Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”

Achados e perdidos #22

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

***

— O desafio era recriar a mesma cena em um ambiente futurista: uma pessoa carregando algo muito pesado. Este vídeo lista os 100 melhores de um total de 2,4 mil animações.

— Hoje à tarde estarei no Sh*ft Festival, debatendo tecnologia e futuro com grande elenco em uma cidade virtual que parece saída de um Nintendo dos bons tempos. Ainda dá para se inscrever (até meio-dia!) e, com o cupom MANUALTELEGRAM, você ganha 30% de desconto.

— Conecte sua conta do Spotify ou Apple Music ao iPod.js e ouça música como se estivesse nos anos 2000.

— Vamos viajar um pouco mais no tempo? Alex Robb criou um aplicativo moderno do Google Notícias para o Mac OS 9, um sistema abandonado pela Apple há ~20 anos.

— Quem precisa do Google? Uma lista de alternativas ao Google Analytics focadas em privacidade (em inglês).

— O título do vídeo diz: “O dia em que o Facebook arruinou a internet”. Na hora, perguntei-me: “Qual deles?”, mas a data escolhida é boa.

— Esta empresa gringa produz organizadores que se parecem com versões físicas do Google Calendar.

Um relógio solar digital (em inglês).

— Tem uma galera enfurecida com a Dell (em inglês) porque a fabricante removeu os atalhos Fn + seta à esquerda/direita, que funcionavam como as teclas Home (esquerda) e End (direita). (Eu também ficaria irritado.)

— Os caras das criptomoedas estão literalmente vendendo terrenos na Lua. Digo, em Marte (em inglês). Se tem blockchain no meio, deve ser real? 🥴

— Uma animação engraçadinha explica o funcionamento das vacinas.

— Um estudo da USP atestou a eficiência de vários tipos de máscaras na filtragem do ar. As PFF2 ficaram em primeiro lugar, com 94%. Não tem desculpa para não usá-las a essa altura da pandemia.

— Segundo a consultoria Strategy Analytics, chegamos ao ponto em que mais da metade dos seres humanos vivos tem smartphones (em inglês).

StreetComplete, um aplicativo que facilita a edição do OpenStreetMap, uma espécie de “Wikipédia dos mapas digitais”. Gratuito, para Android.

dupeGuru, um aplicativo para encontrar arquivos duplicados no seu computador. Gratuito, para Linux, macOS e Windows. Dica do Guilherme Vieira.

Pins for Pinboard, um novo (e magnífico) aplicativo para o serviço de bookmarks Pinboard. Freemium (R$ 69 para desbloquear todos os recursos), para iOS e macOS.

— Os jogos gratuitos da vez na Epic Games Store são Sonic Mania e o brasileiro Horizon Chase Turbo.

Antônio Fagundes jogando video game.

— Lançamentos literários da semana:
A superindústria do imaginário [Amazon, Magalu, editora]1, de Eugênio Bucci, pela Autêntica. “Como o capital transformou o olhar em trabalho e se apropriou de tudo que é visível.”
– A edição revista e ampliada de A lógica do cisne negro [Amazon, Magalu, editora]1, do Nassim Taleb (Objetiva).

— Debates legais que estão rolando no post livre desta semana:
– Alternativas para backup.
– Piora nas recomendações do YouTube?
– Qual o melhor Linux para pessoas idosas e/ou leigas?
– Aquele app de banca de jornal do plano de celular, quem usa?
– E esse Windows 11?
– Fadiga de ter que opinar sobre tudo nas redes sociais.

— No podcast Guia Prático desta semana (ouça!), eu indiquei o podcast Rádio Batente, do Repórter Brasil, e Jacque o filme de animação Luca[Disney+], de Enrico Casarosa.

  1. Ao comprar por estes links, o Manual do Usuário recebe uma pequena comissão das lojas. O preço final para você não muda.

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13 comentários

  1. Rodrigo, obrigado pela dica do StreetComplete. Já faz um tempinho que venho querendo contribuir para o OSM. Valeu, mesmo!

    1. E agora que fui ver na página deles no GitHub. O “Ministério federal de educação e pesquisa” da Alemanha patrocina o projeto.

  2. — Um estudo da USP atestou a eficiência de vários tipos de máscaras na filtragem do ar. As PFF2 ficaram em primeiro lugar, com 94%. Não tem desculpa para não usá-las a essa altura da pandemia.

    Faço apenas uma ressaltava: pode não haver uma “desculpa”, mas existe razão que justifique.

    Muitas famílias simplesmente não possuem dinheiro pra adquirir e manter essas máscaras. Por outro lado, para aqueles que podem pagar, realmente, não existe um motivo. Não comprar uma PFF2 é escolher estar mais exposto à Covid-19.

    1. Fácil falar isso.

      Na prática, este tipo de máscara é ruim de achar devido justamente a demanda gerada, não diferente de quando um “hipster” gera hype em algo, com isso gerando inflação.

      Para se ter uma ideia, as máscaras cirúrgicas de duas ou três camadas SÓ AGORA chega a patamares de R$ 0,50 a unidade, isso em lojas atacadistas. Não se acha máscara PFF-2 no “armarinhos fernando” (uma das conhecidas lojas de produtos a preços baixos de SP) na mesma facilidade.

      Estamos a deus-dará nesta pandemia… e meio que cada um por si, já que soltaram a mão…

      1. Apesar do “hype”, pelo menos nas lojas virtuais não houve falta de estoque de máscaras PFF2. E, fazendo as contas, elas saem mais baratas até que essas descartáveis. Não é difícil achar marcas boas por ~R$ 4 num Mercado Livre da vida. Como elas são reutilizáveis, com o tempo esse custo é amortizado.

        1. Gente comum compra na rua, não online (exceto coisa da china, mas divago). Eu preferiria que tivesse mais facilidade em vender estas máscaras na esquina do que no online. Este é o ponto.

          Máscaras de tecido hoje estão baratas – até porque na verdade virou “mercado” isso. Máscaras de TNT, que dão uma proteção um pouco melhor, já são mais difícieis.

          As PFF-2 que vejo são as na verdade vendidas para construções / pintores. A única vez que vi vendendo barato (e me arrependo de ñ ter comprado muitas) foi no Mercado Car (uma loja de peças automotivas), na prateleira de coisas de R$ 2,00. Na loja de 1,99 é entre 3 a 4 reais a mesma máscara.

          Nesta semana que fui para a região da 25 / Brás / Osasco que consegui achar lote de 10 peças por R$ 20,00, isso sem ser uma embalagem esterilizada. Na embalagem esterilizada e lacrada, saía por R$ 18 5 unidades. Detalhe – nem é PFF-2, mas sim a KN-95 (a que envolve na orelha, não no crânio.

          Enfim, Acho que faltou empenho em fazer as lojas de rua venderem barato. Comprar online só classe média e/ou jovens pobres conseguem.

          1. Essas que vendem em lojas de materiais de construção são as mesmas. Se tiver certificação do Inmetro, está valendo. E, como disse, por R$ 4 compensa mais do que comprar descartáveis a R$ 0,50, pois a PFF2 é reutilizável — eu tenho aqui máscara que já usei +10 vezes, e continua inteira.

            De qualquer maneira, faço coro à sua reclamação: isso deveria ser muito, mas muito mais difundido do que é. A gente sabe de quem é a culpa por não ser e que tal descaso não é por acidente nem incompetência…

          2. Então galera, cês estão na linha certa.

            Tenho muito na cabeça que a culpa é (não só – por favor, notem este parênteses como PARÊNTESES) do salnorabo. Sim, 95% da culpa é dele pois ele é teoricamente a liderança que deveria gerar um caminho seguro durante a pandemia. 4% é do Centrão (Arthur Lira e demais).

            Mas bem, sou muito da filosofia que “o político é o espelho do povo”, no que cairia em outra discussão – só que vai ter um tiquinho disso aí pra baixo.

            Para não desviar mais do assunto e voltar nas máscaras, o ponto maior é que no final não houve (aparentemente) tanta demanda de PFF-2 também. Onde tenho circulado, o que tenho mais notado é boa parte da população abaixando a máscara, só levantando quando fiscalizado ou quando vê outra pessoa olhando para ela. Nos trens da CPTM canso de ver galera baixando a máscara ou tirando para falar no telefone celular. Ou marreteiro / ambulante falando com máscara abaixada e rodando o trem inteiro.

            Existe um problema cultural que nos faz ainda ter problemas quanto a aceitação de certas normas, como o uso de máscaras corretas e aceitar comportamentos nas ruas que sejam de higiene e prevenção. Não temos os mesmos conceitos de coletividade que países asiáticos tem.

            Eu nem tenho como fugir, tenho que por exemplo aceitar o fato que me serviram uma comida de rua com o cara sem usar luvas e máscara abaixada. Não tenho voz grossa ou usar alguma forma de intimidar a pessoa a seguir as normas que deveriam ser seguidas – lembrando que depois falam que seguir normas é uma forma de ditadura. O jeito é engolir a comida e torcer que não haja contaminação e eu não tenha uma reinfecção.

            Uma caixa de 50 máscaras “cirúrgicas” de uma marca simples e comum, nas lojas que citei, é em torno de R$ 20.00. Uma caixa até amassadinha, mas aparentemente com tudo ok. Há umas 2/3 semanas atrás, era R$ 25.00. Há 2 meses, uns R$ 30.00. E tem bastante caixa ainda. E não vejo muitos indo lá acabar com os estoques, aparentemente a busca se reduziu bastante.

            Máscaras de tecido que eram R$ 5.00, hoje são vendidas por R$ 2.00.

            A baixa de preços mostra como também anda a demanda, quanto mais baixo, menor a demanda e maior o estoque está.

            O que mais vejo nas ruas também é as pessoas reclamando do “incômodo” que as máscaras geram. E do problema do comércio que não tem ganhado dinheiro. Fora a vista grossa que tenho notado. Por mais que as prefeituras dizem que fiscalizam, na prática não é muito, e quando fiscalizam , é geralmente em cima de alguém não simpático ao político local.

            Torço que esta situação toda se resolva logo, com a queda do salnorabo, que o próximo político (vai saber se o Mourão assume? tá mais pro Lira) tente dar uma organizada na saúde, e que de alguma forma se gere alguma comoção para um último lockdown antes do fim da vacinação, para ao menos tentar evitar mais mortes e bagunças.

        2. Ghedin, acrescentando o que falei acima e também completando o que disse “Ligeiro”, há de se destacar que ainda 40 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet.

          https://www.abranet.org.br/Noticias/IBGE%3A-40-milhoes-de-brasileiros-nao-tem-acesso-a-Internet-3345.html?UserActiveTemplate=site#.YNeqV6ySkb0

          Dos que possuem acesso à internet, muitos ainda não se sentem à vontade ou simplesmente não sabem fazer compras online.

          Sem contar os aspectos sócio-econômicos que dificultariam a aquisição de uma PFF2.

          Ou seja, muitos brasileiros ainda utilizam máscaras de pano porque não podem adquirir outras mais eficientes.

          1. Sim, claro, mas acho que a gente está perdendo o foco da discussão (virou uma bola de neve).

            A mensagem na newsletter, por óbvio, não é para esses 40 milhões de brasileiros desconectados. Eles sequer podem ler o que eu escrevi. E, dentro da fatia dos brasileiros conectados, o percentual de leitores do Manual é um filete minúsculo. A newsletter chega a 4 mil pessoas e mais algumas poucas centenas que a leem aqui, no site. No mais, dispensável dizer (ou assim achava), se a única máscara possível é a de pano, paciência, use-a, melhor que nada.

            Como disse mais de uma vez nestes comentários, sei que existem muitos entraves e desinformação como obstáculos à adoção da PFF2, mas suspeito que muita gente que poderia usar esse modelo, que tem condições de comprar PFF2, não o faz por qualquer motivo que não esses citados nos comentários. Não levem tão ao pé da letra; estou apenas tentando conscientizar quem me lê a usar PFF2.

        3. Nos centros urbanos, eu até acho esse um argumento razoavelmente válido. Mas pelo que tenho visto, para quem mora num interior muito afastado dos grandes centros, é muito (e bota muito nisso) mais complicado encontrar essas máscaras em lojas físicas. Além disso, na última vez que olhei no Mercado Livre e em sites semelhantes, o frete para enviar um pacote de PFF2 para cá (uma cidade muito pequena) saía mais caro do que o produto em si.

        4. Perdão então qualquer coisa, Ghedin. Agradecemos sua preocupação :D !

          A gente te entende, e de fato não duvide que muitos de nós tenta ter a PFF-2 / N95 nas mãos (ou melhor, no rosto) para usar.

          Meio que a gente fala parecendo que de fato são desculpas, mas ao mesmo tempo que parece ser, também é uma forma de falar “olha, se possível, quem tem voz, tentar agir politicamente para que não seja apenas nós os privilegiados com uma melhor proteção.” Não que é para abrir um post no MdU em si, mas sim eu e quem mais fala sobre a falta ou dificuldade de aquisição das máscaras melhores, ter este espaço para ser escutado e esperar que quem tem o poder de mudar isso – seja um assessor de vereador, alguém ligado a indústria farmaceutica ou importação, etc… – leia isso (não duvido que tenha leitores do MdU que lidam com isso) e fale para agir: “pô, já eramos para ter PFF-2 até no mercadinho do José que fica no rio Araguaia!”

    2. Claro, se está faltando dinheiro para o básico, independentemente da máscara a coisa se torna inviável. Mas acho que até do ponto de vista econômico as PFF2 compensam. Como disse ao Ligeiro, abaixo, é possível encontrar bons modelos, com selo do Inmetro, por ~R$ 4 a unidade, e por serem reutilizáveis, o custo é amortizado ao longo do tempo. No fim, se duvidar sai mais barato que as descartáveis ou as de pano — que, sabe-se hoje, não é infinita e deve ser trocada após algumas lavagens, pois isso esgarça o tecido e deixa o usuário desprotegido.

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