iPhone 8: mais do mesmo, só que melhor

iPhone 8 de costas sobre uma mesa.

Existe um aspecto no previsível que, com frequência, é negligenciado ou até desvalorizado — especialmente em indústrias movidas a novidades reluzentes, como a de tecnologia de consumo. A crítica bate forte em produtos que não se diferem muito, no visual, dos seus antecessores, mas se esquece de que, às vezes, mudar por mudar causa mais mal do que traz benefícios e que há algo a ser apreciado no mais do mesmo. Caso em tela: o iPhone 8. (mais…)

Um voto de confiança ao Facebook

Mapa global de conexões a partir do Facebook.

Existe uma teoria que diz que o Facebook só se transformou em uma força na distribuição de conteúdo para conter o crescimento do Twitter. No início da década, a rede social de Mark Zuckerberg entrou em choque direto com o microblog dos (então) 140 caracteres, que era (e ainda é) bastante popular entre jornalistas e gente que costuma ser notícia.

O Facebook ganhou. Os jornalistas e as pessoas que são notícia continuam usando o Twitter (e somente eles, ou é a impressão que se tem), mas a repercussão, a viralização das notícias e o tráfego que toda publicação busca estão no Facebook1.

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Meu iPhone quebrado

iPhone com a tela quebrada sobre um banco de couro.

por Joanne McNeil

O dia em que me mudei para o Brooklyn foi o dia em que quebrei a tela do meu iPhone. Estava tentando pegar as chaves na bolsa enquanto um grupo de estudantes esperava na porta para que um amigo a abrisse para eles. Destrancando a porta meio lesada devido ao jetlag, segurei-a aberta para cada um deles enquanto equilibrava a minha bolsa com a outra mão. Depois que o último entrou no prédio, parei a porta com o pé enquanto tentava redistribuir o peso de meus pertences. Meu iPhone deslizou para fora do bolso de trás, caindo direto no concreto.

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Na quarta temporada, “Black Mirror” parece preso dentro de um episódio de “Black Mirror”

Personagem principal do episódio "Crocodilo", da quarta temporada de Black Mirror.

Já li mais de uma vez gente recomendando não começar Black Mirror pelo começo, ou seja, pelo primeiro episódio da primeira temporada. Tecnicamente, não há prejuízo: todo episódio contém uma história independente com personagens que jamais aparecerão em outro e cada um é hermeticamente fechado, com começo, meio e fim.

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Gear Sport, o relógio inteligente para esportistas da Samsung

Gear Sport mostrando as horas.

Em 2013, quando smartwatches (ou relógios inteligentes) surgiram, eles prometiam nos livrar do vício do smartphone e, quando fosse impossível ignorar as notificações, tornar o ato de olhá-las menos rude. A categoria falhou nesses dois objetivos, mas encontrou utilidades mais humildes e virou um acessório considerado por uma pequena parcela dos consumidores — o que já é um grande mérito se lembrarmos de outras investidas recentes da indústria de tecnologia que tiveram um final pior, como o Google Glass e as TVs 3D.

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O papel dos antivírus nas recentes crises de segurança

As três últimas grandes dores de cabeça relacionadas à segurança digital — WannaCry, Meltdown e Spectre — têm algo em comum: softwares antivírus são inúteis para proteger o usuário de ataques baseados nelas.

No caso da falha Meltdown, os antivírus podem, na realidade, atrapalhar: como a atualização da Microsoft mexe no kernel do Windows, uma parte sensível e super restrita, alguns impedem a sua aplicação. Isso levou a Microsoft a segurar a distribuição da correção em sistemas com antivírus incompatíveis, a fim de evitar problemas ainda maiores como as famigeradas telas azuis de morte.

Não me entenda mal, não estou dizendo que antivírus são dispensáveis. (Talvez sejam, talvez não, mas não é esse o debate agora.) A questão é os vetores de ataque e as falhas dos sistemas deixaram de ser pontuais, logo, a prevenção e a mitigação também precisam mudar. Ou, como disse Zeynep Tufeck, segurança digital deve estrutural tanto quanto possível.

Mark Zuckerberg provavelmente não cumprirá seu desafio pessoal de 2018

Desde 2009, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se propõe um desafio anual. Ele já aprendeu mandarim, leu 25 livros, correu 365 milhas, criou um assistente virtual e comeu apenas os animais que ele próprio abateu. Em 2018, corre o risco de, pela primeira vez, não cumprir o objetivo estabelecido, pois dificílimo. Do seu anúncio:

O mundo parece ansioso e dividido e o Facebook tem muito trabalho a fazer — seja protegendo a nossa comunidade de abusos e do ódio, defendendo-a contra interferências de países ou garantindo que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem gasto.

Meu desafio pessoal para 2018 é focar em corrigir essas importantes questões.

Boa sorte.

Mais abaixo, ele diz:

Com a ascensão de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia — e governos usando tecnologia para vigiar seus cidadãos —, muitas pessoas acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder em vez de descentralizá-lo.

“Muitas pessoas acreditam”. Ele não?

Meltdown: como mitigar a falha dos processadores Intel

Logo da Meltdown.

O ano de 2018 começou agitado para… bem, todos nós. Duas falhas gravíssimas em processadores foram descobertas. A Spectre atinge produtos da Intel, AMD e ARM e ainda não tem remédios; a Meltdown, que alcança quase todos os processadores da Intel lançados desde 1995, também não tem solução no momento, mas atualizações em sistemas operacionais e navegadores web já lançadas mitigam parcialmente seus efeitos. Veja o que fazer.

Entenda: Falhas graves em processadores afetam bilhões de dispositivos

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Um app que te redireciona ao Kindle toda vez que você tenta abrir o Twitter

Ideia de app: “Reroute” — toda vez que você abrir o Twitter, Instagram ou Facebook no celular, ele te redireciona para o livro que estiver lendo no [app do] Kindle.

A ideia lançada por Alexia Bonatsos virou um app real, desenvolvido por Dave Schukin, ex-engenheiro do Twitter. Veja ele em ação:

Pena que, por ser um app que infringe as diretrizes da loja de apps da Apple, ele não possa ser distribuído por lá, o que torna a instalação um tanto complexa: ela envolve o uso do Xcode e procedimentos nada amigáveis, como compilar o código-fonte (que está no GitHub).

5 dias longe do Facebook: o que a rede social faz para trazê-lo de volta?

Notificações do Facebook pixeladas.

No primeiro dia do recesso que tive no jornal, abri o bloqueador de conteúdo que uso1 e coloquei esta regra:

https?://+([^:/]+.)?facebook.com[:/]

Traduzindo, ela bloqueia o acesso a qualquer site que tenha “facebook.com” na URL. Como o aplicativo sincroniza as regras entre todos os meus dispositivos, na prática o que fiz foi me trancar para fora do Facebook por cinco dias.

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5 apps que você deveria ter no celular

Menina mexendo em um tablet.

Existem pouco mais de 2,2 milhões de apps para iOS e quase 3 milhões de apps para Android. Mesmo com tanta oferta, algumas categorias importantes não são contempladas pelos apps que vêm pré-instalados nos dois sistemas nem figuram nas listas dos mais baixados das respectivas lojas de cada sistema.

Talvez seja pretensioso dizer que apps alguém “deveria” ter no celular, porém esses que selecionei abaixo são tão úteis que, vendo por outro prisma, é quase loucura não tê-los instalados. Listo e explico porque você deveria dar atenção a essas categorias e aproveito para deixar indicações. De repente, isso inspira você a baixar um ou outro app. (mais…)

Por que computadores modernos parecem mais lentos que os antigos?

Você já teve a sensação de que computadores antigos pareciam mais rápidos que os modernos? Dan Luu, sim. Como ele “não confia nesse tipo de sensação porque já se provou por estudos empíricos que a percepção humana é falível”, ele conduziu uma série de testes ao longo dos últimos meses, com uma câmera lenta, a fim de mensurar a latência entre apertar uma tecla e o caractere ser exibido na tela. O resultado é este longo e detalhado texto.

O dispositivo com menor latência (30 ms) foi o Apple IIe, um computador de 1983. O segundo, com latência de 40 ms, foi um Texas Instruments 99/4a, de 1981. Só na terceira posição aparece um moderno, de 2014, com latência de 50 ms — mas a quarta é do mais antigo dos 21 sistemas testados, um Commodore Pet 4016, de 1977. A exceção entre os modernos são os dispositivos iOS: o iPad Pro de 10,5 polegadas com o Apple Pencil, lançado em 2017, iguala a latência do antigo Apple IIe.

Luu explica os vários aspectos que nos levaram a essa situação e atribui à “complexidade” a maior parcela da culpa:

Muito da complexidade nos concede algo, direta ou indiretamente. Quando olhamos o input de um teclado moderno estiloso e o do teclado do Apple II, vemos que usar um processador de uso geral caro e relativamente poderoso para lidar com os toques em um teclado pode ser mais lento que um lógico dedicado ao teclado, que poderia ser mais simples e mais barato. Porém, usar o processador dá às pessoas a possibilidade de personalizar o teclado e também transfere o problema de “programar” o teclado do hardware para o software, o que reduz os custos de fabricação do teclado. O chip mais caro aumenta o custo de fabricação, mas considerando quanto do custo desses teclados artesanais de pequeno volume é o custo do projeto, parece vantajoso trocar o custo de fabricação pela facilidade de programar.

Quanto à baixa latência dos iPhones e iPads, a explicação é uma antiga: graças à integração, a Apple consegue implementar otimizações que, em outros cenários, com partes genéricas desenvolvidas por fornecedores distintos, são extremamente difíceis. Ou, nas palavras dele, através de um foco na experiência do usuário de ponta a ponta por parte da Apple.

Por que isso é importante? Porque diferenças em latência são perceptíveis, mesmo que, questionados, muitos de nós não consigam apontá-la como a fonte de um desconforto ou problema. Segundo Luu:

Para tarefas muito simples, as pessoas conseguem perceber latências de até 2 ms ou menos. Mais que isso, o aumento da latência não só é perceptível para os usuários; ele faz com que a execução de tarefas simples seja menos precisa.

A leitura (em inglês) é um tanto fascinante e mostra como foi preciso fazer algumas concessões em latência para que alcançássemos outras conquistas, como telas sensíveis a toques e monitores LCD. Pelo menos agora você saberá a quem amaldiçoar quando abrir o Slack e tudo parecer meio… lento.