FIB16 em Belém (PA): Um passeio visual

Crachá do FIB16 de Rodrigo Ghedin, do Manual do Usuário, Paraná, sobre uma bolsa preta.

Tive a oportunidade de participar de mais uma edição do Fórum da Internet no Brasil, o FIB16, desta vez em Belém (PA). O evento, organizado pelo NIC.br, reúne pessoas de diferentes setores para debater assuntos quentes e/ou importantes relacionados à internet no país.

O meu FIB16, porém, foi um pouco diferente. A exemplo da edição passada, em Salvador (BA), vim aqui contratado pelo NIC.br para conduzir o podcast de entrevistas Nós da Internet. Optei por ficar menos dias desta vez, o que adensou o cronograma das entrevistas e me privou de acompanhar as mesas. (Dica que vale para mim: todas foram transmitidas e estão disponíveis no YouTube.)

Para não passar o evento em branco neste Manual, pensei em registrar em fotos os ambientes e momentos do FIB16 e os bastidores do Nós da Internet.

Fazia muito tempo (mesmo) que não fotografava qualquer coisa além de eventos familiares. Ignorem ângulos estranhos, luzes estouradas e cores esquisitas. Notei que esqueci tudo que sabia de fotografia — o que, verdade seja dita, nunca foi muita coisa.

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O FIB16 ainda está rolando no centro de convenções Hangar, na capital paraense, mesmo local que recebeu a COP 30 em 2025. É gigantesco. O FIB ocupa parte do piso superior.

Ao passar pelo credenciamento no térreo e subir as escadas (ou ser levado pela escada rolante), o visitante se depara com larguíssimo corredor em formato de “U” que abriga as quatro salas onde os debates acontecem, salas privadas, o estúdio do Nós da Internet, banheiros e provavelmente mais coisas que não notei.

O corredor é tão largo que recebeu dois espaços com poltronas e assentos para os participantes do FIB descansarem ou usarem seus computadores com mais conforto. Foi, também, um lugar propício para (re)encontrar pessoas, e nesta edição tive a sorte de conhece mais um monte de gente legal com quem só tinha conversado por telefone, e-mail ou redes sociais.

Visão geral do amplo corredor, com pessoas dispersas no ambiente e um painel para tirar fotos à esquerda, à frente de grandes janelas.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Do lado direito colocaram uma grande mesa, tradicional no FIB, com livros, cartilhas e adesivos do NIC.br e parceiros, tudo oferecido gratuitamente.

Uma longa mesa cheia de livros em cima, em frente a uma parede bege, com texturas, e pessoas ao redor.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Três salas ficam à direita e uma — a principal (e maior) — à esquerda. As salas são organizadas num formato de auditório, com o palco à frente de uma tela enorme.

Palco da mesa “Vozes em Rede: Experiências de Inclusão Digital e Soberania Linguística Indígena”.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O estúdio do Nós da Internet fica do lado esquerdo, meio escondidinho. (Em Salvador, ele ficava mais centralizado.) Entretanto, a produção subiu o nível da decoração. Ficou super aconchegante e agradeci muito terem dispensado os fones de ouvido em mim e nos entrevistados.

Dois homens observando um estúdio que lembra uma sala de estar através de um vidro.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A ilha de edição (ou de captação) fica atrás do estúdio. É cheia de botões coloridos e equipamentos de áudio profissional. Não tenho a menor ideia de como tudo isso funciona.

Mesa com notebook, monitor, claquete e uma mesa de áudio.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A super equipe que está produzindo a segunda temporada do Nós da Internet:

Equipe do podcast no cenário: Laura Molinari, Taís Stoffelli, Rodrigo Ghedin e Pedro Boneto.
Da esquerda para a direita: Laura Molinari, Taís Stoffelli, eu e Pedro Boneto. Foto: Thiago Diniz/NIC.br.

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Eu, que sou só meio bobo, não inteiro, aproveitei as noites e os horários vagos entre uma gravação e outra para conhecer Belém. Foi a primeira vez que estive na região Norte do Brasil.

Fui à Estação das Docas, que parece um cais/porto na Baía do Guajará, só que repaginado para turistas. Por dentro lembra um shopping restrito a restaurantes e lojas de lembranças. A área externa mantém os guindastes, que não sei se ainda são usados ou se viraram decoração.

Área interna da Estação das Docas. Lembra um shopping, só que estreito.
Foto: Rodrigo Ghedin.
Guindaste amarelo na área externa da Estação das Docas, à beira do baía do Guajará.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Ali, provei um sorvete bom demais na Cairu: os sabores “carimbó”, que mistura cupuaçu com castanha do Pará, e o Cairu COP 30, que tem esses mesmo ingredientes, mais pistache.

Foto de uma bola de sorvete sabor carimbó, em frente à fachada da Cairu.
Este é o sabor carimbó. Tudo com cupuaçu fica gostoso. Foi a primeira vez que provei o fruto em pedaços (as partes amarelas do sorvete). Foto: Rodrigo Ghedin.

Por falar em carimbó, o ritmo musical do Pará, na noite seguinte fomos ao Apoena, um bar-restaurante que aparenta ser tradicional. Comi o popular peixe filhote acompanhado de açaí na cuia, que achei delicioso:

Pratos sobre a mesa: filé de filhote com folhas de jambu e uma cuia de açaí.
O famoso açaí original. Não é salgado, como se pensa aqui no Sul/Sudeste. Ele só não é doce. A consistência é mais líquida, e não pastosa, e vem com acompanhamentos. Foto: Rodrigo Ghedin.

E, depois, assisti ao início da apresentação do Lucas Castanha e ao show à parte da clientela que se levantou das mesas para dançar.

Palco com músicos tocando e, à frente, silhuetas de algumas pessoas em movimento, dançando.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Também comi — sem fotos — tacacá, tucupi à casaca, moqueca de peixe filhote e maniçoba (o prato que mais gostei). Descobri novos frutos, como o da pupunha (da mesma árvore de onde se extrai o palmito), bacuri (um cupuaçu sem o azedinho no final) e as folhas do jambu, onipresentes na culinária paraense e que, até então, só conhecia diluídas na cachaça. O equivalente nos doces é o cupuaçu, que aparece em muitas receitas e muito me agrada.

Banca de feira com muitos cachos de pupunha.
Antes de ir a Belém, não tinha a menor ideia que se come o fruto da pupunha. Foto: Rodrigo Ghedin.

No dia da volta, passei pelo mercado Ver-o-peso para comprar algumas lembranças. É vasto e caótico. As barracas formam labirintos temáticos — área de peixes, frutas, artesanato — que enchem os sentidos com cheiros, colorido e barulhos distintos.

Barraca com grandes tigelas com alimentos cozidos, como arroz e carnes, e uma mulher atrás da banca vestindo avental.
Tirei esta foto às 9h da manhã. Foto: Rodrigo Ghedin.
Barraca de cachaça com um homem, o vendedor, enrolando uma garrafa em papel.
A famosa cachaça de jambu. (“Frutas”?) Foto: Rodrigo Ghedin.
Duas pessoas sentadas à porta do Solar da Beira.
No meio do Ver-o-peso, o prédio Solar da Beira oferece uma feirinha de artesanatos. Foto: Rodrigo Ghedin.

No primeiro voo da volta, de Belém a Guarulhos, descolei um assento na janela na esperança de ver de cima um pedaço da Amazônia. Consegui, mas bem pouco: havia muitas nuvens no caminho e menos árvores do que esperava.

Vista aérea, da janela de um avião, de parte da floresta e de um rio, cobertos por algumas nuvens.
Foto: Rodrigo Ghedin.

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1 comentário

  1. O Norte é incrível!
    Acredito que os outros estados deveriam assimilar mais a cultura e culinária nortista, e o turismo interestadual para a região deveria ser estimulado por todas as esferas.