Pessoas estão tirando as cores da tela do smartphone para usá-lo menos

Foto de um iPhone 8 em preto e branco.

Tristan Harris trabalhou no Google como uma espécie de especialista em ética do design e, desde que saiu de lá, ganhou notoriedade com a falas, artigos e sua iniciativa Time Well Spent, que tenta dissuadir empresas de tecnologia de fazerem seus produtos viciantes. A última dica de Harris (ele já deu várias) é inusitada, mas parece funcionar: usar o smartphone com a tela em preto e branco. (mais…)

Curitiba, 15 de janeiro de 2018

Foto do céu de Curitiba no dia 17 de janeiro, para homenagem ao The Awl.

★★ Nestes dias nublados, o início da manhã não oferece qualquer pista acerca do que virá a seguir. Nas ruas, vê-se essa incerteza refletida nas várias apostas que as pessoas fazem antes de sair de casa: gente de camiseta andando despreocupada ao lado de gente com blusa a tiracolo e guarda-chuva à mão. O céu está fechado de tal forma que o azul que lhe caracteriza não é visto em lugar algum — um teto acinzentado e espesso cobre a cidade. A temperatura é amena, nem tão fria nem tão quente; há previsão de chuva, mas ninguém descarta o Sol, que pode, de repente e sem qualquer aviso prévio, aparecer com força, como fez ontem e anteontem. Pelo menos não está ventando.

Uma singela homenagem do Manual do Usuário ao The Awl, que anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento das suas atividades.

iPhone 8: mais do mesmo, só que melhor

iPhone 8 de costas sobre uma mesa.

Existe um aspecto no previsível que, com frequência, é negligenciado ou até desvalorizado — especialmente em indústrias movidas a novidades reluzentes, como a de tecnologia de consumo. A crítica bate forte em produtos que não se diferem muito, no visual, dos seus antecessores, mas se esquece de que, às vezes, mudar por mudar causa mais mal do que traz benefícios e que há algo a ser apreciado no mais do mesmo. Caso em tela: o iPhone 8. (mais…)

Um voto de confiança ao Facebook

Mapa global de conexões a partir do Facebook.

Existe uma teoria que diz que o Facebook só se transformou em uma força na distribuição de conteúdo para conter o crescimento do Twitter. No início da década, a rede social de Mark Zuckerberg entrou em choque direto com o microblog dos (então) 140 caracteres, que era (e ainda é) bastante popular entre jornalistas e gente que costuma ser notícia.

O Facebook ganhou. Os jornalistas e as pessoas que são notícia continuam usando o Twitter (e somente eles, ou é a impressão que se tem), mas a repercussão, a viralização das notícias e o tráfego que toda publicação busca estão no Facebook1.

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Meu iPhone quebrado

iPhone com a tela quebrada sobre um banco de couro.

por Joanne McNeil

O dia em que me mudei para o Brooklyn foi o dia em que quebrei a tela do meu iPhone. Estava tentando pegar as chaves na bolsa enquanto um grupo de estudantes esperava na porta para que um amigo a abrisse para eles. Destrancando a porta meio lesada devido ao jetlag, segurei-a aberta para cada um deles enquanto equilibrava a minha bolsa com a outra mão. Depois que o último entrou no prédio, parei a porta com o pé enquanto tentava redistribuir o peso de meus pertences. Meu iPhone deslizou para fora do bolso de trás, caindo direto no concreto.

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Na quarta temporada, “Black Mirror” parece preso dentro de um episódio de “Black Mirror”

Personagem principal do episódio "Crocodilo", da quarta temporada de Black Mirror.

Já li mais de uma vez gente recomendando não começar Black Mirror pelo começo, ou seja, pelo primeiro episódio da primeira temporada. Tecnicamente, não há prejuízo: todo episódio contém uma história independente com personagens que jamais aparecerão em outro e cada um é hermeticamente fechado, com começo, meio e fim.

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Gear Sport, o relógio inteligente para esportistas da Samsung

Gear Sport mostrando as horas.

Em 2013, quando smartwatches (ou relógios inteligentes) surgiram, eles prometiam nos livrar do vício do smartphone e, quando fosse impossível ignorar as notificações, tornar o ato de olhá-las menos rude. A categoria falhou nesses dois objetivos, mas encontrou utilidades mais humildes e virou um acessório considerado por uma pequena parcela dos consumidores — o que já é um grande mérito se lembrarmos de outras investidas recentes da indústria de tecnologia que tiveram um final pior, como o Google Glass e as TVs 3D.

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O papel dos antivírus nas recentes crises de segurança

As três últimas grandes dores de cabeça relacionadas à segurança digital — WannaCry, Meltdown e Spectre — têm algo em comum: softwares antivírus são inúteis para proteger o usuário de ataques baseados nelas.

No caso da falha Meltdown, os antivírus podem, na realidade, atrapalhar: como a atualização da Microsoft mexe no kernel do Windows, uma parte sensível e super restrita, alguns impedem a sua aplicação. Isso levou a Microsoft a segurar a distribuição da correção em sistemas com antivírus incompatíveis, a fim de evitar problemas ainda maiores como as famigeradas telas azuis de morte.

Não me entenda mal, não estou dizendo que antivírus são dispensáveis. (Talvez sejam, talvez não, mas não é esse o debate agora.) A questão é os vetores de ataque e as falhas dos sistemas deixaram de ser pontuais, logo, a prevenção e a mitigação também precisam mudar. Ou, como disse Zeynep Tufeck, segurança digital deve estrutural tanto quanto possível.

Mark Zuckerberg provavelmente não cumprirá seu desafio pessoal de 2018

Desde 2009, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se propõe um desafio anual. Ele já aprendeu mandarim, leu 25 livros, correu 365 milhas, criou um assistente virtual e comeu apenas os animais que ele próprio abateu. Em 2018, corre o risco de, pela primeira vez, não cumprir o objetivo estabelecido, pois dificílimo. Do seu anúncio:

O mundo parece ansioso e dividido e o Facebook tem muito trabalho a fazer — seja protegendo a nossa comunidade de abusos e do ódio, defendendo-a contra interferências de países ou garantindo que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem gasto.

Meu desafio pessoal para 2018 é focar em corrigir essas importantes questões.

Boa sorte.

Mais abaixo, ele diz:

Com a ascensão de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia — e governos usando tecnologia para vigiar seus cidadãos —, muitas pessoas acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder em vez de descentralizá-lo.

“Muitas pessoas acreditam”. Ele não?

Meltdown: como mitigar a falha dos processadores Intel

Logo da Meltdown.

O ano de 2018 começou agitado para… bem, todos nós. Duas falhas gravíssimas em processadores foram descobertas. A Spectre atinge produtos da Intel, AMD e ARM e ainda não tem remédios; a Meltdown, que alcança quase todos os processadores da Intel lançados desde 1995, também não tem solução no momento, mas atualizações em sistemas operacionais e navegadores web já lançadas mitigam parcialmente seus efeitos. Veja o que fazer.

Entenda: Falhas graves em processadores afetam bilhões de dispositivos

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Um app que te redireciona ao Kindle toda vez que você tenta abrir o Twitter

Ideia de app: “Reroute” — toda vez que você abrir o Twitter, Instagram ou Facebook no celular, ele te redireciona para o livro que estiver lendo no [app do] Kindle.

A ideia lançada por Alexia Bonatsos virou um app real, desenvolvido por Dave Schukin, ex-engenheiro do Twitter. Veja ele em ação:

Pena que, por ser um app que infringe as diretrizes da loja de apps da Apple, ele não possa ser distribuído por lá, o que torna a instalação um tanto complexa: ela envolve o uso do Xcode e procedimentos nada amigáveis, como compilar o código-fonte (que está no GitHub).

5 dias longe do Facebook: o que a rede social faz para trazê-lo de volta?

Notificações do Facebook pixeladas.

No primeiro dia do recesso que tive no jornal, abri o bloqueador de conteúdo que uso1 e coloquei esta regra:

https?://+([^:/]+.)?facebook.com[:/]

Traduzindo, ela bloqueia o acesso a qualquer site que tenha “facebook.com” na URL. Como o aplicativo sincroniza as regras entre todos os meus dispositivos, na prática o que fiz foi me trancar para fora do Facebook por cinco dias.

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