O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.

O futuro da web é texto de marketing criado por algoritmos

O futuro da web é texto de marketing criado por algoritmos (em inglês), por Tom Simonite na Wired:

A Jasper também pode gerar conteúdo ideal para anúncios no Facebook, e-mails de marketing e descrições de produtos. Ela faz parte de um grupo de startups que adaptaram uma tecnologia de geração de texto conhecida como GPT-3, da empresa de inteligência artificial OpenAI, para satisfazer uma das demandas mais antigas da internet — criar texto de marketing que gere cliques e apareça na primeira página do Google.

A criação de textos de marketing provou-se um dos primeiros casos de uso em larga escala da tecnologia de geração de textos, que deu um salto em 2020 quando a OpenAI anunciou a versão comercial do GPT-3. Só a Jasper afirma ter mais de 55 mil assinantes pagantes, e a OpenAI diz que um concorrente tem mais de 1 milhão de usuários. A Wired contou 14 empresas que oferecem abertamente ferramentas de marketing que podem gerar conteúdos como posts em blogs, manchetes e comunicados de imprensa usando a tecnologia da OpenAI. Seus usuários falam da escrita potencializada pelo algoritmo como se ela fosse se tornar tão ubíqua quanto a verificação ortográfica automática.

“Sou um péssimo escritor e isso facilita muito criar conteúdos relevantes para o Google”, diz Chris Chen, fundador da Instapainting, que usa uma rede de artistas para transformar fotografias em pinturas de baixo custo.

Use e-mails descartáveis para fugir do spam

Imagine a situação: você topa com um e-book ou qualquer outro material digital que desperta seu interesse, mas para baixá-lo é preciso fornecer seu e-mail. O que fazer?

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Conheça o Future Shorts, o primeiro shorts masculino da Insider

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

Tem novidade na Insider: o Future Shorts, o primeiro shorts masculino da marca, aguardado há anos e, como tudo que a Insider faz, cheio de estilo e tecnologia têxtil.

As palavras que melhor definem o Future Shorts são versatilidade e elasticidade. Com design de alfaiataria casual e belas cores, é um shorts que se adapta às mais diversas ocasiões: encontros sociais, na rotina do dia a dia, em viagens e até para fazer atividades físicas. Feito com 92% poliamida e 8% elastano, é um shorts flexível — em todos os sentidos.

Na parte tecnológica, o Future Shorts não deixa por menos: é resistente à água, a cor não desbota com o tempo e lavagens, e conta com a renomada tecnologia anti-odor da Insider.

Ficou interessado, mas está em dúvida? A política de troca da Experiência Insider garante a sua tranquilidade. Conheça o Future Shorts e as outras peças da Insider com a garantia de um pós-venda atencioso e que funciona. Após o recebimento do pedido, clientes têm até 30 dias para trocar as peças ou devolvê-las, sem custo adicional.

E, claro, tem cupom exclusivo do Manual do Usuário. Informe o cupom MANUALDOUSUARIO12 antes de fechar e receba 12% de desconto em toda a loja.

Explicando o Chrome com uma história em quadrinhos e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Nesta quinta (21), a Canonical lançou o Ubuntu 22.04 “Jammy Jellyfish”, nova versão LTS da distribuição Linux. Versões LTS são aquelas com suporte prolongado, de no mínimo cinco anos. (Nas não-LTS, o suporte se encerra com o lançamento da versão subsequente.)

O Ubuntu 22.04 LTS vem com o kernel Linux 5.15, o Gnome 42 e a controversa versão Snap do Firefox e alguns outros aplicativos. O vídeo acima (em inglês), do OMG! Ubuntu!, detalha as novidades. Via Canonical (em inglês).

O ano dos games no Linux

por Cesar Cardoso

Desde que a Valve começou a se aventurar no mundo Linux em reação ao fechamento do ecossistema Windows no Windows 8, todo mundo esperava que em algum momento todo o trabalho se transformasse em algo além de um importante recuo tático da Microsoft no Windows 10; mesmo o fracasso das Steam Machines, com a desistência da Valve de criar um ecossistema de PCs-consoles para competir com Playstation e Xbox, não abalou a fé de que estava chegando a hora de levar o Linux a sério como plataforma de gaming.

Então o Steam Deck foi anunciado, e entrou em pré-venda, e começou a ser vendido, e a ser vendido, e a ser vendido… semanas e semanas subindo nas paradas de sucesso; com pelo menos seis meses de espera para receber um console reservado hoje, não há sinal de que o ímpeto vai arrefecer.

Os patches quase diários garantem que, de um início meio turbulento, o SteamOS vem ganhando estabilidade para rodar os jogos que o gamer quer jogar; a comunidade vem desenvolvendo overlays, criando patches, abrindo issues, testando jogos novos, pedindo aos publishers para otimizar seus jogos para o SteamOS. E o SteamOS é Linux, portanto todo o trabalho é revertido para a comunidade.

O Liam Dawe, do GamingOnLinux, a docking station ganhou upgrades importantes.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

Adam Mosseri, diretor responsável pelo Instagram na Meta, anunciou algumas novidades para a plataforma. A principal? Conteúdo original terá maior peso no algoritmo do feed.

Com a mudança, o Instagram mira os vídeos do TikTok repostados no Reels, nome que o recurso clonado da rede chinesa ganhou no Instagram.

E a ironia dessa história, talvez você já tenha sacado, é que a cópia do TikTok está menos tolerante com conteúdo copiado do TikTok. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

Netflix e a impossibilidade de negócios sustentáveis

Em março de 2017, o perfil oficial da Netflix no Twitter publicou que “amor é compartilhar uma senha”. Não era só uma piada do social media. Pouco menos de um ano antes, em julho de 2016, a empresa havia dito ao Business Insider que seus assinantes podiam “usar suas senhas da maneira que quisessem”, desde que não as revendessem.

A Netflix sempre tratou de forma permissiva o compartilhamento das suas senhas. Enquanto outras empresas que trabalham com assinaturas, como o Spotify, são bem rigorosas com quem pode e quem não pode usufruir do acesso compartilhado, a Netflix, como as declarações acima atestam, até incentivava esse comportamento. Era uma farra.

Uma farra está com os dias contados.

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Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp

Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp, por Gabriel Daros no Uol Tilt:

O programador porto-alegrense Fernando Dandrea, de 29 anos, não tem ideia de como seus dados foram parar na mão da imobiliária Urban Company. Mas, quando recebeu a mensagem de um vendedor no WhatsApp, ele sabia exatamente como reagir. Exigiu ser informado quem havia autorizado aquele contato. E arrematou: “Solicito saber nos termos da Lei 13.709, LGPD: como obtiveram os dados e quais são eles?”

O vendedor até tentou contornar, com respostas vagas, mas acabou pedindo desculpas e desaparecendo.

[…]

No artigo 18, a LGPD diz que o titular dos dados poderá a qualquer momento solicitar a eliminação dos dados pessoais coletados, mesmo que a coleta tenha sido feita com consentimento.

Segundo Bruno Bioni, diretor do Data Privacy Brasil, a prática do “carteiraço” é válida, e não depende da intermediação de uma outra instituição para a exigência destes dados.

O Google lançou emblemas para extensões que atendam a certos critérios na Chrome Web Store. O objetivo, segundo a empresa, é facilitar aos usuários a descoberta de ótimas extensões e dar reconhecimento a quem as cria.

São dois emblemas: o de destaque (“featured”), concedido a desenvolvedores que seguem boas práticas de programação e as diretrizes de apresentação da loja, e o de editor estabelecido (“established publisher”), concedido a quem tem a identidade verificada pelo Google e um bom histórico de relacionamento com a empresa.

O Firefox já oferecia essa funcionalidade há tempos. Via Google (em inglês).

Parece que todo mundo resolveu virar as costas ao AMP, o cavalo de Troia do Google para dominar a web. Brave e DuckDuckGo anunciaram que vão bloquear páginas AMP e redirecionar os usuários às versões convencionais dos sites que ainda usam a tecnologia.

É uma boa medida, ainda que tardia. O próprio Google meio que desistiu do AMP no final de 2020, quando o formato deixou de ser condição para um site ter destaque nos resultados do buscador. Desde então, várias grandes publicações abandonaram o barco.

Para quem usa Firefox ou Safari, existem extensões para ignorar as páginas AMP — Redirect AMP to HTML (gratuito) para o Firefox, e Amplosion (R$ 16,90) e Overamped (R$ 10,90) para o Safari. Se você usa Chrome, deveria considerar outro navegador. Via WP Tavern (em inglês).

Post livre #313

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

Nesta, por conta do feriado de Tiradentes, que cai na quinta (21), antecipei em um dia a abertura do post.

Nos últimos dias, três unicórnios brasileiros demitiram em massa.

O QuintAndar, que em agosto de 2021 levantou US$ 120 milhões na mesma rodada que em maio havia injetado US$ 300 milhões na empresa, mandou embora 4% da sua força de trabalho, segundo a própria empresa em resposta a rumores de que 20% dos funcionários haviam sido demitidos.

Na segunda (18), foi a vez da Loft, que atua no mesmo setor e concorre com o QuintoAndar. A empresa, que levantou US$ 425 milhões em março de 2021 — um recorde brasileiro à época —, demitiu 159. Em nota, a empresa afirmou que as demissões foram consequência da integração com a CrediHome, adquirida pela Loft oito meses antes.

E a Facily, uma plataforma de e-commerce social que em dezembro levantou US$ 135 milhões, demitiu em massa também. O número exato ainda não é conhecido, mas já rola no LinkedIn uma planilha com informações de contato dos profissionais mandados embora que, até o momento, contém 85 nomes. Via Estadão, InfoMoneyNicole Oliveira/LinkedIn.

Atualização (12h05): Segundo o Startups, 30% dos funcionários da Facily (260 pessoas) foram demitidos.

A portaria 167 da Receita Federal, publicada no Diário Oficial da União nesta terça (19), autoriza o Serpro a vender dados pessoais sob a guarda da Receita para terceiros. Se nada mudar até lá, a medida passa a valer em 1º de maio.

Entre os dados possíveis de serem vendidos estão alguns considerados sensíveis e que, se frutos de vazamento, devem ser comunicados às autoridades, segundo a LGPD. Coisas como e-mail, telefone, CPF e CNPJ. A lista completa é quilométrica e está anexada à portaria.

No mesmo dia, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) deu entrada em um projeto de decreto legislativo na Câmara para sustar os efeitos da portaria. Ele alega que a decisão da Receita Federal fere a LGPD e o inciso X do artigo 5º da Constituição, e que falta transparência quanto ao modo como a venda de dados pelo Serpro será feita. Via Convergência Digital, Capital Digital.