Post livre #107

Último post livre do ano — e o primeiro de 2018. Faremos o mesmo expediente do Natal, ou seja, post livre com prazo estendido, até a noite de segunda-feira (1).

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100 comentários

  1. Pelo menos na parte de entretenimento comecei 2018 muito bem. Ontem assisti “Bingo, o rei das manhãs” e “Dunkirk”. Dois puta filmes.

    1. Ele só existe porque existe uma política conservadora de guerra às drogas. No final, foi pego como bode expiatório pra servir de exemplo e criar jurisdição para os próximos casos nos EUA que derivem desse meio.

  2. E ai, como vão passar a virada do ano?
    Por mim eu dormia logo após os fogos e aproveitava pra ir pedalar na segunda de manha.
    Mas como tem a minha mulher acho que vamos ficar em algum aglomerado aqui pelo centro.

    1. Algum filme provavelmente, talvez dois
      Bingo e provavelmente algum outro estrangeiro mais ckássico

    2. na casa de um amigo com outros queridos amigos, muitas biritas, piscina, aquela alegria temporaria de algumas horas mas que vale bastante, é isso

    3. a 10 mil metros de altura, para aproveitar passagens (apenas um pouquinho) mais baratas que nas datas próximas :)

    4. Aqui reina um certo mau humor.
      Somos contra queima de fogos, q atormenta os animais.
      A família torce o nariz pra gente por termos nos tornado veganos e já não nos convidam pra nada (exceto pai e mãe, claro).
      Tb somos contra a matança dos animais etc.
      Ficaremos por aqui vendo filmes, jogando talvez.
      A ideia de pedalar é boa! Ontem aproveitei pra andar um pouco.

    1. off: me amarro na pirotecnia de css/js/hmtl5/bruxaria que usam nesses especiais
      mas é um lixo para ler, quanto mais para mandar pro instapaper e ler confortável no kindle

      edit: tem versão de só texto nessa, bacana

  3. Esses dias foi dar uma olhada no Google Photos no celular de uma tia… pelo que entendi o app conseguiu automaticamente me reconhecer numa mudança de vários anos até os dias de hoje. Fiquei assustado, pois haviam fotos que eu nem lembrava que existiam

    1. O sistema deles é realmente assustador. Ele reconheceu o crescimento da minha sobrinha (hoje com 5 anos) e ainda a diferencia da irmã que ainda não completou 2 anos.
      A “única falha” dele é não conseguir diferenciar dois dos meus gatos, mas aí seria muito por enquanto, eu acho… ?

    1. Meio bobo, mas funciona, né? Uma das grandes frustrações da internet foi que ela não só não conseguiu acabar com o “star system”, como o ampliou. Ou talvez fosse uma esperança só minha. Eu realmente achava que esse tipo de admiração nociva fosse diminuir quando as “celebridades” fosse diluídas e as barreiras para fazer o que as antigas celebridades faziam, caíssem. Aconteceu exatamente o contrário, e com nichos e públicos cada vez mais específicos e menores, respectivamente.

      Enfim.

      1. acho q cheguei muito tarde nessa história (de ter alguma forma de afeto pelo q se passa nas redes sociais). outro dia tive q pedir ajuda pra uma moça de 20 anos (16 a menos q eu, idade pra ser minha filha até) pra me explicar brevemente como funciona o instagram no celular tamanha a minha impaciência com esse app – q é o fim da picada pra mim. mas eu fico verdadeiramente intrigado com uma empresa X liberar verba Y pra torrar dessa forma tão sem criatividade. sei q a criatividade não é o motor da indústria, mas ainda assim acho deplorável jogar tanto dinheiro no lixo. esse povo não tem orgulho próprio!? me custa crer… bom, entrei no instagram dos jovens gamers (nem consegui descobrir se eram todos gamers na verdade: uma parecia uma gamer fitness, mas não sei se isso existe… talvez ela jogue wi sports, sei lá) e eram todos iguais: fotos q demonstravam o vazio de uma vida narcisista. será q não tinha meia dúzia de gamers q poderiam oferecer algo mais pra platéia? me custa crer q não haja jovens interessantes por aí. sério… me custa mesmo. entendo tb q a maioria q segue (se é q segue mesmo) esses escolhidos tem suas preferências, mas se é isso q a turma tá preferindo, a coisa está grave.

        1. Tudo é bem amarrado: as empresas jogam dinheiro nessa galera porque ela atrai o tipo de público que consome muito. Nesse sentido, não é dinheiro jogado no lixo, é investimento — que gera retorno. Acho que não dá para esperar muito mais.

          1. Li, mas não achei a referências, q as celebridades (e consequentemente as sub) não dão lucro às empresas como se imagina. O exemplo utilizado era a Ivete Sangalo e Philips, q foi um fiasco.

          1. são muito bons, mas o primeiro ainda é melhor.
            é que a sua colocação anterior me lembrou de um trecho dos filmes.

          2. Vi o trecho no youtube. Vou mandar meu CV pro pessoal do filme. Qdo eles forem fazer o 3 posso dar uma ideias, pq aqui no meu peito tem muito mais amargor com as redes sociais do q eles imaginam.

            Mas, falando sério, não censuro o uso das redes (pelas pessoas normais, sem aspirações a subcelebs e coisas do tipo) como se dá e eu posso estar errado e a vida das pessoas (e dos gamers da promoção tb) nem serem tão vazia assim, ou até muito pelo contrário: talvez eles só não tenham talento pra expor o esplendor da vida deles por não saberem usar as novas linguagens misturadas com as velhas q aí estão. Só q essa geração vai ficar marcada por esse vazio ou falta de talento, pq mesmo somando tudo q eu vejo por aí (não vejo muito, então… é uma visão falha), não dá muita coisa, além da importância do registro histórico por si só (as roupas dessa época, os hábitos, as coisas em volta, as construções etc).

          3. Vou colocar na fila. Tô aqui numa jornada Studio Ghibli, animes e Murakami q logo vou acordar um dia falando japonês.

  4. Coloquei no PL passado se alguém sabe se há alguma diferença essencial para quem escreve muito nesses teclados mecânicos. Se são melhores ou não pra isso… Vejo muitos relatos de q os teclados são uma maravilha, mas, sei lá… a impressão q eu tenho é q eles desgastam mais as mãos por demandarem mais força do q esses teclados com perfil baixo. Eu escrevo muito rápido, então, qdo mais forte nessa parte melhor.

    1. Também tenho essa curiosidade. Até cogitei cometer a loucura de pegar um Das Keyboard quando estive nos EUA, mas acabei desistindo.

      Lá, numa visita a uma Best Buy da vida, tirei a curiosidade. Testei dois, um dos mais caros da Razer e outro mais simples, de uma marca de que não me recordo. Nesse genérico, senti pouca diferença desses Dell de repartição pública, mas o da Razer é bem legal. O feedback é diferente, parece que as teclas respondem de uma maneira melhor.

      Se tivesse tido esse contato antes da viagem, provavelmente teria morrido com a pequena fortuna que custa um Das Keyboard.

      1. nossa, esse é muito sofisticado… tava pensando num mais simples, mas ainda ainda sim seria caro só pra saber se é bom. e a depender de onde se compra, não é possível retornar. qdo tiver a chance de ver um pessoalmente vai ser mais fácil decidir. pq, além de escrever, é legal ter um certo prazer na própria escrita tb.

          1. hahaha… fundo do poço, provavelmente. é demais pra mim. vou ler depois. valeu!

          2. Que troço estranho
            não tem a versatilidade de um notebook nem o foco unitarefa de uma máquina de escrever

    2. Sim, vale.

      O pior teclado para se escrever é esse “chicle” que tem as teclas baixas. Os mecânicos não exigem muita força pra digitar, o seu problema vai ser barulho mesmo (dependendo do switch dele, ele será MUITO barulhento).

      Um dos melhores é o antigo Model M da IBM. O pessoal anda comprando esses teclados a todo e transformando pra USB pra usar. Esse tem um dos melhores ângulos de digitação e uma sensibilidade muito boa. Recomendo se você viver como conseguir um e souber transformar pra USB.

      1. xiiii… a minha esposa já reclama pra caramba do barulho q eu faço escrevendo nesses teclados de perfil baixo. acho q não vai rolar.

        cara, eu tenho a impressão de qdo era mais jovem, mexia em computadores da ibm no trabalho do meu pai q tinham esse teclado. é isso mesmo. pesquisei aqui por imagens dele. caraca… eram memórias esquecidas essas. e veio uma torrente de lembranças.

        mas eu queria um desses tecladinhos mecânicos mais compactos, sem o numérico, q não me serve pra muita coisa e acabei me habituando com a ausência deles, especialmente no uso do mouse ao lado direito. acho q vc é canhoto, né? então acaba sofrendo menos com isso.

        1. hahaha Fuja dos teclados mecânicos então, não existem teclados silenciosos que sejam mecânicos de verdade (nem os semi mecânicos são).

  5. Estou muito na dúvida: não sei se assisto no cinema ‘star wars’, ‘o jovem karl marx’ ou ‘fala sério, mãe’. dúvida cruel…

    1. Assisti o star wars nessa semana. Numa qualidade péssima, mas o suficiente pro meu objetivo.
      Ainda bem que não vi no cinema. Heheh

      1. eu só vou, pq é de graça. jamais arriscaria perder 30, 60 reais numa bomba de filme. sem falar no custo do deslocamento q pra mim é grande.
        mas esse seu comentário (ranzinza?) combina com o desse crítico aqui: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/12/cultura/1513085969_936689.html
        ia recomendar ele pra vc ver o q é uma boa crítica sem concessões semana passada, mas não deu tempo.
        se tiver paciência, depois leia essa tb q é a q eu iria te indicar semana passada.
        https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/01/cultura/1467375859_044780.html

        1. Haha! Bem isso! concordo com a crítica.
          Eu não quis ser ranzinza, mas o filme realmente segue apenas uma formula da Disney.
          Parece que os filmes da Marvel também têm seguido um padrão.

          1. é impossível uma pessoa sã não ser ranzinza com a indústria do entretenimento. impossível! uma pessoa só não é ranzinza com essa indústria se ela for jovem demais pra saber o q é uma indústria ou se ela simplesmente desistiu de ter alguma coerência nessa vida.

          2. ela pode só não se importar tb
            para quer tomar para si esse sentimento ranzinza e perder a #pas de espírito?

          3. tudo tem seu preço. o preço de vc não se importar e manter sua paz é o seu cérebro derreter todinho.

          4. e o preço de vc ficar consciente de tudo é o desespero e talvez infelicidade

          5. off: a não ser que vc caia da bike no concreto e precise fazer fisioterapia
            pior que minha recuperação se deu logo antes das chuvas pesadas começarem

          6. Entendi (e concordo) o “não se importar” do @fredmmtt:disqus no sentido de ignorar, não de parar de questionar e consumir essas coisas.

            Acho essa habilidade importante e, ao mesmo tempo, muito em falta, uma escassez que piorou muito com redes sociais — talvez sempre foi assim, mas os registros e a amplificação são definitivamente maiores com Facebook e Twitter.

            É como quando alguém diz/escreve “parem bater palma para Fulano”, ou “parem de tornar Ciclano famoso”. Tenho comigo (e tento colocar isso em prática) que ignorar é o melhor caminho e um dos mais difíceis. É muito fácil bater em alguma subcelebridade que faz alguma bobagem; e é tentador também abrir o Twitter para criticá-la. Dá uma sensação de superioridade, você se conecta aos “anti” e ataca os que defendem, e tudo isso só gera mais atenção àquele que, para você, não deveria ter nenhuma.

            Não se importar é algo poderoso e pouco apreciado.

          7. Todos esses comportamentos são explicados pelo pertencimento, que tantos nos faz bem.

            Tanto se importar, questionar e criticar quanto deixar se importar e ignorar. Quando você ignora, subconscientemente você também se conecta com um “grupo” que, ora, não se importa. O problema de não se importar sempre é saber dosar pra não cair no cinismo (essa é uma equação difícil de ser alcançada). O oposto também vale, lógico.

            Eu raramente me dou ao trabalho de falar ou assistir subcelebridades de Youtube ou internet do Brasil, assim como não dou muita bola pra clipes da Anitta ou qualquer ação envolvendo a Pablo Vittar, entendo que são todas ações que são reflexo do seu tempo e, se importar com elas depende de cada um (corpo social, classe econômica, recorte social etc).

            Nada existe no vácuo pros seres humanos, somos antes de qualquer coisa, sociais ao extremo (mesmo aqueles que se dizem antissociais são sociais em outros locais, como a internet). Acho bastante difícil não se conectar com as coisas que nos rodeiam, seja de que modo for.

          8. Nesse aspecto eu concordo, especialmente qdo se adota uma postura não punitivista. Eu não fiquei exultante qdo o execrável Maluf foi pra cadeia, por exemplo. Mesmo tendo o q comemorar, já
            q ele foi um exemplo de político corrupto, não é por aí. O livro do Jon Ronson, “Humilhado”, ataca muito bem essa questão e dá bons exemplos de pessoas comuns sendo esculachadas e esculhambadas por pequenos desvios éticos. Mas aí eu acho q é outra coisa e tem a ver mais com uma postura pessoal: qdo vc se depara, ante um filme, q era o tema em questão, e, sei lá, vê um cena ultra machista (ou racista), vc desliga ou pensa ‘caralho, q cena machista!’? Tendo a crer q é impossível fazer vistas grossas se vc tem um comprometimento ético (seja lá a forma q ele tenha tomado em cada um). É esse lance especificamente q não pode haver paz: ante uma injustiça, não dá pra virar a cara. Vc pode, mas não deveria. É saudável virar a cara, talvez sim agora, mas isso tem o seu preço, q é o fato de vc evitar confrontar determinadas questões. Agora, atacar subcelebridades é realmente tentador, mas eu prefiro os alvos grandes, com grandes recursos, muita reputação e, geralmente, pessoas q se gabam de sua condição pública. Mas na internet vc já não se faz mais ouvir, pq são milhões de vozes. Daí, às vezes e com muita sorte, vc consegue cutucar uma autoridade e tirá-la do sério. Isso não tem preço! E se estiver alinhado com seu comprometimento ético une-se o útil ao agradável.

            Estou pra ler esse livro do Francisco Bosco, “A vítima sempre tem razão?” e eu acho q ele ataca um pouco dessas questões q vc colocou qdo fala das lutas identitárias.

          9. Sim sim. é que eu esperava algumas explicações, mas acho que elas não serão dadas.
            Ainda não terminamos de ver o Blade Runner 2049. É bom, mas tão arrastado quanto o original.
            Vou ver se sobra um tempo pra ver o Jumanji no cinema.

          10. Blade Runner 2049 fui ver no cinema e valeu muito. Filmaço! Quero vê-lo novamente em breve.

        2. Dentro da escala Star Wars, achei um bom filme, mas também não espero mais que boas cenas de ação, personagens “cool”, fan-services e um exagero de piadinhas.

          1. Por isso eu prefiro ver no cinema, porque são filmes pensados pra serem projetados nessas salas ou em salas em q as pessoas tem boa aparelhagem – o q não é o meu caso, já q meu som é 2.0 e a tv nem é tão grande. Tb não espero muito, apesar do José Geraldo Couto, q é um crítico q eu acompanho e gosto muito, ter falado bem do filme, no sentido de q ele foi além do ‘momento vídeo game’. Se não fosse por essa avaliação dele eu já teria descartado, como foi o caso de ‘Rogue One’ q eu ainda não vi e não tô fazendo muita questão.

            E isto, pra mim, é inequívoco: ‘star wars’ era foda mesmo qdo era criança e achava aquilo incrível dentro do meu universo infantil. Agora é preciso acrescentar várias camadas interpretativas pra fazer a experiência valer a pena de algum modo.

            https://blogdoims.com.br/escoria-rebelde/

          2. Acho curioso é a crítica profissional ou pessoas que se vendem como eruditas (e talvez realmente o sejam) esperarem grandes significados dessas produções bobas, sei lá

          3. Não é que não existam produções realmente boas, mas todo produto de mídia tem por trás um criador que dá uma intensão.
            E mesmo que o objetivo final seja “apenas entreter” uma série de decisões tem significados.
            A escolha do elenco, a manutenção de alguma cena com frases que acabam dando barriga ao filme podem ter uma importância que podemos ou não dar atenção.
            No caso desse último Star Wars isso fica bem nítido.
            A maioria dos personagens de destaque são femininos, as grandes lideranças rebeldes são mulheres, os homens são latinos e negros.
            As mulheres têm muita presença, de destaque e importância no filme.
            Nenhuma delas é motivada por amor a um homem e todas tem certeza de suas necessidades e ações.
            A leve apresentação de um problema de exploração apresentada na cena do cassino e ainda mostrado que os dois lados tem seus problemas, mas que uma elite se mantém nessa guerra e que sua manutenção apenas enriquece mais ela.
            Mas isso tudo não é perceptível (e não é mesmo) ao olho do público que espera apenas uma sequência de lutas de naves e explosões no espaço.
            Quando isso é apresentado rola uma revolta por querer “dar valor ao que não tem”.
            O Pablo Villaça apanhou loucamente no Twitter por fazer isso de maneira coerente a meu ver.

  6. O que vocês realizaram em 2017 e já possuem um plano ou objetivos para 2018?

    1. Iniciar a carreira no ramo da prostituição, virar garoto de programa fazendo análise e desenvolvimento de sistemas.

    2. Ainda não fiz nenhum plano pra 2018. Tô tentando terminar os planos dos anos anteriores!

    3. Meu ano 2017 foi muito desgastante por conta de alguns projetos profissionais. Eles simplesmente drenaram minha energia vital… Espero q 2018 seja mais tranquilo e eu finalmente possa estudar Python, atuar mais na deseja da causa animal, desenvolver alguns projetos sociais e me dedicar ao meu projeto de mestrado (para finalmente poder me candidatar a uma vaga para 2019).

    4. O meu foi de mudanças gigantescas — comentei boa parte delas no meu post de aniversário: https://blog.ghed.in/31/

      Apesar disso, consegui manter todo o resto muito bem. Estive em falta com a família e amigos, mas mais por questões geográficas do que qualquer outra coisa. E, quando pude, aproveitei bem o tempo de que dispus com eles.

      Talvez aí esteja um bom plano para 2018: pegar a minha escala de plantões do ano, cruzar com os feriados prolongados e tentar visitar mais essa galera que ficou no interior.

    5. me formar na faculdade, conseguir um emprego
      o resto é consequencia

  7. Ouvi pela rádio agora pela manhã que a Netflix lançou a 4ª temporada de Black Mirror, porém não vi ninguém ansioso por isso nas redes sociais (talvez meus amigos reajam mais depois de assistir, ou talvez a Netflix não fez muita questão de divulgar). E aí, já tem algum episódio que mereça ser destacado?

    1. Falando por mim, a terceira temporada deu uma arrefecida nesse furor. Mas, de modo geral, tenho sentido isso com outras séries também. Não faço bingewatching e não costumo me deparar com muitos spoilers, então prefiro esperar para ver quando for mais conveniente.

    2. Vou assistir tudo nesse final de semana durante a viagem, tava muito ansioso pela nova temporada. Também nessa semana saiu nova temporada de Travelers (vou assistir depois que terminar BM).

      1. Eu assisto essa série e fiz uma maratona esses dias de descanso.
        Gosto muito da premissa e das pequenas discussões que ocorreram na temporada. Uma discussão moral sobre os métodos (não vou falar muito para não dar spoiler). Mas ela terminou de uma maneira meio bizarra e com uma pegada de que terá que ocorrer algo muito forçado para viabilizar. Depois quero saber sua opinião sobre a temporada, já que não conheço outras pessoas que assistam. ;)

        1. Assisti as três temporadas (e o especial de Natal), gostei bastante dos temas, só achei um pouco estranha a terceira temporada (apesar de ser boa), parece que nas anteriores tinha uma atmosfera mais pesada, sla. Talvez seja apenas uma impressão minha.

          Na minha opinião o melhor episódio é do de Natal e um dos que eu mais gostei foi o primeiro da segunda temporada “Volto Já” (meu Netflix tá em português rs), me lembra um pouco de HER.

          SPOILER ALERT!!!




          Em HER a AI parece ser bem desenvolvida e sólida, porém, não tem um corpo. No BM a AI tem um corpo (meio) muito bem desenvolvido, bem semelhante (para não dizer idêntico) com uma pessoa, porém com AI em seu estado inicial.
          Claro, que a proposta dos dois é diferente, mas os dois tiveram em um cenário parecido, servir de consolo e substituto a uma relação real.

          1. “só achei um pouco estranha a terceira temporada (apesar de ser boa), parece que nas anteriores tinha uma atmosfera mais pesada, sla. Talvez seja apenas uma impressão minha.”

            Não é cara, deram uma “aliviada” na terceira. É como se Sherlock fosse pra Netflix, ia mudar bastante coisa de como a trama é desenvolvida, de como os roteiros são escritos, etc.

          2. Você tá falando de Black Mirror, certo? Eu estava falando de Travelers que está na segunda temporada ainda… ?
            Não assisti Black Mirror para poder emitir alguma opinião. ?

          3. Ah desculpa :S
            Espero que não tenha lido os spoilers
            Também já terminei a segunda temporada de Travelers, achei legalzinha

    3. Eu estava ansioso, mas até tinha me esquecido (essa data é meio nada a ver no nosso calendário, talvez seja melhor no americano, sei lá), pq tava vendo outras coisas (uns animes q estavam na fila há tempos e comecei a ver a 3ª temporada de ‘mr. robot’). Normal o entusiasmo ter arrefecido, pq pouca gente conhecia (eu mesmo levei um tempão pra descobrir essa série e ele era imprescindível pra ilustrar muitas coisas q só estavam disponíveis em teoria: aquele episódio ‘white bear’, por exemplo, q é foucault puro). O entusiasmo com essa, agora, vem a reboque do q a netflix fez e interviu em termos de marketing na temporada passada e isso mudou um pouco da mística em torno da série… A série é boa, mas com apelo bem restrito, eu diria. Teve grande alcance no povo q estuda ciências humanas e criou uma sombra de preocupação no povo q se liga em tecnologia.

      1. Hoje li uma crítica muito instigante no Twitter da Joanne McNeil:

        Black Mirror is misanthropy + internet (people/users are horrible.) can’t scale its criticism to how platforms/structures influence behavior

        +

        This is a 2008 criticism “lol narcissists no one cares what you had for breakfast.” That is why it feels old. Not because the world got weirder

        1. hum… não sei se peguei o espírito dessa crítica. o q ela quis dizer pra vc?

          1. A minha leitura, com base nos tweets dela, é que Black Mirror (especialmente a terceira temporada) virou munição para ataques rasos de que a tecnologia está acabando com as relações humanas, yadayadayada. É um tópico importante, mas que a série aborda da vala comum de sempre quando poderia focar em aspectos mais estruturais que nos levam a esse tipo de comportamento.

            Pensando melhor depois, achei o comentário dela um pouco forte. Alguns episódios da fase BBC, como o primeiro (do primeiro-ministro britânico e o porco) e o “Be Right Back”, trazem alguns dilemas muito interessantes sem entrar em camadas mais profundas. Ao mesmo tempo, a maioria dos episódios da terceira praticamente esfregam na cara uma liçãozinha moralista, são totalmente “cautionary tales” que não geram qualquer reflexão, apenas apreensão e perplexidade com o equivalente no nosso mundo. O primeiro, em que cada pessoa tem uma nota, e o das baratas, são flagrantes nesse sentido.

          2. Eu nem curto criticar coisas q são do nosso tempo com o intuito de censura, exceto se forem coisas nitidamente nocivas. Alguns (ou vários) dos nossos hábitos serão nocivos no futuro em alguma medida ou, no mínimo, serão vistos com desconfiança pelas gerações futuras. Mas pra mim todo episódio de Black Mirror dizia algo como “olha como as coisas podem ficar uma merda e serem o normal daquela sociedade”. Esse ser ‘o normal’ é o mais terrível, mas é mais interessante qdo é algo ainda não concreto e em todos os episódios de BM, sempre q a coisa se aproximou do concreto é q houve uma, digamos, uma certa falta de graça, como foi o episódio do “The Waldo moment”, sendo aquela situação a mais tangível de todas (e um tanto concretizada com Trump). Acho q todas os outro episódios (incluindo a terceira temporada) dependiam, de alguma medida, de aparatos tecnológicos e arranjos sociais q não existem hj em larga escala e talvez fiquem apenas no plano da ficção mesmo (a questão de ser avaliado esbarra em muitas leis, por exemplo, e não poderia funcionar como funciona na série, mas se derrubarem as leis… aí a coisa muda de figura).

            Acho q mesmo com uma lição moral aqui e ali, afinal qualquer um com q teve uma educação básica, consegue distinguir os valores básicos cultivados no ocidente, sabe q se um dia a coisa chegar a um nível do “White Bear” é q a coisa está bem fodida mesmo, pq deixou de ser algo circunscrito ao terror q um prisioneiro passa numa cadeia hoje de modo ilegal ou as ações igualmente ilegais dos agentes do estado nas execuções extra judiciais hoje, para passarem a ser o normal.

            Os efeitos reais de um “Be Right Back” são inimagináveis no dia de hj, convenhamos e só talvez a realidade virtual possa dar um gostinho de um revival qualquer, mas nem naquela sociedade imaginada com a tecnologia resolvida pra reviver alguém não havia ainda uma normalidade naquela relação humano / máquina, isto é, estavam diante de um impasse: aquele robô era melhor q o cara e estava aprendendo e se aperfeiçoando, então o problema virou isso e faltavam os defeitos do cara etc etc etc. Isso é bem interessante, qdo as histórias acabam assim, não?

            Mas o episódio “San Junipero”, com uma tecnologia q tb não existe hj, me fez pensar o seguinte: eu jamais toparia ter minha consciência digitalizada e ela habitar um servidor, pq eu poderia ser escravizado pra sempre entre outras aberrações q sádico poderia pensar. Querendo ou não isso já está sedimentando os meus valores pra daqui a alguns anos, mesmo indo na contra mão do aceno do final feliz q seria viver uma vida sem fim num servidor sem os problemas mundanos de saúde, guerras, dinheiro etc. Provavelmente as pessoas iriam querer morrer definitivamente em algum momento, pq aquela é só uma visão cool do paraíso, mas e se elas não puderem ter essa opção de sair depois q entrarem? Eu hem…

            O lance de passar uma lição moral nas pessoas é coisa da nossa cultura mesmo: Esopo, La Fontaine, ou mesmo Voltaire com o “Cândido”… todos eles queriam nos ensinar lições. A impressão q eu tenho é q tiramos os animais das fábulas (para os dois primeiros autores) e trocamos pelos aparatos tecnológicos e transformamos tudo numa série de TV bem lucrativa. E assim vamos, nos borrando de medo ou achando o máximo.

      2. Eu acho que piorou MUITO ao sair da BBC pra Netflix. Muitos episódios, temporadas “regulares” e tramas bem mais rasas pra serem facilmente digeridas num “binge watching” na cama. Perdeu boa parte da essência que, por exemplo, White Christmas tem.

        E a Netflix poderia fazer algo bem melhor se fosse se preocupar mais com a série (roteiro) do que com o mkt. The OA é muito boa, por exemplo.

        1. pois é… tanto q falando agora, eu mal consigo me lembrar dos episódios da terceira temporada. não sei se o hype dos episódios antigos é tão forte q se sobrepuseram aos novos ou se é questão de qualidade mesmo, mas, olha, tô tendo q fazer um grande esforço pra me lembrar dessa terceira temporada… e isso não é um bom sinal pra mim, pq tenho ótima memória pra filmes.

          vou ver essa 4ª temporada, mas tá com pinta q ela já não terá mais aquele espaço q a primeira e a segunda + mais especial de natal tiveram.

          e por falar nisso, assisti uma palestra da professora Iara Lis Franco Schiavinatto e ela falou bastante de black mirror. qdo ela começou a tratar do assunto pensei q ia chover no molhado, mas ela levantou várias aspectos muito inteligentes sobre a série (especialmente a primeira e segunda temporada… por que será?). se achar algo dela sobre o assunto na internet (ela ia publicar algo) acho q vale a leitura.

        2. cara, essa ‘the OA’ comecei a ver, mas parei. vou ver se retomo. estava achando muito misteriosa e isso vai me irritando – assim como a q parecia boa ‘les revenants’ (tem essa versão francesa e a americana ‘the returned’ com selo da netflix q não cheguei a ver, mas parece idêntica à francesa). tinha parado de ver tb ‘the leftover’, mas como saíram boas críticas, retomamos aqui (mas desde o início). vi ‘mindhunter’, q tb é da netflix, e esta ficou muito boa mesmo em termos de produção (vi quase q numa tacada só, pq a tensão é permanente). mas se se ela fosse mais soturna (por conta da temática), talvez poderia até fazer páreo com ‘mad man’ (q tb é histórica), mas quem sabe nas próximas temporadas (isto se ninguém for acusado de assédio e tudo vir abaixo como em ‘house of cards’). fora ‘bojack horseman’, tb da netflix, não estou me lembrando de mais nada interessante… é bem provável q ‘alias grace’ seja boa tb e está na fila e não vai dar pra ver esse ano: ‘mr. robot’ tem prioridade.

          1. A versão americana, The Returned (chegou a ter uma outra série, baseada num livro chamado Ressurreição que, apesar de não ser “oficialmente” uma versão é bastante parecida [toda essa ideia dos retornados] com o Omar Epps chamada Resurrection, com uma pegada religiosa muito mais forte) , eu acho melhor, parece ocorrer mais coisas (o estilo europeu de narrativa as vezes cansa quando se tem uma série mais longa). Recomendo, não é nada de outro mundo mas é boa pra passar o tempo.

            The OA eu gostei exatamente do mistério, achei bastante interessante o modo como eles foram “não resolvendo” nada, mas isso é gosto, tecnicamente a série é impecável.

            The Leftovers eu vi a primeira temporada e parei no meio da segunda. A segunda foi muito ruim. Dizem que a terceira é muito melhor, provavelmente eu vou tentar pegar de onde parei na segunda e seguir.

            Mindhunter acho que é a melhor série da Netflix até agora. Nunca gostei de Mad Man =/ Sempre achei muito hype e pouca entrega, era mais uma coisa de publicitário mesmo, marketing agressivo e uma pseudo-nostalgia “daquele tempo”. Enfim, jamais me pegou, ainda que me parecesse boa tecnicamente também.

            Bojack e Love são as séries tragicômicas da Netflix que eu acompanho. Recomendo bastante a Love (do Judd Apatow com a Gillian Jacobs e o Paul Rust) porque tem uma melancolia de relacionamentos bastante interessante. Espero que, caso tenha mais temporadas, o roteiro do Apatow não se perca como de costume nas produções dele.

          2. Todas elas me lembram “Incidente em Antares” e eu não sei se esse livro do Érico Veríssimo chegou a ser traduzido, mas ele me parece antecipar tudo isso um pouco. Mas me faltam referências pra saber se essa ideia do Veríssimo tb é original. O q me incomoda é esse mistério permanente. Eu não vi “Lost”, mas tô ligado no q acontece nessa série e esse estilo de ‘nada é esclarecido’ e as coisas avançam sugerindo q algo será esclarecido não me desce. Sou a engodo, pra vc ficar vendo e criar teorias malucas em cima daquilo. Diferente de “The leftover” q já parte do ‘foda-se como aquilo aconteceu, pq já era e eles não voltam mais’ e mostra como todo mundo ficou zoado com aquilo e tal… Se o “OA” for assim, acho q não vou curtir.

            “Bojack” foi boa, mas acho q vou ter q rever, pq eu mais a ouvi do q vi, pq estava pintando a casa enqto ela passava. O lance com a mãe dele foi excelente. Mas acho q os caras já deviam partir pra última temporada. Corre o risco de ela não ter mais o q inventar, apesar do rocambole cômico q ela é por si só. Essa “Love” não conheço. Vou dar uma espiada.

            “Madman” talvez possa rever um dia desses. É realmente muito boa. Tem o lance da publicidade e a vida daquelas pessoas. Talvez a publicidade não seja o principal, mas sim o jeito dos americanos fazerem negócio e o abismo q isso gerava dentro deles.

          3. Eu gosto da dinâmica das relações que eles mostram, basicamente. Isso me pega porque eu gosto desse tipo de roteiro.

            Eu não suporte mais maniqueísmo, heróis e suspense sem sentido. Stranger Things, por exemplo, eu vejo porque eu me sinto com 12 anos novamente =D

          4. “Incidente em Antares” é mais ou menos a mesma premissa, mas é bastante diferente. O Erico Verissimo tinha uma ideia bem mais política.

            A primeira parte, baseada no realismo mais “cru”, mostra como ele queria trazer a discussão de classes para dentro da literatura (principalmente pós-farsa de 1922) quando a “ameaça comunista” se vê personificada na classe operária da cidade (que reivindicava direito apenas) e resulta na junção das duas castas políticas de Antares.

            A segunda parte mergulha profundamente no realismo fantástico quando a greve dos coveiros faz os mortos andarem pela cidade. Nessa parte, ainda que o fantástico seja o que mais chama atenção, o foco é mostrar a degradação moral da cidade, principalmente na sua classe mais alta (a matriarca morta exemplifica bem isso). Ou seja, se nas séries citadas os mortos não tem exatamente um motivo (ou não sabem) em Incidente em Antares eles tem e sabem disso (as ações são dirigidas de forma a cumprir o objetivo).

            A parábola que se faz é que a classe operária mantém a elite coesa na sua podridão e, sem essa base, tudo desmorona.

            E comum, pra mim, só a premissa de “mortos voltando” =)

          5. Sim! Tô ligado na história e ela é realmente muito boa. Não li o livro ainda, só vi aquela série da Globo qdo era mais jovem e fiquei impressionado (mais com os mortos, diga-se, pq não tinha discussão política na minha casa pra reverberar essa parte mais importante da história). Mas fico pensando se essa de trazer os mortos para resolver as coisas ou atormentar os vivos foi uma sacada original dele, do Érico.

            Essa história foi atualizada aqui em SP, mas de outro modo. Qdo puder veja ‘Sinfonia da necrópole”. É cheia de paulistanada, mas dá pra sacar, pq serviria a outros lugares do Brasil, mas aqui acaba fazendo um pouco mais de sentido por conta da ultra especulação imobiliária. E o filme foi profético: Dória está empenhado em levar empresas ao cemitério – para faturar, claro.

          6. Duvido muito que essa ideia seja original – de mortos voltarem – porque ela me soa muito mais como um arquétipo da nossa moral.

          7. les revenants eu vi a primeira temporada, é boa demais. Já a segunda (e ultima) eu ainda nao vi, pretendo ver nas férias agora, com o adendo de rever a primeira.

          8. a esposa queria ver. vou dar um jeito nisso e vou vendo uns trechos enqto ela assiste. eu não sei se terei paciência.

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