O BTG Pactual comprou o Kinvo, um app de consolidação e acompanhamento de investimentos, por R$ 72 milhões. A aquisição faz parte da estratégia de expansão do banco no segmento de varejo de investimentos. O BTG promete que nada muda no Kinvo, que continuará operando com uma gestão independente. O app conta com 700 mil usuários. Em nota, Moacy Veiga, fundador do Kinvo, disse que em breve uma versão “completamente reformulada e com novos recursos” do app será lançada. Via Kinvo.
O que Telegram e Manual do Usuário têm em comum? A visão sobre publicidade digital e privacidade.
Pavel Durov, CEO do Telegram, já disse que considera anúncios direcionados “imorais” e não deve recorrer a esse artifício quando o aplicativo passar a veicular anúncios. Na matéria do Wall Street Journal desta terça (16), sobre a dívida do Telegram, um porta-voz do aplicativo disse que pretendem mostrar que “a publicidade precisa, baseada em contexto, não só é uma alternativa ética à publicidade direcionada, mas que também pode ser tão eficiente quanto”. Nós também.
Quem apoia o Manual do Usuário, um lugar legal na internet, tem agora mais um benefício: debates mensais com o Guilherme Felitti, colunista do Tecnocracia. Uma vez por mês, ele abrirá o Chat de Voz no nosso canal no Telegram para conversar sobre os temas que costumam estar na pauta do podcast.
O primeiro encontro será no dia 24 de março, a partir das 18h30.
Para participar, basta apoiar o Manual no plano II (R$ 16) ou superior. Além desse benefício, você ainda receberá relatórios de transparência mensais do projeto, concorrerá ao sorteio de livros todo mês, poderá entrar no grupo do Telegram e acompanhar as gravação do Guia Prático, o outro podcast da casa, ao vivo.
(Se você já é assinante abaixo do plano II e quiser elevar o valor para participar, ou assina o plano II e não está no grupo do Telegram, envie um e-mail.)
Em breve, o Dropbox Password será disponibilizado para usuários da versão gratuita do Dropbox. Com limitações: apenas 50 senhas poderão ser salvas e a sincronia valerá para até três dispositivos. Ainda assim, é mais uma alternativa sem custo ao LastPass. Via Dropbox (em inglês).
Aquele livro que sai mais barato comprado na Amazon custa caro às editoras. A empresa norte-americana está pressionando editoras brasileiras a aumentarem o desconto das obras (de 55% para 58%) e a abrirem mão de uma “taxa de marketing” de 5%. Um grupo de 120 editoras se prepara para responder à tentativa de arrocho pela Amazon. Via Publish News.
O enorme crescimento do Telegram não veio de graça. Segundo o Wall Street Journal, a empresa está emitindo dívida no valor de US$ 1 a 1,5 bilhão para manter os servidores ligados e saldar uma dívida com investidores que entraram naquele esquema de criptomoedas que o Telegram lançou em 2017. (Deu ruim, os Estados Unidos melaram o negócio e, no final de abril, o Telegram precisará pagar US$ 700 milhões a investidores nada satisfeitos com o investimento, pois perderam grana.)
A matéria cita alguns caminhos que o Telegram deverá buscar para gerar receita. Além de um IPO, fala também em anúncios. (O próprio Durov, CEO do Telegram, já havia dito isso em seu canal oficial.) Os anúncios seriam veiculados apenas em canais (tipo o do Manual) e não seriam gerenciados pelo Telegram, mas por empresas parceiras espalhadas pelo mundo. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).
A partir de 1º de julho, o Google passará a cobrar 15% sobre itens digitais e serviços de apps distribuídos pela Play Store até US$ 1 milhão em vendas em cada ano. A nova política, que representa um corte de 50%, vale para todos, do desenvolvedor indie que vive do app à Netflix e ao Spotify. O que passar de US$ 1 milhão no ano será taxado em 30% (e somente o excedente, ou seja, o primeiro milhão continuará taxado em 15%). Via Android Developers Blog (em inglês).
Eu esperaria algo assim da Apple, dado o histórico das duas empresas. A solução que a Apple inventou para aliviar a pressão sobre o monopólio da App Store é super complicada e coloca desenvolvedores cujo faturamento anual ronda US$ 1 milhão em um dilema que poderia ser evitado — cessar as vendas para não furar o teto e perder o benefício, ou furá-lo e ter todo o faturamento do ano taxado em 30%?
Prestes a completar um ano, o Clubhouse finalmente permitirá convidar pessoas para o aplicativo sem que seja necessário ceder toda a agenda de contatos. Outras novidades incluem links compartilháveis para perfil ou clube, filtros de idiomas e o lançamento de um fundo de apoio para 20 “criadores”. Via @joinClubhouse/Twiter (em inglês).
Na última quinta-feira (11), uma arte digital na forma de uma NFT (token não-fungível) do artista Beeple foi vendida em um leilão organizado pela Christie’s por US$ 69,3 milhões, sendo US$ 60 milhões pagos da obra e US$ 9,3 milhões em taxas à casa de leilões. Muito se repercutiu sobre a venda, como se ela fosse um atestado da validade e viabilidade das NFTs, mas a história tem bases bastante questionáveis.
A jornalista independente Amy Castor descobriu a identidade do comprador e revelou as relações espúrias entre ele, Beeple e criptomoedas em geral. A compra, incluindo a comissão à Christie’s, foi paga na criptomoeda ETH. A Metapurse, uma empresa de investimentos em NFTs, é propriedade de Metakovan, pseudônimo que Amy acredita ser de Vignesh Sundaresan, que atualmente vive em Singapura. (A Bloomberg confirmou a ligação entre Metakovan e Metapurse.) A empresa oferece um fundo de NFTs de artes do Beeple, acessível mediante a compra da sua própria criptomoeda, a B20, da qual detém 59% do total. Beeple tem uma reserva de 2% da B20.
A B20 se valorizou quase 6.300% entre 23 de janeiro, quando foi lançada (US$ 0,36), até o pico (US$ 23). Eu não entendo muito de contabilidade e finanças, mas a impressão é de que fizeram todo esse circo para vender uma arte por US$ 69 milhões, porém pagos com dinheiro de Banco Imobiliário a fim de levantar alguns milhões em dólares. Sem entrar no mérito artístico (veja a obra, intitulada “The First 5000 Days”), todo esse esquema tem cara, cheiro e forma de picaretagem. Será que é? Via Amy Castor (em inglês), Bloomberg (em inglês).
Achados e perdidos #7
Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.
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— O vídeo tem apenas 76 segundos, mas eu poderia passar muito mais tempo vendo este cara tocar músicas do Super Mario Bros. em uma marimba usando quatro baquetas.
A próxima versão do Telegram (7.6) virá com muitos recursos para equipará-lo ao Clubhouse em seu recurso Chat de Voz: levantar a mão para falar, gravação das conversas, Chat de Voz em canais, nomes personalizados e links de convite direto para os Chats de Voz. Via @DicasTelegram/Telegram.
Nesta quinta (11), o blog da equipe do Chromium publicou um post detalhando avanços na economia de memória e outros recursos do computador rodando o Chrome 89. Faz alguns anos que não uso o Chrome e, quando o usava, não tinha problemas com uso excessivo de memória. Tenho a sensação de que todo mês/toda nova versão do navegador do Google traz “melhorias de gerenciamento de memória e de desempenho”. A quem o usa, tem surtido efeito? Via Chromium Blog (em inglês).
Em breve, a Netflix poderá acabar com o compartilhamento indiscriminado de senhas do serviço. Lá fora, alguns usuários reportaram que, ao tentarem logar no serviço, receberam uma mensagem dizendo que é preciso viver na mesma casa do dono da conta para usá-la e o pedido por um código temporário. Os termos de uso da Netflix preveem que o compartilhamento só pode ser feito com pessoas da mesma família (item 4.2), mas a empresa nunca aplicou essa regra, ao contrário do Spotify. Estima-se que 1/3 dos +200 milhões de assinantes da Netflix compartilhem suas senhas. À CNBC, a empresa informou que “o teste foi projetado para ajudar a garantir que as pessoas usando contas da Netflix estão têm autorização para isso”. Via The Streamable (em inglês), CNBC (em inglês).
O Cade proibiu o iFood de fechar novos contratos de exclusividade com restaurantes. A reclamação foi feita em outubro de 2020 pela Abrasel, e contou com o apoio das rivais Rappi e Uber. Contratos já assinados continuam valendo. Via LABS.
Post livre #259
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.