Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.
É hora de abandonar a popular crítica esquerdista de que as plataformas, como os parasitas, apenas se alimentam dos dados dos usuários e não fazem nada. Isso nos deixa de mãos atadas quando se trata de imaginar e articular políticas industriais e públicas progressistas. Não há problema em dizer que as plataformas fazem coisas grandes — mal feitas.

— Evgeny Morozov, no Twitter.

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2 comentários

  1. É um dilema político.

    As plataformas fazem “coisas grandes”? Bem, depende em que escala e importância falamos. E a frase pode ser dúbia: pode ser tanto para sinalizar boas coisas feitas (como comunicação a nível mundial mais barato) quanto más coisas (influencia política prejudicial a uma comunidade).

    As ações do Twitter no Brasil (recebendo dinheiro do governo e impulsionado informações prejudiciais) meio que vai contra este argumento.

    A se pensar que parte da esquerda falha pois não conseguiu fazer algo similar até hoje – ter algo de comunicação a nível mundial e de influência política relevante.

    Só não vale falar também que é culpa do capitalismo. Talvez na verdade nos faltam muitos estudos de filosofia e sociologia para encontrar e deixar os termos em comum.

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