Bruna Santos: As reações das empresas de tecnologia à guerra na Ucrânia

O assunto deste Guia Prático é a invasão russa à Ucrânia. Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa recebem a Bruna Santos, pesquisadora visitante no Centro de Ciências Sociais de Berlim (WZB) e membro da Coalização Direitos na Rede, para debater como as medidas tomadas por empresas ocidentais — em especial as de tecnologia — podem afetar a escalada da Rússia no conflito e, ao mesmo tempo, ajudar ou prejudicar os russos contrários à investida bélica de Vladimir Putin.

(mais…)

Twitter dificulta a vida de quem prefere a timeline cronológica

O Twitter alterou o funcionamento da tela inicial do seu app para iOS, tornando impossível definir a timeline cronológica como padrão. Agora, o botão das estrelinhas (✨) ativa uma nova aba de “Últimos posts” (cronológica), que fica ao lado da “Home” (algorítmica), que continua sendo a padrão. Antes, o botão alternava entre elas e mantinha a seleção do usuário. A novidade chegará em breve ao Android e web.

Para quem prefere a timeline cronológica (e/ou manter a sanidade), aplicativos de terceiros são uma boa alternativa, como o TweetDeck(web/computadores), Tweetbot (iOS), Harpy e Fenix 2 (Android). Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

Meta libera posts de incitação à violência contra invasores russos em países no entorno do conflito

A Meta abriu uma exceção à diretriz das suas redes sociais que proíbem conteúdo de incitação à violência. Na Rússia e em alguns países do seu entorno, usuários do Facebook e do Instagram agora podem desejar a morte de invasores russos sem que o conteúdo seja vetado pela moderação.

A diretriz também abre espaço para posts que se refiram à morte dos presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Alexander Lukashenko (Belarus), aliado do Kremlin e conhecido como o último ditador da Europa.

O e-mail interno, revisado pela Reuters, que deu a notícia em primeira mão, diz que a permissão só se aplica ao exército russo e no contexto da invasão da Ucrânia: “A política de Discurso de Ódio continua proibindo ataques aos russos.” Em nota à Reuters, um porta-voz da Meta reforçou esse aspecto da nova orientação.

A embaixada da Rússia nos Estados Unidos condenou a nova diretriz da Meta e exigiu que o governo de Joe Biden interfira e pare o que chamou de “atividades extremistas” da empresa de redes sociais. Via Reuters (2) (em inglês).

Abuso e assédio na blockchain 

Abuso e assédio na blockchain (em inglês), no blog da Molly White:

“Como esta tecnologia será usada para abusar e assediar pessoas?” é um tipo de questionamento que com frequência não é feito, em especial porque a demografia das pessoas que estão sob maior risco de serem vítimas tende a ser subrepresentada na indústria. […]

No frenesí de atrair investimentos de risco e conquistar novos usuários e investidores para tecnologias baseadas em blockchain, esse questionamento, mais uma vez, não está sendo feito. Enquanto os proponentes da blockchain falam de um “futuro da web” baseado em livros-caixa públicos, anonimato e imutabilidade, nós que somos assediadas na internet observamos horrorizadas [tais características] como vetores óbvios para abuso e assédio sendo negligenciados, quando não vendidas como recursos.

Reação do Telegram alivia, mas não resolve desinformação eleitoral no Brasil

Homem branco, de cabelo curto, vestindo terno e com o olhar apreensivo olhando para cima.

por Guilherme Felitti

Todo ser vivo vive para reproduzir e não existe reprodução consentida que não envolva lubrificação1. O objetivo é sempre levar o gameta masculino ao encontro do gameta feminino. Quando a coisa fica quente, todo corpo animal tem métodos bastante eficientes de facilitar a reprodução. No homem, um dos principais são os chamados corpos cavernosos. Quando ele se excita, os corpos cavernosos se enchem de sangue, o que resulta na ereção. Nas mulheres, quem faz o papel de facilitar a penetração e, consequentemente, a fecundação são as glândulas de Bartholin, duas glândulas alveolares do tamanho de ervilhas localizadas na entrada da vagina. Quando a mulher se excita, as glândulas de Bartholin secretam muco que lubrifica a entrada e o corpo vaginal, como forma de facilitar a penetração.

(mais…)

iMovie ganhará recurso para criar vídeos automáticos

O iMovie, editor de vídeos super simples da Apple, ganhará dois novos recursos em abril: Magic Movie e Storyboards. O primeiro lembra muito as Memórias do Fotos, presente desde o iOS 10. Ele meio que monta o vídeo automaticamente a partir de vídeos e fotos carregados no projeto. No Fotos, é um negócio mágico. Demorou para aparecer no iMovie, onde ele parece ser mais poderoso, com 20 opções de estilos de vídeo.

Stodyboards são modelos de tipos de vídeos para auxiliar a produção pelo usuário. Parece uma variação mais manual do Magic Movie.

Apesar da boa novidade, não foi desta vez que o iMovie ganhou uma opção de GC (gerador de caracteres) livre. É algo básico, mas ausente no aplicativo e de maneira alguma suficiente para fazer alguém pagar R$ 1,7 mil no Final Cut Pro, o “iMovie Pro” da Apple. Via Apple, Apple Insider (em inglês).

TikTok agora tem uma distribuidora de música

O TikTok lançou uma distribuidora de música digital, a SoundOn. Por ela, músicos podem distribuir seu trabalho nas plataformas da ByteDance — o próprio TikTok, o streaming de música Resso e o aplicativo de edição de vídeo CapCut —, além de plataformas rivais populares, como Spotify, Apple Music e Deezer.

Nas plataformas da ByteDance, os músicos recebem 100% dos royalties. Nas rivais/de terceiros, o repasse é de 100% no primeiro ano e 90% depois.

Além de cuidar da burocracia da distribuição, a SoundOn promete colocar as músicas dos seus representados à disposição da audiência gigantesca do TikTok e do seu poder de viralização. A proposta tem mais apelo junto a músicos novatos.

A SoundOn está disponível no Brasil, Estados Unidos, Indonésia e Reino Unido. Via TechCrunch (em inglês).

Grupos do Facebook ganham opção para rejeitar conteúdo falso automaticamente

Já faz alguns anos que os grupos são o motor de crescimento (ou o que sustenta a relevância) do Facebook. Nesta quarta (9), a Meta lançou novas ferramentas para ajudar os administradores de grupos a fazerem seu trabalho.

A mais interessante é uma opção que, se ativada, rejeita automaticamente publicações dos membros “identificadas como portadoras de informações falsas” pelas agências de checagem de fatos parceiras da Meta. Com isso, a empresa espera reduzir a disseminação de desinformação nos grupos. Via Meta.

Substack lança aplicativo próprio para ler newsletter

O Substack lançou seu esperado aplicativo para leitura de newsletters, cumprindo promessa feita no final de 2020. É um erro — se não para o próprio Substack, certamente para a maioria das newsletters hospedadas lá, seus donos e leitores/inscritos.

Newsletters vivem no e-mail, um local onde as pessoas estão habituadas a ir e que lhes dá controle. É exatamente isso que as diferencia de outros locais como a web, redes sociais e aplicativos. O eterno “renascimento” das newsletters é, em parte, reflexo da ressaca de estímulos que esses outros locais, que dependem de engajamento, despejam em nós. O Substack mostra-se como mais um desses.

“O framework do Substack tem crescido com base no e-mail e na web, mas agora novas coisas são possíveis”, diz o anúncio. Soa como a uma ameaça.

Newsletters já têm um aplicativo. Chama-se “e-mail”.

Por ora, o aplicativo (do Substack) só está disponível para iOS. Android deve vir em seguida. Via Substack (em inglês).

Atualização (14h36): Por padrão, o aplicativo do Substack interrompe o envio de e-mails das newsletters. O Substack declarou guerra ao e-mail.

Detalhes (e valores) do impasse entre fundadores que ameaça o elementary OS

O Archive.org salvou os posts excluídos no fio em que Danielle Foré expõe a celeuma que ameaça o futuro do elementary OS. Embora tenham sido classificados como dispensáveis para compreender a situação da empresa, achei-os bastante elucidativos.

Danielle se ofereceu para comprar a metade de Cassidy James, o co-fundador que está saindo do dia a dia da operação, por US$ 26 mil. O valor surpreende — baixíssimo para uma operação desse porte. Cassidy, num primeiro momento, topou, mas depois voltou atrás, acionou seus advogados e exigiu um pagamento imediato de US$ 30 mil, outro de US$ 70 mil em até dez anos e 5% da empresa.

O impasse continua e o futuro do elementary OS segue incerto. Via Archive.org (em inglês).

Imposto de Renda 2022 exige declaração de NFTs, bitcoin e outras criptos

Em 2021, a Receita Federal passou a exigir a declaração de criptomoedas, com o bitcoin, no imposto de renda. Neste ano, a exigência foi estendida a outros criptoativos, como NFTs e stablecoins. Os ganhos obtidos com a valorização desses criptoativos são sujeitos à tributação, num esquema parecido com o de ações, ou seja, ganhou auferido na venda dos ativos. Via Bloomberg Línea.

O prazo para a declaração do IR começou nesta segunda (7) e vai até 29 de abril. Os aplicativos podem ser baixados no site da Receita Federal.

M1 Ultra e Mac Studio: para quem é todo esse desempenho?

Quando a Apple anunciou os primeiros Macs com seu próprio chip (M1), no final de 2020, todos ficaram impressionados com o desempenho. Nesta terça (8), conhecemos o quarto e último chip da família, o M1 Ultra, que consiste em dois M1 Max grudados e, segundo a Apple, oferece desempenho a par com os melhores chips X86 (Intel, AMD) e placas de vídeo dedicadas consumindo até 200 W menos energia.

O M1 Ultra está no novíssimo Mac Studio, o novo computador da marca — visualmente, lembra um Mac Mini “gordinho”. No evento, a Apple também apresentou o Studio Display, monitor de 27 polegadas com uma webcam e sistema de som decentes.

Para quem é o Mac Studio e o M1 Ultra? Para poucos. Seu desempenho só tem aplicação para usuários comuns em jogos, e dado que o suporte a jogos de alto desempenho no macOS é pífio, não tem lógica investir tanto dinheiro em um computador poderosíssimo para atividades mundanas, como acessar sites de notícias e redes sociais, fazer pequenas edições de imagens e… sei lá, declarar o imposto de renda. Para esses, o M1 original ainda sobra.

Os preços dão uma ideia do segmento a que os novos produtos da Apple se destinam. No Brasil, o Mac Studio com o M1 Ultra custa a partir de R$ 47 mil. (Existe uma versão com o M1 Max, de R$ 23 mil.) O Studio Display parte de R$ 18 mil.

Ah, e ainda não acabou. Como que num “teaser”, a empresa deixou no ar que ainda falta um Mac para ser atualizado com os novos chips próprios: o Mac Pro, supostamente o mais poderoso do portfólio da Apple. Via Apple (2).