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Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix

Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix, por Braulio Lorentz no G1:

O G1 conversou com a equipe do Juliette Charts, o principal perfil responsável pelas ações que levam músicas da cantora ao topo do iTunes.

No Twitter e no Instagram, eles pedem doações por Pix e fãs da cantora enviam entre R$ 1 e R$ 10. Toda quantia arrecada, cerca de R$ 3 mil para cada música escolhida, é transferida para pessoas que vivem fora do Brasil, membros de fã-clubes parceiros ou fãs da própria Juliette.

Fascinante.

Diz a Lei de Goodhart: “Quando uma medida torna-se uma meta, ela deixa de ser uma boa medida.”

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10 comentários

  1. Me parece que tem algum grau de “efeito manada”. Quantas pessoas será que ouvem o que “… está bombando…” e não o que gostam?

    Citei essa frase porque vivo ouvindo uma propaganda do Spotify que diz que “… o que tá bombando está na playlist Top Brasil…” e toda vez que ouço isso eu penso que não quero ouvir o que está bombando, quero ouvir o que eu gosto. Até porque não gosto de nada que costuma bombar no Brasil…

  2. Teoricamente, nada de errado. É quase um jabá pra pessoa física – o que faz sentido na medida em que as rádios perdem cada vez mais a capacidade de ditar o ritmo hoje dessa indústria em dia – mas é mais um esquema de pirâmide (na falta de palavra melhor) pra mim.

    Não tem nada que não me garanta que isso não vai virar uma “fazenda” de compras de músicas – como tem de curtidas, conexões, amigos, ouro em jogos etc – daqui uns anos.

    Hoje existem, ainda, dezenas de pessoas recrutando pessoas pra jogar joguinhos pay-to-earn no Discord. Ainda existem diversos jogadores de Runescape farmando diariamente moedas pra vender, como se fosse um emprego (principalmente na Venezuela).

    A principío não parece ser nada de outro mundo ou mesmo algum problema muito grave, mas é só lembrar que o Steve Bannon ganhou muito dinheiro quando foi sócio de empresas que operavam com esse tipo de negócio (farmar ouro em jogos virtuais) pela IGE. Nunca se sabe onde esses mercados-cinza vão nos levar.

    1. Eis um ponto que recaí em falácia tanto de uma forma (se a gente se importa com quantidade) quanto de outra (qualidade).

      A Juliette na verdade fez algo similar ao que a Anitta fez mês passado. .

      O mal no capitalismo é que para certas coisas, fazer dinheiro significa tentar multiplicar sua base. É o que a Anitta e Juliette fizeram. “Plantando para colher depois”.

      Não sei se há casos similares de forma mundial, mas o princípio deve ser comum quando falamos de “grandes sucessos”. Lembrando que tinhamos gravadoras no passado que faziam sempre jogadas para serem a “número 1”.

        1. (Me pergunto o porque deste nick – e o Ghedin deixar -, mas enfim…)

          Posso ter falhado em me explicar, mas tipo, o mal quando falamos em algo “de qualidade” é que a medida dele muitas vezes é “quantos falam que aquilo é de qualidade / é bom”, que não deixa de ser uma métrica “numérica” também, dado que não é só eu ou você que vai definir que música de qualidade é A ou B.

          No caso de música, algo que tem mais a haver com gosto pessoal do que com métricas matemáticas, o mal neste caso é que um músico precisa de MUITA atenção para se vender. Aí as métricas estragam tudo.

          No passado, era o jabá e as gravadoras antigas que mandavam no mercado. Então se muitas das antigas músicas pegamos gosto ao escutar nas rádios, é porque as gravadoras de alguma forma influenciaram também – e sim, claro, tem o talento do músico, mas bem, Milli Vanilli mostrou que não é só músico que dá as cartas.

          Atualmente a métrica é ser “primeiro lugar em uma rádio virtual / aplicativo de música”. Então o jabá muda de foco, saí do dono da rádio e vai para os fãs do músico.

          Mesmo assim, não significa que a música – que muitas vezes tem a haver com o gosto pessoal do que com quantos escutam – “é boa”.

          Tipo, se a pessoa é fã de Anitta, para mim ok. Eu odeio o estilo musical que ela usa. Ponto. É pessoal, não serve ao outro como parâmetro. Isso não é régua de qualidade musical, deixo isso para jurado de programa de música (que para mim também não tem tanto valor) e empresário musical (que no final não tá nem aí para as discussões negativas sobre o que fazem em uma área de comentários ou redes sociais, estando a música de seu contratado na boca do povo e gerando atenção é o que importa).

          Já me alonguei demais, por isso termino com isso: na música, acho que vale tipo “curta o que quiser, só não estrague o ouvido alheio”.

          1. “…na música, acho que vale tipo “curta o que quiser, só não estrague o ouvido alheio”

            Perfeito.

            Só não vejo problema com meu nick, afinal privacidade é um dos pilares do MdU. Me incomoda até ter que preencher um campo email para comentar.

            Abraço.

          2. É porque não sou fã de ironia / sarcasmo, apesar de eventualmente usar este meio.

            Aí ler um nick “Confuso”me soa meio provocativo. Mas é meu jeito de entender o mundo. ;)

          3. Fique tranquilo, meu intuito não foi provocar. Desculpe se soou assim.

          4. Não entendi onde que entra a qualidade aí, ou o que você quis dizer onde que a qualidade deveria influenciar. Quando falamos no mundo da música em “grandes sucessos”, estamos falando no sentido literal, algo que faz sucesso para um grande número de pessoas, que é popular (ou “pop”), seja Garota de Ipanema ou Macarena. Obviamente isso vem para o bem e para o mal, como você bem falou, e mais obviamente ainda, não representa o gosto de todos (ainda bem que isso não faz com que todo mundo tenha que gostar da música por obrigação).

            Mas colocar a questão da qualidade aí no meio, além de ser muito subjetiva (e justamente por causa disso), parece embutir, mesmo sem querer, uma questão de elitismo aí. Não é porque algo seja popular que necessariamente vai ser algo ruim (ou de baixa qualidade), ou o contrário, pra ser algo popular, é pré-requisito ser algo de “qualidade”. Você pessoalmente pode não ser fã de funk, pop, ou mais especificamente das músicas da Anitta. Mas se a música tá nos primeiros lugares de uma parada musical — seja de forma natural ou inflada artificialmente pelos fãs — então tem alguma coisa ali que muitas pessoas gostam, ou seja, aquilo é a definição de “qualidade” para elas. E só isso que conta pra ser um “grande sucesso”.

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