Menina mexendo em um tablet.

5 apps que você deveria ter no celular


27/12/17 às 16h51

Existem pouco mais de 2,2 milhões de apps para iOS e quase 3 milhões de apps para Android. Mesmo com tanta oferta, algumas categorias importantes não são contempladas pelos apps que vêm pré-instalados nos dois sistemas nem figuram nas listas dos mais baixados das respectivas lojas de cada sistema.

Talvez seja pretensioso dizer que apps alguém “deveria” ter no celular, porém esses que selecionei abaixo são tão úteis que, vendo por outro prisma, é quase loucura não tê-los instalados. Listo e explico porque você deveria dar atenção a essas categorias e aproveito para deixar indicações. De repente, isso inspira você a baixar um ou outro app.

VPN

Embora o 4G esteja relativamente barato, ainda é comum pedidos por redes e senhas de Wi-Fi em restaurantes, bares e outros locais de acesso público.

As redes Wi-Fi são uma mão na roda — há locais onde o sinal da operadora é ruim, ou que concentram tanta gente que a rede dela fica saturada. Mas, ao mesmo tempo em que são úteis, as redes Wi-Fi públicas também representam um grande risco. Afinal, nada garante que aquela conexão não está sendo vigiada, nem que ela seja segura.

Uma VPN mitiga esse risco. Ela cria um “túnel” codificado entre os apps e sites e o seu dispositivo. Nada ou ninguém consegue interceptar dados legíveis de uma conexão protegida por VPN. O único desafio aqui é escolher uma solução que seja confiável, já que todo o tráfego dos seus dispositivos passará pelos servidores dela.

Minha indicação é o TunnelBear (Android, iOS, macOS e Windows). Trata-se de um app auditado externamente, que tem uma política de privacidade corretíssima e garante jamais armazenar, analisar ou vender os dados de navegação dos usuários. O app cobra uma mensalidade, mas oferece de 500 a 1500 MB de tráfego gratuito por mês, quantia que pode ser suficiente para quem só acessa redes Wi-Fi públicas esporadicamente.

Outras boas opções são o Private Internet Access e o NordVPN.

Para saber mais sobre o assunto, leia esta matéria.

Autenticação em dois passos

Pessoa mexendo notebook com o Authy aberto em um celular.
Authy cria um token para suas contas online. Foto: Authy/Divulgação.

Uma das coisas mais simples e poderosas que alguém pode fazer para proteger suas contas em sites, apps e redes sociais é ativar a autenticação em dois passos.

A ideia é similar à dos tokens que os bancos obrigam os clientes a usar. Em termos simples, ela acrescenta um elemento extra ao processo de autenticação: além da senha (algo que você sabe), passa a ser necessário um número temporário atrelado ao seu smartphone (algo que você tem). Com essa etapa extra configurada, mesmo alguém que saiba sua senha não conseguiria acessar suas contas porque não teria esse algo, o número temporário. Google, Apple, Microsoft, Facebook e muitos outros serviços suportam a autenticação em dois passos.

O método mais corriqueiro é atrelar esse processo ao envio de mensagens SMS. Esse é, também, o mais frágil e inseguro, pois o SMS não é codificado e qualquer funcionário mal intencionado da sua operadora pode sabotá-lo, cancelando seu número e ativando-o em outro chip a fim de burlar essa proteção. Isso já aconteceu.

A saída é um app dedicado. O que uso é o Authy (Android, iOS e Chrome). Ele é gratuito, compatível com todos os serviços mais populares, funciona offline e salva as configurações na nuvem.

Outras alternativas são o Google Authenticator (Android) e o Microsoft Authenticator (Android, iOS e Windows). Apesar dos nomes e das empresas que os desenvolvem, eles funcionam com todos os serviços descritos acima.

Salvar para ler depois

Todo dia, passamos os olhos por uma avalanche de links que parecem interessantes. Poucas vezes estamos com tempo para lê-los no momento em que os encontramos.

Um app do tipo “ler depois” é essencial para não perder esses materiais. Instale-o no celular e, no computador, uma extensão no seu navegador preferido, e você poderá salvar esses artigos e revisitá-los quando estiver com tempo livre para se dedicar a eles.

Não só. Apps do tipo também são ótimos para organizar referências e recuperá-las posteriormente. Eles oferecem tags para segmentar os itens salvos e, em alguns casos, também permitem fazer marcações dentro do texto. Alguns também sugerem indicações de leitura com base em algoritmos e contatos.

A minha escolha é o Pocket (Android, iOS e macOS; nativo no Firefox, com extensões para outros navegadores). Ele é gratuito, mas com um plano pago que acrescenta alguns recursos úteis, como busca no texto completo em vez de apenas no título dos itens salvos. A alternativa é o Instapaper (Android e iOS; extensões para navegadores), que é totalmente gratuito.

Controle financeiro

Dois iPhones com o app do GuiaBolso aberto.
Foto: GuiaBolso/Divulgação.

Poucas coisas são mais eficientes para tapar aqueles buracos por onde o salário escorre sem percebermos do que um bom controle financeiro.

Tê-lo no celular é essencial porque, como estamos o tempo todo com o aparelho à mão, uma vez que se acostuma à ideia de lançar os gastos de imediato o seu controle passa a estar sempre atualizado.

Alguns apps, como o GuiaBolso (Android e iOS), se conectam à sua conta corrente e automatiza alguns lançamentos, facilitando ainda mais.

Admiro essa funcionalidade, mas prefiro apps “desconectados” para esse fim. No meu caso, uso o Pocket Expense (iOS), outro que é gratuito, mas que com um pagamento único remove anúncios e acrescenta algumas funções. Na mesma linha, mas para Android, tem o Expense ManagerGrana (que já compartilhou conosco o dilema de faturar com apps no Android) e o Mobills (desses três, o mais atualizado).

Para ambos os sistemas, temos ainda o nacional Organizze e o veterano Toshl.

Barulho de chuva

Esse talvez seja o mais difícil de convencer da sua utilidade, mas é um dos que não vivo sem e já me salvou incontáveis vezes. Ruídos constantes e em determinada frequência, como o da chuva e de ventiladores, conseguem isolar barulhos externos. Em diversas situações — um vizinho tagarela, uma rua barulhenta, em viagens de avião ou em cafés lotados —, isolar sons externos é a garantia de conseguir se concentrar para o trabalho ou de tirar um cochilo sem estresse.

Após testar um punhado de apps, me decidi pelo Noisli (Android e iOS). Ele é pago, mas tem duas características que fazem valer cada centavo.

Primeiro, é offline. O aplicativo tem quase 300 MB, porque os áudios são de alta qualidade e ele independe de conexão à internet para funcionar.

O segundo ponto é que os áudios não têm pontos de “emenda”. Esses apps, obviamente, pegam um áudio de… sei lá, 10 minutos e o reproduz em loop infinito. Acontece que os áudios da maioria dos apps têm pontos marcantes que, quando você identifica, não passam mais despercebidos, minando completamente o intuito de ouvi-lo. Sua consciência fica esperando a repetição da “emenda” e contando quantos loops já aconteceram; é horrível.

Os áudios do Noisli são perfeitos, sem qualquer “emenda” perceptível. O app também permite misturar barulhos diversos (chuva, ventilador, trem, fogueira) e salvar essas combinações. E tem um timer, que desliga o barulho gentilmente, com um fade out, após o tempo pré-definido esgotar.

Tem algum tipo de app que não vem pré-instalado no Android e/ou iOS que você considera essencial? Conte aí nos comentários.

Foto do topo: Apple/Divulgação.

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