A TIM ligou sua rede 5G “pura” (standalone) nesta quarta-feira (6) em Brasília, primeira cidade liberada pela Anatel para que o serviço seja oferecido. No lançamento, são 100 antenas que cobrem 50% da população. O presidente da TIM Brasil, Alberto Griselli, prometeu outras 64 antenas nos próximos dois meses, que aumentará a cobertura a 65%.

Aos moradores de Brasília, clientes da TIM e com celulares compatíveis com 5G (veja a lista), a TIM dará uma cortesia de 12 meses do chamado “booster”, um adicional no plano que concede acesso à nova rede e uma franquia mensal de 50 GB. Passado esse período, o “booster” custará R$ 20 por mês.

Ainda segundo Griselli, a base instalada no Brasil de celulares 5G corresponde a 3,5% do total, mas as vendas de novos aparelhos do tipo já são metade do total. Via Correio Braziliense, Teletime.

O projeto Darktable lançou uma nova grande versão (4.0.0) para celebrar seu décimo aniversário. Entre as principais mudanças, a interface foi reescrita para “melhorar o visual e a consistência”, foram feitas melhorias de desempenho e há novos recursos, como um mapeamento de cores e exposição e outros novos ajustes.

O Darktable é uma solução gratuita e de código aberto para tratamento de fotos — uma alternativa a aplicativos como o Fotos da Apple e o Lightroom, da Adobe. Via Darktable (em inglês).

Um bilhão de pessoas afetadas em possível vazamento de dados na China

por Shūmiàn 书面

Em meio ao crescimento da iniciativa chinesa de cibersegurança, no domingo (3) começou a circular o boato de que uma base de dados da polícia de Shanghai (vinculada ao Ministério da Segurança Pública) foi hackeada, segundo os supostos invasores.

O preço pedido pelos hackers no Telegram é de 10 bitcoins ou cerca de 200 mil dólares, segundo matéria da Reuters, que não conseguiu verificar a autenticidade dos dados. A base contém informações pessoais (nome completo, endereço, número de identidade, registros policiais e de saúde) de cerca de um bilhão de pessoas — quase toda a população do país, incluindo menores de idade.

O CEO da corretora de criptomoedas Binance mencionou no Twitter que seus analistas já haviam identificado dados de um bilhão de residentes de um “país asiático” sendo vendidos na dark web. Lembrando que em abril entrou em vigor a lei de proteção de dados pessoais, o que gerou comentário do analista Roger Creemers sobre o uso da lei neste caso.

As autoridades não se manifestaram, mas se confirmado, seria um dos maiores vazamentos de dados da história. Os brasileiros não estão sozinhos.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Oferecimento: Insider

por Manual do Usuário

Nesta semana, o Manual do Usuário tem o patrocínio da Insider, a marca de roupas básicas — e essenciais — com tecnologia têxtil.

Iniciaram com undershirts e o portfólio não para de aumentar, agora é possível ter um guarda roupa completo Insider com as linhas masculinas e femininas de camisetas e shorts para o casual e esportivo, assim como underwears.

As peças da Insider são repletas de tecnologias, como a anti-odor e anti-bacteriana, contam com um acabamento legal, cores bonitas e são fabricadas de um jeito que consome menos água que camisetas de algodão, por exemplo.

Aos leitores do Manual, a Insider oferece o cupom de desconto MANUALDOUSUARIO12, que dá 12% de desconto em todo o site. Aproveite!

Se você estiver lendo isto, significa que a migração de servidor deu certo.

Peço desculpas pelos últimos dois dias de sumiço. Estávamos trabalhando nos bastidores para migrar o site de servidor. Agora, está tudo certo. Voltamos à programação normal.

Passou a valer na última sexta-feira (1º) a resolução 88 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que altera as regras do equity crowdfunding, modalidade de investimento que permite a pessoas físicas investirem em startups.

As duas principais mudanças são o teto das captações, que triplicou (de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões) e a criação de um mercado secundário para as cotas, que dará liquidez aos investimentos feitos nessa fase.

A mudança foi elogiada pelas empresas que atuam no setor, como Kria, CapTable e EqSeed. Via Startups.com.br.

Por que esta quebra das criptomoedas é diferente

Por que esta quebra das criptomoedas é diferente (em inglês), por Frances Coppola na CoinDesk:

O ecossistema de cripto ligou-se fortemente ao sistema financeiro tradicional e o dólar domina os mercados de cripto tal como o faz nos mercados financeiros tradicionais. E na medida em que os mercados de cripto cresceram, cresceu também o valor em dólar da indústria de criptomoedas.

Mas esses dólares não são reais. Eles existem apenas no ambiente virtual. Não são, e nunca foram, garantidos pela única instituição no mundo que pode criar dólares reais, o Fed [Banco Central dos Estados Unidos]. O Fed não tem qualquer obrigação de assegurar que aqueles que fizeram quantias gigantescas de “dólares virtuais” possam trocá-los por dólares reais. Assim, quando a bolha de cripto estoura, os “dólares virtuais” simplesmente desaparecem. Se você não conseguir trocar seus dólares virtuais por dólares reais, a sua riqueza é uma ilusão.

Os únicos dólares reais na indústria de criptomoedas são os pagos pelos novos participantes quando fazem as suas primeiras compras de criptomoedas. O resto da liquidez do dólar nos mercados de cripto é fornecida por moedas estáveis atreladas ao dólar [“stablecoins”]. Estas dividem-se em dois grupos: as que têm dólares reais e/ou ativos líquidos seguros denominados em dólares que as suportam, e as que não os têm. Não há o bastante do primeiro tipo para viabilizar que todos possam converter [suas criptomoedas] em dólares reais, e não há qualquer garantia de que o segundo possa ser convertido em dólares reais. Assim, com efeito, toda a indústria de cripto está ligeiramente reservada.

Há agora uma corrida para trocar as exchanges de criptomoedas pelos poucos dólares reais ainda disponíveis. Como sempre acontece em mercados não regulados, aplica-se a lei da selva. Aqueles que têm os maiores dentes recebem os dólares. Talvez “baleias” seja o nome errado para elas. Crocodilos são mais similares.

No site oficial da Novi, carteira digital da Meta, há um anúncio dizendo que o programa piloto, lançado nos Estados Unidos e na Guatemala, será encerrado em 1º de setembro.

O nome Novi foi anunciado em maio de 2020, substituindo o anterior (Calibra). Originalmente, a Novi trabalhava com a Libra/Diem, criptomoeda da Meta/Facebook que foi descontinuada em janeiro. Com o fim da criptomoeda própria, a Meta passou a atrelá-la a uma “stablecoin” (USDP). No meio do caminho, David Marcus, que liderava os esforços da Meta em criptomoedas, saiu da empresa.

O encerramento da Novi significa o fim, também e por ora, dos planos da Meta para criptomoedas, mas não para criptoativos. A empresa tem apostado forte em dar suporte a NFTs no Instagram e no Facebook. Via Bloomberg (em inglês).

Pane em carros autônomos, teclado de 8 bits e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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O YouTube anunciou medidas para tentar conter canais de spam que tentam se passar por entidades legítimas e outras pessoas. São duas mudanças principais:

  • Não será mais permitido ocultar o contador de inscritos em um canal.
  • Alguns caracteres especiais não poderão mais ser usados nos nomes dos canais.

O Google também liberou uma opção mais agressiva do filtro de comentários, que, entre outras coisas, promete ser mais rígido com contas/usuários que tentam se passar por outras pessoas. Via YouTube (em inglês).

O porto-riquenho Javier Soltero, tido como responsável pela última grande reformulação dos aplicativos de produtividade do Google, está de saída da empresa.

Soltero chegou ao Google em 2019, vindo da Microsoft, com a missão de arrumar a casa dos aplicativos e serviços de produtividade do Google — à época, chamados G Suite.

Credenciais, ele tinha: foi seu trabalho na divisão de Office da Microsoft, onde chegou em 2014, após a Microsoft comprar sua startup, a Acompli, que chamou a atenção do Google.

E o trabalho deu resultado. Nesses três anos, a base de usuários do agora Google Workspace cresceu mais de 50%. Soltero personificava os esforços do Google nessa área e agora fica a dúvida se seu trabalho terá continuidade ou se teremos mais turbulências nessa área. Via Protocol, @jsoltero/Twitter (ambos em inglês).

Uma atualização do aplicativo do Instagram para iOS/iPhone lançada pela Meta acrescentou uma discreta opção para excluir a conta ali, sem que o(a) usuário(a) precise abrir o navegador, como era até esta quinta (30).

A novidade não foi desmotivada, mas sim para adequar o aplicativo às regras da App Store, a loja de aplicativos da Apple. Em maio, a dona do iPhone alertou os desenvolvedores de aplicativos do prazo, até 30 de junho, para eles incluírem a opção de excluir contas dentro dos próprios apps. Via TechCrunch, Apple (ambos em inglês).

O direito ao aborto, o perigo do TikTok e o terror norte-americano

Ao editar o Manual do Usuário, um ponto de atenção a que me atenho é com quem estou falando. Não é raro encontrar publicações de tecnologia brasileiras que parecem publicações norte-americanas traduzidas para o português, com a cobertura de produtos que sequer são vendidos aqui e de polêmicas que, no máximo, soam como curiosidade a nós.

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A PINE64 entra de cabeça no RISC-V

por Cesar Cardoso

Um SBC (computador em uma placa) da PINE64, da arquitetura RISC-V.
Imagem: PINE64/Divulgação.

RISC-V é “A Arquitetura do Futuro”, isso é ponto pacífico. Também é ponto pacífico que, para ser “A Arquitetura do Futuro”, precisa de um SBC [computador de placa única, sigla em inglês] de baixo custo, porque, afinal, foi assim lá em 2012, quando esta posição era da ARM; a Raspberry Pi transformou a ARM na “Arquitetura do Presente”.

A PINE64 já usa o RISC-V, no Pinecil (o ferro de solda inteligente). No entanto, viu que havia uma bola quicando — o SBC de baixo custo para colocar o RISC-V na mão da massa — e foi chutar essa bola.

Esse novo SBC é o destaque absoluto do update de junho do projeto. Não que não tenha nada — tem muita coisa sobre PinePhone (estão de volta à venda!) e PineNote (quase usável) —, mas o anúncio do computador, que vai ser, grosso modo, um Quartz64 model-A com RISC-V, é a estrela da companhia. E, sendo um SBC baseado no Quartz64, o board RISC-V da PINE64 vai ter 4 ou 8 GB de RAM, USB 3.0, slot PCIe e pelo menos uma Gigabit Ethernet (certamente vai ter slot microSD e a possibilidade de slot eMMC).

Agora, preços: o Quartz64 Model A com 4GB de RAM custa US$ 59,99 e com 8GB custa US$ 79,99. Se a PINE64 colocar os preços do SBC nessa mesma faixa… talvez seja o que o RISC-V esteja precisando para sair do “agora vai” e chegar no “agora foi”.


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Em 2021, 847.313 celulares foram subtraídos (roubados ou furtados) no Brasil, uma média de 97 por hora. O dado foi revelado no anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com cerca de 21,3 mil subtrações a mais que em 2020, o número foi considerado estável.

A distribuição dos delitos no território nacional chama a atenção. O estado de São Paulo lidera absoluto o ranking, com 289.461 subtrações de celulares, ou 34% do total.

Nos últimos anos, os assaltos a celulares se tornaram uma preocupação grande devido às quadrilhas “limpa contas”, que invadem aplicativos bancários e de fintechs para transferirem valores. Via Uol, Fórum Brasileiro de Segurança Pública.