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Ubuntu 22.04 LTS é lançado

Nesta quinta (21), a Canonical lançou o Ubuntu 22.04 “Jammy Jellyfish”, nova versão LTS da distribuição Linux. Versões LTS são aquelas com suporte prolongado, de no mínimo cinco anos. (Nas não-LTS, o suporte se encerra com o lançamento da versão subsequente.)

O Ubuntu 22.04 LTS vem com o kernel Linux 5.15, o Gnome 42 e a controversa versão Snap do Firefox e alguns outros aplicativos. O vídeo acima (em inglês), do OMG! Ubuntu!, detalha as novidades. Via Canonical (em inglês).

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15 comentários

  1. Essas são as desvantagens dos snaps.
    As vantagens são: segurança, distribuição, integração, controle, centralização e atualizações.

  2. Testei o Ubuntu 22.04 ainda na versão de desenvolvimento nas últimas duas semanas em uma VM. O Ubuntu foi a distribuição que escolhi após a compra do Conectiva Linux pela Mandrake e posso dizer que foi a distro que naquela época mudou o conceito de Linux no desktop. Após escolhas polêmicas e mudanças que impactaram na entrega do sistema (Unity), acabei migrando pro Debian. Nesta última versão, não fosse essa aberração em enfiar goela abaixo o Firefox no formato SNAP, talvez seria a volta por cima da distro, porém, infelizmente não foi e nem será dessa vez. Tudo leva a crer que doravante, espero que esteja errado, vão entregar o sistema com mais SNAP’s, acabando de vez com o que um dia foi realmente “o Linux para seres humanos”. Tirando o Firefox e removendo do sistema tudo que usa SNAP, até que ficou bonito e fluído.

      1. Para a versão Flatpak é necessário baixar a GNOME Software e instalar o flatpak bem como o gnome-software-plugin-flatpak. Para o FF, baixar a versão no site e instalar em OPT.

      1. Não só do Firefox mas de qualquer outra aplicação que seja empacotada com essa tecnologia. Os snaps são pacotes semelhantes a um contêiner, o qual já vem com todas as dependências, não sendo necessário utilizar as bibliotecas do sistema. Isso faz com que os arquivos sejam enormes, tomando bastante espaço em disco além de tornar o sistema lento (para quem usa HD), especialmente no boot. Outro fator que tem deixado muitos usuários insatisfeitos é quanto a lentidão na execução de aplicações SNAP.

        1. Essas são as desvantagens dos snaps.
          As vantagens são: segurança, distribuição, integração, controle, centralização e atualizações.

          1. Obrigado pelo comentário. Gostei das duas visões logo em sequência :)

      2. SNAP é a melhor coisa que aconteceu pro Linux nos últimos anos. Enfrentar um “inferno de dependências” pra instalar uma versão nova de um aplicativo qualquer era exatamente o que afastava muita gente do Linux.

        Eu ainda torço o nariz pro .appimage (que me soa como uma gambiarra pra levar um .dmg pro mundo Linux) mas muita gente usa e distribui software assim, então deve ter alguma vantagem.

        1. Taí uma coisa rara de se ler, elogios ao Snap!

          Pelo que leio (de longe), o pessoal tem duas broncas com o Snap: a lentidão e o fato da loja/mecanismos de distribuição serem fechados.

          A ideia dos contêineres parece que veio para ficar no universo Linux, e tem, de fato, diversas vantagens, mas nessa corrida parece que o Flatpak está mais desenvolvido e é melhor aceito que os outros dois formatos.

          1. Eu sempre vou ser defendor daquilo que torna a vida mais fácil =D

            As críticas ao snap/Ubuntu sempre foram muito parecidas com as críticas que a gente via em relação ao Kurumin e aos ícones mágicos (que instalavam Windmodens e outras coisas no Linux).

            Uma distro que se enxerga como amigável ao usuário final vai ser mais pesada e vai ter que fazer escolhas que consomem mais recursos (basciamente um trade-0f em relação à facilidade).

            O ideal é que todo mundo compile os seus softwares, desde o Kernel, para otimizar ao máximo o uso. Mas isso, como sabemos, é impraticável. A solução intermediária foi criar esses pacotes (RPM, DEB via gerenciador como o APT) que ainda era rápidos mas já estavam compilados para a distribuição em questão. O problema é que, ainda assim, não era incomuim ter de enfrentar dependências malucas que travavam o sistema inteiro (já tive problemas com a libc do Debian, por exemplo, que quebrou o sistema inteiro, mesmo usando o APT).

            Snap é um passo além de tudo isso. Ainda é um instalável, com controle de versão e tudo mais que um apt tem, mas está “pronto” pra uso. Flatpack também segue o mesmo caminho. Appimage é mais parecido com o dmg do macOS. São soluções pra um mesmo problema: tornar o processo de instalar e manter um pacote menos tortuoso (e o preço em todos os casos é pago com desempenho).

          2. Negativo, Ghedin.
            Essa visão errada do flatpak ser mais bem aceito se deve ao fato de que muitos YouTubers de Linux só ficam reclamando da lentidão de abertura dos snaps (principalmente o Firefox). Isso acaba influenciando os usuários a correrem para o flatpak. Mas do lado dos desenvolveres o caminho é bem diferente. É bem melhor vc distribuir seu app como snap. Bem melhor.
            Tanto que vários apps que uso só tem em snap e conversando com os devs, muitos nem querem distribuí-los nativamente em flatpak. Quem faz isso é mais por compilação pra hospedar no GitHub.
            Quando uso flatpak, é unicamente pela velocidade.
            Mas o que ninguém fala é que vc pode ter os dois coexistindo no sistema. Vc pode ter um Spotify ou Firefox em snap e flatpak. E pode abrir os dois usando contas diferentes.

          3. @ João Pedro

            Curioso. Eu acompanho mais de perto, mas ainda assim não tão de perto, o desenvolvimento do Gnome, e tem vários aplicativos ali que só são distribuídos por Flatpak.

            Também me parece que o Flatpak está mais avançado em diversas questões problemáticas para todos os formatos, como velocidade e integração com o sistema.

            Tem algum material comparando os dois ou que fale bem do Snap? (Até hoje, só li pedrada contra ele, hehe.)

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