Post livre #336
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

A Amazon anunciou um punhado de novos produtos nesta quarta (28). Destaque para o Kindle Scribe, nova versão do tablet de leitura da Amazon que permite escrever na tela — ainda e-ink, com 10,2 polegadas, 300 pixels por polegada e iluminação.
Segundo a Amazon, o Kindle Scribe recebe documentos de celulares e computadores, faz anotações em PDFs e deixa comentários em documentos do Word. A partir de 2023, será possível enviar documentos a ele a partir do Word.
Lá fora, o Kindle Scribe custará US$ 339, valor que o coloca no terreno do iPad de entrada (US$ 329 sem caneta, US$ 428 com a caneta). Um concorrente mais direto, como o reMarkable 2, é um pouco mais mais caro (US$ 378 com a caneta “básica”).
O Kindle Scribe não consta na enxuta lista de produtos que chegarão ao Brasil num primeiro momento. Via Amazon (em inglês).
Nas últimas duas semanas, os currículos de dois professores universitários foram um dos assuntos mais comentados nas redes sociais chinesas. Conforme matéria do SCMP, Hu Jinniu e Cheng Jing são professores da Escola de Física da Universidade Nankai em Tianjin e recontaram suas trajetórias profissionais de maneira bem-humorada, com muita honestidade e humor autodepreciativo.
Por exemplo, Hu chamou atenção para a dificuldade de conseguir empregos acadêmicos e de sustentar-se trabalhando na sua área. Já Cheng comentou que só estuda o que gosta, porque não deve ser capaz de ganhar um Nobel.
O mercado de trabalho no setor de tecnologia também não foi poupado. Recentemente, a Tencent realizou demissões em massa — foram desligadas aproximadamente 5 mil pessoas, ou 5% da força de trabalho da empresa —incluindo toda a equipe de redação da Fanbyte, revista online especializada em jogos virtuais.
O TechCrunch conta que o processo foi especialmente lento e cruel, mas teve desforra: a gerente de mídia sociais manteve o login das redes da revista e aproveitou a situação para apontar a injustiça e pedir apoio para a equipe demitida.
A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.
Os desenvolvedores Ansh Nanda e Hardik Patil lançaram o The OG App, um novo aplicativo para Android e iOS que lembra muito o Instagram de alguns anos atrás — sem Reels ou recomendações de perfis que a gente não segue.
A ideia é boa, e embora o The OG App use APIs oficiais do Instagram, algumas coisas funcionam meio na base da gambiarra, o que pode ensejar problemas.
A autenticação, por exemplo, usa métodos pouco ortodoxos que envolvem o login em regiões remotas usando sistemas Android, que os desenvolvedores destrincharam com engenharia reversa para fazer funcionar o The OG App.
Ansh e Hardik publicaram um fio no Twitter para esclarecer o modelo de autenticação. Para alguns, foi tarde demais — gente que teve o acesso ao Instagram bloqueado pela plataforma da Meta.
Vale lembrar, ainda, que outro aplicativo do tipo, o Barinsta (somente para Android), também sofria dos mesmos problemas e, pior, o desenvolvedor recebeu uma notificação extrajudicial da Meta exigindo o encerramento do aplicativo.
O The OG App tem versões para Android e iOS. No Brasil, apenas o aplicativo para Android aparece disponível. Use-o por sua conta e risco. Via TechCrunch (em inglês).
A Intel anunciou um novo aplicativo para conectar celulares (Android e iOS) a computadores com chip Intel rodando Windows. Não que faltem opções — do Vincular ao Celular da Microsoft a soluções abertas, como o KDEConnect, além de iniciativas do Google. É que nenhuma é tão suave e confiável quanto a integração que a Apple consegue com os seus iOS e macOS.
O Intel Unison, nome do vindouro aplicativo, é baseado no Screenovate, outro aplicativo que fazia isso e que foi comprado pela Intel no final de 2021.
A Intel promete que o Unison será diferente porque será desenvolvido em parceria com as fabricantes e fará uso de recursos de conectividade do hardware, como Wi-Fi e Bluetooth.
O Unison permitirá acessar fotos, mensagens, ligações e notificações do celular pelo computador, e o usuário poderá usar o celular com o teclado e touchpad do notebook.
A princípio, o Unison estará limitado a alguns poucos notebooks com chips Intel de 12ª geração e o selo Evo. A Intel promete uma expansão considerável na leva de notebooks de 13ª geração. Via Windows Central (em inglês).
A Amazon mudará a política de devolução de e-books Kindle até o fim do ano, segundo a Authors Guild, espécie de associação norte-americana de escritores independentes.
A mudança ocorre a pedido desses autores, que vinham sendo afetados por uma prática, digo, uma “trend” no TikTok que estimula as pessoas a lerem os livros digitais em até sete dias e solicitar o reembolso integral à Amazon.
Até o fim do ano, pedidos de reembolso de e-books Kindle que o comprador já tenha lido pelo menos 10% serão analisados caso a caso, por um funcionário da Amazon. Via Authors Guild, TechRadar (ambos em inglês).

O Windows 11 22H2 ganhou novos recursos de segurança para proteger a senha de login no sistema. Quando as opções correspondentes são ativadas (elas vêm desligadas por padrão), o sistema alerta quando a senha de login no Windows é digitada ou colada em aplicativos como Bloco de notas e Word, ou usada em sites na web.
Interessante, potencialmente útil, mas deve ser estranho saber que a Microsoft tem tanto poder de bisbilhotar tudo que você escreve até no singelo Bloco de notas. Via Microsoft, Bleeping Computer (ambos em inglês).
O Substack, aquela startup de newsletters, lançou um agregador de feeds RSS na web. Eles já haviam lançado um aplicativo para iOS capaz de ler feeds RSS. Agora, essa funcionalidade chegou à web.
Os feeds RSS ficam juntos e misturados às newsletters hospedadas no serviço que você assina.
Para acrescentar um feed RSS, clique nos três pontinhos no menu à esquerda da tela e, em seguida, em Add RSS feed — a interface está disponível apenas em inglês. Quer fazer um teste? Inscreva o feed RSS do Manual do Usuário: https://manualdousuario.net/feed
O aplicativo para Android segue em testes. Interessados podem se cadastrar em uma “lista de espera”.
As viúvas do Google Reader precisam ter cautela: o Substack é uma startup ainda bancada por capital de risco e, como todas nessa situação, tem um futuro incerto.
O fim do Google Reader fez florescer uma leva de alternativas que já passaram pelo teste do tempo e estão aí, funcionando há mais de uma década. São serviços como Feedly, Miniflux, Inoreader e NewsBlur.
Se você chegou até aqui e não sabe o que é “feed” ou “RSS”, parabéns, admiro seu comprometimento! Dê uma lida neste material para ficar por dentro do assunto. Via Substack (em inglês).
Agora é possível criar links para chamadas de áudio e videochamadas no WhatsApp, um recurso popularizado pelo Zoom e Google Meet.
O objetivo, segundo o WhatsApp, é facilitar o planejamento e o ingresso de pessoas a chamadas de áudio e vídeo. No momento, o WhatsApp aceita até 8 participantes em uma videochamada e 32 em chamadas de áudio.
Ao anunciar a novidade em seu perfil no Facebook, Mark Zuckerberg, CEO da Meta (dona do WhatsApp), disse que a empresa está testando videochamadas com até 32 participantes. Via @WhatsApp/Twitter e @zuck/Facebook (ambos em inglês).
O PicPay atualizou sua política de privacidade para remover um dos seus recursos mais esquisitos: o feed de transações públicas. A novidade vale a partir das versões 11.0.31 (iOS) e 11.0.37 (Android) do aplicativo.
Há dez anos, quando foi lançado, tudo era rede social, então o PicPay tinha uma… rede social, que (por padrão?) exibia todas as suas transações feitas pelo aplicativo a seus contatos, que podiam curtir e/ou comentar.
Já naquela época parecia uma má ideia, mas só agora o recurso foi desativado. (Já era possível “fechar o perfil” anteriormente.) Em um e-mail enviado aos usuários nesta segunda (26), o PicPay explica que usuários que acessarem o seu perfil “não poderão mais ver, curtir e/ou comentar as suas atividades”. Ufa?
Entre 2015 e 2019, o LinkedIn conduziu testes com 20 milhões de usuários para determinar se a sugestão de contatos mais próximos ou mais distantes influenciava nas chances deles conseguirem melhores oportunidades profissionais.
Descobriu que, sim, a teoria da força dos laços fracos funciona, e que o grupo que recebeu sugestões de contatos distantes acabou se dando melhor na hora de conseguir um bom emprego. A pesquisa está atrás do paywall da revista Science.
É inacreditável que pesquisadores, pessoas que julgamos tão inteligentes, tenham mesmo achado que seria uma boa ideia submeter tanta gente a um teste com potencial de alterar vidas sem avisá-las disso.
E nem dá para dizer que é algo inédito. Em 2014, o Facebook fez algo parecido quando dividiu quase 700 mil pessoas em dois grupos e mostrou posts alegres para um deles e posts tristes para outro, a fim de saber se isso teria alguma influência no humor deles. (Spoiler: teve.)
O LinkedIn se defendeu dizendo que seus termos de uso e política de privacidade preveem a realização de experimentos do tipo, o famoso consentimento inadvertido, um absurdo que leis modernas de privacidade, como a nossa LGPD, vedam. Via New York Times (em inglês).
Seria ótimo começar o dia com uma newsletter personalizada — não por um algoritmo, mas por nós mesmos. Com notícias da nossa área, últimos posts dos nossos sites favoritos, resumos do Twitter e mais.
Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.
O TikTok ainda é um terreno pouco explorado por políticos. A ByteDance, dona do aplicativo, quer que ele continue assim.
A empresa anunciou uma série de restrições a fim de que “contas pertencentes a governos, políticos e partidos políticos não possam dar ou receber dinheiro por meio dos recursos de monetização do TikTok ou gastar dinheiro promovendo seu conteúdo”.
Recursos de publicidade serão desativados automaticamente para essas contas. Além disso, elas não terão acesso a recursos de monetização, como moedas e brindes em lives e links de e-commerce. Em breve, também serão proibidos de arrecadar fundos (leia-se: pedir dinheiro) em vídeos em lives. Tudo isso se soma à proibição, já existente, de impulsionarem conteúdo.
Haverá exceções para contas de governos em campanhas institucionais, como impulsionar posts de campanhas de vacinação. Via TikTok.
O Audacity 3.2 finalmente ganhou versão nativa para chips Apple (M1/M2). A grande novidade — para todas as plataformas — é o suporte a efeitos em tempo real, incluindo plugins VST3. Explicações em vídeo e documentação (em inglês). Via Audacity, OMG! Ubuntu! (em inglês).