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A Netflix anunciou uma expansão dos testes de cobrança extra para compartilhamento de senhas.

A partir de agosto, o streaming cobrará um adicional por “residência” em cinco países latino-americanos: Argentina, El Salvador, Guatemala, Honduras e República Dominicana.

O valor médio é de US$ 2,99 por residência extra. No plano básico, será possível acrescentar uma; no intermediário, duas; e no mais caro, até três. O sistema permitirá o uso em outros locais durante viagens.

Desde março, a Netflix testa outro modelo de cobrança adicional no Chile, Costa Rica e Peru. Segundo o Rest of World, esse teste tem sido confuso no Peru, com cobranças irregulares e sem atingir a maioria dos usuários nesses quatro países.

A Netflix sempre fez vista grossa ao compartilhamento de senhas, mas mudou de postura após um trimestre negativo. Nesta terça (19), a empresa divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre de 2022. A julgar por esses movimentos (e pelo “guidance” dado no trimestre passado), as notícias não devem ser boas. Via Netflix, Rest of World (ambos em inglês).

Levantamento da BB Media (via Estadão) revelou que existem 62 plataformas de streaming audiovisual no Brasil. Assinar as dez principais pelo preço cheio custa mais de R$ 300. “Chegamos ao ‘topo do bolso do usuário. As pessoas não conseguem assinar mais nada”, disse Mercedes Mendes, analista da BB Media. Via Estadão.

Até poucas horas atrás, a única certeza do vindouro plano mais barato, sustentado por anúncios, da Netflix, é que ele estava sendo gestado. Agora, sabe-se que a parceira comercial nessa investida será a Microsoft.

Greg Peters, diretor de operações da Netflix, disse em comunicado que a parceria se traduz em “mais escolhas para os consumidores e uma experiência de marca premium, melhor que a da TV comum, para anunciantes”. Achei honesto ele especificar que a experiência será melhor para os anunciantes, ou seja, não será necessariamente melhor para os consumidores.

O trabalho nessa frente, ainda segundo Greg, está bem no começo, mas rumores dão conta de que o plano mais barato da Netflix deve chegar ainda em 2022. Via Netflix, Microsoft (em inglês).

Atualização (14/7, 8h35): O texto original se referia ao vindouro novo plano da Netflix como “gratuito”. A Netflix não confirmou a gratuidade do plano; em vez disso, refere-se a ele como “mais barato”.

A informação de que a Netflix lançará um plano gratuito no Brasil no início de 2023 foi desmentida pela empresa, assinala a coluna atualizada de Cristina Padiglione, que havia dado a notícia em primeira mão.

“Segundo a assessoria de comunicação da empresa, houve um ‘mal entendido’ por parte do vice-presidente de conteúdo da plataforma na América Latina, Francisco Ramos, o Paco, quando ele assegurou que todo o catálogo poderá ser oferecido com gratuidade”, diz Cristina.

Seria estranho, mas compreensível, se apenas um executivo tivesse dado essa bola fora, mas foram dois confirmando a mesma coisa, o que deixa no ar a hipótese de terem soltado a informação antes da hora. A conferir. Via Folha de S.Paulo.

Nós [Netflix] vamos lançar uma assinatura suportada por publicidade. Não sabemos ainda quando: pode ser entre o final deste ano e o começo do próximo

— Elisabetta Zenatti, vice-presidente de conteúdo da Netflix no Brasil.

Ainda de acordo com Elisabetta e Francisco “Paco” Ramos, vice-presidente de conteúdo para a América Latina, o plano gratuito com anúncios da Netflix dará acesso a todo o acervo da plataforma.

Atualização (15/6, às 7h30): A assessoria da Netflix desmentiu dois dos seus principais executivos e disse à Folha de S.Paulo que não há planos para a versão gratuita com anúncios.

Vai aumentar a base de usuários e o faturamento? Certamente. Vai ajudar a Netflix a voltar a crescer consistentemente, como esperam os acionistas? Tenho cá minhas dúvidas. Via Folha de S.Paulo.

Isso não era nem uma questão. Nunca foi. Temos que ter respeito pelas pessoas que trabalham com o cinema. E com isso quero dizer todas as pessoas, incluindo o pessoal que vende pipoca.

— Tom Cruise.

Durante a divulgação Top Gun: Maverick, no Festival de Cannes, Tom Cruise exaltou o cinema e disse que jamais permitiria que o filme estreasse direto no streaming.

“Sabe, eu vou aos cinemas até hoje. Entro na sala disfarçado e assisto aos filmes como qualquer um.” Via Folha de S.Paulo.

A Netflix demitiu 150 funcionários, a maioria nos Estados Unidos. O número representa ~2% da força de trabalho da empresa em seu país-sede.

Em nota, a empresa ressaltou que as demissões não têm a ver com desempenho dos profissionais, que foram uma decisão de negócios. “[…] A desaceleração do crescimento de receita significa que também precisamos desacelerar o nosso custo de crescimento como empresa”, disse em nota à Variety, referindo-se à queda de assinantes registrada no primeiro trimestre de 2022.

Além dessas vagas, a Netflix também mandou embora 70 funcionários do seu estúdio de animação e está eliminando posições no setor de mídias sociais e publicação (relacionados ao site “Tudum”). Via Variety (em inglês).

Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix

Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix, por Braulio Lorentz no G1:

O G1 conversou com a equipe do Juliette Charts, o principal perfil responsável pelas ações que levam músicas da cantora ao topo do iTunes.

No Twitter e no Instagram, eles pedem doações por Pix e fãs da cantora enviam entre R$ 1 e R$ 10. Toda quantia arrecada, cerca de R$ 3 mil para cada música escolhida, é transferida para pessoas que vivem fora do Brasil, membros de fã-clubes parceiros ou fãs da própria Juliette.

Fascinante.

Diz a Lei de Goodhart: “Quando uma medida torna-se uma meta, ela deixa de ser uma boa medida.”

As saídas de Neil Young e Joni Mitchell do Spotify, em protesto ao discurso negacionista do podcaster Joe Rogan, exclusivo da plataforma, não abalaram o crescimento da base de usuários pagantes do serviço de streaming.

O Spotify fechou o primeiro trimestre com 182 milhões de assinantes premium, ou seja, pagantes, aumento de 15% em relação ao ano anterior.

O número já considera as perdas com a saída da empresa da Rússia.

Ao todo, a empresa contabiliza 422 milhões de usuários, entre pagantes e gratuitos, no mundo todo. Via Spotify (em inglês).