Post livre #106


22/12/17 às 8h27

Um post livre especial, com duração estendida até a noite de segunda-feira — dia do Natal! Relembrando: aqui, falamos de tudo com todos. Tem algum assunto que está atiçando sua curiosidade ou gerando dúvidas? Jogue nos comentários e vamos nessa.

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125 comentários

  1. Alguém sabe dizer se os famigerados teclados mecânicos gamers são bons mesmo pra escrever ou isso é mito? Não estou interessados no rgb e outras alegorias (vi um da corsair vermelho compacto e gostei por ser abnt2 e relativamente básico). O q eu gostaria é de um teclado excelente pra escrita. Eu escrevo muito rápido e uso há muitos anos esses teclados de perfil baixo que não são ruínas, mas sei lá… Mas não sei se são os melhores pra escrever. Eu sou do tempo da datilografia, então … tb não se tem aí alguma nostalgia. Mas como custam caro, não sei se vale o investimento. E ainda mais que são com cabo… Não sei se o mecânico exigíeis mais das mãos em termos de força…

  2. Alguém já viu Bright, o novo filme da Netflix estrelado por Will Smith? Está acontecendo um fenômeno curioso com ele: os críticos detestaram, mas, aparentemente, os espectadores curtiram. Seria o algoritmo fazendo seu trabalho e entregando o mínimo denominador comum para agradar a maior parte da base de assinantes da Netflix? (Eu, que não sou crítico de nada, vi anteontem e achei horrível.)

    https://uploads.disquscdn.com/images/c87d2b40e5cdd1569935ac8596eb908261ad5c12c5f9a8fa817966f8dfd6269e.png

    1. Também assistimos ontem a noite. É um bom filme de ação. Queria entender melhor a mitologia daquele mundo, quem sabe numa continuação?
      Spoiler: estava meio óbvio que o Will ia ser um bright. Faltou um plot twist aí….
      Não acompanho muito críticos, pois tenho a impressão que eles deixam-se levar demasiadamente por fatores técnicos.

      1. Há críticos de toda espécie, mas, sei lá… tenho uma percepção diferente, de que, pelo repertório maior, eles às vezes veem coisas que para nós é mais difícil. Já senti isso ao rever um filme depois de ler algumas críticas — Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Sucker Punch são dois que melhoraram bastante com um pouco de contexto de quem entende; Mãe!, do Darren Aronofsky, também.

        Mas, de qualquer forma, e acho que concordamos aqui, o que sentimos é o fator mais importante, de longe. Enquanto via Bright, senti tédio (pois tudo muito óbvio), confusão (o roteiro não entrega muita coisa além do que é óbvio) e um pouco de preguiça de ir até o final (porém, fui).

      2. O lance do crítico, tirando os muito afetados, é o reportório q ele têm. Então é possível estabelecer algumas relações interessantes entre os filmes já feitos pelo diretor, filmes parecidos e com a linguagem cinematográfica. Os críticos meio q facilitam as coisas nesse mar de filmes pra ver. E esses filmes blockbuster q agora estão sendo feitos com passe livre com dinheiro da Netflix são uma oportunidade da gente ver filmes q o diretor faz sem tanta ou até nenhuma interferência, coisa rara nessas grandes produções. Isso vai gerar uma safra de filmes novos e q só vai dá pra saber o impacto deles mais lá na frente. “Okja”, por exemplo. Este “Bright” parece q é ruim em vários aspectos e, sinceramente, prefiro ver outras coisas (tenho vários filmes, seriados e animes na lista de coisas q fui catando nos últimos anos, inclusive com muitas dicas do pessoal q passa por aqui no PL).

        E tem outra coisa: tem crítica de cinema mais ligeira (“Omelete” e congêneres) e crítica mais acadêmica (“revista teorema”, “cinética” etc). A crítica acadêmica é a minha preferida, mas ela dificilmente trata de filmes como este, o q é uma pena, pq mesmo esses têm o seu valor cultural. Pra um filme atrair a crítica acadêmica tem q ser algo como o “Blade Runner 2049”, por exemplo. Este, diga-se, é um baita filme.

        1. Será que a Netflix é tão “livre” assim para os cineastas? Olhando de fora, me parece um negócio muito guiado por algoritmos. House of Cards, o primeiro exclusivo deles, foi encomendado de acordo com critérios bem definidos de preferência da base de assinantes.

          1. Acho q só vale para os filmes mesmo. Pelo menos os dois cineastas disseram isso se não estou enganado. Meio q a netflix deu passe livre pra eles fazerem o filme como eles quisessem fazer. Mas para os seriados deve ser diferente.

    2. AH, o algoritmo da netflix para criar séries já chegou nesse mínimo denominador comum, eu acho

  3. Uma coisa que eu acabei esquecendo de comentar: assisti recentemente uma palestra do professor Sérgio Amadeu da Silveira e ele comentou que esteve na China há não muito tempo e nos disse que antes de embarcar de volta, um funcionário do aeroporto ou do governo, pegou o passaporte dele, escaneou a foto, e permitiu que ele visse, numa tela, uma explosão de imagens que se sucediam e ele ficou sem saber o que era aquilo na hora… Um sinal verde foi dado depois dessa análise que consistia em saber se o professor tinha estado pessoalmente em áreas proibidas ou consideradas de risco ao governo (encontro com dissidentes do regime, por exemplo) conforme um amigo do professor explicou pra ele depois. Ou seja, aquela matéria que a equipe do Ghedin apresentou na Gazeta, com todas aquelas câmeras e a capacidade deles identificarem pessoas rapidamente (acho q foi isso ou alguma outra matéria nessa linha), é algo usado, inclusive, com cidadãos não chineses! (Não sei se é ingenuidade minha se espantar com isso.) E não tarda essas coisas chegarem por aqui… e a vigilância ser ainda maior.

    1. Acho que até os USA fazem isso faz anos! Fora as demais grandes potências.

      1. Sim, e outros países tb, mas eles fazem no âmbito da espionagem e pode ser q nem estejam cobertos legalmente pra certa coisas. Ao contrário dos chineses q fazem isso com aval do governo e esfregam na sua cara: “olha, sabemos exatamente onde vc esteve e aonde vc foi durante sua passagem por essas terras. e, olha, pra sua sorte deu sinal verde pra vc. agora pode ir. volte sempre!”.

  4. Essa semana eu acompanhei uma discussão em grupo no Facebook sobre o uso de temas Escuros/Claros em editores de texto, e seus prós e contras. Gostaria de saber qual a preferencia de uso de vocês. E quais as principais configurações personalizadas que seus editores possuem.

    1. Pra leitura tenho usado preto e em muitos aplicativos no desktop. Pra escrever textos longoa nunca tentei por estar tão habituados ao branco. Vou testar qualquer hora. Por incrível que pareça não tinha pensado mesa possibilidade.

      No celular o fundo do teclado é preto, mas pela economia na bateria. E até que acho nornal.

      1. Sempre usei os temas “cobalt” nos editores. Não chega a ser preto mas é bem mais escuro do que o usual. Durante muito tempo, por conta do costume do Turbo Pascal`eu usava fundo azul com letras amarelas e tudo em caixa alta.

        Pra editores de texto eu sempre uso branco porque é mais fácil de ver eventuais anotações, destaques e outras coisas.

    2. Eu uso tudo e gosto do branco. Quando leio algo com fundo preto, parece que as letras brancas “grudam” na retina — se eu tiro o foco da tela e olho para qualquer outro lugar, ainda vejo uma espécie de sombra das palavras.

    3. Pra leitura, prefiro cinza médio ou branco e aumentar as letras. No celular, porém, prefiro fundo escuro e letras azuis.
      Para desenhar, fundo branco

    4. Em geral, vejo que fundo branco com letras escuras facilitam a leitura segundo pesquisas, mas eu ouvi/li em algum lugar que existe diferenças entre ler texto e código.

      No meu caso, passei a usar fundo escuro quando precisei fazer algumas coisas de noite e achei esse esquema de cor melhor, mas nunca fiz muitos testes para verificar isso. No momento, tenho usado o tema Material e estou gostando bastante: https://github.com/equinusocio/material-theme

      Gosto de cores com tons mais suaves, acho bastante confortável o modo Palenight desse tema.

  5. Vou colar aqui um comentário que fiz no outro post essa semana:

    Eu estava querendo um tablet basicamente para ler PDFs (que meu kindle não faz muito bem), levar em viagens para assistir filmes e séries em uma tela maior que a do celular e levar ao Fórum caso precise editar/redigir rapidamente um petição.
    Entretanto, não queria gastar muito, e após muito pesquisar, decidi arriscar um tablet intermediário da Gearbest (https://www.gearbest.com/ta….
    Ele tem processador quad core 1,6, 2gb ram, 32gb rom + entrada para micro SD, tela 7,9 pol. retina com resolução 2048 x 1536, e android 6.0.
    Peguei em uma promoção e paguei R$ 300,00. E pelo que vi, se for taxado, + R$ 200,00.
    Agora é esperar a lerdeza/má vontade/greve quando ele chegar no Brasil.
    Alguém aí tem ou conhece alguém que tem esse modelo?

    1. Não tenho o modelo, mas posso te dizer sobre a demora: se for taxado em um mês tá na tua mão. Eles só demoram a liberar se não for taxado. E o valor da taxa depende do estado que vc mora.

        1. Uma dica pra links no Disqus: quando for postar um link grande use um encurtador ou coloque o link inteiro numa linha só pra ele, o Disqus tem problemas com links grandes no meio do texto. Já me aconteceu muitas vezes de postar algo e o Disqus quebrar o link.

  6. Eu que vi um sem número de programas “Painel” e reportagens apresentadas pelo William Waack achei deprimente a situação na qual ele se envolveu. Imaginar que um cara como ele cultivasse secretamente essas manifestações racistas (que alguns veem como branda e outros como grave ofensa, a depender do lado que se posicionam) é bizarro. Afinal, o cara tem todos os recursos intelectuais pra abraçar a causa do combate ao racismo…

    Esse texto, que não tem nada a ver com ele, eu acho, explica um pouco a situação.

    https://blogdoims.com.br/preto-nao-entra/

  7. Pessoal, boa tarde. No meu trabalho eu uso Smartsheet para controlar uma série de coisas em acesso compartilhado com minha equipe. Basicamente controle de certidões fiscais e o workflow de obrigações fiscais mensais. Além disso faço meu próprio workflow usando método kanban. Pra isso a empresa investia até agora no plano pago, e infelizmente isso está sendo cortado. Realmente não é barato.

    Enfim, o que vocês me sugerem para substituir o Smartsheet?

  8. Dessas listas de melhores do ano, vocês acompanham alguma que seja voltada para produção nacional mesmo, como música, literatura, cinema etc.?

    1. eu tô caçando. mas a Rolling Stones faz para álbuns… o o globo tem uma boa para livros… e para séries e filmes até q tem bastante.

    2. ah, pra livros tem uma muito boa, mas é uma revista imprensa, a “quatro cinco um”.

  9. Follow up das panelas do PL anterior: acabei não levando nenhuma ainda. Estou na casa da minha mãe, que tem um conjunto inox e poderei testar antes de fazer compra cega.

    Primeira impressão é que o inox exige o mesmo cuidado que eu tinha com minhas panelas antigas, ou seja, nada muda nesse aspecto.

    1. Como você cuidava das suas panelas antigas? Aqui eu tenho me desdobrado para lavar e secar após a preparação e, mesmo assim, algumas já estão manchadas (mas é o tipo de mancha que, segundo a Tramontina, sai com limão e/ou a solução de polir da própria marca).

      1. Nada demais, jogo um pouco de água depois de usar e sabão. Lavo pela noite. Secam naturalmente (não passo pano, a não ser que eu vá imediatamente usar) e guardo com cuidado para não riscar. Utensílios de Nylon também.

        Externamente algumas tem manchas porque ainda não sabia sobre fogo alto ou molho de tomate, mas sinceramente não me importo com o externo.

  10. Duas coisas:

    1) Para quem interessar: foi lançado um sistema alternativo de distribuição de vídeos, o Paratii, que funciona em cima de blockchain (esqueçam as criptomoedas, o lance real das “coins” é a blockchain) que paga diretamente o autor (100%) em Ethereum.

    https://github.com/Paratii-Video/wiki/wiki/Paratii-Blueprint#ia-a-novel-opportunity-in-video-distribution

    Não, isso não vai desbancar o Youtube e muito menos vai ser uma alternativa “economicamente viável” à plataforma de vídeos do Google, porém, é um indicativo do caminho que pode estar sendo traçado mais adiante no que tange a distribuição de conteúdo.

    ~~

    2) Quando eu comprei um monitor ultrawide minha mãe gostou da ideia de ter mais espaço horizontal (ela é professora e escreve muito, muitas vezes alternando entre dois documentos) para conseguir colocar dois documentos lado-a-lado sem problemas e resolveu que ia comprar um com o décimo terceiro dela. Veio o salário e ela comprou. Ontem o dito cujo chegou e, quando eu fui colocar no Mac Mini dela, ele não funcionou na resolução nativa (2560×1080). Quebrei a cabeça a torto e direito (usei option nas resoluções para ele abrir todas as possibilidades), atualizei pro High Sierra, atualizei todos os updates que tinha na App Store e nada.

    Quando iniciei a busca no Google por uma solução,. literalmente o primeiro link dava a resposta: desde o El Capitan não tem mais suporte para resoluções ultrawide nos sistemas macOS.

      1. No Sierra disseram que era bug e que iria ter um update (mais de 1 ano atrás). Mas nunca teve esse update. Ontem eu liguei no suporte e o atendente me disse que, de fato, como a Apple não vende nenhum hardware desse tipo eles não tem essa resolução no macOS.

        Único modo de contornar isso é pagando por um aplicativo de terceiros, o SwitchResX. E ainda assim tem que mexer num monte de configurações.

        A solução foi colocar o Windows 10 pra ela. Muito mais simples.

        EDIT: Um link com referências (tem gente que consegue contornar o problema com um cabo DP, outros com uns comandos no terminal), porém, a maioria ainda precisa comprar um app pra isso.

        https://discussions.apple.com/thread/7675033

        1. Sem noção a Apple não dar suporte pra isso. Daqui uns anos lançam um monitor ultra wide e todo mundo vai elogiar.

    1. Esse Paratii parece ser muito bom tecnologicamente, mas falta o fator comunidade/sistema/hub do youtube. O que faz o youtube funcionar é que as pessoas acessam o site geral da plataforma, e lá dentro eles verificam o que tem de novo dos produtores.

      Acho que falta algum grande player da internet (Amazon, Facebook, Microsoft…) apostar em um produto concorrente do youtube, adotando um sistema tão bom tecnologicamente quanto esse Paratii, e corrigindo as falhas e reclamações frequentes do youtube atualmente (explosão de conteúdo pirata, problemas de monetização, falhas na distribuição de vídeos aos inscritos). Se um grande player “comprasse o passe” de pelo menos 10 grandes youtubers para que eles migrassem para uma nova plataforma melhor, acho que o monopólio do youtube poderia ser quebrado. Mas é claro que essa aposta custaria muito dinheiro, mas que pode ser recompensado no futuro.

      O YouTube hoje é como um Uber do seu setor. Porém parece que nenhum dos concorrentes têm coragem de gastar dinheiro para lançar um Cabify, 99POP ou Lyft.

      1. Mas quebrar monopólio nem é a questão principal, a ideia é justamente mostrar “outro mundo”. Só isso. Duvido que mude algo e, caso mude, vai ser o Youtube abocanhando esse sistema e não o oposto.

        1. Eu sei, entendo que não é essa ideia do Paratii. Ele é mais um conceito mesmo.

          Eu só peguei o gancho do assunto de vídeos para escrever minha opinião sobre o mercado de vídeos no geral.

    2. que interessante essa parada toda. vou passar pra um truta q está na spcine ver o q ela acha disso.

  11. Este ano fiz um experimento de provocar ativamente as pessoas na Internet (no twitter principalmente) e reagindo a elas de forma clara (com bons e verdadeiros argumentos e sem ser troll), mas sempre de modo muito hostil. Foi iteresaante, porque alguns ficavam realmente putos comigo e outros estabeleciam uma conversa (mesmo sendo agredidos por mim).

    Vcs se meteram em alguma conversa mais tensa (pessoalmente falando) este ano?

    Da minha parte posso dizer que este experimento que eu fiz me atingiu pessoalmemte, pq enqto ele tava rolando consegui perceber o impacto q ele estava exercendo em mim.

    1. Esse impacto era positivo ou negativo? Você pretende continuar fazendo isso?

      1. Foi extremamente negativo. Fora da internet eu sempre pensava, quando via algo que queria criticar, sei lá, alguém passando no farol vermelho, as mesmas coisas agressivas q eu lançava na internet. E tb a vontade louca de querer continuar naquele ciclo de agressões. É bem poderoso mesmo esse lance e eu não sei o efeito contínuo que isso pode ter numa pessoa, pq eu parei com esse lance de provocar as pessoas pra valer.

        Eu escolhi uma temática polêmica, q foi aquele lance do MAM em SP em q um artista (o museu e a mãe de uma criança) estava sendo acusado de pedofilia. Meu único ponto nas discussões era dizer q pedofilia não era crime e sim uma doença (o que é um fato). Isto atraia muita gente raivosa contra mim e eu respondia no mesmo nível, digamos, mas sempre com bons argumentos.

        Causou, com certeza, um efeito negativo em mim. Me fez me sentir diferente enqto eu tinha q responder e provocar. E aconteceu tudo muito rápido.

        1. Muito interessante, meio que vc tinha uma dupla personalidade e elas começaram a se enfrentar, já eu sou o contrário, evito ao máximo discussões, hehe.

          Da uma olhada nesse autor: https://papodehomem.com.br/autores/albertobrandao#artigos

          Tem diversos artigos interessantes para ter uma vida mais simples e sem estresse, acho muito legal e aprendi várias coisas.

          1. hum… não diria q foi bem isso, mas quase.
            mas tem algum artigo específico q vc queria indicar?

    2. Eu evito, porque concordo com a tua conclusão — é um negócio que te domina e é muito fácil descambar para situações mais sérias e/ou desgastantes.

      O seu experimento me lembrou de uma série/canal que descobri dia desses no YouTube, o “Era Fã”. O cara entra em perfis de celebridades no Instagram e começa a fazer críticas absurdas contra o dono do perfil, só para atiçar os fãs. É uma pilha muito errada, mas é curioso ver como cada ~fandom reage. O do Whindersson Nunes foi o mais assustador (porém, ri muito):

      https://www.youtube.com/watch?v=3H89QMN455s

      1. devia ter feito em vídeos. teria virado um youtuber muito famoso agora.

    3. Que experimento de merda hein

      (era assim que tu começava? me parece algo totalmente louco)

      1. não… eu dizia o contrário do q a pessoa estava dizendo (mas com algo concreto).

    4. Eu costumo soltar asneiras como isca mesmo. Se me deparo com alguém ignorante eu faço afirmações mais absurdas pro indivíduo ver como ele estava sendo tolo.

      Se isso funciona é outra história, mas me sinto melhor. Hahhaha

      1. Não dá pra negar que existe uma graça nisso, né? E a depender do assunto, o destino só pode ser o cômico!

        Tirando o lado negativo disso q testei em mim mesmo qdo exagerei a coisa de propósito, eu tb me divirto com quem cai na pilha q eu coloco.

  12. Alguém se liga nessas listas de livros que saem todo ano? O Bill Gates mandou a dele e achei bem interessante a diversidade de leituras. Agora, não sei se ele (e equipe) monta cuidadosamente essa lista ou se é fruto das leituras que ele faz mesmo e indica de boas.

    https://www.gatesnotes.com/Books#All

    no chrome não abriu o site… só no firefox e no edge, claro.

  13. Comprei um cabo da Fonken e um carregador da Magcle, ambos com certificado da qualcomm de carregador rápido 3.0 (é o que diz o anúncio né). e só vi nota positiva sobre ambos, alguém já usou? Sabe se é realmente bom?

    1. Parece que a última vez que houve queda dessas de ~30%, ela acabou valorizando uns 200% não muito depois. A conferir

  14. Vou fazer uma recomendação aqui, Dark Web (Rede Sombria no português), é uma serie documental que ta no Netflix, são 8 episódios e já vi 3. O primeiro e o segundo achei bem creepy, mas o terceiro me chocou e incomodou muito. O documentário mostra como a tecnologia pode ser usada para fins muito estranhos e as consequências que isso gera.

    1. fiquei de ver, mas li uma resenha dizendo q era muito pra adolescente. confere?

        1. Blz! Então vou assistir. Era o único entrave mesmo… Curto muito os filmes da Alemanha. E este já achei ótimo ser falado em alemão pra variar.

          1. ahhhh… agora sim!
            foi confusão minha.
            e o toque me salvou de passar a noite praguejando por achar a série pra adolescentes…
            compreensível, eu acho. dark net, dark web, dark… é muito dark no título.

    2. cara, valeu a dica. eu vi aqui o terceiro episódio q vc achou perturbador. de fato é uma situação totalmente perturbadora essa q as crianças filipinas enfrentam (aquela menina dando o depoimento chorando é devastador). mas tb eu achei o tom desse episódio (não vi os outros) um tanto sensacionalista. a escolha por dark net [corrigido] e não por deep web e dark web [corrigido] já sinaliza isso, mas ok. e havia ali aspectos mais interessantes a serem abordados e a coisa ficou meio superficial: o lance do pesquisador q usa realidade virtual pra tentar entender o comportamento de um pedófilo é algo do qual eu nunca tinha ouvido falar q estava em andamento. faz todo sentido ser na holanda isso, pq eles encaram determinadas questões de forma muito mais ousada e isso é histórico. achei o episódio curto, na verdade…

      achei bem positiva a abordagem do problema usando a história de um pedófilo. pq poderia cair naquela criminalização imediata e resvalar em algo parecido com a guerra às drogas e seus efeitos inúteis. desbaratar os esquemas q fazem essas redes criminosas de exploração sexual deveria ser o foco da polícia e usar um agente virtual infiltrado pra isso é genial! infelizmente o judiciário é tacanho demais e, vc viu, encaram como sendo uma armadilha… a tecnologia aí não tem q ser renegada e sim utilizada, do contrários os caras sempre estarão na frente.

      só esse episódio rende uma baita discussão. vou assistir aos demais. e noto q é o típico conteúdo q me interessaria e nunca o netflix me sugeriu… q vacilões.

      1. Não sei qual documentário é esse, mas, Deep Web e Dark Web são coisas bem diferentes.

        Deep Web é tudo que não é indexado, por exemplo, posts no Facebook e emails.

        Dark Web é restrita dentro da Deep Web (não indexada e de acesso controlado).

        EDIT: Referência: https://goo.gl/Lr9wEu

        1. o seriado se chama ‘dark net’ q é uma forma q eles encontraram pra falar da deep web e da dark web. os assuntos se misturam (com tantos outros). daí vem o tom sensacionalista. é compreensível em certa medida a fileira de servidores negros com luzes vermelhas como a ante sala das maiores atrocidades do mundo…

          por esse trailer do episódio em questão já dá pra ter uma medida.

          https://www.youtube.com/watch?v=-4KUwasR4-0

          1. Entendi. Eu tenho ressalvas quanto a tratar parafilias com esse tom sensacionalista. Uma vez no Medium tinha um alemão falando de como seria melhor se todos os pedófilos pudessem procurar tratamento de forma fácil, porque eles simplesmente são doentes e não-criminosos (até o momento de fazer algo) que muitas vezes poderiam ter seus impulsos controlados com tratamento adequado.

            Temos muito uma ideia de punir sempre e a qualquer custo. O que muitas vezes pode ser preciso no momento inicial (não vejo outra saída urgente para a situação da segurança pública brasileira, por exemplo) mas não pode ser o plano de ação das autoridades. Punir precisa vir junto de uma possibilidade de adequar a sociedade.

          2. Pois é… Punir e desbaratar os caras q produzem conteúdo de exploração infantil é urgente e necessário e isto acaba ficando em segundo plano aqui pela PF que vai atrás basicamente de quem baixa conteúdo de pornografia infantil… E tá rolando solto a produção de conteúdo (com consentimento de adultos), pelo visto. E como atinge áreas pobres, com certeza deve ter no Brasil tb, mas não só, claro, pq a pobreza por si só tem o estigma de ser fonte de todos os problemas, qdo sabemos que não é bem assim. Mas eu tava lendo num livro bem interessante, “O tempo das vítimas”, que tem um capítulo só sobre crianças vulneráveis, em que os autores comentam que existem mais consumidores de pornografia infantil do que pedófilos de um modo geral, isto é, que não são só pedófilos que consomem esse tipo de material, porque as crianças passaram ao nível de desejáveis todas elas num certo grau quando passam a serem sexualizadas precocemente. Faz muito sentido a análise e esse foco todo nos pedófilos é um erro (social, policial e jurídico), porque deixa de fora uma gama bem mais variada (e por isso difícil de identificar) de consumidores e abusadores de crianças q posam de insuspeitos. Outro dia fui alertado pela esposa da exposição da imagem adultificada das crianças do seriado “Stranger Things”. Especialmente o garoto e a garota (que vivem um par romântico na história!) protagonistas que mesmo sendo ainda crianças já aparecem em editoriais de moda totalmente sexualizados.

          3. O modo como a Netflix como produtora de conteúdo lida com os seus atores e séries é terrível, eles extinguem o máximo as possibilidades de marketing e objetificam as pessoas por detrás dos personagens o quanto dá. No caso de ST fica ainda pior porque são crianças. A Eleven eles transformaram numa mini-adulta sim (com o menino ocorreu bem menos) a ponto dela ter ensaios em poses provocantes.

            Mas isso é a nossa sociedade, ou como se esquecer da Vendramini posando pra Playboy com 17 anos?

          4. Mas, de um modo geral, o seriado é bom. Ele flerta com o sensacionalismo, mas como o tempo é curto, não se demora nele. Eu entendo esse apelo da “a internet do mal”, mas, sei lá, o público de uma série assim é capaz de perceber melhor as nuances dessas questões. Daí um tema importantíssimo como este q eles abordaram fica nessa aura de coisa do mal quando não passa de um crime que se cometia antes da internet e a que a internet (seja ela qual for) apenas potencializou e trouxe problemas novos. Esse tom de ineditismo pra coisas tb me irrita, pq apaga o contexto maior no qual essas coisas estão inseridas. Mas é compreensível pelo formato…

    1. Nem sabia disso, vou acompanhar, meu irmão está querendo esse jogo, e estava custando 200 réis, esse preço etá razoável.

  15. Curioso para saber o que o leitor do Manual do Usuário achou do caso das baterias do iPhone.

    (Para quem não acompanhou, a Apple implementou um sistema em iPhones recentes que, quando a bateria degrada após muito uso, o desempenho do processador é reduzido para evitar desligamentos inesperados. Aqui a cobertura completa: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/apple-confirma-que-reduz-o-desempenho-de-alguns-iphones-antigos-2g4ebezij9b6hjfwarh3kx8t2 )

    1. Será que todos os produtos Apple sofrem desse problema como iPads MacBooks?

      1. Qual problema? Se for o da degradação de baterias de íons de lítio, sim — vale para todos produtos de todas as empresas que usam essa tecnologia. Não tem (ainda) como evitá-lo. Existem boas práticas que ajudam a diminuir o ritmo do desgaste, mas é inevitável que, após muitos ciclos, a capacidade de retenção de carga diminua. (A Apple estima que, após 500 ciclos, a bateria de um iPhone ainda é capaz de reter 80% da carga.)

        1. O problema de diminuir o desempenho de acordo com o desgaste da bateria. Nunca ouvi falar de outras empresas que fazem o mesmo.

          1. Pesquisando no Google sobre não encontrei nada relacionado com smartphone, somente meios de realizar underclock manualmente para economizar bateria. Mass, nos notebooks parece que acontece algo parecido com os iPhones, o desempenho é reduzido automaticamente quando está fora da tomada com a finalidade de economizar bateria.
            Engraçado que com o Surface a situação é oposta rs…

            https://superuser.com/questions/551919/cpu-is-underclocked-on-battery-balanced-plan

            https://tecnoblog.net/228525/surface-book-2-descarrega-tomada-jogos/

          2. Ah sim, isso celulares também têm. Quando você ativa o modo de economia de energia, uma das medidas que o sistema toma é reduzir o clock do processador. Mas é um lance diferente do que a Apple fez nesse caso.

    2. Ghedin, eu achei a explicação da Apple plausível. Só deveriam ter sido mais transparentes.

    3. Achei que foi uma excelente justificativa para uma política de troca forçada de aparelhos.

      Só faltaram combinar com os russos.

      1. Talvez seja ingenuidade minha, mas não concordo muito com essa ideia. Desde os primeiros iPhones essa narrativa existe e, até então, não havia indício algum de que a Apple agia ativamente para piorar o desempenho de aparelhos antigos. A sensação de que eles ficavam mais lentos com o tempo é lógica: novas versões do iPhone dão mais margem para os desenvolvedores incharem os apps e, nessa, eles realmente ficam mais pesados em modelos antigos. Aqui: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/testes-apontam-que-iphone-nao-fica-lento-quando-novas-versoes-saem-ou-o-ios-e-atualizado-87tz7y1sy1a13g3576oz4on09

        Havia um problema real em jogo derivado da relação desempenho-bateria degradada (vide: https://www.tomsguide.com/us/apple-iphone-6s-automatic-shutdown,news-23884.html ) que, com essa ação, foi resolvido. O trade-off era ou ter o celular desligando do nada com metade da bateria, ou ter o desempenho reduzido para que ele aguentasse até a bateria exaurir. Faz sentido.

        O grande erro aí, inclusive o que acabou funcionando como gasolina para a teoria da conspiração da obsolescência programada, foi a falta de comunicação. Isso, realmente, não tem desculpa.

        1. Porque o celular desliga com a bateria no meio? O uso é tão intenso de novos aplicativos que drena a bateria com carga acima de, digamos, 30%, imediatamente?

          Pra mim ainda é unir o útil ao agradável (pra Apple) e forçar uma troca mais cedo daqueles que usam o telefone até o limite.

          1. Não manjo nada de eletroquímica para explicar isso. Em novembro do ano passado, iPhones 6 e 6s começaram a apresentar esse comportamento (e eu já tinha visto algo semelhante com versões anteriores). Parece que é um mecanismo de defesa, tipo quando o celular é usado em condições extremas de temperatura.

            Mas talvez seja parte de um Grande Plano. Vá saber? O que me soa estranho é que essa medida nesse sentido seria muito primitiva, quase ingênua. O iPhone tem uma boa reputação de ser durável — recebe atualizações, mantém o valor de revenda e continua usável por muito mais tempo que qualquer outro smartphone. E, pelo próprio avanço da tecnologia, o apelo para a troca é inerente ao ritmo das atualizações. Seria um tiro no pé, especialmente pela postura que a Apple tem de privar a experiência do usuário (vide a questão da privacidade), sabotar os iPhones para vender mais mais iPhone.

          2. Não acho que seja um grande plano (ironias rasas a parte), apenas uma questão de utilidade onde é melhor a pessoa trocar o telefone do que a bateria (a Apple já solda memória na placa-mãe e na história mais antiga já fez coisas muitos piores do que “impedir” algum usuário de trocar peças ou “obrigá-lo” a trocar de iPhone, vide os Lisa), por isso cada vez mais a Apple apela para questões subjetivas de vendas e menos para questões práticas, é mais fácil se conectar com histórias do que com fatos.

            A questão é porque isso ocorre? O que pode existir de tão poderoso para drenar uma bateria acima de 30% (número aleatório).

            Degradação da bateria pelo uso seria o famoso problema dela esvaziando em pouco minutos/horas (lembrando que é um aparelho antigo, já usado, o que não se encaixa na questão do iPhone 6/6S que foi, basicamente, um problema de recall por uma questão de defeito).

            iPhones e Macs tem uma vida útil maior, na média, que um Android (Androids topo de linha de preço similar tem também, porém, sem atualizações oficiais do Android, PCs de configuração parecida duram quase a mesma coisa) mas é possível que a curva de degradação seja exponencial (a partir de versão X é uma boa hora pra ajudar o consumidor a comprar outro aparelho) e aliada com hardware e software (é quase impossível usar um Mac com HDD atualmente porque o sistema é completamente pensado pra SSD). Isso é possível, é algo que todas as empresas fazem (a Apple mais, principalmente porque tem como ponto fraco e forte o fato de ser um ecossistema “murado”) e faz parte do jogo do consumo.

          3. Novamente pelo que entendi: não é que haja um pico que consuma 30% imediatamente, mas que certas aplicações mais intensas geram picos que baterias em condições não ideais não conseguem atender — e daí, desligam para evitar que os componentes sejam danificados. Da explicação que a Apple mandou para os sites gringos:

            As baterias de íons de lítio perdem capacidade de atender as demandas por picos de corrente em baixas temperaturas, quando a bateria está com pouca carga ou na medida em que elas envelhecem, o que pode resultar em desligamentos inesperados do dispositivo para proteger seus componentes eletrônicos.

            O problema começou a aparecer no iPhone 6s um ano depois dele lançado — e o “recurso” começou no iPhone 7 um ano depois dele lançado. Acho perfeitamente possível que, em um ano, para heavy users, a bateria já comece a apresentar degradação. Só por curiosidade, abri o meu no CoconutBattery do macOS e está com 670 ciclos com dois anos de uso. Eu sou um usuário bem light (eu nem reclamo da bateria do iPhone!), então imagino que alguém mais assíduo deva exigir mais da bateria.

            https://uploads.disquscdn.com/images/a7c69d34ad0a6dbb01938a7b7ca72c651b7307128871d7c55f0698df8dbec3c6.png

          4. Entendi, finalmente.

            É um problema de hardware com uma solução de software.

            E isso tudo seria facilmente solucionado com a possibilidade de troca de bateria – o que poder ser a explicação para não vermos isso em outros fabricantes, uma vez que as bateria lacradas são menos comuns (mas cada vez mais estão se tornando) em outros fabricantes.

            Acho que 670 ciclos em 2 anos é o normal. Pelo que eu sei o “ciclo” conta quando tem descarregamento completo, de outro modo, é computado de maneira diferente. Por isso mesmo baterias de lítio não devem ser descarregadas e carregadas sempre completamente – como eram as de outros metais – pra não contar ciclos.

          5. Exatamente. Um ciclo pode levar dias, pois só é contabilizado quando as descargas somam uma completa.

            Não sei se chegamos a um consenso, mas, só para esclarecer, acho sim que a Apple errou, e errou feio, porém não na ação. O problema foi de comunicação, de não avisar o consumidor de que algo profundamente importante em seu aparelho foi alterado. A intenção e a justificativa são pertinentes; faltou apenas comunicar isso.

          6. É errado não comunicar, mas, convenhamos, isso faz meio que parte do processo da Apple.

            Raramente temos informações relevantes ou mais profundas sobre os aparelhos. Eles são caixas pretas hermeticamente fechadas; essa estratégia, pro público-alvo, funciona muito bem. Eu ficaria muito brabo com isso caso fizessem comigo, como de fato eu fiquei no caso do monitor que eu postei aqui) e provavelmente é um ponto a ser considerado na hora de comprar outros aparelhos da Apple (aqui em casa tem 2 iPhones (5S e 5C), 1 Mac Mini (final de 2011) e 1 iPad (2), todos antigos e da época que eu comprava Apple, o que mudou depois das últimas ações da empresa de se fechar muito mais.

            Acho pertinente e justificável fazer isso, o problema maior é não avisar porque (claramente) e nem que foi feito, porque pelo visto uma troca de bateria resolve a maior parte dos problemas.

          7. Noto que, em aspectos técnicos, a Apple é realmente fechada. Isso era claro na forma como eles lidavam com a publicação de pesquisas; a cultura do silêncio estava afastando pesquisadores reconhecidos de lá, gente que quer publicar suas descobertas em revistas científicas. Em dezembro do ano passado, publicaram o primeiro material do tipo: https://www.engadget.com/2017/11/22/apple-research-self-driving-cars/

            O que me faz cético em relação à narrativa de obsolescência programada, fora a ingenuidade de dar um tiro tão óbvio no próprio pé, é a postura da Apple frente a outras questões que impactam diretamente o seu consumidor. Na privacidade, com as brigas que ela compra com a indústria da publicidade (via bloqueios a rastreadores no Safari); agora, com desenvolvedores de games, pela obrigatoriedade de indicar as chances de ganho de loot boxes aos usuários (https://arstechnica.com/gaming/2017/12/apple-now-requires-app-store-games-with-loot-boxes-to-list-odds/ ).

            E, dia desses, pesquisando o arquivo da minha editoria, topei com esta matéria: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/iphone-avisa-quando-e-preciso-trocar-a-bateria-26b0len8pjubbwg3w9i25iwvo Seria legal verificar se, nos iPhones com desempenho reduzido, esse aviso aparece. Não isenta a Apple de culpa (é muito discreto, passivo e está enterrado nos Ajustes), mas é… alguma coisa?

          8. Sobre o esquema de Loot Boxes, teve a crise começou quando a EA deu aquele tiro no pé clássico de vender o Darth Vader separado. Antes disso, alguns dias, alguns países estavam colocando as Loot Boxes como jogos de azar (apostas) dentro de jogos de habilidade. A Apple nesse sentido foi reativa, muitas empresas estavam nesse movimento antes dela (acho que ela foi a última a fazer até, tirando Android e EA e algumas empresas/jogos que ainda se baseiam no sistema).

            Sobre a obsolescência programada, é mais sútil e não deliberado. É como quando a Apple começa a otimizar apenas para determinado hardware um SO (como o macOS que fica cada vez pior quando se usa HDD apenas, sem SSD, com um boot frio de quase 4 minutos num i5) o que não torna o uso depois do boot ruim, mas, dá a impressão de que o computador está obsoleto, quando ainda é uma escolha de desenvolvimento. Logo a maior parte terá SSD, lógico, mas até lá a Apple dá uma mão para as pessoas mudarem o mais rápido possível (é um exemplo raso e bem simplório, mas, é algo que é normal de ocorrer com a Apple e nem tão normal com outros softwares).

            Deliberadamente dificilmente uma empresa fará isso. Tirando os Androids topo de linha sem atualização e que tem vida útil semelhante SE você conseguir mudar a ROM deles, por exemplo, o que é uma mecânica (mas acho que nem são tantos assim, não sei qual é o ciclo de atualizações dos Androids S da Samsung) terrível na minha opinião e, basicamente, é uma espécie de obsolescência programada.

            A pesquisa da Apple pelo que eu sei é “inútil para a comunidade” porque ela raramente publica papers relevantes. Existe um repositório de SL/CA deles, mas também é bastante incipiente. Me lembro da época da Siri que alguns laboratórios tentaram fazer uma engenharia reversa nela pra entender como funcionava, o oposto do Google tem uma quantidade absurda de papers só na área de processamento de linguagem natural: https://goo.gl/qoczvH

            O aviso da bateria é útil, o problema é quanto sai o reparo da mesma numa autorizada (porque, como eu disse em outro comentário, levar num conserto não autorizado pode ter mais custos ainda). Daí pode ser simplesmente birra minha com o “novo modo de fazer telefones” mas essa ideia de lacrar a bateria não me agrada, prefiro os modelos onde a bateria (pelo menos) é removível (ainda mais agora que eu entendi que pode ser que uma lentidão depois de alguns anos pode ser ocasionada simplesmente pela bateria velha).

            Acho a ideia de ecossistema murado e totalmente inacessível (fechado para as suas rotinas internas) da Apple totalmente justificável para quem faz uso dele da forma como a Apple demanda (hardware X, software Y, jeito de uso Z) mas não me atrai mais como era antigamente. O custo Apple é a liberdade interna (não a privacidade) de, caso precisa modificar algo, não poder.

          9. Do Reddit (caso interesse, um cara da engenharia postou por lá uma explicação que me parece mais completa sobre o assunto):

            O que acontece é que nas baterias de íon lítio com a idade e ciclos completos de carregamento internamente na bateria começa a aumentar sua resistência interna devido o desgaste do material com que ela é feita. Com esse aumento acaba diminuindo a voltagem dos terminais na bateria quando ela está em uso, consequentemente diminui a corrente elétrica máxima que a bateria pode fornecer. Isso que ainda podendo ser afetado por outros fatores como altas e baixas temperaturas.

            Tem alguns outros fatores mas resumidamente isso faz com que o processador possa sofrer perda de desempenho ou até falhas (faz com que ele desligue o celular do nada pq processadores são muito sensíveis a falta de energia, picos de baixa voltagem e corrente) dependendo de como ele é programado em software. Problema este que existiu no ano passado em alguns iPhones 6 e 6S onde a bateria n supria a corrente programada para o processador e desligava do nada.

            Por último a grande questão da Apple n ter falado. Obviamente esse problema acontece com todos os celulares mas o pessoal só vê um lado da história e n o todo.

            Primeiro a maior parte do pessoal é completamente leigo em relação a conhecimento técnico do celular. Deu problema e o celular tem 2-3 anos? Bora trocar por um novo (este fato mais relacionado a países de primeiro mundo). Ou vai na autorizada que cobra basicamente outro celular ou vai no tio de consertar o celular que coloca uma bateria nova mas acaba estragando outra (até por sacanagem).

            Segundo é esse problema do celular ficar lento com o tempo, que acontece na maioria dos celulares, por causa da bateria. Normalmente os fabricantes n alteram o software e o processador continua funcionando como se tivesse uma bateria nova, fazendo com que ele fique lento, travando e descarregando muito rápido. O que a Apple tem feito aqui, que eu acho o correto mas deveria ter sido avisado, é amenizar esse problema diminuindo a performance do processador a medida que a bateria fica velha.

            Por último é a velha questão da Apple e seu segredo em relação a todos os componentes que eles usam e a famosa “descomplicação” para o usuário. Só olhar no site e duvido que vc vai encontrar alguma informação específica da bateria usada em qualquer IPhone ou IPad, como a quantidade de mili ampere-hora que a bateria tem. Eles sabem quem são os consumidores deles, a maioria tá nem aí pra bateria ou se tá ficando lento de tão leigo que é no assunto, só quer continuar no “ecossistema” Apple pq é mais pro gosto dele. Deu problema? Troca.

            Dou exemplo o meu, que possuo algum conhecimento na área e tenho o equipamento. No meio desse ano quando vi que a bateria já estava começando a ficar velha pedi no ali express um substituto legítimo da bateria e troquei. Atualmente meu celular funciona como se fosse tirado da caixa.

          10. Meu celular já tá ficando meio lento. Pelo seu relato tá com cara de ser justamente a bateria… mas não me arrisco de trocar por conta. Achei meio complicado. É um S6.

          11. A ideia das empresas é sempre dificultar o conserto e facilitar a troca por um novo modelo.

            Tem locais/pessoas que fazem esse serviço, mas, nem sempre vale o risco (quando é barato) ou o custo (quando é caro).

          12. Eu vi um vídeo, o celular é preso por cola… Tem q ter as ferramentas certas e tal. Eu mesmo preferiria fazer, mas tenho dificuldade com coisas muito pequenas e delicadas. Já tem sido um sofrimento abrir um notebook com aquelas malditos parafusos minúsculos. A escala no celular é ainda menor e numa explosão de impaciência receio sentar a porrada na mesa e por tudo a perder. Mas certamente vou trocar a bateria do meu. Só vou querer ver se a samsung fará como faz com os toners de tinta de impressora. Eles vêm buscar aqui na minha casa depois q agendo e tal. Ótimo pra não ir parar no lixo! A bateria, então, essa não pode ir mesmo pro lixo.

          13. Baterias normalmente tem postas de coleta – assim como lâmpadas – pela cidade. Eu sempre levo numa farmácia aqui perto de onde eu moro – assim como remédios vencidos e lâmpadas queimadas. Aqui também tem um lixo eletrônico itinerante que recolhe tudo o que for peça de eletrônico.

            Em SP certamente deve ter esse tipo de serviço também.

          14. Ah, estava com problema num tablet chinês que comprei. Levei num desses caras suspeitos de assistência q ficam nesses boxes de galerias ilegais q vendem contrabando. O cara me pediu 100 mangos pra resolver um problema com Bluetooth q eu estava sem a menor paciência pra resolver. Essa cobrança foi o incentivo que faltava. Graças a um russo achei a solução.

      2. e Koreia do Norte! Não podemos esquecer que qualquer problema tambem é culpa deles.

      3. é possível unir o útil ao desagradável. mas não seria melhor poder trocar as baterias e continuar com o aparelho sem prejuízo de desempenho forçado?

    4. comprometeu o comportamento da empresa aquele lance de usar legalmente os paraísos fiscais pra se safarem de impostos qdo eles pediam moralidade e compromisso das empresas com o país (eua) e tal. aí aparece isso…

    5. Eu só vejo isso tudo como obsolescência programada mesmo, e ainda acho que a questão das baterias foi arranjada como desculpa.

    6. Da parte eletrônica eu até entendo. Da parte de engenharia e construção das baterias, não entendo nada, mas acho a justificativa aceitável. Ainda assim fiquei com duas sinceras dúvidas.
      1 – Qual o motivo de a gente não ver (ou alguém já viu?) este problema em vídeo games portáteis? Demandam energia, usam bateria de lítio e nunca vi um 3DS ou um Vita dropando frame por causa da bateria desgastada ou desligando em 50% de bateria (só quando a bateria já tá batendo as botas).
      2 – Será que ocorre em smartphones Android algo do tipo?

    7. Não fiquei surpreso, eu já sabia, muita gente já sabia, haviam evidências, mais que suspeitas, mas não provas concretas. Agora sim, finalmente.
      Mas o que me assusta é que há quem apoie isso, que não vê problema, que briga na Internet defendendo a empresa mas não tem neurônio suficiente pra pesquisar e ver que não tem como um iPhone 7 alcançar 20% de degradação de bateria em 1 ano, mesmo carregando 2 vezes por dia. Um amigo tem o 7 Plus Jet Black (lindo por sinal) que não tem nem 9 meses, e com as atualizações ele foi sentindo queda de desempenho principalmente em jogos, depois do 11 ele sentiu em todos os apps uma queda na velocidade de renderização, ele achou que fosse o iOS 11 junto aos apps não otimizados para o sistema, mesmo eu avisando que não era isso. Essa queda de desempenho deveria ser sentida em iPhone 5s, 6, não 7. E ainda sim, maioria dos iPhones 6 que vejo por aí na mão de amigos e conhecidos continuam com basicamente o mesmo desempenho e bateria, diferença mínima de quando eles compraram.
      É extremamente claro a obsolescência programada, pois se a Apple corta desempenho e não avisa, muitos vão achar que o aparelho não tá aguentando mais e vão fazer o upgrade natural.

      1. Talvez eles tenham começado a prática pensando realmente no bem estar do usuário, mas é muito tentador para uma empresa com o nível de fidelização à marca como a Apple, começar a manipular isso para fomentar venda de novos aparelhos. Os acionistas agradecem – importante lembrar que como qualquer empresa o objetivo da Apple é agradar a esses caras, e não ao consumidor.

      2. “Sabia” ser ter provas concretas me parece contraditório. E esse caso não prova obsolescência programada, mas sim que em alguns casos, e isso é recente (começou no final de 2016), a Apple reduz o desempenho para evitar desligamentos inesperados.

        Tenho comigo que muita gente confunde a evolução dos apps com redução deliberada de desempenho. Quando o iPhone 6 saiu, por exemplo, ele era o iPhone mais rápido. Óbvio que ele rodava tudo mais rápido, pois era a régua que os desenvolvedores tinham para seus apps — não adiantaria fazer algo que exigisse mais do que o hardware do 6, o mais rápido então. Nesse momento, criou-se um patamar acima do que o 5s, o 5 e o 4S eram capazes de lidar.

        Esta pesquisa elabora bem esse assunto. Não é que os iPhones velhos ficam mais lentos (eles não ficam), é que os apps usam a margem maior de desempenho dos modelos novos e isso, obviamente, pesa mais para os antigos: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/testes-apontam-que-iphone-nao-fica-lento-quando-novas-versoes-saem-ou-o-ios-e-atualizado-87tz7y1sy1a13g3576oz4on09

        Se é tão “claro” que a Apple induz seus próprios aparelhos à obsolescência programada, o que dizer das outras fabricantes? Porque, sinceramente, não existe Android que tenha longevidade maior que qualquer iPhone. Ou o Grande Plano é orquestrado por absolutamente todos os players da indústria, sem exceção?

        1. A diferença crucial aqui é que nos aparelhos Android você que controla, você manda no seu aparelho, se o Moto X 2014 tá lento com o Android 6 (o que é pouco provável) e o usuário quer algo mais recente sem trocar de aparelho, só trocar a ROM. E é algo interessante pq isso deixou de ser algo que só entusiastas conhecem, minha vó sabe que trocando “o sistema” do aparelho dá pra resolver muito problema, minha sobrinha sabe resetar o aparelho via botões pq sabe que é melhor e mais seguro do que via sistema, ela tem 12 anos. E aí trocando a ROM você continua tendo alto desempenho. É claro que não é regra, afinal o usuário só quer usar o aparelho e pronto, se fosse diferente iPhone não existia, porém, pelo menos no Brasil, as pessoas passaram a entender mais sobre o assunto, procurar saber, pra não ficar na mão de fabricante. Não é só entusiasta que acessa canal de tecnologia, que lê sobre bitcoin, sobre as cagadas da Apple, e isso é maravilhoso.
          Toda fabricante reduz o desempenho ou não otimiza o sistema, meu Nexus 5x com certeza não está mais rápido no Oreo do que estava no Nougat, mas lá está, eu posso mudar, posso trocar o sistema dele ou pedir para alguém fazer pois muita gente sabe fazer isso atualmente, é um mercado de lucro já. E te garanto que ele está mais utilizável que qualquer iPhone 6s que vejo por aí, e olha que vejo muitos (meus amigos querem iPhone e eu sempre recomendo do 6s pra cima, eles pegam o mais barato).
          Um exemplo até melhor é o iPhone 7, que tem 1 ano, pouco mais até, e sofre do mesmo problema. Muitos vão dizer que é imperceptível, mas se algum cabeleireiro, alguma massagista, algum padeiro perceberam a diferença, então é mais que perceptível. Como eu disse, muitos já sabiam, não haviam provas mas não é difícil saber quando algo está errado. Eu mesmo desisti do iPhone 7, e olha que eu gostava dele, apesar de pequeno. Agora tenho outros, além do 5x, e não estão com problemas, aliás, nenhum Android de 2016, seja top ou intermediário, está com problemas do gênero.

          1. Você me perdeu já no começo. Sério que sua vó sabe o que é “trocar ROM”? Digo, ok, ela pode saber, mas extrapolar isso para a maioria é uma forçada GRANDE. Galera sabe que mais novo é melhor e, se muito, que 16 GB é pouco espaço.

            E, novamente, você também extrapola a redução no desempenho dos iPhones antigos para todos aparelhos, o que não é verdade. Já que usou de um exemplo anedótico, tomo a liberdade para fazer o mesmo: meu iPhone 6s está com dois anos de uso e não sofre disso, porque a bateria ainda não degradou o suficiente para ativar o mecanismo de proteção que reduz o desempenho.

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