Dilemas (absurdos) do trem, um Walkman novo e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Sem muita surpresa — dados os últimos acontecimentos —, o advogado de Elon Musk, Mike Ringler, enviou uma carta à SEC (a CVM dos Estados Unidos) nesta sexta (8) demandando o rompimento do acordo de compra do Twitter, um negócio de US$ 44 bilhões.

Musk alega que o Twitter não lhe entregou dados relacionados ao volume de contas falsas/de spam na plataforma, que o Twitter afirma não ser superior a 5% do total, o que Musk contesta.

A desculpa, fajuta, desde o início foi encarada pelo mercado como uma desculpa para o arrependido Musk pular fora do negócio.

No Twitter, Bret Taylor, presidente do conselho do Twitter, disse que a empresa quer levar o negócio a cabo e que recorrerá à Justiça para que Musk cumpra sua palavra. Via SEC, CNBC, @btaylor/Twitter (todos em inglês).

O que está acontecendo com as empresas de tecnologia dos Estados Unidos?

Dois mil e vinte dois tem sido um ano estranho. Depois juntar os cacos da catástrofe da bolha pontocom, na virada do milênio, o setor de tecnologia teve uma ascensão espetacular e tornou-se o mais valioso do planeta. Agora, porém, a maré virou e o que era bonança virou um tsunami de notícias ruins: demissões, desvalorizações, quebras. O que está acontecendo?

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O Reddit chegou meio atrasado à festa e anunciou, na quinta-feira (7), uma coleção de NFTs baseados em seu simpático mascote, usando a blockchain Polygon.

O comunicado à imprensa e os tópicos oficiais publicados pelo Reddit chamam a atenção por uma ausência: não há qualquer menção ao termo “NFT” ou “token”, embora os avatares colecionáveis sejam NFTs. Talvez seja uma estratégia para dissociar a investida de um termo que tornou-se meio radioativo e já está perdendo fôlego?

Nos tópicos, parte da galera apreciou o fato de o Reddit estar ajudando artistas a fazerem uma grana com sua arte, mas tem muito mais gente irada com o apoio ao NFT, principalmente no subreddit principal. Via Reddit (em inglês).

A colunista da Veja Rio, Carla Knoplech, foi ao Parque Lage participar do NFT.Rio, primeiro evento totalmente dedicado ao tema do Brasil. Saiu de lá com uma certeza que intitulou sua última coluna no site da revista: Não, NFT não é um hype passageiro.

Fora a estranheza de se realizar um evento de NFTs no ambiente físico (e a web 3.0?), esbocei um sorriso com este trecho:

Fez parte da experiência também ver de perto a exposição física de alguns dos NFTs mais famosos do mundo como Cryptopunks, XCopy e Fidenza, além de obras que integram o acervo do colecionador Cozomo de’ Medici, pseudônimo reivindicado pelo rapper Snoop Dogg, no ano passado.

Alguém imprimiu uns desenhos que pegou na internet e, bum!, temos uma “exposição física de NFTs”. Via Veja Rio.

O Pixel 3a permite que o Ubuntu Touch tenha um smartphone usável

por Cesar Cardoso

Um dos grandes problemas de usar uma distro Linux móvel é que, em geral, sempre tem um “mas”, “porém”, “contudo” etc. envolvendo algum componente sem suporte, ou com suporte incompleto.

Por isso o TuxPhones comemorou o aparecimento do primeiro telefone 100% compatível com o Ubuntu Touch: o bom e velho e querido Pixel 3a.

Tudo bem — e muitos vão gritar “apelou perdeu” — que o Ubuntu Touch usa o kernel Androidizado e o Halium como camada de abstração entre o kernel e o userspace (GNU/)Linux. No entanto, para boa parte do público potencial, essas são discussões menores perto da possibilidade de, finalmente, ter um telefone rodando um Linux móvel sem ter que abrir mão de algum periférico/facilidade/sensor/etc.

Agora faltam os apps.


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O engajamento no Instagram chegou a uma nova fase, em que os seguidores atuam ativamente para ajudar influenciadores a “hackear” o algoritmo da plataforma e ganham prêmios em troca do trabalho voluntário.

A justificativa dos influenciadores que aderiram à prática é que o algoritmo do Instagram joga contra eles. Assim, instigar a base de seguidores para interagir com as publicações é uma forma de burlá-lo, ou “hackear o algoritmo”.

Os influenciadores posicionam tais campanhas para angariar ajudantes como uma troca — o prêmio dado ao seguidor mais engajado seria uma retribuição pela “atenção, apoio e gentileza”.

A escolha do agraciado não é aleatória, em sorteio. É alguém que o influenciador escolhe, tendo por critério o engajamento.

A constatação é da Issaaf Karhawi, doutora e mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em artigo publicado no blog do DigiLabour, o laboratório da Unisinos que estuda as conexões entre mundo do trabalho e tecnologias digitais.

O artigo da Issaaf, que explica em detalhes o fenômeno, pode ser lido no link ao lado. Via DigiLabour.

Nesta terça (5), o Parlamento Europeu aprovou as duas leis apresentadas no final de 2020 e aprovadas pela Comissão Europeia em março e abril deste ano: Digital Markets Act (DMA) e Digital Services Act (DSA).

As duas leis miram as big techs norte-americanas. O DMA tenta combater práticas anticompetitivas das big techs no território da UE. O DSA responsabiliza as grandes empresas de tecnologia por eventuais conteúdos ilegais ou danosos que veiculam.

Agora, as leis precisam ser adotadas pelo Conselho da União Europeia. Depois disso, elas serão publicadas no Diário Oficial e passam a valer 20 dias depois da publicação. Via Comissão Europeia, Axios (ambos em inglês).

Quatro diretores da Anvisa endossaram o documento elaborado pela área técnica da agência e mantiveram a proibição da venda, importação e promoção de cigarros eletrônicos no Brasil, vigente desde 2009. Não só: o texto traz, entre outras recomendações, a da proibição de fabricar o produto por aqui.

No final de junho, a FDA, espécie de Anvisa dos Estados Unidos, mandou a Juul, uma das principais fabricantes de cigarros eletrônicos do país, a recolher todas as unidades do produto dos pontos de venda. O caso foi judicializado e, por ora, a Juul ganhou o direito de continuar comercializando seus produtos. Via O Joio e o Trigo, NPR e Associated Press (os dois últimos em inglês).

Após testes bem sucedidos, a Meta avisou nesta quinta (7) que dará “menos ênfase a comentários e compartilhamentos para determinar a distribuição de conteúdo político no Facebook no país [Brasil]”. Em outras palavras, menos ênfase ao engajamento motivado pela raiva. Parece uma boa, mas tenho a sensação de que isso aí é enxugar gelo. Via Meta.

Post livre #324

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O que está acontecendo com as startups brasileiras?

Após anos de bonança, com rodadas de investimento e “valuations” nas alturas, em 2022 o mercado global de tecnologia tropeçou e está cambaleante. São frequentes as notícias de demissões em massa, motivadas por novas políticas de contenção de custos que, por sua vez, derivam de um cenário macroeconômico mais tenso, com inflação e juros altos e muita apreensão. Eu ouvi “crise”?

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Dia desses topei com um material do Google com dados da base instalada do Chrome. Embora já tenha mais de um ano (alcançam até abril de 2021, eles pintam um retrato do tipo de dispositivo (celulares e computadores) que a maioria usa e, o que me chamou a atenção, traz dados segmentados para o Brasil.

Por aqui, por exemplo, mais da metade dos usuários do Chrome para Android usavam dispositivos com 2 GB de RAM ou menos, quantidade tida por alguns como insuficiente hoje (e já em 2021). Os processadores desses celulares tinham, a maioria (~60%), entre 5 e 8 núcleos.

Nos computadores Windows, a quantidade de RAM é mais diversificada, sendo a maioria com até 4 GB. Em processadores, por outro lado, dominam com mais da metade da base aqueles com até dois núcleos.

Outro exercício interessante é comparar os gráficos brasileiros aos de outros países. Há piores nos indicadores, como Nigéria e África do Sul, e, claro, alguns bem mais avançados no critério dispositivos melhores, como Alemanha e Reino Unido. O documento, no link ao lado, também traz dados de dispositivos que rodam Chrome OS. Via Google, blog do Chrome (ambos em inglês).

Contando com as antenas da Claro e da Vivo, além das da TIM, comentadas na quarta (6), Brasília já tem 80% da população coberta pelo 5G puro graças a , segundo a Folha de S.Paulo. Detalhe: ao contrário da TIM, as outras duas operadoras não cobrarão adicional para entregar 5G aos clientes.

O primeiro dia de 5G puro (“standalone”) no Brasil foi de boa velocidade em regiões privilegiadas — Plano Piloto e na região dos lagos (sul e norte) —, mas pontos cegos, oscilação nas velocidades e a presença do 5G “impuro”, ou DSS, a versão capenga baseada na combinação de múltiplas frequências 4G e que já estava ativa no país. Claro e Vivo, aliás, não distinguem 5G DSS do “puro”, que opera na frequência de 3,5 GHz. Via Folha de S.Paulo.