Há algumas semanas acompanhamos, estupefatos, a ascensão dos livros de colorir para adultos. Com a justificativa do combate ao estresse e valendo-se de gravuras super detalhadas para separá-los de desenhos que podemos imprimir de graça em qualquer site infantil, esses livros são um fenômeno editorial. Só no Brasil mais de 100 mil cópias já foram vendidas.
Na matéria do Dicas de Mulher sobre o tema, a psicóloga Letícia de Oliveira explicou:
“Gostei muito dessa nova tendência e vejo muitos benefícios nessa atividade, tais como: o treino da concentração e da criatividade, por mexermos com o nosso lado lúdico; o combate ao estresse; a diminuição da ansiedade e o aumento da tolerância à frustração.”
Em entrevista ao site A Crítica, a professora de inglês Lorena Pimentel disse:
“Quando estou colorindo, não penso nos problemas do dia a dia. Uso toda a minha concentração nos desenhos, que são muito detalhados e requerem a minha atenção total”
A atividade de colorir um livro tão detalhado é laboriosa e, ao mesmo tempo, desempenhada no “modo automático.” No máximo se exige a escolha de cores, mas mesmo isso, dada a temática dos desenhos (um jardim, uma floresta), limita o espectro das possíveis a quem se importa com tais detalhes. E, claro, tem que não ligue muito para a fidelidade dos seus jardins e use quaisquer cores. Nada de errado com ambas as abordagens. Na real, não importa. (mais…)