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Bloco de notas 20#21: Apple é alvo de duas investigações antitruste na Europa

Uma curadoria semanal de notícias, curiosidades e esquisitices da tecnologia pessoal.


🗞 Notícias

A Comissão Europeia abriu duas investigações antitruste contra a Apple. A primeira mira a obrigatoriedade de compras em apps usando o sistema da Apple, que cobra uma taxa que varia de 15% a 30%, e o impedimento dos apps de anunciar ofertas em locais externos. A outra diz respeito ao Apple Pay: as condições para que apps e varejistas usem-no, as restrições ao uso do chip NFC no iPhone e Apple Watch e supostas negativas de acesso ao sistema. [Comissão Europeia (2), em inglês]

Livros recomendados pelo Manual do Usuárioo

Numa dessas coincidências da vida, o Hey, novo provedor de e-mail que comento nesta edição, teve uma atualização do seu app para iOS barrada pela Apple. O caso ilustra bem a inconsistência e o absurdo que motivaram a Comissão Europeia a investigar a Apple. [MacMagazine]

O Facebook permitirá que cidadãos norte-americanos optem por não ver anúncios políticos na rede social homônima e no Instagram. (Este ano eles têm eleições presidenciais.) Vale lembrar que, nas atuais regras da rede social, anúncios políticos não são analisados por verificadores independentes, ou seja, políticos podem pagar para amplificar mentiras sem qualquer consequência. [The Verge, em inglês]

Horas depois de enviar a última edição da newsletter, a Sony revelou o visual do PlayStation 5. Suas linhas sinuosas dividiram opiniões — uns acharam o video game bonito e futurista; outros, feio. [PlayStation Blog]

A Samsung lançou sua linha 2020 de TVs no Brasil. Os preços variam de R$ 2,3 mil (TU7000 43”) a R$ 100 mil (Q950T 85”, um telão 8K), com destaque para uma nova linha, a Crystal UHD, que traz alguns recursos avançados, como assistentes de voz, para faixas de preço menores. [Samsung]

A Asus trouxe dois dos seus melhores notebooks ao mercado brasileiro. O destaque é o ZenBook Duo, modelo que tem uma tela adicional na base e preço sugerido de R$ 20 mil. O ZenBook 14, com uma tela só de 14 polegadas, começa em R$ 7,7 mil. [Olhar Digital]

A Fairphone atualizou para o Android 9 um celular lançado em 2015. É um feito e tanto, especialmente porque o Fairphone 2, o tal celular de 2015, usa um chip da Qualcomm que foi abandonado pela fabricante há bastante tempo — o Android 6 foi a última versão lançada oficialmente para ele. A Fairphone é uma fabricante diferente, que tenta fazer um celular ético e que dure mais do que a média do mercado. [Android Authority, em inglês]


📱 Apps

O Twitter liberou o envio de clipes de áudio, por ora, apenas no aplicativo do iOS. Cada áudio pode ter até 140 segundos, ou pouco mais de dois minutos, mas o app emenda um novo tuíte/mensagem assim que o limite de tempo é atingido, criando um “fio”. Há um bom argumento a favor da acessibilidade e de novos usos criativos do recurso. Por outro lado, imagine o tanto de mensagem “urgentes”, apócrifas ou de impostores, além de outras lorotas, e como (se?) isso tudo será moderado… [Twitter]

A Adobe lançou o Photoshop Camera (Android, iOS). É um app gratuito com filtros e lentes bem diferentes, que atuam de maneira “inteligente”, segundo a empresa, o que facilita seu uso. [Adobe]

O Dropbox, enfim, permite sincronizar quaisquer pastas do sistema, livrando o usuário de guardar todos os arquivos na pasta criada pelo aplicativo. O anúncio faz parte de um pacote de novidades, que inclui o lançamento do gerenciador de senhas que comentei na última edição da newsletter. Ao contrário das outras, a sincronia de qualquer pasta vale para usuários do plano gratuito. [Engadget, em inglês]

O Google uniu forças com a Parallels para levar aplicativos do Windows ao Chrome OS. O anúncio, bem vazio, não informou prazos nem quaisquer outros detalhes. [The Verge, em inglês]

O Snapchat está cheio de novidades, todas anunciadas na conferência anual da empresa. Destaques para a reformulação da interface, que ficou mais previsível com botões inferiores, e os Minis, mini-aplicativos que funcionam dentro do Snapchat. [Snap (2), em inglês]


💡 Dicas e curiosidades

O Apple News, app de notícias da Apple que não existe no Brasil, emprega editores humanos e algoritmos em partes distintas do aplicativo. Mac O’Clock fez um trabalho interessante ao analisar quais tipos de notícias se destacam sob a batuta de cada tipo de editor. Em resumo, os editores humanos usam fontes mais diversificadas e destacam menos “soft news” (notas sensacionalistas ou de celebridades). Não deveria ser surpresa, mas o trabalho de editores humanos, preterido por grandes empresas como a Microsoft, ainda é muito superior ao de algoritmos. [Medium, em inglês]

O pesquisador que pensa estar livre da pressão para se expor em redes sociais precisa rever essa ideia. Neste estudo, uma amostra de 112 papers científicos foi dividida em dois grupos. Os do primeiro foram compartilhados no Twitter com 58 mil pessoas; o outro, não. Um ano depois, os pesquisadores detectaram que os papers compartilhados no Twitter tiveram quatro vezes mais citações em outros trabalhos científicos. [PubMed.org, em inglês]

A Positivo Tecnologia está nadando na venda de notebooks — as vendas de maio foram 45% maiores que as do mesmo mês em 2019. O que mais me chamou a atenção na reportagem, porém, foi descobrir que o presidente da empresa, Hélio Rotenberg, só tinha um computador em casa antes da pandemia, compartilhado por ele, esposa e filhas. Depois que o coronavírus colocou todo mundo em casa trabalhando e estudando, ele descolou mais quatro PCs. [Neofeed]

Uma linha do tempo, com prints, do gerenciador de arquivos do Windows — aquele que já teve vários nomes, mas a que geral sempre se refere como “Windows Explorer”. [gekk.info, em inglês]

Na mesma linha nostálgica, uma ode ao Windows 2000, o elo perdido entre os péssimos Windows 9x e os estáveis Windows NT. No último dia 13, o lançamento do Windows 2000 completou 20 anos. [How-To Geek, em inglês]

A loja Humble Bundle lançou seu pacotão de jogos em prol da justiça racial. O preço-base é de US$ 30, meio salgado para nós, brasileiros, ainda que o pacote tenha jogos renomados — além de livros e quadrinhos. [Humble Bundle, em inglês]

Desenvolvedores independentes de aplicativos e jogos para iOS criaram um pacote de adesivos com os ícones dos seus trabalhos. A versão digital, para o iMessage, custa R$ 3,90. A física é meio inviável: o frete para o Brasil é mais caro que o produto, que custa US$ 12,99. Mas o que valeu a menção da iniciativa aqui foi a lista de apps participantes, uma mina de ouro de pequenos apps bem feitos, alguns desconhecidos até então para mim. [Indie Sticker Pack, em inglês]

Toque nos quadradinhos para iluminá-los, defina a velocidade no seletor abaixo deles e aperte o botão “Play”: parabéns, você está fazendo música. [Music Grid]


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Edição 20#21

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1 comentário

  1. sobre a documentação das várias versões do windows explorer:

    antigamente, quando tudo na internet ainda era mato, o marcin wichary (que escreve sobre história do design em computadores) mantinha o GUIdebook, que documentava TODOS os elementos de interface gráfica de distintos sistemas operacionais

    o trabalho era fantástico e realmente não sei como ele tinha tempo de fazer isso sozinho

    https://guidebookgallery.org

    é o tipo de coisa que acho que valeria criar uma wiki pra ser feita coletivamente

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