Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Gráfico com a fatia de vendas online de acordo com o setor em junho de 2021. No geral, internet respondeu por 21,2% das vendas.
Gráfico: Valor/Reprodução.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mensurou o impacto da pandemia nas vendas online do varejo. De 9,2% antes da pandemia, elas mais que dobraram e chegaram a 21,2% em junho deste ano. Do Valor (com paywall), via Juliano Nóbrega.

A última versão do HalloApp (no iOS, 1.8) traduz a interface do aplicativo para o português do Brasil. Gratuito, para Android e iOS.

O HalloApp é uma espécie de híbrido entre WhatsApp e Instagram, focado em privacidade, sem contadores nem publicidade, e que limita seguidores àqueles que têm seu número na agenda de contatos. Foi criado por dois ex-funcionários do WhatsApp. Saiba mais.

YouTube e Spotify estão testando planos intermediários e mais baratos das suas assinaturas.

O YouTube Premium Lite, em testes em alguns países europeus, custa € 6,99, redução de 41,7% em relação ao preço do Premium convencional (€ 11,99). A única vantagem do novo plano mais barato é a remoção dos anúncios. Os outros recursos, como YouTube Music, download de vídeos para execução offline e com a tela do celular apagada, não entram no pacote. Mantida o mesmo desconto, o YouTube Premium Lite custaria R$ 12,20 no Brasil (o preço do Premium regular, aqui, é de R$ 20,90). Via Resetera (em inglês).

Já o Spotify Plus, também em testes, vai no sentido contrário: é uma oferta super barata que mira em usuários do plano gratuito do serviço. Por US$ 0,99, ou 10% do preço da assinatura regular do Spotify Premium nos EUA (US$ 9,99), os usuários continuam ouvindo anúncios sonoros entre as músicas, mas têm acesso a todas as funções da assinatura convencional, como ouvir qualquer música a qualquer momento e poder pular quantas faixas quiserem. No Brasil, mantido o desconto percentual, o Spotify Plus custaria R$ 1,99. Via The Verge (em inglês).

Vários modelos do Pixel 6 e Pixel 6 Pro, em diversas cores, espalhados sobre uma superfície cinza.
Foto: Google/Divulgação.

Os celulares Pixel, do Google, nunca foram lançados no Brasil e deverão continuar assim. Nesta segunda (2), o Google anunciou o Pixel 6 e Pixel 6 Pro, e vale a menção aqui porque, corroborando rumores, os novos modelos virão com um chip próprio, chamado Tensor. O Google se junta a outras poucas empresas do setor capazes de desenharem seus próprios chips — Apple, Huawei e Samsung. E que visual legal, o dos Pixel 6, não?

Os aparelhos serão lançados no outono (primavera para nós), sem preço relevado — mas espere por preços salgados. Via Google (em inglês).

Se você precisar do suporte de uma grande empresa de redes sociais, como o Facebook, ou do Google, boa sorte. Elas simplesmente não têm pessoas nessa frente. Em vez disso, serviços automatizados são o único canal que usuários com problemas em suas contas têm para tentar resolvê-los.

Até aqui, nada de novo. Nos Estados Unidos, alguns usuários encontraram um “atalho” para serem atendidas dignamente pelo Facebook. Eles estão comprando o Oculus Quest 2, um capacete de realidade virtual do Facebook de US$ 299 (cerca de R$ 1,5 mil), e acionando o suporte do Facebook a partir desse produto. A Oculus é do Facebook.

Em outras palavras, ao deixarem de ser usuários e virarem clientes, o Facebook magicamente passa a lhes dar atenção. Não funciona sempre, mas há relatos positivos em redes sociais. Depois de reaverem a conta do Facebook, obrigatória para o uso do Oculus Quest 2, esses usuários/clientes devolvem o produto à loja e recuperam o gasto. Genial. Via NPR (em inglês).

As sanções administrativas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) começaram a valer neste domingo (1º). O rol de punições às empresas infratoras está no artigo 52 da lei, e inclui medidas como advertências, suspensão no tratamento de dados e multa de até 2% do faturamento anual da empresa, limitado ao teto de R$ 50 milhões.

Um levantamento da Fundação Dom Cabral com 207 companhias, sendo 95% de médio e grande porte, constatou que 40% ainda não estão preparadas para a LGPD. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar e aplicar as sanções da LGPD, não descarta punir empresas desde já, mas, a princípio, o órgão fará uma abordagem educativa, de orientação. Via O Globo, Jota (com paywall).

Achados e perdidos #27

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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O Mastodon, rede social de código aberto e descentralizada (conheça), agora tem um aplicativo oficial para iOS. A primeira impressão é ótima: o app é bonito e parece rápido.

A propósito, o Manual do Usuário está no Mastodon. Siga-nos lá!

O Framework foi lançado (lá fora) e é tudo o que se esperava dele. O iFixit, publicação/loja que analisa a reparabilidade de eletrônicos comerciais, deu nota 10 ao notebook, algo raro. O mais legal é que ter tais características não fazem o Framework ser feio, grosso ou pesado, argumento comumente usado pela indústria para encher o interior desses produtos de cola e componentes soldados. É só falta de vontade e de priorizar o que realmente importa. Via iFixit/YouTube.

Uma combinação maravilhosa seria o notebook da Framework e o celular da Fairphone. Infelizmente, nenhum dos dois é vendido ou sequer enviado ao Brasil.

Manual de dentro para fora

O Manual do Usuário é uma publicação digital aberta, acessível, gratuita e sem paywall. Para continuar no ar, oferecemos um programa de apoios/assinaturas baratinho, mas que nos ajuda muito. Como recompensa, os(as) apoiadores(as) ganham mais formas de interagir e acesso aos bastidores do site. Nos próximos dias, essas vantagens serão temporariamente liberadas a todos.

“Manual de dentro para fora” é a nova campanha de fomento a apoios/assinaturas do Manual. Dentro do possível, abriremos as portas das (poucas) partes restritas do site, tipo um ~open house. O “diário de bordo”, por exemplo, um relato de bastidores com estatísticas e detalhes da operação que envio todo mês a quem nos apoia, em agosto será enviado a todos(as) os(as) inscrito(as) na newsletter. A gravação ao vivo do Guia Prático, que os membros do nosso grupo de apoiadores no Telegram sempre acompanham, semana que vem será transmitida em nosso canal público no app, disponível para qualquer pessoa.

O Manual é e sempre será gratuito — é parte do nosso compromisso — e não há problema algum em acompanhá-lo, participar dos debates nos comentários e interagir sem pagar. De verdade, zero problema. Mas para que ele continue no ar, saudável e independente, precisamos de um mínimo de receita recorrente, um piso que ainda não foi atingido. Se você puder, considere tornar-se um(a) apoiador(a).

Obrigado!

Ilustração do topo: Toia Cruz.

Jardineiros digitais

Quando Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web, em 1990, criou junto um navegador web chamado WorldWideWeb, assim mesmo, sem espaços. Ele tinha duas funções: exibir sites e editá-los em tempo real, direto na página, como se fosse um documento do Word.

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Post livre #279

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

Desolador o impacto da alta dos combustíveis no trabalho dos motoristas e entregadores de aplicativos. Via G1.

Do gasto diário de um motorista, a gasolina representa entre 40% e 50%. A taxa paga aos aplicativos gira em torno de 25%. Para boa parte dos condutores, há ainda o pagamento de parcelas do veículo ou locação.

A Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp) estima que 25% dos motoristas deixaram de dirigir na cidade, em relação ao total do início de 2020.

Nos apps de delivery, a pandemia teve um efeito contrário ao dos motoristas na pandemia, aumentando a demanda e, com isso, o número de entregadores circulando nas ruas, o que fez cair os preços das corridas. O segundo impacto em um ano, o do aumento no preço dos combustíveis, tem feito muitos deles trabalharem mais — e ficarem mais suscetíveis a acidentes:

O aumento de acidentes de moto é flagrante. Os últimos números do Infosiga SP mostram que o número de acidentes com motociclistas na capital paulista saltou de 1.011 em abril de 2020 para 1.584 em junho de 2021 (alta de 56,6%). As mortes subiram 58,8%, de 17 para 27.

O TechDirt, site de tecnologia norte-americano fundado em 1997, livrou-se do Google Analytics e da plataforma de publicidade programática do Google. Parabéns e bem-vindo ao grupo!

No post em que anuncia o feito, Mike Masnick, fundador do TechDirt, relata algumas das dificuldades que tiveram para remover o Google Analytics. Outras plataformas de publicidade que eles testaram para substituir a do Google traziam seus próprios códigos do Google Analytics, sintoma (um dos vários) do estado de uma indústria moralmente falida e totalmente dependente da Big Tech. Por ora, o TechDirt está sem qualquer tipo de publicidade.

(O código do site ainda carrega um arquivo CSS do Google Fonts, porém. Imagino que alguém dará um toque a eles, porque de todos os recursos que o Google fornece, fontes web são o mais fácil de abdicar.)