de tecnologia que tiveram um final pior, como o Google Glass e as TVs 3D.

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Post Livre #108

No primeiro post livre do ano, nada muda: continuamos com os comentários abertos para conversarmos sobre quaisquer assuntos, até a noite de domingo.

As três últimas grandes dores de cabeça relacionadas à segurança digital — WannaCry, Meltdown e Spectre — têm algo em comum: softwares antivírus são inúteis para proteger o usuário de ataques baseados nelas.

No caso da falha Meltdown, os antivírus podem, na realidade, atrapalhar: como a atualização da Microsoft mexe no kernel do Windows, uma parte sensível e super restrita, alguns impedem a sua aplicação. Isso levou a Microsoft a segurar a distribuição da correção em sistemas com antivírus incompatíveis, a fim de evitar problemas ainda maiores como as famigeradas telas azuis de morte.

Não me entenda mal, não estou dizendo que antivírus são dispensáveis. (Talvez sejam, talvez não, mas não é esse o debate agora.) A questão é os vetores de ataque e as falhas dos sistemas deixaram de ser pontuais, logo, a prevenção e a mitigação também precisam mudar. Ou, como disse Zeynep Tufeck, segurança digital deve estrutural tanto quanto possível.

Desde 2009, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se propõe um desafio anual. Ele já aprendeu mandarim, leu 25 livros, correu 365 milhas, criou um assistente virtual e comeu apenas os animais que ele próprio abateu. Em 2018, corre o risco de, pela primeira vez, não cumprir o objetivo estabelecido, pois dificílimo. Do seu anúncio:

O mundo parece ansioso e dividido e o Facebook tem muito trabalho a fazer — seja protegendo a nossa comunidade de abusos e do ódio, defendendo-a contra interferências de países ou garantindo que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem gasto.

Meu desafio pessoal para 2018 é focar em corrigir essas importantes questões.

Boa sorte.

Mais abaixo, ele diz:

Com a ascensão de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia — e governos usando tecnologia para vigiar seus cidadãos —, muitas pessoas acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder em vez de descentralizá-lo.

“Muitas pessoas acreditam”. Ele não?

Meltdown: como mitigar a falha dos processadores Intel

O ano de 2018 começou agitado para… bem, todos nós. Duas falhas gravíssimas em processadores foram descobertas. A Spectre atinge produtos da Intel, AMD e ARM e ainda não tem remédios; a Meltdown, que alcança quase todos os processadores da Intel lançados desde 1995, também não tem solução no momento, mas atualizações em sistemas operacionais e navegadores web já lançadas mitigam parcialmente seus efeitos. Veja o que fazer.

Entenda: Falhas graves em processadores afetam bilhões de dispositivos

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5 dias longe do Facebook: o que a rede social faz para trazê-lo de volta?

No primeiro dia do recesso que tive no jornal, abri o bloqueador de conteúdo que uso1 e coloquei esta regra:

https?://+([^:/]+.)?facebook.com[:/]

Traduzindo, ela bloqueia o acesso a qualquer site que tenha “facebook.com” na URL. Como o aplicativo sincroniza as regras entre todos os meus dispositivos, na prática o que fiz foi me trancar para fora do Facebook por cinco dias.

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Post livre #107

Último post livre do ano — e o primeiro de 2018. Faremos o mesmo expediente do Natal, ou seja, post livre com prazo estendido, até a noite de segunda-feira (1).

5 apps que você deveria ter no celular

Existem pouco mais de 2,2 milhões de apps para iOS e quase 3 milhões de apps para Android. Mesmo com tanta oferta, algumas categorias importantes não são contempladas pelos apps que vêm pré-instalados nos dois sistemas nem figuram nas listas dos mais baixados das respectivas lojas de cada sistema.

Talvez seja pretensioso dizer que apps alguém “deveria” ter no celular, porém esses que selecionei abaixo são tão úteis que, vendo por outro prisma, é quase loucura não tê-los instalados. Listo e explico porque você deveria dar atenção a essas categorias e aproveito para deixar indicações. De repente, isso inspira você a baixar um ou outro app. (mais…)

Por que computadores modernos parecem mais lentos que os antigos?

Você já teve a sensação de que computadores antigos pareciam mais rápidos que os modernos? Dan Luu, sim. Como ele “não confia nesse tipo de sensação porque já se provou por estudos empíricos que a percepção humana é falível”, ele conduziu uma série de testes ao longo dos últimos meses, com uma câmera lenta, a fim de mensurar a latência entre apertar uma tecla e o caractere ser exibido na tela. O resultado é este longo e detalhado texto.

O dispositivo com menor latência (30 ms) foi o Apple IIe, um computador de 1983. O segundo, com latência de 40 ms, foi um Texas Instruments 99/4a, de 1981. Só na terceira posição aparece um moderno, de 2014, com latência de 50 ms — mas a quarta é do mais antigo dos 21 sistemas testados, um Commodore Pet 4016, de 1977. A exceção entre os modernos são os dispositivos iOS: o iPad Pro de 10,5 polegadas com o Apple Pencil, lançado em 2017, iguala a latência do antigo Apple IIe.

Luu explica os vários aspectos que nos levaram a essa situação e atribui à “complexidade” a maior parcela da culpa:

Muito da complexidade nos concede algo, direta ou indiretamente. Quando olhamos o input de um teclado moderno estiloso e o do teclado do Apple II, vemos que usar um processador de uso geral caro e relativamente poderoso para lidar com os toques em um teclado pode ser mais lento que um lógico dedicado ao teclado, que poderia ser mais simples e mais barato. Porém, usar o processador dá às pessoas a possibilidade de personalizar o teclado e também transfere o problema de “programar” o teclado do hardware para o software, o que reduz os custos de fabricação do teclado. O chip mais caro aumenta o custo de fabricação, mas considerando quanto do custo desses teclados artesanais de pequeno volume é o custo do projeto, parece vantajoso trocar o custo de fabricação pela facilidade de programar.

Quanto à baixa latência dos iPhones e iPads, a explicação é uma antiga: graças à integração, a Apple consegue implementar otimizações que, em outros cenários, com partes genéricas desenvolvidas por fornecedores distintos, são extremamente difíceis. Ou, nas palavras dele, através de um foco na experiência do usuário de ponta a ponta por parte da Apple.

Por que isso é importante? Porque diferenças em latência são perceptíveis, mesmo que, questionados, muitos de nós não consigam apontá-la como a fonte de um desconforto ou problema. Segundo Luu:

Para tarefas muito simples, as pessoas conseguem perceber latências de até 2 ms ou menos. Mais que isso, o aumento da latência não só é perceptível para os usuários; ele faz com que a execução de tarefas simples seja menos precisa.

A leitura (em inglês) é um tanto fascinante e mostra como foi preciso fazer algumas concessões em latência para que alcançássemos outras conquistas, como telas sensíveis a toques e monitores LCD. Pelo menos agora você saberá a quem amaldiçoar quando abrir o Slack e tudo parecer meio… lento.

A história de Karen Anvil exemplifica aquela velha história de que “a melhor câmera é aquela que está com você”. Ela foi prestigiar um evento da família real britânica e tirou uma foto tão boa dos príncipes William e sua esposa, Kate Middleton, e Harry e sua noiva, Meghan Markle, que espera pagar a formação da filha com os direitos da imagem, disse em entrevista à BBC.

Num local repleto de fotógrafos profissionais munidos de câmeras caríssimas, o registro de Karen, que estampou todos os jornais britânicos e viralizou no Twitter (onde ela postou a imagem), foi feito com um iPhone SE, cuja câmera é a mesma do iPhone 6s, um smartphone de 2014, e é vendido no Brasil por preços a partir de R$ 1.399.

https://twitter.com/Anvilius/status/945250611766923264

Post livre #106

Um post livre especial, com duração estendida até a noite de segunda-feira — dia do Natal! Relembrando: aqui, falamos de tudo com todos. Tem algum assunto que está atiçando sua curiosidade ou gerando dúvidas? Jogue nos comentários e vamos nessa.

Uma olhada rápida no Kindle Fire HD8 — e como é usá-lo no Brasil

Dizer que há uma lacuna no mercado de tablets é minimizar o problema. O que existe é um Grand Canyon. Em uma das pontas, temos o iPad Pro e o Galaxy Tab S3, produtos impecáveis que não saem por menos de R$ 2,5 mil. Na outra, um mar de aparelhos de qualidade duvidosa, custando até R$ 300. Se aqui no Brasil o intervalo entre elas é um vácuo, nos Estados Unidos existe um pontinho laranja, bem ali no meio, chamado Kindle Fire, a linha de tablets da Amazon. (mais…)

Google lança app para Windows que serve apenas para baixar o Chrome

O declínio do Windows como plataforma dominante explicitou o descaso do Google com a Microsoft. A empresa jamais se deu ao trabalho de adaptar seus apps à Microsoft Store (loja de apps do Windows) e faz software para o sistema no estrito limite do que mantém os usuários em seus domínios. Daí o próprio Chrome (web/buscador) e o app de backup do Google Drive. (mais…)

O caso de um tablet/PC híbrido da Apple

por Jean-Louis Gassée

Embora o tablet/PC híbrido seja uma ideia irresistível, as implementações sempre ficaram aquém do ideal platônico. Um olhar sobre os esforços passados nos leva a imaginar os próximos passos da Apple: eles copiarão a Microsoft e transformarão o Mac em um tablet, ou continuarão a se concentrar na evolução do iPad? (mais…)