10 anos do Nokia N9

Mão segurando um Nokia N9, ligado, mostrando a grade de apps.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Cesar Cardoso lembrou hoje, na newsletter Pinguins Móveis, o décimo aniversário do Nokia N9, “talvez o ápice do design da Nokia clássica, um nível de polimento que não se encontra em outro telefone Linux”, nas palavras dele.

Em 2012, por breves dias, eu tive um N9. O MeeGo, nome do sistema operacional que o equipava e fruto de uma parceria entre Nokia e Intel, era diferente de todos os outros, com interface baseada em gestos, uma central de comunicação que englobava apps de mensagens e redes sociais e outras boas ideias, umas esquecidas, outras incorporadas pelos sistemas sobreviventes. O N9 foi, também, a prova viva de que é possível fazer celulares de plástico (policarboneto, que seja) elegantes e de alta qualidade e o último suspiro antes dos finlandeses abraçarem a Microsoft e pularem no precipício.

Acabei devolvendo a minha unidade porque ela tinha vindo com os botões de volume meio frouxos e porque, a despeito da qualidade do sistema, a situação dos apps da plataforma já era ruim e a tendência, que se confirmou, era só piorar. Fui para o Android da Samsung, que tinhas os apps, mas em troca de uma interface feia e deselegante. Do N9, sobraram estas poucas e mal tiradas fotos.

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8 comentários

    1. Fazia tempo que eu não procurava saber do SailfishOS. Estava fuçando no site e procurando coisas na internet e bem, está muito bonito. Fiquei bem tentado a testá-lo, mas não tenho um aparelho compatível. =/

  1. Esse sistema era maravilhoso. À frente do seu tempo. Um dos grandes erros da Nokia foi não ter insistido no MeeGo, inclusive, com a criação de uma nova loja de aplicativos com condições de atrair os desenvolvedores.

  2. Que tela bonita! Aparentemente, era um belo celular. Se a Nokia tivesse investido mais em seus sistemas próprios, poderíamos hoje ter um concorrente a altura de Android e iOS.

    1. Tenho a sensação que o problema era o investimento no Symbian. Já era um sistema antigo na época, e ao mesmo tempo Google e Apple brigavam pelo padrão de mercado tentando dominar tudo. (E pesquisando aqui, também vi que Symbian tinha problemas de segurança… :\ )

      Lembrando que o Google deixou o Android “open source”, se aproveitando do voluntarismo para o sistema, com isso deixando o sistema barato para se implantar e manter de alguma forma. Symbian, tal como o iPhoneOS, é código proprietário.

      E também tinha as correrias por fora – o Maemo > MeeGO > Tizen, o KaiOS, e o agora finado Windows Mobile.

      https://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_mobile_operating_systems

    2. Acho que não era só uma questão de investimento, mas de timing. (Fosse só investimento, a Microsoft estaria até hoje com o Windows Phone.) A verdade é que todas as incumbentes do setor desdenharam pesadamente do iPhone e demoraram horrores a reagir. Quando se deram conta do tamanho do tsunami, já era, não dava mais tempo de correr atrás da Apple (e do Google, que, nesse sentido, foi visionário e ágil).

  3. O design é tão acertado que poderia tranquilamente ser relançado hoje, dez anos depois, sem nenhuma modificação e ainda ser um dos smartphones mais bonitos do mercado (ok, com algumas polegadas a mais de tela).

    1. Concordo! O aparelho em si era muito bonito e o sistema também. Só uma atualização para um hardware e um software com recursos mais modernos e ficaria uma beleza.

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