Post livre #72

Antes tarde do que mais tarde (perdão, fiquei absorto no outro post de hoje e estava achando que hoje era quinta), está aqui o post livre! Você já sabe como funciona. Se não, um breve resumo: é um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e podermos conversar ali sobre quaisquer assuntos. Então, vamos lá!

Smartwatches e a busca pela próxima grande tendência

LG Watch Sport e Style com Android Wear 2.0.

O smartphone moderno está prestes a completar dez anos. Desde esse início, muito se fala sobre qual será a próxima grande tendência da tecnologia. Afinal, a curva em “S” do smartphone está quase completa e é do interesse da indústria, inclusive das empresas que mais lucraram nesse segmento (ou das poucas que lucraram), encontrar um produto alternativo que a fim de manter o crescimento. Mas como é difícil… (mais…)

Esta notícia no site da Exame mostra por que bloqueadores de anúncios são essenciais

Notícia do site da Exame bloqueada.

Todo ano a PageFair, uma empresa especializada em ajudar criadores de conteúdo digital a lidar com a crescente popularidade dos bloqueadores de anúncios, faz uma pesquisa sobre o estado da prática no mundo inteiro. O relatório de 2017 saiu há poucos dias trazendo revelações interessantes e uma previsão (ou ameaça, dependendo de quem lê): (mais…)

A impossibilidade de uma selfie perfeita

Montagem com foto do Museu do Holocausto, em Berlim.

por Fabio Montarroios

Não tiro selfies. Não gosto. Acho sem graça. Sinto uma baita vergonha e quando tiro é a contragosto. Não quero ser fotografado por outros e isso inclui a mim mesmo. É uma opção pessoal que vai contra o que faz a maioria. E de tudo que já pode ter sido dito sobre as selfies, não sou eu que vou demover você de fazê-las. Não é esse o propósito desse texto, inclusive.

Muito pelo contrário: escrevo para que você as faça cada vez mais e melhores! Na verdade, você faz o que quiser da sua vida — e isso inclui as selfies. Só que, às vezes, alguém pode se irritar tanto com elas a ponto de transformá-las em outra coisa, uma coisa bem diferente do que você pretendia quando as fez, diga-se. O ato de fazer um autorretrato com o smartphone deixa de ser algo corriqueiro e se transforma em algo totalmente condenável. Daí, talvez valha uma reflexão breve sobre como a fotografia amadora atual passou a ser tão importante para todos nós. (mais…)

Qual o limite do Facebook?

Mais um trimestre se passou e, outra vez, o Facebook bateu recordes de receita. O lucro da empresa foi de US$ 3,5 bilhões, aumento de 177% em relação ao mesmo período do ano passado. Embora num ritmo menor, a base de usuários da rede continua crescendo; hoje, está em 1,86 bilhão de pessoas.

Em paralelo, nos últimos dias o Facebook anunciou diversas iniciativas em todos os seus apps para impulsionar o uso delas pelas pessoas: (mais…)

Da necessidade de antivírus em computadores e celulares

Palavra vírus escrita em código

Em 1983, o cientista da computação Fred Cohen publicou um artigo acadêmico que detalhava um tipo de programa de computador capaz de “afetar outros programas modificando-os de modo que inclua uma (possivelmente melhorada) cópia de si mesmo”. Para se referir a essa então novidade, ele cunhou, no mesmo trabalho, o termo “vírus de computador”.

Mais de 30 anos depois, a indústria de segurança digital está consolidada e é, talvez mais do que em qualquer outro ponto da história, necessária frente aos avanços daqueles que querem destruir, invadir ou lucrar violando toda a sorte de dispositivos digitais presentes em nossas vidas.

Uma das vertentes da segurança digital mais difundidas se materializa na forma do antivírus, um programa que monitora ininterruptamente toda a atividade em um sistema a fim de protegê-lo. Mas até que ponto a confiança neles chega? O retorno compensa as falhas que o antivírus traz consigo? Ele é a única ou a melhor defesa de que dispomos? Afinal, quem vigia os vigilantes? (mais…)

Hackeando a economia da atenção

Megafone estampado em uma parede.

por danah boyd

Nota do editor: danah boyd é uma estudiosa da interseção entre tecnologia e sociedade. É pesquisadora do Microsoft Research, fundadora do Data & Society, professora visitante do Programa de Telecomunicações Interativas da Universidade de Nova York e autora dos livros It’s Complicated: The Social Lives of Networked Teens e Participatory Culture in a Networked Era (ambos ainda sem tradução no Brasil). Siga-a no Twitter.


Para a maioria dos leigos em tecnologia, o termo “hackear” invoca a noção do uso de técnicas sofisticadas para burlar a segurança de um sistema corporativo ou governamental para fins ilícitos. A maioria das pessoas engajada na quebra da segurança desses sistemas não estava ali necessariamente por espionar nem por crueldade. Nos anos 1990, cresci entre hackers adolescentes que queriam invadir sistemas de computadores de grandes instituições que eram parte fundacional do establishment de segurança, apenas para mostrar que eram capazes. O objetivo era desfrutar de uma sensação de poder em um mundo onde eles se sentiam bastante impotentes. A adrenalina estava em ser capaz de fazer algo e se sentir mais esperto do que os aclamados poderosos. Era pura diversão, um jogo. Pelo menos até eles começaram a ser presos. (mais…)

DuckDuckGo como alternativa ao capitalismo de vigilância do Google

Campo de busca do DuckDuckGo.

Na página inicial do buscador DuckDuckGo, logo abaixo do campo de busca, ou seja, em local de destaque, lê-se a seguinte frase: “A ferramenta de busca que não rastreia você”. É uma cutucada no Google, maior buscador do mundo, uma das maiores empresas de publicidade e das mais lucrativas da história. Quais as chances do pequeno DuckDuckGo frente a esse titã?

(mais…)

O que a foto vazada do G6 diz sobre o mercado de smartphones

O site norte-americano The Verge vazou a primeira imagem do que será o G6, novo smartphone topo de linha da LG. Mesmo escura e mostrando só metade do aparelho, percebe-se que a empresa adotará uma linguagem visual conservadora, similar à dos concorrentes mais populares. Outro detalhe importante, confirmado pela LG, é que o G6 abandonará o conceito de módulos que estreou ano passado, no G5. Como se vê, é difícil inovar. (mais…)

A anatomia de um golpe: o caso do WhatsApp colorido

Logo do WhatsApp na cor azul, como prometem alguns golpes online.

Com mais de um bilhão de usuários no mundo e uma base fanática no Brasil, é seguro dizer que, se não o aplicativo mais popular, o WhatsApp praticamente integrou-se à vida do brasileiro. Essa ubiquidade o transforma. Dizer que o WhatsApp é um app de mensagens é reduzir suas funções e o potencial inventivo da multidão que o usa para os mais diversos fins. Entre eles, inclusive, disseminar boatos ancorados na boa-fé (ou o contrário) dos outros e aplicar golpes. (mais…)