Microsoft inicia distribuição da Lumia Cyan, atualização que traz Windows Phone 8.1

https://www.youtube.com/watch?v=GceaQE12dGk

Começa hoje a distribuição da atualização Cyan para smartphones Lumias. Ela traz o Windows Phone 8.1 e melhorias exclusivas para a marca. Quais?

  • Central de Ações (cortina de notificações com atalhos rápidos)
  • Word Flow (digitação deslizando os dedos no teclado)
  • Melhorias no uso do aparelho em redes corporativas
  • Nova tela de bloqueio e opções para os blocos dinâmicos na tela inicial (terceira coluna e imagem de fundo)
  • Creative Suite 6 (não confundir com a da Adobe)
  • IE 11
  • Para quem prefere usar o Windows Phone em inglês, a Cortana.

O Lumia 1520 ainda ganha algumas exclusividades, como aperfeiçoamentos em fotos e vídeos, uma nova tecnologia de compartilhamento de tela e a ativação do SensorCore, para monitorar e gerenciar dados de atividades físicas.

Quem já passou por uma atualização dos Lumias sabe que ela é gradual e varia de modelo para modelo, e de operadora para operadora. Esta página mostra o status — e, no momento, a atualização em todos os modelos de todas as operadoras nacionais está “em testes”.

Fim do caderno Tec, da Folha 

Vera Guimarães Martins, na Folha:

As três décadas de vida do caderno de tecnologia acabam nesta segunda. A Secretaria de Redação anunciou na sexta (11) que, a partir de 21 de julho, Tec deixará de existir como suplemento.

O conteúdo mais alentado e reflexivo, que circulava às segundas, será acomodado em duas páginas encartadas em Mercado, que já abrigava a cobertura factual diária do setor de tecnologia.

À exceção de Ronaldo Lemos, que segue no impresso, os demais colunistas e a seção de quadrinhos serão publicados só no site de Tec. Os cadernos especiais temáticos serão produzidos quando se revelarem comercialmente viáveis.

A decisão, segundo a Secretaria de Redação, se deve ao baixo retorno publicitário. Os anunciantes foram minguando nos últimos tempos e praticamente sumiram -na contramão do noticiário, da audiência digital e da importância econômica do setor de tecnologia, que dispararam em curva oposta.

Alguns dados de audiência da versão online do Tec também são citados. Não acompanhava a versão impressa do Tec e não sei se alguém sentirá falta — as reações que vi por aí seguem a linha “já tinha ido e esquecera de cair” –, mas é sempre ruim, para o todo, quando uma publicação grande da área some ou tem baixas, como é o caso.

Os novos apps da Philco aprovados pelo Ministério das Comunicações são intrigantes

Quando o Ministério das Comunicações anunciou a exigência de apps nacionais nos smartphones comercializados aqui que quisessem se beneficiar da Lei do Bem, havia dois temores.

Primeiro, o de que esses apps viessem pré-instalados. Existia a possibilidade legal, mas reinou o bom senso junto às fabricantes e, até onde conheço, todas optaram por um atalho para baixar esses apps. O outro, de que a cota fosse preenchida por apps rasos, apenas para cumprir a obrigatoriedade legal. Não foi o caso com todas, e talvez a nova lista da Philco revele surpresas, mas esses nomes, e essas funções…

A notícia é da semana passada (a lista saiu no Diário Oficial da União de sete de julho), mas só soube dela hoje. O MiniCom aprovou uma nova rodada de apps da Philco, a maioria desenvolvida por uma talde Tap4 Informática. Confira alguns nomes:

  • Philco Bateria
  • Philco Câmera Frontal
  • Philco Clima
  • Philco Conversor de Moedas
  • Philco Lanterna
  • Philco Marcador de Livros (!)
  • Philco Fitness
  • Philco Tetris

A falta de originalidade no batismo desses apps já é meio chata, mas é a utilidade, que presumo dos nomes, o que mais intriga. Os apps soam redundantes e extremamente básicos, quando não são indecifráveis — o que o Philco Marcador de Livros faz, afinal?

Em meio a tudo isso, pelo menos um já tem minha admiração de cara: o Philco Gravador de Voz. Acredite se quiser, mas o Android não tem um app do tipo pré-instalado.

Na Nigéria, smartphones da Samsung virão com uma tela de bloqueio diferente

É assim que os smartphones da Samsung na Nigéria serão desbloqueados.
Start, da Celltick.

A Celltick, empresa que se define como “uma líder global em comércio iniciado [em dispositivos] móveis”, firmou parceria com a Samsung Electronics West Africa para cuidar da interface dos smartphones Samsung comercializados na Nigéria.

Não é o fim da TouchWiz. A interferência da Celltick se limita à tela de bloqueio e é baseada no Start, um app disponível gratuitamente no Google Play. Ele oferece abas à esquerda para conteúdos selecionados pelo usuário e atalhos rápidos no botão de desbloqueio da tela. Testei aqui e é legal, embora a posição dos conteúdos, do lado esquerdo, seja ruim de alcançar em smartphones maiores. O Start proporciona mais utilidade (e atenção) à tela de bloqueio e atalhos bem rápidos para uma variedade grande de apps. Não sei, porém, se usaria no dia a dia.

O comunicado à imprensa da Celltick fala de oportunidades para a distribuição de cupons de desconto. De fato, no meu teste encontrei um disponível, além de outra aba dedicada à Copa do Mundo (que, para você, leitor do futuro, terminou ontem). A prometida utilidade vem ao custo de umas propagandas jogadas na sua cara eventualmente.

A única coisa que não entendi muito bem é o que esse “Galaxy 11” citado significa. É o mesmo nome de uma campanha de marketing global da Samsung que coloca jogadores de futebol contra aliens (?), mas o comunicado parece se referir ao termo como se fosse uma linha de produtos.

Alguém quer um relógio inteligente? 

Kevin Roose, na New York:

Apesar de todo o barulho em torno dos [gadgets] vestíveis, não está claro quem deveria estar comprando eles. Menos da metade dos entrevistados em uma recente pesquisa da Accenture disseram que considerariam comprar um relógio inteligente, e mesmo os analistas mais otimistas preveem apenas 20 milhões de relógios do tipo vendidos esse ano, número insignificante comparado aos das vendas de smartphones e tablets. O ceticismo do mercado talvez seja em função do quão cedo os primeiros relógios inteligentes saíram de cena (poucos duraram mais do que um ou dois anos antes de serem tiradas das prateleiras). Mas o mais provável é que os relógios inteligentes atuais continuam sendo gadgets misteriosos e de certa forma redundantes. Até os modelos mais sofisticados não fazem nada que um celular não consiga, exceto ficar confortavelmente no seu pulso. E o fator novidade ainda é alto. Os caras dos códigos do Vale do Silício podem apreciar a capacidade de pedir pizza a partir do próprio pulso (o que é, por sinal, um app real do Android Wear), mas o resto de nós não tem muita necessidade de outro dispositivo para carregar por aí, manter carregado e se preocupar em não quebrar.

Em certo sentido o ceticismo é parecido com o que acometeu o iPad, mas isso não garante que o Android Wear e outros relógios inteligentes terão o mesmo destino.

Instagram Direct e vídeos: as pessoas estão usando? 

Quando surgiu, em 2010, o Instagram foi um sucesso imediato. Fácil de mexer, com filtros poderosos e focado em uma coisa, fotos. Esses e, talvez, outros fatores levaram à conquista de uma base de usuários grande e fiel.

Com o passar dos anos e após a aquisição pelo Facebook, eventualmente o Instagram buscou se diversificar. As maiores novidades foram o Instagram Direct, que restringe a exibição de uma foto ou vídeo a poucos contatos, e os vídeos de até 15 segundos, liberados na cola do sucesso do Vine, serviço do concorrente Twitter.

Como eles estão se saindo? Na Fortune, Jessi Hempel traçou um perfil do Instagram hoje. Lá pelo final, a matéria traz essa resposta:

O Instagram oferece um recurso que permite aos usuários tornarem suas contas privadas, e na medida em que novas levas de usuários entram no serviço, um pouco mais deles estão o usando. E em dezembro, o Instagram lançou um produto de mensagens privadas. A maior parte da imprensa de tecnologia foi rápida em descartá-lo, mas dados sugerem que ele está ganhando tração. De acordo com o Instagram, ao longo do mês passado 45 milhões de pessoas, ou cerca de 25% dos seus usuários, enviaram ou receberam mensagens diretas no serviço.

A empresa tem tido menos sucesso com seus vídeos de 15 segundos, lançados pouco depois que os vídeos do Vine, do Twitter, se tornaram populares. Embora [Kevin] Systrom diga que o Instagram está contente com eles, a empresa não divulga informações quantas pessoas estão publicando vídeos, e duas fontes próximas sugerem que eles têm sido decepcionantes. De certa forma, a bênção da empresa talvez seja sua maldição: ela construiu sua reputação ao permitir que seus usuários fizessem uma coisa extremamente rápida e incrivelmente bem.

Adidas lança bola de futebol inteligente 

https://www.youtube.com/watch?v=VJwR4C9QjKM

Talvez este um daqueles momentos onde paramos e nos perguntamos se fomos longe demais.

A miCoach Smart Ball sincroniza com o iPhone via Bluetooth e mensura a força, distância e os giros dos chutes, colocando tudo isso em gráficos e ajudando o atleta de fim de semana a melhorar suas habilidades. Como tem bateria, precisa ser recarregada. Sim, você recarrega… uma bola.

O que mais chama a atenção é que a Adidas direciona essa bola inteligente a jogadores de fim de semana, não aos profissionais. Na matéria do Engadget, Christian DiBenedetto, diretor de inovações sênior da Adidas, vislumbra um futuro onde bolas do tipo serão usadas em jogos profissionais, fornecendo dados em tempo real para deleite de torcedores e técnicos.

Nos seis anos da App Store, o desafio da Apple é tirá-la de 2008

Hoje a App Store, loja de apps e jogos do iOS, completa seis anos. Parabéns! Para celebrar, tem vários jogos e apps em promoção — as listas do TUAW e Gizmodo são complementares.

É quase dispensável falar da importância que a App Store teve não só para o iPhone, mas para toda a indústria. Ela simplificou a distribuição e instalação de aplicativos em smartphones, coisa que até existia antes no Windows Mobile, Palm e Symbian, mas de forma totalmente desorganizada. Criou novos filões para desenvolvedores, mudou a expectativa que os usuários tinham de apps (massificou o termo app!), mexeu profundamente na precificação do software. Para o bem ou para o mal, a App Store deu início a uma nova fase para o software que usamos no dia a dia.

Apesar disso, ainda existe espaço para melhorar. Ao longo desses seis anos o funcionamento da App Store pouco mudou. Tivemos, sim, algumas novidades como as compras in-app, mas o modo de usar, a “descobertabilidade” dos apps permanece estagnada, como era em 2008. Para ter seu app reconhecido e fugir da assustadora estatística recentemente divulgada de que 80% dos títulos presentes lá são zumbis (PDF), ou seja, solenemente ignorados por público e crítica, a única saída é ser descoberto por alguém — um editor de site, alguém influente ou os curadores profissionais da Apple.

https://twitter.com/Vectorpark/statuses/479684862526251008

Não faz muito tempo o desenvolvedor Andy Baio foi ao Medium para lançar ideias sobre como a App Store poderia mudar esse cenário. (Por extensão, elas valem também para todas as outras lojas de apps.) A chave para abrir essa porta, segundo ele, é recorrer às redes sociais.

Com a criação de um equivalente ao Grafo Social do Facebook, só que para apps, a Apple conseguiria direcionar pequenas pérolas a quem interessa. Em vez da hierarquia corrente ser de cima para baixo, ou seja, uns poucos apps destacados sendo usados pela maior parte da base, com critérios sociais e recomendações personalizadas haveria uma diluição maior e desenvolvedores e apps novatos teriam chance de emplacar sem depender de QI, o famoso “quem indica”.

O texto dele é uma descrição detalhada de como esse sistema funcionaria. A Apple não tem um histórico decente com redes sociais (lembra do Ping?), mas é algo que vale a pena tentar. Se desse certo, beneficiaria a todos — desenvolvedores, usuários e a ela própria.

Digg Deeper 

A volta do Digg é uma das coisas mais legais da web nos últimos anos. A Betaworks, atual dona e responsável por ressuscitar o sistema, continua adicionando recursos legais à plataforma. Primeiro, um agregador de feeds; hoje, o Digg Deeper.

O Digg Deeper é baseado na tecnologia do News.me, outro produto da Betaworks que foi descontinuado com a compra do Digg. Nesse retorno, ele analisa os links compartilhados por seus contatos no Twitter e faz uma curadoria automatizada dos mais relevantes, exibindo alertas na página inicial do Digg, por e-mail ou pelo app para iOS.

Essa curadoria é o grande barato da coisa, e o que o distancia de outras soluções, como a integração com Twitter do Safari, navegador da Apple. Do anúncio:

O ingrediente mágico é a forma como analisamos seu feed do Twitter para determinar o volume certo de alertas. Por exemplo, um componente do algoritmo mensura a atividade acerca de cada link no seu feed. Se você segue zilhões de contas que estão linkando para centenas de posts por dia, você pode receber um alerta se cinco amigos compartilharem o mesmo link. Mas se você segue apenas algumas contas, poderá receber um alerta quando apenas dois amigos compartilharem aquele link.

Nesse sentido ele se parece muito com o Fever, um agregador de feeds — a explicação do Paulo, que usa o Fever, é bem boa.

Samsung desenvolve SoC Exynos com antena LTE 

Kif Leswing, no GigaOM:

Se você pegar um smartphone topo de linha da Samsung, como o Galaxy S5, ele terá um processador Qualcomm, mesmo a Samsung sendo uma das maiores e mais sofisticadas fabricantes de chips. Isso ocorre porque a Qualcomm é basicamente a única fabricante capaz de incluir uma antena LTE em seus SoCs. Mas isso muda agora, com o anúncio da Samsung de que seu novo chip Exynos ModAP vem com uma antena LTE embutida.

Esse Exynos ainda não tem o mesmo poder dos modelos tradicionais com apenas 3G. É um SoC com processador quad-core, capaz de suportar câmeras de até 8 mega pixels com gravação de vídeo em 1080p a 30 quadros por segundo. Mas é um passo, e um importante, para a Samsung não precisar mais recorrer à rival Qualcomm na fabricação dos seus melhores smartphones.

Satya Nadella redefine a Microsoft: menos burocracia, foco em produtividade e usuários

Satya Nadella, CEO da Microsoft.
Foto: Microsoft.

No recém-iniciado ano fiscal de 2015, o CEO da Microsoft Satya Nadella enviou um e-mail para todos os seus funcionários (também disponível na web, para qualquer um ler) no qual, em meio a muitos “nós vamos fazer isso e aquilo”, tenta especificar quais rumos a empresa tomará. É tempo de repensar o papel da Microsoft — mais uma vez.

Não faz muito tempo que o agora ex-CEO Steve Ballmer lançou o mantra “dispositivos e serviços” e tratou de simplificar o alto escalão dos seus comandados com a iniciativa Uma Microsoft. Nadella, CEO faz pouco tempo, resolveu mexer em tudo isso. Em termos bem resumidos, ele quer acelerar processos, diminuir a burocracia interna e focar em produtividade. (mais…)

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (junho/2014)

Nexus 4 com a gaveta de apps aberta.

Atrasou um pouco, mas os melhores apps de junho chegaram! Neste mês tivemos um punhado de grandes apps chegando ao Windows Phone, nem todos exatamente bons, infelizmente. Na lista abaixo, tudo o que de melhor que pintou nas três principais plataformas móveis — a já citada da Microsoft, mais Android e iOS.

Os apps estão em ordem alfabética e misturados, sem divisão por sistema. Quando multiplataforma, trazem todos os respectivos links. Pronto? Então vamos lá. (mais…)

Agora o Google Maps informa distâncias independente de rotas

Medir distância no Google Maps agora é super simples.
Imagem: Google.

Daqueles recursos que você podia jurar que existiam, mas não, um desses para mim era a medição da distância entre dois pontos na versão web do Google Maps. Parece que isso existia como um recurso do Lab na versão antiga, mas na nova, sumiu. Tanto que não faz muito tempo fui tirar uma dúvida e… nada. No máximo, dava para fazer uma rota entre os pontos “A” e “B”, o que não é nada prático.

Desde ontem, porém, o recurso passou a existir. Basta clicar com o botão direito e, em seguida, Medir distância. Dá para colocar vários pontos no traçado, e esse não se limita a ruas — pode passar no meio das quadras, invadir rios e oceanos e tomar qualquer forma.

Via The Verge.

LG apresenta o KizON, um gadget vestível para monitorar crianças 

Kaylene Hong, no The Next Web:

O KizON é projetado principalmente para pais monitorarem a localização de seus filhos em idade pré-escolar e no Ensino Fundamental. Usando GPS e Wi-Fi, a pulseira consegue fornecer informações de localização em tempo real a um smartphone, de modo que os pais saibam onde seus filhos estão.

O KizON também tem um botão “Discagem Em Um Passo”, que permite aos pais entrarem em contato com seus filhos facilmente. Se a criança não atender a ligação de quaisquer números pré-definidos em 10 segundos, o KizON completa automaticamente a chamada para que o pai consiga ouvir o que se passa através do microfone embutido. As crianças também podem discar para um número pré-configurado caso precisem falar com um adulto.

É uma variante interessante dentro da tendência de gadgets vestíveis e, junto a eventuais dispositivos que miram o público idoso, tem hoje mais aplicação prática do que as soluções generalistas, como as que usam Android Wear.

Não sou pai e talvez isso limite o meu julgamento a ponto de suscitar tal debate, mas me chama a atenção esse monitoramento precoce, especialmente o microfone que entra em ação mesmo contra a vontade da criança. Para as novinhas, nada muito grave, mas crianças no Ensino Fundamental me parecem já ter alguma vida própria e a percepção de, com esse trambolho no pulso, estarem sendo monitoradas.

Andar com o KizON não poderia, de alguma forma, naturalizar ou relativizar a ideia de vigilância constante  nessas crianças e, por consequência, diminuir a importância que a privacidade teria quando chegarem na fase adulta?

As pesquisas em redes sociais financiadas pela Darpa 

Ben Quinn e James Ball, no Guardian:

Pouco antes da controvérsia do Facebook emergir, a Darpa publicou uma longa lista de projetos financiados sob o programa SMISC (Comunicação Estratégica em Mídia Social), incluindo links para os resumos e papers completos.

A lista de projetos inclui um estudo sobre como os ativistas do movimento Occupy usaram o Twitter, bem como um apanhado de pesquisas de monitoramento de memes na Internet e algumas sobre a compreensão de como o comportamento de influência (curtir, seguir, retuitar) acontece em um grupo de plataformas de mídias sociais como Pinterest, Twitter, Kickstarter, Digg e Reddit.

A reportagem faz uma boa recapitulação de projetos fascinantes (e meio assustadores) da Darpa e especifica alguns dos divulgados nessa lista. Desses, destaque para dois: um, com a participação do Facebook, que analisou como as pessoas assimilavam e consumiam informações no Twitter. Outro, sobre o espalhamento de informações no Twitter, por incitar comportamentos através da interação direta em vez de apenas observar os pesquisados.

Pesquisas do gênero não são novidade, nem nada do outro mundo. No Brasil, nomes como Alex Primo e Gabriela Zago há anos analisam comportamentos em redes sociais, especialmente no Twitter, e escrevem artigos a respeito. Só que no caso das pesquisas financiadas pela Darpa, há um ingrediente extra que pode azedar a mistura: a finalidade.

Pode parecer roteiro de filme B dos anos 1980, mas suspeitas reforçadas pelos vazamentos de Edward Snowden, ano passado, apontam que as agências de inteligência podem estar usando os resultados dessas pesquisas para propaganda governamental, propagação da desinformação e outras práticas questionáveis.