O Raspberry Pi 400, aquela versão do computador embutida em um teclado, chegou oficialmente ao Brasil. Só que o preço assustou: R$ 999. Para contexto, lá fora ele sai por US$ 70, cerca de R$ 390 em conversão direta na cotação atual. Via FilipeFlop.
O PagSeguro lançou o PagPhone, um celular que é também maquininha de cartão. Era esperado que alguém fosse fazer um produto desses (o comercial brinca com a ideia evolutiva), mas me chama que ele tenha chegado neste momento, com uma pandemia provocada por um vírus altamente transmissível. Afinal, é um aparelho que passa pelas mãos de vários clientes o dia todo e depois volta ao bolso e para momentos íntimos do dono. Será que alguém pensou nisso lá dentro? Via PagSeguro.
Hoje eu descobri que o Facebook/WhatsApp é dono da marca Zap Zap no Brasil. Via INPI.
O cafezinho (virtual) da firma virou arena de embates políticos
Quando as empresas de tecnologia, em particular as norte-americanas, ascenderam das suas garagens para grandes escritórios luxuosos e se infiltraram nos corredores do poder, atraíram para si questões políticas que nem nos sonhos mais malucos seus fundadores imaginavam que teriam que lidar.
Post livre #266
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.
Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.
— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify
Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente.
Para o Spotify, essa fala em seu último programa não é problemática, embora a plataforma já tenha comunicado, anteriormente, que proíbe programas que “promovam conteúdo falso, enganoso ou que desinforme sobre COVID-19 que possa causar danos físicos e/ou represente uma ameaça direta à saúde pública”. Via Media Matters for America (em inglês), The Verge (em inglês).
Alguns leitores me indicaram o Mighty, um novo navegador que promete ser um “Chrome mais rápido” e que “usa 10 vezes menos memória” que o Chrome (ou 10%, certo?).
Como? Fazendo streaming da web. É um pouco difícil de entender porque a ideia parece errada, mas é isso mesmo: um navegador que se conecta a outro navegador em servidores potentes (na nuvem), que são bem mais rápidos que o seu computador, como se fosse uma Netflix, só que para acessar o Facebook ou seu extrato bancário. Se pareceu-lhe uma ideia estúpida, calma que piora: é pago. O preço ainda não está definido, mas o formulário para solicitar acesso ao serviço fala em até US$ 50 por mês.
Coisas como esse Mighty só viram realidade porque a web foi desfigurada e, hoje, acessar o Facebook ou qualquer site “moderno”, eufemismo para sites pesados, exige computadores super potentes. Eu poderia apostar uns trocados que existem maneiras melhores de atacar esse problema do que fazendo streaming de navegador.
Semana passada, o YouTube removeu um vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em que ele promovia o “tratamento precoce”. Na sexta (23), após questionado pelo G1, o YouTube removeu mais quatro vídeos de Bolsonaro. Pelas regras da plataforma, bastam três vídeos removidos por infrações às suas diretrizes para que um canal seja removido.
Não foi o que aconteceu com o de Bolsonaro, graças a uma manobra casuística. Na quinta (22), o YouTube anunciou um “período de carência” para novas regras que, convenientemente, livrou o canal de Bolsonaro de ser banido. Num post em forma de perguntas e respostas, Alana Rizzo, gerente de políticas públicas do YouTube no Brasil, disse que:
A política [de remover vídeos que promovem o “tratamento precoce”] será aplicada a todos os vídeos na plataforma, inclusive de maneira retroativa. Vale dizer que, quando atualizamos uma regra, algumas vezes oferecemos aos criadores um “período de carência” para que possam compreendê-la e se adaptarem. Isso significa que vídeos postados antes da mudança ou até um mês depois da atualização são removidos do YouTube, mas não geram um Aviso (strike) como penalidade. Depois desse período de carência, os criadores que postarem novos vídeos em desacordo com a diretriz passam a receber sanções, por isso, precisam redobrar a atenção.
Toda vez que alguém de grande projeção, como o presidente do Brasil, ultrapassa a linha do inaceitável, o YouTube a apaga e a redesenha um pouco mais além. Não é um problema exclusivo do YouTube, e tudo isso ajuda a explicar o buraco profundo em que nos metemos. Via G1.
Nesta segunda (26), o Spotify anunciou um reajuste dos seus planos premium no Brasil. Abaixo, um “antes e depois”:
| Plano | Preço antigo | Preço novo | % reajuste |
|---|---|---|---|
| Individual | R$ 16,90 | R$ 19,90 | 17,7% |
| Duo | R$ 21,90 | R$ 24,90 | 13,7% |
| Estudante | R$ 8,50 | R$ 9,90 | 16,5% |
| Família | R$ 26,90 | R$ 34,90 | 29,7% |
Quem já é cliente terá dois meses de carência com os preços antigos. O Spotify é a primeira plataforma de streaming musical que sai da faixa dos R$ 16,90, praticamente padrão no setor. Via TechTudo.
Achados e perdidos #13
Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.
No último Guia Prático, falamos de newsletters. A Jacque puxou o assunto Substack e, por curiosidade, fiz uma rápida consulta no nosso diretório e descobri que 28% das 100 newsletters listadas lá, ou quase 1/3, são disparadas do Substack.
Como digo no podcast, tenho um pé atrás com o Substack pelo seu modelo de negócio e possíveis mudanças futuras por pressão de investidores. Já aconteceu (mais de uma vez) com o Medium, outra plataforma bancada por capital de risco, pode acontecer com o Substack também.

Em e-mail enviado a seus clientes na manhã desta sexta (23), a Cabify anunciou que deixará de operar no Brasil. Segundo o comunicado, a empresa encerrará suas operações aqui no dia 14 de junho.
A Livraria Cultura lançou um curioso modelo de assinatura, o +Cultura Pass. Por R$ 14,90 ao mês, o assinante tem direito a emprestar um livro por mês em qualquer loja da rede, lê-lo e depois devolvê-lo. Tipo uma biblioteca pública, porém pago e, em vez de multa, se o assinante não devolver o livro em até 30 dias, a Cultura entende que ele quer mantê-lo e lança uma cobrança com 20% de desconto sobre o valor de capa. A assinatura ainda traz outras vantagens, como descontos na compra de livros e acesso ilimitado à Ubook, plataforma de áudiolivros. Via PublishNews.
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