Estilo de vida

O escritório em casa do líder de projeto Henrique Bispo

Escritório doméstico do Henrique Bispo, mostrando um rack com notebook, teclado e mouse; um monitor grande e alguns objetos.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Henrique.


Atualmente sou líder de projeto na Crio Digital, empresa de soluções em TI de Santo André, no ABC paulista. A possibilidade de trabalho remoto não nos era oferecida antes da pandemia; depois, se tornou a única opção. Justamente por sempre ter trabalhado presencialmente, me encontro em configuração ainda precária, improvisada, pelo menos em questão de ergonomia do rack e da cadeira.

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Da mesma forma, me matriculei numa faculdade presencial, a Fatec de Mauá, no curso de Informática para Negócios, porém agora todas as nossas aulas são à distância, via Microsoft Teams.

Até agora, nesses primeiros meses de trabalho remoto, minha experiência tem sido extremamente positiva. Apesar do contexto não ser nada bom, é algo que sempre quis tentar e agora torço para que continuemos tendo essa possibilidade pós-pandemia. Minha produtividade aumentou bastante, fruto principalmente da diminuição expressiva de interrupções pelos meus superiores e subordinados. As comunicações agora são mais necessárias e sucintas, já que se perdeu a facilidade de simplesmente olhar pro lado e chamar um ao outro por qualquer coisa.

No começo da quarentena, me permitiram optar entre levar pra casa o iMac 27″ que utilizo na empresa ou trabalhar com meu notebook pessoal, que foi o que preferi. É um Asus X550LN, de 2014, que veio com Intel Core i5 4210U, 6 GB de RAM, HD de 1 TB e tela 15,6″ Full HD. Ao longo desses anos, já atualizei para 8 GB de RAM e troquei o HD por um SSD de 240 GB. Quando comprei o SSD, visando apenas meu uso pessoal, 240 GB eram suficientes, mas agora, com trabalho junto, estou perto do limite. Felizmente consigo trabalhar e acompanhar todo o conteúdo da faculdade sem nenhum problema de desempenho.

Neste notebook conto com dois sistemas operacionais: o Windows 10 Home, para jogos e disciplinas da faculdade que utilizam Visual Studio, e o Linux Mint 19.3, para o uso cotidiano e o trabalho (os produtos da minha empresa são todos web, desenvolvidos no LAMP stack).

Ao lado, vemos o primeiro investimento que realizei neste escritório doméstico: um monitor LG 25UM58-P, 25″ ultra-wide (21:9), com resolução de 2560×1080. Preferi ter uma segunda tela pois a de 15,6″ do notebook é pequena quando comparada à de 27″ do iMac do trabalho. No início da quarentena, estava utilizando o monitor da minha mãe, um AOC de 17″, como segunda tela, porém ela veio ficar aqui quando foi dispensada e precisou do monitor dela de volta para o trabalho remoto.

Como periféricos, temos o teclado bluetooth BraView TMO-02B, que eu já possuía antes e raramente usava, e o mouse sem fio Microsoft Wireless Mobile Mouse 3500, que trouxe do trabalho junto ao mousepad App Tech, com apoio para o pulso. Tenho também um headphone bluetooth Philips, ali na base do monitor, e um Protetor Auditivo Tipo Concha 26DB Libus L-360V, que comprei recentemente devido ao barulho altíssimo da máquina de lavar da vizinha (no mesmo quintal), que está com defeito. Abaixo do monitor, tenho um Google Home Mini, que utilizo para ouvir música no alto-falante, buscar informações rápidas e às vezes acender/apagar luzes. Por fim, temos em cima do notebook meu Kindle básico, de uma das primeiras gerações, e uma calculadora Casio fx-82ES PLUS, necessária para algumas disciplinas da minha faculdade.

Há outros itens nesse rack que, apesar de não serem periféricos, são de grande importância na rotina de trabalho e estudo: meu copo d’água (sempre reabastecido da garrafa de 1 litro logo abaixo), um caderno que utilizo como agenda/diário, um lápis e várias canetas.

Atualização (19/6, às 9h30): Após a publicação do post, o Henrique mandou uma versão atualizada do seu escritório doméstico. Mudou quase tudo: computador, teclado, mouse, fone e mesa. Veja:

Escritório doméstico atualizado do Henrique Bispo, com nova mesa, computador, teclado e fones de ouvido.
Foto: Arquivo pessoal.

Edição 20#21

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14 comentários

    1. Eu sinto falta de uma cadeira da qual valha a pena falar hahahahaha
      Estou usando a minha cadeira da empresa, que já é bem melhor que qualquer outra que tinha aqui em casa, mas ainda assim é bem simples, não reclina e o encosto sequer vai até a cabeça. Com certeza o meu próximo investimento será numa cadeira de qualidade (gamer talvez?), inclusive aceito recomendações!

      1. Hahaha entendi.

        Falam muito do custo-benefício das DT3 Office e Gamer.

        Se você c@g# dinheiro, tem Herman Miller Aeron.

        1. Mas tem que c@g# muito mesmo. Mas muito. Se pudesse compraria uma dessas. É um investimento para a saúde, entendo eu.

    1. Até gosto, mas às vezes sinto falta de uma ou outra liberdade/facilidade que o Linux dá pra quem é desenvolvedor web, ou de compatibilidade com jogos em comparação com o Windows. Por outro lado, agora de volta ao PC não senti falta de nada (pelo menos no meu contexto de estudante universitário, desenvolvedor web e jogador casual).

    2. E claro, também tem a questão que todo o meu curso da faculdade gira em torno da Microsoft, as disciplinas usam SQL Server e Windows Forms no Visual Studio, por exemplo.

  1. Agora na foto atualizada (obrigado Rodrigo!) conto com o notebook Acer Nitro 5 AN515-54-76XC, equipado com Intel Core i7 9750H, 16GB de RAM, 1TB de HD e 256GB de SSD, placa de vídeo GTX 1650 com 4GB dedicados e tela 15,6″ Full HD. Nem preciso dizer que houve um salto considerável na performance. Veio com Endless OS, que nem mesmo vi a cara porque prontamente coloquei um SSD de 500GB no segundo slot M.2 e instalei Windows 10 Education (para o qual tenho licença gratuita através da faculdade) e Linux Mint 20 MATE.
    Outras mudanças incluem o headset Warrior PH244, a base com cooler Warrior AC267, que está sustentando o notebook, e o kit de teclado e mouse sem fio Dell KM636. A nova mesa, com uma gaveta única bem ampla, é uma das mais baratas vendidas no site Madeira Madeira, e está me servindo muito bem.

  2. Dúvida: você prefere deixar o notebook na sua frente e o monitor maior do lado? Achei curiosa essa organização.

    1. Acredita que eu nunca nem pensei a respeito? Acostumei assim desde uma época quando usava o teclado do próprio notebook, e então depois que passei a ter teclado à parte não me passou pela cabeça essa possibilidade hahahahahaha
      Vou trocar aqui e provavelmente gostar muito mais, obrigado por este comentário

  3. Eu possui-a esse mesmo notebook só que na versão com 500GB de HD, o único upgrade que dei nele foi colocar um SSD de 250GB e Colocar o HD no lugar do leitor de DVD. Mas o que me deixou revoltado e me fez tomar a decisão de nunca mais comprar um ASUS foi eles soldarem a memória de 2GB na placa mãe e deixar o outro slot com uma de 2GB que pode ser substituída, isso mata qualquer capacidade de upgrade.

    1. Meu notebook Asus é semelhante, mas com Core i5 de quinta geração, 8GB RAM e o único upgrade foi um SSD 240GB da Kingston. Não fique revoltado com a Asus por ter soldado a memória RAM, infelizmente ela não é a única empresa que faz isso.
      Agora o que me revolta na Asus é colocar uma dobradiça vagabunda que quebrou as travas de plástico da tela do meu notebook, levei em uma assistência técnica e precisou colar e colocar parafusos para prender a tela na carcaça.

      1. No meu não tive o primeiro problema (ou por não estar soldada ou por vir soldada uma de 4GB pelo menos). Mas o segundo problema realmente, não cheguei a ter que colocar parafusos, mas não demorou pra ficar bem instável essa parte da dobradiça, inclusive desligando abruptamente caso pegasse nele ali perto.
        Além disso, desde quando eu comprei, o wi-fi e Bluetooth sumiam intermitentemente. Cheguei a mandar pra garantia e voltou ok, mas pouco depois o problema ressurgiu e não tive paciência pra ir reclamar mais disso. Com o tempo o wi-fi sumiu de vez, embora o Bluetooth continuasse utilizável (pra teclado e mouse, fone não). Como a bateria já não durava nem 15 minutos há algum tempo, além da questão do desligamento abrupto, ele tinha se tornado efetivamente um PC de mesa. Nos últimos meses a porta Ethernet começou a falhar, e as portas USB a dar mal contato, aí foi a minha deixa pra comprar um novo e deixar esse pra minha mãe (que já usava um PC de mesa só que muito mais antigo).

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