O Banco Central recebeu tantos acessos de brasileiros querendo saber se tem algum trocado daqueles R$ 8 bilhões esquecidos em contas bancárias que o site inteiro caiu. Para dar conta da demanda, o BC tirou o Sistema Valores a Receber (SVR) do ar e avisa, em seu site, que ele retornará no dia 14/2 com a capacidade “fortemente ampliada para atender a todos os cidadãos com estabilidade e segurança”. Via Banco Central.
Backup e sincronia de arquivos sem nuvens comerciais, só com software livre
Admitamos desde já: somos preguiçosos. Quando algo funciona, ainda que não da maneira ideal, a tendência é deixar estar, seguir a vida. Essa era a minha postura em relação a backups remotos. Por muito tempo usei nuvens comerciais, os iCloud, Dropbox, Google Drive e OneDrive da vida, como único backup do tipo.
Resolvi mudar isso no final de 2021, motivado por aquela cisma com a Apple. Meu objetivo era substituir o iCloud, que usava para sincronizar arquivos entre celular e computador, e que por conveniência e inércia acabava sendo o meu único backup remoto.
A Diem, “stablecoin” do Facebook anteriormente chamada Libra, pode estar com os dias contados antes mesmo de ser lançada.
Segundo a agência Bloomberg, o Facebook/Meta está buscando um comprador para a tecnologia depois que órgãos reguladores dos Estados Unidos sinalizaram que a Diem não teria vida tranquila caso fosse lançada. O objetivo é levantar a maior grana possível para devolvê-la aos parceiros e investidores.
A moeda do Facebook, inicialmente chamada Libra, foi anunciada de surpresa em junho de 2019 com poucas dezenas de parceiros. Ela seria uma “stablecoin”, um tipo de criptomoeda lastreada em moedas fiduciárias — no caso, em uma cesta de moedas fortes, como dólar e euro.
A reação de governos e órgãos reguladores afugentou parte dos parceiros, então o Facebook mudou o projeto (incluindo o nome) para Diem, que passaria a ser baseada apenas no dólar. Mark Zucerberg, CEO do Facebook/Meta, chegou a depôr no Congresso norte-americano por causa da Libra/Diem.
Em 2021, David Marcus, executivo que liderava o projeto, saiu da empresa. Via Bloomberg (em inglês).
Sertanejos dominam o rádio, que turbina cachês e chega aonde internet é precária
Sertanejos dominam o rádio, que turbina cachês e chega aonde internet é precária, por Lucas Brêda na Folha de S.Paulo:
Nos últimos dias, um trecho de uma entrevista da empresária Kamila Fialho, que tem no currículo trabalhos com Anitta e Kevin o Chris, pipocou na internet. “Eu pago para tocar uma música na rádio e eles compram a rádio”, ela disse ao programa “Podcast de Música”, do YouTube, fazendo referência a artistas da música sertaneja. Mesmo exagerada, a provocação de Fialho tem algum respaldo na realidade.
Gênero mais consumido do Brasil em qualquer plataforma, o sertanejo tem uma presença ainda maior nas rádios, que são capazes de render cachês mais altos e dar fama nacional a uma música ou artista. No streaming, o ritmo também é protagonista, mas ali divide os holofotes com outros estilos, que criam alternativas para crescer sem depender das FMs.
Neil Young conseguiu: seus álbuns não estão mais disponíveis no Spotify. A medida contou com o apoio da sua gravadora, a Warner, que é quem decide no fim das contas onde a música de Neil é disponibilizada. O Spotify representava 60% das audições por streaming das músicas do cantor.
“Percebi que não poderia continuar apoiando a desinformação do Spotify que ameaça a vida do público amante da música”, escreveu Neil no comunicado, em referência ao podcast Joe Rogan Experience, um dos mais populares do mundo e exclusivo do Spotify, responsável por difundir mentiras relacionadas à vacina contra a covid-19.
Ainda é possível ouvir algumas músicas de Neil Young no Spotify, faixas presentes em compilações e trilhas sonoras de filmes. Aos órfãos dos álbuns, Neil os convida a migrarem para outros serviços. E com um bônus: vários deles, como Amazon e Apple Music, oferecem versões em alta definição, “como foram concebidas para serem ouvidas”, enquanto o Spotify ainda oferece músicas em qualidade padrão. Via Neil Young Archives (em inglês).
Post livre #302
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.
A Apple liberou novas versões dos seus sistemas operacionais que, entre outras correções, traz a que tapa uma falha grave no Safari 15 divulgada em 14 de janeiro. A falha atinge a API IndexedDB e possibilita o vazamento de dados de um site a outros abertos na mesma sessão. Baixe agora o iOS 15.3, iPadOS 15.3, macOS 12.2 (e atualizações especiais para o Big Sur e o Catalina) e watchOS 8.4. Via MacMagazine.
O escritório em casa do analista de inteligência de mercado Jorge Rodrigues
Nesta seção, leitores do Manual gentilmente abrem um pedacinho da sua intimidade para nos mostrar seus escritórios domésticos, onde trabalham, estudam e/ou se divertem, e explicam os produtos e fluxos de trabalho que usam. Veja outros escritórios e, se puder, envie o seu também. O texto abaixo é de autoria do Jorge.
O Google desistiu oficialmente do FLoC, sua controversa alternativa aos cookies de terceiros para o direcionamento de anúncios na web.
Desde o início, o FLoC foi criticado por especialistas em privacidade, temerosos pelo potencial de abuso e discriminação da tecnologia. (Entenda.) Outros navegadores que não o Chrome, buscadores que não o Google e extensões de privacidade e bloqueio de anúncios já haviam sinalizado que bloqueariam o FLoC.
Em um post no blog da empresa, o diretor de produtos Vinay Goel deu rapidamente a notícia antes de apresentar seu substituto, a API Tópicos. Trata-se de um conjunto de cinco interesses do usuário, detectados nas últimas três semanas e restritos ao Chrome, que sites e anunciantes poderão usar para direcionar anúncios.
Vinay diz que os Tópicos são limitados (350 no lançamento) e criados com cuidado, a fim de excluir assuntos sensíveis como religião e raça/etnia, e que o Chrome apresentará uma interface inteligível para o usuário excluir tópicos ou desativar o recurso. Cerca de 5% dos tópicos/assuntos enviados pelo Chrome a anunciantes serão falsos, para aumentar a proteção à privacidade do usuário.
Aqui tem uma explicação técnica da API dos Tópicos.
Em boa medida, os Tópicos parecem ser uma versão menos atabalhoada que o FLoC e limitada ao navegador — que, não sem surpresa, é do próprio Google.
O Chrome será o último dos grandes navegadores a abandonar os cookies de terceiros. O atraso se deve à necessidade do Google, uma empresa de publicidade com forte atuação na web, preparar um substituto à altura em termos de precisão e geração de receita.
Dica: o Firefox já abandonou os cookies de terceiros e vem de fábrica com várias boas configurações pró-privacidade. Via Google, Axios (em inglês).
O WordPress 5.9 “Josephine” chegou. É a primeira versão do sistema que abraça a edição completa do site: com a ajuda dos blocos, agora é possível editar o visual de todas as partes do site, de maneira interativa (“no code”), o que aproxima o WordPress de soluções como o Squarespace. A versão 5.9 traz um novo tema, o Twenty Twenty-Two, o primeiro pensado para a metáfora de blocos. “É mais que apenas um novo tema padrão”, diz o comunicado, “é uma maneira totalmente nova de trabalhar com temas do WordPress”. Via WordPress (em inglês).
Um grupo bipartidário de procuradores-gerais estaduais norte-americanos informou na segunda-feira (24) ter ajuizado processos contra o Google em seus respectivos estados.
O motivo, desta vez, é o emprego de táticas enganosas (“dark patterns”) pela empresa para coletar dados de localização dos usuários. Mesmo quando esses usuários desativavam o compartilhamento de tais dados com o Google, a empresa continuava a capturá-los usando recursos/opções paralelas a fim de usá-los para direcionar anúncios.
Pelo Twitter, Karl A. Racine, procurador de Washington DC, disse que “desde 2014, o Google tem vigiado sistematicamente seus usuários não importa quais configurações eles façam”.
Procuradores norte-americanos têm ido com tudo atrás do Google. Um processo no Texas alega práticas comerciais abusivas em serviços como Google Ads. O Google foi pra defensiva, criticando as alegações do processo como “mais calor do que luz, nós não acreditamos que elas cumpram o padrão legal para levar esse caso a julgamento”. Via Bloomberg (em inglês), O Globo.
E quando mostrar a pobreza dá dinheiro?
Alguns jovens da minoria Yi, na zona rural da província de Sichuan, China, ganham até 40 mil yuan (cerca de R$ 34 mil) por mês ao mostrar a precariedade do lugar em que nasceram.
Os influencers locais vendem produtos típicos da região nas lives, ao mesmo tempo em que esperam comover consumidores dos grandes centros urbanos sobre suas condições de extrema pobreza, com as moradias precárias do vilarejo ao fundo e até mesmo usando roupas desgastadas.
Vistos por alguns como uma “espetacularização da pobreza”, os streamings são uma oportunidade fora da curva para muitos jovens que iriam abandonar os estudos e trabalhar em condições de extrema vulnerabilidade nas megalópoles do país. Mas, para algumas prefeituras locais, como a de Liangshan, toda essa exposição não condiz com os avanços que foram feitos e chega a contradizer a narrativa oficial do fim da pobreza extrema na China. Elas sugerem outro modelo de geração de renda por meios digitais, como já falamos por aqui. A reportagem é de Ji Guangxu para o Sixth Tone e vale um bom cafezinho.
A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.
Quero que você informe imediatamente ao Spotify HOJE que quero todas as minhas músicas fora da plataforma. Eles podem ter [Joe] Rogan ou Young. Os dois, não.
— Neil Young, em carta enviada a seus agentes e gravadora.
A demanda do músico canadense é um protesto contra o podcast de Joe Rogan, um dos mais populares do mundo. Rogan é um notório negacionista da vacina contra a covid-19.
Em maio de 2020, Joe Rogan e o Spotify firmaram um acordo para tornar o podcast exclusivo da plataforma de streaming. O valor não foi divulgado, mas especula-se que tenha sido na casa dos US$ 100 milhões. Via Rolling Stone (em inglês).
Existe R$ 8 bilhões em contas de pessoas físicas e de empresas esquecidos em contas correntes e poupanças nos bancos brasileiros. O Banco Central criou uma ferramenta online para que você verifique se tem saldo a receber e, se sim, o receba via Pix. Para fazer a consulta, é preciso ter um cadastro no gov.br ou no Registrato do BC. Neste momento (8h50), o site inteiro do BC está lento ou inacessível. Via Folha de S.Paulo.
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