Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

O agente de talentos Bruno de Paula tinha acabado de voltar de uma viagem à Espanha. Já em São Paulo (SP), logo depois de desembarcar do avião, teve seu celular furtado de dentro de um táxi. O que a princípio seria apenas um dissabor, um prejuízo limitado ao valor do aparelho, virou um rombo de R$ 143 mil: o ladrão conseguiu acessar os aplicativos bancários de Bruno e fez uma limpa em suas contas.

A magnitude do prejuízo de Bruno chamou a atenção, o caso viralizou no Twitter e teve um final feliz — na medida do possível, ou seja, ele recuperou o dinheiro perdido. Não foi, porém, um caso excepcional.

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O Android 13, oficializado pelo Google nesta quarta (10), será uma versão contida, sem grandes novidades, provavelmente para aparar as arestas que ficaram da anterior.

Entre essas poucas novidades está o suporte a aplicativos de terceiros nos ícones padronizados, uma opção que faz com que todos os ícones sigam o esquema de cores da interface “Material You”. Assim:

Foto de um celular com Android 13, usando um tela salmão, com todos os 12 ícones da tela inicial em formato redondo e com as mesmas cores de fundo e no contorno dos desenhos internos.
Imagem: Google/Divulgação.

Beleza é algo subjetivo, e não é no que gostaria de focar aqui. O que me chama a atenção é a usabilidade, ou falta dela. Ícones assim, idênticos, não são mais “difíceis de usar”?

A gente já havia perdido o contorno/formato dos ícones graças à influência do iOS.

No macOS da Apple, que sempre teve ícones em formatos variados, a versão Big Sur, de 2020, impôs (ou passou a recomendar) que eles adotassem o mesmo formato quadrado com bordas arredondadas do iOS.

Gosto é subjetivo, repito, mas compare um antes (Catalina) e depois (Monterey):

Duas fileiras de ícones na Dock do macOS, a de cima do Catalina, com ícones de formatos variados, a de baixo do Monterey, com todos os ícones quadrados.
Imagem: Apple/Divulgação.

Talvez o Google tenha ido longe demais?

Post livre #316

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

China substituirá 50 milhões de computadores estrangeiros por modelos fabricados no país

por Shūmiàn 书面

Numa tentativa de ampliar a segurança de dados importantes, o governo chinês teria determinado que agências do governo central substituam seus computadores estrangeiros por produtos fabricados nacionalmente.

De acordo com a reportagem da Bloomberg replicada pelo jornal O Globo, pelo menos 50 milhões de máquinas devem ser substituídas nos próximos dois anos. O principal alvo, de acordo com o texto, são computadores e softwares dos Estados Unidos, principal adversário comercial chinês.

Embora não haja nenhuma confirmação oficial sobre o assunto, o texto da Bloomberg foi suficiente para desvalorizar as ações de empresas de tecnologia estrangeiras, como HP e Dell, e valorizar suas concorrentes chinesas.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O Airbnb anunciou nesta quarta (11) uma reformulação do seu aplicativo — segundo Brian Chesky, CEO da empresa, “a maior mudança no Airbnb em uma década”.

O novo leiaute foi feito em parceria com a LoveFrom, o estúdio de design de Jony Ive, ex-Apple. Há três principais mudanças:

  • Busca de estadias baseada em categorias.
  • Estadias Combinadas, sugestões de duas estadias para períodos mais longos de viagem.
  • AirCover, um pacote de proteção contra imprevistos gratuito.

Via Airbnb, The Verge (ambos em inglês).

Filtros de selfie que afinam nariz e rosto incentivam racismo e cirurgias plásticas entre jovens

Filtros de selfie que afinam nariz e rosto incentivam racismo e cirurgias plásticas entre jovens, por Fabiana Moraes no The Intercept Brasil:

O uso hard dos filtros que promovem uma espécie de “harmonização facial” (outro fenômeno nacional relacionado às redes sociais) foi barrado pelo Instagram/Facebook em 2019: ali, a empresa divulgou um comunicado informando que iria retirar do Spark AR os filtros associados à cirurgia plástica e, a partir de uma nova política de responsabilidade, novos filtros do gênero iriam passar por uma revisão mais apurada até serem aprovados. Isso porque os relatos sobre a relação entre redes sociais e dismorfia corporal (também casos de suicídios) aumentaram consideravelmente – e isso já antes da pandemia, quando olhar para nós mesmas nas telas se tornou mais comum.

Algumas pesquisas evidenciam esse fenômeno: um estudo realizado entre cirurgiões da Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS, na sigla em inglês) mostrou que, em 2019, 72% deles foram procurados por pacientes que queriam realizar procedimentos para ter uma melhor aparência em selfies, um aumento de 15% em relação à pesquisa feita em 2018. Para se ter ideia da explosão, apenas 13% das pessoas apresentaram a mesma motivação em 2013.

Mas a retirada dos filtros de cirurgia plástica não mudou tanta coisa lá pelos Stories da vida: é possível encontrar diversos vídeos com dicas sobre como driblar os impedimentos do Instagram, como vemos no vídeo do canal de Larissa Rodrigues “como criar filtro de plástica (deformações) QUE APROVA pra instagram story Spark Ar”. Alguns destes criadores possuem enorme relevância na criação de realidades aumentadas, a exemplo de Jeferson Araujo, com 954 mil seguidores no Instagram e que, no ano passado, desenvolveu o filtro Cruella. O trabalho foi um sucesso e chamou atenção da Disney, que comprou o filtro na ocasião do lançamento do filme homônimo. Hoje dedicando-se mais aos filtros artísticos e/ou de humor (como o ótimo Rampage, que tatua o corpo e rosto de quem o usa), Jeferson também produzia tutoriais de cirurgia plástica: em um divulgado em 2019, ele segue a cartilha padrão e ensina os usuários a afinar o nariz. Durante a pandemia, a rinoplastia superou a lipoaspiração entre os procedimentos mais procurados. Em um país de maioria negra, no qual um fenótipo (características observáveis) muito comum é o de pessoas com narizes arredondados ou chatos, esse fenômeno é bastante revelador. Me parece que passa não somente por questões da dismorfia, mas da própria autonegação.

O grupo bolsonarista no Telegram “Super Grupo B-38 Oficial”, que conta com 67 mil membros, foi temporariamente suspenso pela plataforma. Ao tentar acessá-lo, uma mensagem é exibida informando que conteúdos ilegais estão sendo removidos pelos moderadores e que, depois disso, ele será reaberto.

O Núcleo, que monitora canais de extrema-direita no Telegram, nota que o aplicativo não informa a natureza da ilegalidade do conteúdo do “B-38 Oficial”, mas que, dias antes da suspensão, circulavam mensagens questionando a urna eletrônica brasileira e incitando os membros a pegarem em armas e atentarem contra políticos da oposição. Via Núcleo.

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, enviou um e-mail no domingo (8) a todos os funcionários para avisar que vai a empresa vai reduzir gastos com marketing e incentivos (adeus, cupons) e limitar as contratações, que agora passam a ser encaradas como privilégios. “Seremos ainda mais rigorosos com cortes de custos em todas as áreas”, escreveu.

As empresas de tecnologia têm sofrido nas bolsas norte-americanas. O receio de que a era de dinheiro barato chegou ao fim tem afastado os investidores do setor, o que se traduz em quedas generalizada.

Segundo a CNBC, a Nasdaq bateu cinco semanas consecutivas de baixas, algo que não acontecia desde 2012. Nesta segunda (9), as maiores empresas de tecnologia perderam, juntas, mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Só a Apple, a maior delas, desvalorizou US$ 220 bilhões.

A Uber não passa incólume por essa “mudança sísmica”, como definiu Dara. Embora os números da empresa já tenham voltado ao patamar pré-pandemia, ela ainda sangra dinheiro e também sofre com a debandada dos investidores. Em 2022, os papéis da Uber acumulam uma desvalorização de mais de 40%. Via CNBC (2) (em inglês).

Em julho de 2023, a longeva série de jogos de futebol da EA ganhará um novo nome: EA Sports FC.

O acordo com a FIFA, que licenciava seu nome à EA há cerca de 30 anos, chegou ao fim. A FIFA queria receber mais royalties da EA (no mínimo o dobro dos US$ 150 milhões anuais que recebia, segundo o New York Times) e ter o direito de licenciar a marca para outras editoras. A EA, sem surpresa, não concordou.

A EA parece sair melhor dessa separação amigável. Ela leva toda a tecnologia e décadas de refinamento no motor do jogo, 150 milhões de jogadores e 300 acordos de licenciamento com times, ligas e confederações, ou seja, as principais perdas da EA são o nome FIFA e a marca oficial da Copa do Mundo. Via EA, New York Times (ambos em inglês).

Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix

Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix, por Braulio Lorentz no G1:

O G1 conversou com a equipe do Juliette Charts, o principal perfil responsável pelas ações que levam músicas da cantora ao topo do iTunes.

No Twitter e no Instagram, eles pedem doações por Pix e fãs da cantora enviam entre R$ 1 e R$ 10. Toda quantia arrecada, cerca de R$ 3 mil para cada música escolhida, é transferida para pessoas que vivem fora do Brasil, membros de fã-clubes parceiros ou fãs da própria Juliette.

Fascinante.

Diz a Lei de Goodhart: “Quando uma medida torna-se uma meta, ela deixa de ser uma boa medida.”

A Apple decretou o fim do iPod nesta terça (10). Em um comunicado à imprensa, a empresa disse que o iPod Touch de 7ª geração será vendido enquanto durarem os estoques. Depois disso, só restará “o espírito do iPod” nos demais produtos da empresa, o eufemismo poético que Greg Joswiak, VP de marketing global da Apple, usou para se referir ao fim da linha.

O iPod foi importante no renascimento da Apple no início dos anos 2000, porém acabou eclipsado pelo iPhone, lançado em 2007 — o celular foi apresentado como um “3-em-1” que unia telefone, navegador web e o iPod em um dispositivo.

O iPod Touch de 7ª geração foi anunciado em 2019, quatro anos depois da sexta geração. Já chegou defasado, com o chip A10 Bionic, o mesmo do iPhone 7 de três anos antes. Era uma relíquia que, à exceção de alguns poucos aficionados, não fará falta.

A esses, a loja brasileira da Apple ainda tem estoque de iPod Touch. Os preços começam em R$ 1,6 mil para o modelo de 32 GB. Via Apple (em inglês).

Com algum atraso, o Fedora 36 chegou nesta terça (10). A nova versão da distribuição Linux traz o Gnome 42 em toda a sua glória, pacotes atualizados e, segundo o comunicado oficial, correções de alguns bugs importantes introduzidos nas duas versões anteriores.

“O Fedora Workstation foca no desktop e, em particular, é direcionado a usuários que só querem uma experiência de sistema operacional Linux que ‘apenas funcione’”, escreveu Matthew Miller, líder do projeto Fedora.

Baixe o Fedora 36 aqui. Para quem usa a versão 35 ou um beta da 36, há instruções (em inglês) de como atualizar para a mais recente. Via Fedora Magazine (em inglês).

O KDE Connect, solução para integrar celulares a computadores rodando Linux com o ambiente gráfico KDE Plasma (ou Gnome, usando a extensão GSConnect), ganhou sua primeira versão oficial para iOS.

Devido a limitações impostas pela Apple, o KDE Connect do iOS é menos capaz que seu par para Android. Ainda assim, ele faz bastante coisa:

  • Área de transferência compartilhada: copiar e colar entre os seus dispositivos.
  • Envie arquivos e URLs para o computador a partir de qualquer aplicativo.
  • Touchpad virtual: use a tela do celular como touchpad do computador.
  • Apresentação remota: controle um pontinho de destaque no seu computador movimentando o celular de um lado para o outro.
  • Comandos à distância: execute comandos no seu computador a partir do celular.

Toda a comunicação entre celular e computador é criptografada de ponta a ponta. O aplicativo, por ora, está disponível apenas em inglês. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

O novo aplicativo para iOS do desenvolvedor Simon Støvring, Runestone, é um editor de texto puro leve, rápido, com suporte a destaque de sintaxe e alguns extras bem legais.

“É como um Editor de Texto [do macOS] colorido e personalizável”, diz a descrição do site. É isso mesmo, e é maravilhoso. Já substituiu o Pretext aqui.

O código do Runestone é aberto e o aplicativo, “freemium”, ou seja, gratuito e com algumas opções atrás de um pagamento único, de R$ 54,90. Via MacStories (em inglês).