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Sertanejos dominam o rádio, que turbina cachês e chega aonde internet é precária

Sertanejos dominam o rádio, que turbina cachês e chega aonde internet é precária, por Lucas Brêda na Folha de S.Paulo:

Nos últimos dias, um trecho de uma entrevista da empresária Kamila Fialho, que tem no currículo trabalhos com Anitta e Kevin o Chris, pipocou na internet. “Eu pago para tocar uma música na rádio e eles compram a rádio”, ela disse ao programa “Podcast de Música”, do YouTube, fazendo referência a artistas da música sertaneja. Mesmo exagerada, a provocação de Fialho tem algum respaldo na realidade.

Gênero mais consumido do Brasil em qualquer plataforma, o sertanejo tem uma presença ainda maior nas rádios, que são capazes de render cachês mais altos e dar fama nacional a uma música ou artista. No streaming, o ritmo também é protagonista, mas ali divide os holofotes com outros estilos, que criam alternativas para crescer sem depender das FMs.

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8 comentários

  1. Basicamente, nessa entrevista se entende que na rádio não toca o que realmente o pessoal quer ouvir, toca o que estão pagando melhor.

    Tem trecho onde ela comenta, que tinha rádio que não tocava anita, porque poderia ser um problema pro “sertanejo”.

    É por isso um pouco que as rádios estão cada vez mais perdendo usuários para streaming. Nem no carro, eu escuto mais… só streaming.

    Porque simplesmente, eu vejo a rádio tocando uma coisa totalmente desconexa do que o publico quer ouvir.. e só ouvem por que “esta ali”.

    1. Muitas rádios da minha região optou por só tocar sertanejo. Pra mim não é nem sertanejo mais. O que tem de sertanejo nessas músicas? Nem a melodia e nem a letra remetem ao estilo de vida de um sertanejo ou um ambiente rural do Brasil. Nem estou falando do sertanejo raiz. Acho que sertanejo moderno ficou estacionado na época da ‘safra’ de duplas como Leandro e Leonardo, Zezé de Camargo e Luciano, João Paulo e Daniel…

      1. Músicas que falam de qualquer menos, menos do sertão!

        Não sei como é no resto do país, mas por aqui, mesmo Antena 1 e Alvorada, que são melhores no quesito qualidade musical, estão se degradando. Música boa mesmo, com constância, só na madrugada.

    2. O streamming também é movido pelo mesmo dinheiro, tanto que os artistas mais bombados são esses sertanejos. A diferença é que tem uma escolha, quase ilusória.

      1. Não concordo.

        É claro que na tela inicial, vai ter as musicas mais tocadas (que geralmente não são as mesmas das rádios, se vc reparar).

        Mas, isso não é uma imposição, entende?
        Você não entra la e é obrigado a escutar.

        Na minha biblioteca mesmo, eu não escuto nada que não seja do meu agrado…. porque no streaming é você que escolhe o que quer escutar.. e não o que esta tocando…

        1. Sim, concordo com você, certamente não é a mesma coisa. Mas considerando o que normalmente acontece com o cenário de ouvintes de streaming não é isso. As pessoas cada vez mais ouvem singles e não trabalhos inteiros, o que encaminha elas pra playlists, o que leva até as playlists do Spotify que são contaminadas pelas músicas de quem paga mais.

          1. A matéria da Folha diz que existe dinheiro correndo nos streamings, mas a influência do capital ali é menor que nas rádios. De qualquer forma, esses direcionamentos por vezes podem ser bem sutis. Uma música incluída numa playlist, por exemplo, é difícil detectar que aquilo ali foi “plantado” (pago).

            A gente é influenciado o tempo todo, em tudo, e em boa parte das vezes a influência só existe porque tem alguém pagando.

    3. A matéria da folha não corrobora essa visão.

      “Mesmo competindo com os meios digitais, o rádio continua relevante no Brasil. Uma pesquisa do Kantar Ibope Media de setembro de 2021 concluiu que 80% dos brasileiros ouvem rádio, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior. Hoje, as estações também têm canais no YouTube e divulgam playlists no streaming, além de alcançarem regiões com acesso precário às redes móveis e pessoas com pacotes de dados mais restritos no celular.”

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