Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.
Cesar Cardoso lembrou hoje, na newsletter Pinguins Móveis, o décimo aniversário do Nokia N9, “talvez o ápice do design da Nokia clássica, um nível de polimento que não se encontra em outro telefone Linux”, nas palavras dele.
Em 2012, por breves dias, eu tive um N9. O MeeGo, nome do sistema operacional que o equipava e fruto de uma parceria entre Nokia e Intel, era diferente de todos os outros, com interface baseada em gestos, uma central de comunicação que englobava apps de mensagens e redes sociais e outras boas ideias, umas esquecidas, outras incorporadas pelos sistemas sobreviventes. O N9 foi, também, a prova viva de que é possível fazer celulares de plástico (policarboneto, que seja) elegantes e de alta qualidade e o último suspiro antes dos finlandeses abraçarem a Microsoft e pularem no precipício.
Acabei devolvendo a minha unidade porque ela tinha vindo com os botões de volume meio frouxos e porque, a despeito da qualidade do sistema, a situação dos apps da plataforma já era ruim e a tendência, que se confirmou, era só piorar. Fui para o Android da Samsung, que tinhas os apps, mas em troca de uma interface feia e deselegante. Do N9, sobraram estas poucas e mal tiradas fotos.
Até duas semanas atrás, minha única preocupação com um possível roubo ou furto do meu celular era o prejuízo material. (Ainda mais agora, com tudo encarecendo.) Ele está bem configurado e criptografado, ou seja, é pouco provável que alguém consiga acessar os dados que estão ali dentro. Ou assim pensava. Uma série de reportagens da Folha de S.Paulo fez surgir outro receio: o de ter a minha conta bancária varrida por assaltantes.
A Microsoft anunciou oficialmente o Windows 11 nesta quinta (24). A nova versão do sistema chega ainda em 2021 e trará as seguintes novidades:
Novo visual, com a barra de tarefas (incluindo o menu Iniciar) centralizada.
Novo menu Iniciar, sem tijolos (“live tiles”).
Loja do Windows reformulada, e agora com suporte nativo a aplicativos Android em parceria com a Amazon Appstore.
Layouts pré-configurados para múltiplas janelas (layout Snap).
Teams integrado ao sistema.
Novo painel de widgets.
Para jogos (Xbox), Auto HDR e nova experiência do Game Pass.
A Microsoft já oferece um aplicativo para verificar a compatibilidade de computadores com o Windows 11.
Por último, mas não menos importante, o Windows 11 será uma atualização gratuita para computadores que já rodam o Windows 10 e continuarão compatíveis com a nova versão. Esta será a primeira versão do Windows disponível apenas em 64 bits (apps 32 bits continuarão funcionando nela, porém).
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.
Instagram testa a inclusão de posts de perfis que o usuário não segue no feed
O Instagram vai exibir “posts sugeridos” de perfis que o usuário não segue. Ainda é um teste, mas se for um sucesso — segundo as métricas do Instagram —, esse comportamento deverá ser estendido a todos. Via The Verge (em inglês).
O livro da Sarah Frier, Sem filtro, conta a história de fundadores idealistas (dentro do que seria possível no Vale do Silício) que se rendem ao canto da sereia de um rival maior apenas para se verem encurralados anos depois, tendo que se submeter a todo tipo de interferência e rasteiras até não aguentarem mais.
Essa novidade — dos “posts sugeridos” — e muitas outras tomadas desde 2012 são reflexos da queda de braço vencida por Mark Zuckerberg. O Instagram, hoje, nada mais é que um Facebook restrito a fotos e vídeos e com uma vasta bagagem de simpatia por parte dos usuários e da imprensa. É um ambiente movido a dados, que tem como prioridades crescer e gerar receita às custas de experimentos que ninguém pediu, mas que “engajam” melhor.
É sabido que o capitalismo gosta de uma boa piada, e seria cômico se não fosse trágico termos um sociopata no controle das duas redes sociais mais populares do planeta.
Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.
Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.
Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
As notícias mais importantes do dia na editoria de tecnologia, atualizadas em tempo real.
17h50 John McAfee se suicida em prisão na Espanha[Reuters, em inglês]. Pouco antes, a Justiça espanhola havia autorizado a extradição de McAfee aos Estados Unidos. Ele tinha 75 anos.
Para o grupo que desde março de 2020 transformou a própria casa em escritório, uma pequena revolução está em curso.
Antes da pandemia, quando alguém falava que trabalhava em casa, era comum as pessoas reagirem com um suspiro e frases como “eu não conseguiria, ficaria no sofá o dia inteiro”. O que muitas delas perceberam, na prática, é que o maior problema não é ter espaços de lazer no ambiente de trabalho, mas o contrário — ter o escritório sempre disponível, a poucos passos de distância.
Leitores clientes da Claro informaram ao Manual do Usuário que a operadora iniciou uma investida para obter permissão para coletar dados de uso dos seus celulares e de geolocalização, a fim de divulgar “ofertas personalizadas” e geográficas.
Até aí, tudo bem — e parabéns por jogar às claras, como determina a LGPD. O que chama a atenção negativamente é a interface do pedido. O botão Salvar só fica ativo quando o cliente marca (consente) com a coleta de dados. Caso ele não queira compartilhá-los, é preciso clicar em um link “Lembrar mais tarde”, bem menos chamativo que o botão e, presume-se pelo texto/rótulo, registra a opção apenas temporariamente.
É um típico caso de “dark pattern”, jargão do pessoal de experiência do usuário (UX) que descreve um estratagema usado para direcionar os usuários a uma ação desejada por quem desenvolveu a interface. É fácil imaginar alguém, menos íntimo de tecnologia, preso nesta tela e que só consiga sair dela ao descobrir que o botão Salvar fica ativo ao selecionar as duas caixas acima.
O Manual do Usuário entrou em contato com a assessoria da Claro e pediu um posicionamento acerca dessa “dark pattern”.
Atualização (24/6, às 16h50): A Claro enviou o seguinte posicionamento:
Sobre o caso relatado pela reportagem, a Claro informa que é possível negar o consentimento do compartilhamento de dados ao interagir com as opções disponíveis na tela. De todo modo, reforçando o compromisso com a transparência, a operadora irá ajustar o pop-up para que a interação fique mais simples ao usuário.
Itaú Cultural Play: conheça a plataforma de streaming dedicada ao cinema brasileiro
O Itaú Cultural lançou, no último sábado (19), a plataforma de streaming Itaú Cultural Play. Com um catálogo voltado ao cinema brasileiro, “marcado por diversidade, variedade de autoria e representatividade regional, com títulos de todos os estados brasileiros”, a plataforma é gratuita e estreia com mais de 100 títulos. Nesta primeira fase, conta com apps na web, Android e iOS, e a previsão de, na terceira (e última), chegar às Smart TVs, como Samsung, LG e Apple TV. A segunda será a integração com o Itaú Cinema. Via Itaú Cultural.