O Twitter liberou a marcação de contas automatizadas, mantidas por robôs, para todos os usuários. Perfis que publicam de maneira autônoma que forem marcadas como tais exibirão um selo indicativo. A identificação é opcional e foca nos robôs benignos, aqueles que não tentam se passar por seres humanos para tumultuar o debate público.

O Twitter espera que o selo ajude os usuários a tomarem decisões melhores a respeito de quem seguir e, em consequência, aumentar a transparência e confiança da plataforma. Via @TwitterSafety/Twitter, Engadget (ambos em inglês).

“Não curti” e aviso de ofensa: novas apostas do Twitter contra hostilidade

O Twitter pode ser, por vezes, um ambiente um tanto insalubre. Isso é público e notório e, na tentativa de mitigar o problema, a empresa avançou dois recursos que estavam em testes até então.

O primeiro deles é o “voto irrelevante”, tradução terrível para o botão de “dislike”, ou “não curti”. Ele aparece em respostas e ajuda a sinalizar aquelas que “não parecem relevantes para a conversa”, segundo o Twitter. Os votos são privados, nem mesmo o autor da resposta “não curtida” fica sabendo quem ou quantas pessoas votaram.

De acordo com o Twitter, as pessoas que tocavam no “voto irrelevante” no período de testes o fizeram por perceberem o conteúdo como ofensivo, irrelevante ou ambos. E elas disseram que notaram melhoras na qualidade das conversas após a inclusão do recurso que, agora, está sendo expandido para o mundo inteiro.

Outro recurso no mesmo sentido, que chega agora ao Brasil depois de testes no idioma inglês, é o alerta de conteúdo ofensivo.

Agora, quando um usuário escrever e tentar publicar um post com “linguagem potencialmente prejudicial”, um aviso sugerindo a revisão do texto poderá aparecer. Tipo aquela regrinha de autocontrole, de contar e respirar até dez antes de dizer algo.

Uma pesquisa do Twitter descobriu que esse aviso, embora pareça algo bobo, suscitou mudanças no texto ou fez o usuário desistir de publicar o post em 30% das vezes em que foi exibido. Via @TwitterSeguroBR/Twitter, @TwitterSafety/Twitter (em inglês).

No Brasil, Big Tech quer ganhar dinheiro e fugir das responsabilidades

Foto de um hall, pouco iluminado, do escritório do Google em São Paulo, com o logo da empresa na parede e pessoas andando em volta.

por Guilherme Felitti

Toda empresa nasce. Nem toda cresce. A maioria morre. Segundo dados do IBGE, seis a cada dez empresas no Brasil fecham antes de completar cinco anos1. Algumas poucas crescem tanto que se perpetuam pela vida inteira do(a) fundador(a). Ainda menos dominam o mercado e viram um negócio que passa adiante por décadas ou, um grupo ainda mais diminuto, séculos. “Séculos, Guilherme? Não é exagero?” A Faber Castell, aquela dos lápis de cor, foi fundada em 1761. O Brasil e os Estados Unidos eram colônias e a Revolução Francesa ainda demoraria duas décadas para acontecer quando o marceneiro Kaspar Faber fundou a empresa cujos produtos você acha até hoje na papelaria. A empresa mais antiga em operação do mundo é uma construtora japonesa chamada Kongō Gumi, fundada em 578 em Osaka, a cidade mais ocidental do Japão2. Pare para pensar um pouco: ainda faltava quase um milênio para que o Brasil fosse colonizado.

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Nesta quinta (20), o Twitter liberou suporte a NFTs como imagens de exibição aos assinantes pagantes do Twitter Blue – o produto digital da rede social que dá mais recursos aos assinantes. Por ora, só no iOS. Horas depois, o Financial Times reportou que o Facebook estuda abraçar NFTs também.

Neymar, o jogador de futebol, foi um dos primeiros a adotar um NFT como imagem de exibição no Twitter. Escolheu um dos dois desenhos de macacos, recém-comprados por quase R$ 6 milhões.

Não por coincidência, também na quinta o Financial Times publicou um rumor de que o Facebook/Meta está trabalhando para suportar NFTs nas suas duas redes, Facebook e Instagram. Fontes do jornal disseram que estão nos planos suporte a imagens de exibição, como ocorre no Twitter, e talvez a criação de um marketplace para a compra e venda de NFTs.

Não sabe o que é NFT? Esta imagem resume, este textão explica em profundidade.

Via @TwitterBlue/Twitter, Financial Times (ambos em inglês).

Nove perfis ativistas no Twitter, como o Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) e o Tesoureiros do Jair (@tesoureiros), lançaram no domingo (16) a campanha #FakeNewsMata, que pretende angariar assinaturas de usuários insatisfeitos com o Twitter e enviar o abaixo-assinado a executivos da empresa na sede, nos Estados Unidos, e no Brasil.

À BBC Brasil, o Twitter afirmou que, em 2021, removeu 63.876 posts amparado pelas regras contra desinformação da covid-19, cerca de 7 por hora. Segundo estimativas de terceiros (a empresa não libera números oficiais), o Twitter veicula cerca de 20 milhões de posts por hora. Via BBC Brasil.

Nesta segunda (17), o Twitter expandiu para o Brasil, Filipinas e Espanha o teste de um mecanismo de denúncia de posts enganosos. Agora, ao clicar/tocar no link Denunciar Tweet, aparece a opção As informações são enganosas e, ao clicar nesta, uma lista de categorias — Política, Saúde e Outra coisa.

O teste de denúncias de posts enganosos começou em agosto do ano passado, limitado à Austrália, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Nos últimos dias, à luz de posts mentirosos relacionados à vacinação de crianças contra a covid-19 promovidos por negacionistas populares no Twitter, iniciou-se uma campanha para que esse mecanismo de denúncia fosse disponibilizado para usuários brasileiros. Via @TwitterSafety/Twitter (em inglês).

Twitter sem BBB ou Termo/Wordle? É possível

Nesta segunda (17) começa o Big Brother Brasil 22, reality show da Globo que, nos últimos anos, tem dominado as redes sociais no período em que é exibido. Ótimo para quem curte, nem tanto se não é o seu tipo de entretenimento. A boa notícia é que, pelo menos no Twitter, é possível silenciar palavras e, assim, escapar da avalanche de posts sobre o BBB.

A dica vale para qualquer assunto, aliás. Se os posts matinais com resultados do Termo ou do Wordle têm te incomodado, por exemplo, é possível silenciá-los também. Não aguenta mais ler posts da celebridade do momento? É só silenciar seu nome.

Vejamos como fazer isso. O passo a passo abaixo foi feito com base no Twitter web, mas também funciona nos aplicativos oficiais para Android e iOS.

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O Twitter suspendeu a conta de Luciano Hang, empresário dono da Havan e negacionista da pandemia. No lugar do seu perfil aparece a mensagem de que ele foi suspensa por violar os termos de uso da rede social. Ao G1, porém, o Twitter informou que a suspensão se deu por ordem judicial. Em meados de 2021, outro perfil de Luciano no Twitter havia sido bloqueada, esta a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito das fake news.Em nota ao G1, a assessoria do empresário disse que a nova suspensão foi motivada pelo compartilhamento de um vídeo do neurocientista José Augusto Nasser falando sobre a vacinação de crianças. Via G1.

É hora de abandonar a popular crítica esquerdista de que as plataformas, como os parasitas, apenas se alimentam dos dados dos usuários e não fazem nada. Isso nos deixa de mãos atadas quando se trata de imaginar e articular políticas industriais e públicas progressistas. Não há problema em dizer que as plataformas fazem coisas grandes — mal feitas.

— Evgeny Morozov, pesquisador e escritor, no Twitter.

O Twitter de Jack Dorsey

Foto levemente inclinada de homem branco, de barba escura comprida, roupa toda preta e gorro preto, gesticulando com a mão esquerda e falando a alguém à sua direita.

Jack Dorsey estava lá quando tudo começou. Um dos quatro co-fundadores do Twitter, reza a lenda que a ideia embrionária do que viria a ser o Twitter saiu da sua cabeça. De qualquer modo, coube a ele a honra de publicar o primeiro post da rede social, 15 anos atrás. “just setting up my twttr”, ou “configurando meu twttr”, ainda usando a marca esquisita, sem vogais, dos primórdios do Twitter.

Nesta segunda (29), em outro post no Twitter, Jack anunciou seu afastamento do cargo de CEO, com efeito imediato, e sua saída do conselho administrativo da empresa que criou a partir de maio de 2022, quando seu mandato vence.

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O Twitter atualizou sua política de informações privadas* para coibir o compartilhamento de fotos e vídeos de indivíduos sem o consentimento deles. Quando posts do tipo forem reportados, eles serão removidos. A medida começa a valer nesta terça (30.nov) no mundo inteiro.

No anúncio, o Twitter explica que a medida é parte do esforço contínuo de atender a padrões de direitos humanos. Além disso, cita diversos “poréns”, ou exceções à regra, como figuras públicas, em posts de interesse público ou como parte de eventos noticiosos. E, mesmo nessas situações, há exceções às exceções — postar fotos de figuras públicas para assediá-las, intimidá-las ou silenciá-las infringe a política contra comportamento abusivo.

Embora as exceções à primeira vista pareçam equilibradas, o grande desafio será aplicar a nova regra. O Twitter “meio que” se garante ao tornar a aplicação reativa, ou seja, uma foto ou vídeo de alguém só será retirada da plataforma se a pessoa ou um representante legal solicitar a remoção. A conferir, na prática, como isso se dará. Via Twitter (em inglês).

* Até a publicação desta nota, a tradução para o português da política não havia sido atualizada. Leia a versão em inglês.

Jack Dorsey não é mais CEO do Twitter. Em seu lugar entra Parag Agrawal, até então CTO na empresa, onde está há uma década. Ele foi escolhido por unanimidade pelo conselho administrativo e já iniciou a semana no novo cargo. Jack também anunciou seu afastamento do conselho, mas ficará por ali até maio de 2022, quando vence seu mandato.

No e-mail de despedida, publicado por Jack em seu perfil no Twitter, o co-fundador e agora ex-CEO da rede social afirmou que a decisão partiu dele e que seu afastamento é importante para “dar o espaço que ele [Parag] precisa para liderar”. Parag, a quem Jack rasgou elogios, também tuitou sua resposta ao e-mail de Jack.

A carta trouxe indiretas a fundadores que não largam o osso mesmo quando a fase é extremamente ruim — o mais famoso desses, hoje, é Mark Zuckerberg, que mantém o controle absoluto da empresa que co-fundou, o Facebook, agora chamado Meta.

Segundo as agências Reuters e Bloomberg, a pressão para a saída de Dorsey vinha desde o ano passado, depois que o grupo investidor Elliott Management comprou 4% no Twitter e, com isso, ganhou poder na hora de indicar membros para o conselho da rede social.

“Acredito que é imprescindível que uma empresa se sustente sozinha, livre da influência ou direção do seu fundador”, escreveu Jack. Em outra parte, quando reafirma o seu amor pelo Twitter, onde estava há 16 anos, ele disse que “não há muitos fundadores que colocam suas empresas à frente do próprio ego”. Ai. Via @jack/Twitter (em inglês), @paraga/Twitter (em inglês), Twitter (em inglês).