O papel do Twitter no espalhamento de desinformação no Twitter

A campanha #TwitterApoiaFakeNews, que já soma quase 90 mil menções no Twitter, mobilizou influenciadores da comunidade científica e envolveu o Ministério Público Federal (MPF), tem mérito, mas talvez precise de um “rebranding” para evitar efeitos colaterais indesejados no futuro.

A celeuma se deu pela verificação de um perfil bolsonarista antivacina, uma mulher de quem não vale a pena falar ou dar palco. Além de críticas ao processo de verificação, os tuítes com as hashtags #TwitterApoiaFakeNews e #TwitterOmisso reclamam de uma suposta conivência do Twitter com conteúdo mentiroso relacionado à pandemia de covid-19.

Em resposta à pressão popular, o Twitter publicou um fio se posicionando. O principal argumento da rede é:

Nossa abordagem a desinformação vai além de manter ou retirar conteúdos e contas do ar. O Twitter tem o desafio de não arbitrar a verdade e dar às pessoas que usam o serviço o poder de expor, contrapor e discutir perspectivas. Isso é servir à conversa pública.

Ninguém quer que o Twitter seja árbitro da verdade, apenas que ele aplique suas próprias regras a todos os usuários, com a isonomia que se espera, ou que o Twitter alega ter. Desde o início da pandemia, o próprio Twitter criou uma “política de informações enganosas sobre a covid-19” com uma série de proibições de conteúdo mentirosos que possam afetar a segurança pública ou causar danos graves.

Dentro do Twitter, o problema dos perfis antivacina não é “espalharem desinformação”, mas sim violarem as diretrizes da plataforma e não sofrerem quaisquer das punições previstas.

É aí que o “branding” da campanha de pressão contra o Twitter fica dissonante. Em vez de #TwitterApoiaFakeNews, deveria ser algo como #TwitterNãoSegueSuasPrópriasRegras — mais preciso, ainda que reconheça não ser uma hashtag contagiante. A nova, #TwitterOmisso, é melhor nesse sentido. De qualquer forma, o debate está turvo porque confunde a aplicação de regras pré-definidas com o “combate às fake news”, esse apenas outra forma de dizer “arbitrar a verdade”.

O grande problema das redes sociais comerciais não é a conivência com a desinformação, mas o corpo mole em fazer valer suas próprias regras. Todas — Facebook, YouTube, Twitter — falham muito na aplicação delas, na moderação de contas populares, de grande alcance. É importante ter isso sempre em perspectiva porque se a verdade de hoje — vacinas são seguras e salvam vidas — é óbvia e pacífica para qualquer um que não seja desmiolado, amanhã a “verdade” poderá ser algo mais divisivo, menos óbvio, e, repetindo-me, ninguém quer o Twitter ou qualquer outra empresa pautando o que é verdade e o que é mentira.

Outra coisa. Parte relevante das reações do #TwitterApoiaFakeNews recai na famigerada verificação concedida ao perfil antivacina. Sinto que há uma fetichização em torno do selinho azul, sem falar que, no fim, a grita por supostas injustiças em sua concessão criam um efeito contrário ao pretendido, dá visibilidade a gente má-intencionada que dissemina desinformação. Nunca tinha ouvi falar dessa mulher antivacina pivô da confusão. Agora, sei quem é.

Por mais que os sinais do Twitter deem margem para a confusão que se instaurou em torno do significado e do processo de verificação (na real, sejam o motivo da confusão), no fundo ela serve para atestar a autenticidade de uma conta, que tal perfil/pessoa é quem diz ser. Isso é reiterado no fio do Twitter: “Vale lembrar que o selo azul tem como objetivo confirmar a autenticidade de perfis de alto alcance e engajamento.”

De repente o trabalho que a ser feito é o de promover e restaurar essa função/significado original do selo, com conscientização, um processo de solicitação menos opaco e a exclusão do respeito às regras do Twitter como condição para ser verificado. Resolveria muitos problemas. Uma pessoa de alta exposição idiota que diga idiotices pode ter o selo, sem crise. Afinal, é de fato a idiota que diz ser falando suas idiotices habituais.

Criticar o fato de uma pessoa de grande exposição receber o selo de verificação é análogo, por exemplo, às críticas que a Justiça brasileira recebeu quando permitiu que o ex-presidente Lula, ainda preso, fosse entrevistado pela imprensa. A concessão de entrevistas por pessoas presas e o selo de verificação são (ou deveriam ser) questões amorais.

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14 comentários

  1. Sem me prolongar, mas repito o que já li por aí: parece desespero da esquerda… Impressiona! Não notam como soam ridículas essas atitudes porque falam dentro de sua bolha. Deviam dar uma espiadela pro lado de fora…

    1. Várias pessoas que acompanho e são de esquerda veem fora da bolha. E veem que muitas vezes fora da bolha das duas uma: ou faltou comunicação para pessoas que estão “perdidas” sobre as informações, ou as pessoas estão acomodadas na fake news porque querem acreditar nela não só por comodismo, mas por entender que na consciência dela aquilo é o certo.

      O erro maior da esquerda foi na era Lula/Dilma não ter melhorado em sua comunicação. Até que tentou, mas tropeçou nos extremistas de esquerda que tentavam puxar pautas que não eram para o momento.

      (Em tempos: se não fosse a esquerda no poder, talvez nem você estaria andando de carro… a não ser que tu seja filhinho de papai).

  2. O selinho significa apenas que a pessoa é quem diz ser. Não quer dizer que tudo que a pessoa diz é verdade ou mentira, ou tem alguma agência de checagem. É apenas pra dizer que aquela é conta “oficial” do Lula, do influencer, da tiktoker famosinha, etc.
    A galera da esquerda tá incomodada porque alguém da direita teve o selinho? Pqp hein. Até isso?
    E outra, sobre essa parte aqui: “É importante ter isso sempre em perspectiva porque se a verdade de hoje — vacinas são seguras e salvam vidas — é óbvia e pacífica para qualquer um que não seja desmiolado”. Vocês da esquerda tiram essa obviadade pq o Átila falou no youtube? Xingar de desmiolado todo um grupo de pessoas que tem receio contra ESSA vacina não é um pouco ditatorial? Tipo, só o que vocês acham que é certo é que é certo? Não tem contraditório, não tem “empatia” com o outro, pra usar a palavra que vocês gostam?
    Engraçado que toda a esquerda brandava “meu corpo minhas regras”, pra dizer que nenhum homem poderia introduzir nada sem consentimento explícito, mas quando a tela brilhante diz que a vacina pode, então a regra do “meu corpo minhas regras” não vale mais?
    Não é a toa que essa expressão caiu em desuso né, porque a hipocrisia estaria muito na cara.

    1. A vacina é segura e eficaz porque a Anvisa atestou que é. E antes dela, o FDA, agência do governo dos EUA que avalia medicamentos, também atestou. E várias agências reguladoras de vários países pelo mundo. E essas agências aprovaram porque as empresas apresentaram ensaios clínicos robustos e bem feitos, com dados. Seguindo protocolos bem estabelecidos.
      Definitivamente o Átila ou qualquer outro divulgador científico não tem nada a ver com isso.

    2. Engraçado que toda a esquerda brandava “meu corpo minhas regras”, pra dizer que nenhum homem poderia introduzir nada sem consentimento explícito, mas quando a tela brilhante diz que a vacina pode, então a regra do “meu corpo minhas regras” não vale mais?

      Entendo o seu ponto de vista. O que eu não entendo é porque ameaçar os técnicos da ANVISA que aprovaram a vacina. Ou mesmo protestar contra a aprovação da vacina. Ao aprovarem a vacina a ANVISA não está obrigando ninguém a se vacinar. Se alguém torna obrigatória a vacina esse alguém são os governos estaduais e municipais, portanto é contra esses que os anti-vacina deveriam protestar e não a ANVISA. Querer impedir a ANVISA de aprovar a vacina não é tirar o direito de quem quer se vacinar?

      Outra coisa. Entendo também os protestos contra o passaporte vacinal quando essa exigência vem do poder público. É o direito de qualquer cidadão de protestar contra um imposição do Estado. Mas porque protestar quando essa exigência vem de um ente privado? Se uma empresa qualquer quer exigir o passaporte vacinal para que alguém entre nas suas dependências não está no direito dela? Afinal, é o espaço privado dela. Quem for contra que procure um concorrente que não exija. Então, porque protestar quando em ente privado exige o comprovante de vacinação?

    3. Vacinação é uma questão de saúde pública, não de ingerência individual. Fazendo um paralelo meio exagerado, você pode se explodir? Claro, nada impede, mas se você fizer isso num lugar movimentado vai ferir ou matar outras pessoas, e aí não pode. Ao não vacinar-se ou, pior, fazer terrorismo contra vacinas com base em delírios e mentiras, você vira vetor/roteador de covid-19 e, pior, ajuda o vírus a evoluir/criar novas variantes.

      De qualquer forma, ninguém é obrigado a tomar a vacina. É uma burrice sem tamanho não tomá-la? Sem dúvida — como o Vitor disse na outra resposta, essas vacinas passam por análises e testes rigorosos antes de serem liberadas. Mas, reitero, você tem o direito de não querer tomá-la. Só não pode fazer terrorismo para que outros não a tomem, e por terrorismo me refiro a criar pânico sem qualquer embasamento ou com base em mentiras. Aí é crime contra a saúde pública.

    4. O selinho significa apenas que a pessoa é quem diz ser. (…)
      Existe uma coisa que eu preciso tomar vergonha e estudar que é o “viés de autoridade”. O selinho não é diferente de um crachá por exemplo – na verdade o tal “selinho” seria um validador de que aquela pessoa tem um nível de autoridade na plataforma

      A galera da esquerda tá incomodada porque alguém da direita teve o selinho?
      Não exatamente. Pessoas sensatas de todos os espectros políticos estão incomodadas com o fato que pessoas reconhecidas como “autoridade” (o selinho indica que a pessoa é de verdade e existe, e tem alguma relevância na comunicação da plataforma) são pessoas que propagam informações enganosas.

      Xingar de desmiolado todo um grupo de pessoas que tem receio contra ESSA vacina não é um pouco ditatorial? Tipo, só o que vocês acham que é certo é que é certo? Não tem contraditório, não tem “empatia” com o outro, pra usar a palavra que vocês gostam?

      Parte da direita (e do pessoal “da zoeira”) o que noto que menos tem é empatia. Só ver os tipos de comentários nas comunidades que participam, soltando seus preconceitos e premissas enganadas. Ofendendo quem “é diferente” na visão deles. Não entendo porque pede esta alegação, sendo que aparentemente muitos de vocês não tem a empatia que pedem.

      Engraçado que toda a esquerda brandava “meu corpo minhas regras”, pra dizer que nenhum homem poderia introduzir nada sem consentimento explícito, mas quando a tela brilhante diz que a vacina pode, então a regra do “meu corpo minhas regras” não vale mais?
      “Meu Corpo, Minhas Regras” é uma frase do feminismo (e do ativismo sobre sexo) que quer dizer que ninguém pode ver o “seu” corpo como um objeto sexual “ao favor de outro”, geralmente machistas não entendem este contexto enquanto veem fotos vazadas por aí, né? (Por exemplo, eu posso ir na sua casa André e te estuprar? Não, né?).

      No contexto vacinal, tu não entendeu uma coisa: você é livre para não se vacinar, mas isso vai significar duas coisas – a primeira e mais óbvia é que você correrá mais risco de se adoentar. E isso não é nem números que dizem. Atente-se aos seus vizinhos e famliares. A segunda é que o Estado (e até algumas empresas) limitarão sua liberdade apenas a locais onde não se necessita comprovante de vacinação. Mesmo outros países hoje, alguns em que até a direita admira, exige vacinação de estrangeiros.

      Não é a toa que essa expressão caiu em desuso né, porque a hipocrisia estaria muito na cara. Na verdade acho que a expressão em desuso que tu fala seria “combate a corrupção”, né? Pois muitos do que se disseram “de direita” votaram no salnorabo alegando ser contra a corrupção, mas bem, a corrupção está vindo a cavalo.

      1. “…a primeira e mais óbvia é que você correrá mais risco de se adoentar. E isso não é nem números que dizem. Atente-se aos seus vizinhos e famliares. A segunda é que o Estado (e até algumas empresas) limitarão sua liberdade apenas a locais onde não se necessita comprovante de vacinação.”

        A primeira é problema só meu. ‘Ah mas qnd vc não se vacina vc ajuda a espalhar a doença’. Ué, vcs não tão vacinados? A argumentação que conseguiram colocar na cabeça de vcs me espanta. No meu tempo as vacinas costumavam imunizar vc da doença. Mas agora, com esse experimento, conseguiram colocar na cabeça de vcs que a vacina pode não imunizar mais. Bom, eu acho isso um absurdo, mas cada um acredita no que quiser. De toda forma, voltando ao ponto, se eu não me vacino (contra a covid apenas) o problema é só meu. Não vem querer colocar a culpa da doença (que sua vacina não imuniza) em quem não toma. Se vc tomou e acredita nela, parabéns.

        O segundo ponto que vc mencionou é o que é me irrita DEMAIS. Você não querer eu eu, ou qualquer não-“vacinado”, frequente sua casa e tenha contato com seus familiares, OK, acho justo, entendo, respeito, etc etc. Um bar impedir eu de entrar, OK, justo, entendo, respeito. Uma empresa de show não permitir que eu entre no local, OK. Shopping, idem. São todas empresas privadas e cada um delimita suas regras. Agora, o ESTADO querer dizer o que eu posso fazer, aí é chutar o balde. E mais: as empresas e locais, em su amaioria, só fazem isso porque os merdas dos prefeitos no seu poderzinho acham que podem ditar o que pode e que não pode. Se o Estado parar com essa palhaçada, as empresas vão gradualmente parar também. Ou vc acha que o shopping, o bar, a casa de show, quer MESMO que menos pessoas consumam seus produtos? E mais, as próprias pessoas já estão de saco cheio mesmo, e vira uma hipocrisia do inferno: cara sai de máscara de casa, ai chega no local onde quer, tira a mascara, compartilha objetos, abraça todo mundo… e pra sair, coloca a máscara até o carro… Essa pandemia é parada mais “pra inglês ver” que eu já vi na vida.

        1. Você deveria se informar melhor antes de tecer comentários tão incisivos, André. A vacina da gripe, que é aplicada há anos, tem eficácia muito menor que a contra a covid-19. Não sei que tempo é esse em que você viveu, mas não é no nosso, ou (mais provavelmente) você está equivocado.

          Quando às restrições contra não vacinados, nada mais justo. Empresas e o poder público não querem restringir a presença de mais clientes/pessoas, mas é do interesse comum, delas inclusive, não atrair pessoas que colocam os demais frequentadores em risco. O seu direito termina onde começa o do outro. Se estabelecimentos têm o direito/dever de proibir comportamentos muito mais amenos, por exemplo, fumar em local fechado, por que deveriam permitir a circulação de negacionistas que ameaçam contaminar os demais e, pior, desenvolver novas cepas do coronavírus? Pelo amor de deus, pare por um momento de analisar as coisas a partir do seu umbigo e pense nas outras pessoas um pouco…

        2. Olá André! Se tem uma coisa que concordamos é que a pandemia já deu no saco. Ninguém aguenta mais ouvir falar de vírus, máscara, distanciamento. Infelizmente o vírus e suas variantes não vão embora só porque nos cansamos dele. A guerra é longa, especialmente porque temos dificuldade de concordar sobe as melhores estratégias para enfrentá-la.

          Pode até te irritar, mas o fato é que o Estado diz o que você pode ou não fazer em quase todos os aspectos da sua vida. Você pode dirigir sem carteira de habilitação? Na contramão da pista? Você pode vender maconha ? Você pode andar pelado na rua? Não. O Estado te proíbe e inclusive prevê sansões caso você insista em fazer quaisquer dessas coisas.

          Na minha opinião, a discussão fica muito mais saudável se estamos conversando sobre o que é desejável que um Estado Democrático exija de seus cidadãos para que eles possam conviver bem.
          No caso da vacinação, como bem explicou o Ligeiro, o Estado recomenda fortemente que você se vacine, e inclusive te oferece isso de graça. Mas ninguém vai entrar com a polícia na sua casa e espetar uma agulha no seu braço, como seria o caso se descobrissem, por exemplo, que você vende drogas. A “pena” para não se vacinar é não frequentar lugares públicos fechados. Como um defensor da vacina, me parece até uma punição branda. Mas parece que é até onde conseguimos um mínimo de acordo na sociedade.

        3. (…)se eu não me vacino (contra a covid apenas) o problema é só meu. Não vem querer colocar a culpa da doença (que sua vacina não imuniza) em quem não toma. Se vc tomou e acredita nela, parabéns.

          Obrigado pelo parabéns a todos nós vacinados e que viramos jacaré.
          Uma coisa sobre “o problema é só meu” é que o engraçado é o seguinte. Se eu te atropelo, te estupro, te roubo ou te maltrato, e o Estado não fazer nada, o problema é seu, meu, ou do Estado? Vai pensando e depois me responda ;)

          O segundo ponto que vc mencionou é o que é me irrita DEMAIS. (…) Agora, o ESTADO querer dizer o que eu posso fazer, aí é chutar o balde.

          Se o Estado dissesse que tu pode ganhar dinheiro com bitcoin, tua opinião mudaria? :p

          E mais, as próprias pessoas já estão de saco cheio mesmo, e vira uma hipocrisia do inferno: cara sai de máscara de casa, ai chega no local onde quer, tira a mascara, compartilha objetos, abraça todo mundo… e pra sair, coloca a máscara até o carro… Essa pandemia é parada mais “pra inglês ver” que eu já vi na vida.

          É o único parágrafo que até agora você está certo. Vacinados ou não, grande parte do povão cansou. Muita gente só “faz teatro” ao usar máscara. O que vejo no transporte público ou em lojas ou até equipamentos públicos de gente sem máscara me cansa até. Só que diferentes de muitos que leem o MdU, não tenho a mesma sorte de poder mudar de loja ou de lugar para comer ou de transporte.

          Infelizmente por causa deste tipo de atitude é que a pandemia piorou. Um país inteiro (Nova Zelândia) ficou em quarentena acho que por três meses, se fechou, e hoje é um dos poucos países com baixa mortalidade. China tem testagem e controle e aparentemente mortalidade bem menor por lá também. Japão tem uma cultura de uso de máscaras que reduziu bastante as mortes (aparentemente). Então tipo, quem foi bom exemplo, foi recompensado.

          Muitos de nós ocidentais nos ferramos pois não entendemos (e até ridicularizamos) o porquê de orientais terem costumes de uso de máscaras em certas situações.

  3. Esse é um bom ponto. De vez em quando vejo algum perfil no Twitter que tem um selinho de verificado, mas nunca ouvi falar na vida. Geralmente é algum jornalista, artista ou influencer menor, que é apenas conhecido localmente, ou no seu próprio nicho. O que fez esse perfil bolsonarista ser conhecido foi, ao meu ver, a própria repercussão do selo, e não o selo de verificado em si. Foi meio que um “Efeito Streissand”, só que sem a censura.

    1. Bom ponto a ser tocado!
      Aqui tenho a impressão de que o selo de verificado não tem apenas o papel de informar a autenticidade de um perfil, pois traz junto também uma aura de credibilidade a quem o possui. Não foram poucas as vezes em que eu prestei mais atenção em um tweet simplesmente pelo selo ao lado do nome do autor (por mais desconhecido que fosse).
      Acredito que o Twitter tenha feito alguma pesquisa interna para saber a percepção do público quanto a esse signo. Mas aí é só especulação minha rs

      1. Eu entendo que tenha essa percepção de “credibilidade”, mas isso não é regra pra todos os perfis. Basta ver alguma celebridade ou até mesmo uma figura política falando besteira no Twitter e você vê que aquela aura de autoridade que vem só pelo fato de ser uma pessoa pública não significa muita coisa…

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