Na sexta (31) a equipe de design do Gnome lançou a versão estável da Libadwaita 1.0, nova biblioteca que implementa as diretrizes de interface humana (HIG, na sigla em inglês) para o GTK 4. Complicado? Em termos práticos, a Libadwaita define e de certa forma impõe consistência estética aos aplicativos baseados no GTK, como os do Gnome. (Aqui tem uma tentativa de explicação mais técnica, mas ainda assim acessível, em inglês).

Os primeiros frutos desse amplo trabalho devem aparecer no Gnome 42, previsto para 23 de março. Via OMG! Ubuntu e blog do Alexander Mikhaylenko (ambos em inglês).

Krita 5, Darktable 3.8 e Pinta 2: Grandes atualizações de aplicativos de arte digital de código aberto

O fim de ano foi generoso para quem faz arte digital em aplicativos de código aberto. Os projetos Krita, Darktable e Pinta lançaram atualizações grandiosas. Abaixo, uma lista delas — os links levam aos anúncios oficiais, todos bem detalhados (e em inglês):

  • Krita 5.0, em 23 de dezembro: Classificada como uma das “maiores e mais significativas atualizações que o Krita já teve”, traz melhorias em todas as partes do aplicativo de desenho digital. Para dar uma ideia, sistemas básicos como gradientes, paletas de cores e pincéis foram refeitos do zero e estão mais rápidos e consumindo menos memória. O Krita é um aplicativo de desenho digital, uma espécie de “Photoshop de código aberto”. Para Android/ChromeOS (beta), Linux, macOS e Windows.
  • Darktable 3.8, em 24 de dezembro: A segunda atualização de recursos do ano do Darktable, uma espécie de “Lightroom de código aberto”, reformulou os atalhos do teclado (e acabou com a personalização), documentação atualizada, novos módulos de processamento e outras novidades menores. Para Linux, macOS e Windows.
  • Pinta 2.0, em 31 de dezembro: A grande novidade é de ordem técnica, a saber, a transição da base do aplicativo para o GTK 3 e .NET 6, mas isso trouxe melhorias práticas também, como suporte a monitores de alta resolução, caixas de diálogo em formato nativo do sistema e facilidades na instalação em macOS e Windows (as dependências vêm no mesmo pacote). A mudança mais drásticas é a reforma no painel de ferramentas, que agora usa um leiaute em coluna única. Para Linux, macOS e Windows.

A System76 liberou a versão final do Pop_OS! 21.10, sua popular distribuição Linux. Dois destaques: uma nova Biblioteca de Aplicativos, que ao contrário da do Gnome Shell não ocupa a tela inteira, e uma versão especial para Raspberry Pi 4 e 400, chamada Pop_Pi. Ainda é um “tech preview”, o que significa que falhas podem ocorrer.

O Pop_OS! 21.10 vem com kernel Linux 5.15.5 e os drivers Nvidia mais recentes, Gnome 40 como base e outras melhorias, é gratuito e funciona em qualquer computador compatível — não é exclusivo para as máquinas da System76. Baixe-o no link ao lado. Via System76 (em inglês).

O grande espelho de software livre e outros projetos do C3SL

Se você está no Brasil e usa Linux, é bem provável que já tenha se deparado com um domínio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o c3sl.ufpr.br, ao atualizar seu sistema ou aplicativos. Trata-se do espelho do Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL), um grupo de pesquisa do pessoal da Informática da UFPR.

(mais…)

Já está disponível o novo Raspberry Pi OS baseado no Debian 11 “Bullseye”, lançado em agosto. Além das atualizações, melhorias e correções do sistema base, esta versão do Raspberry Pi OS traz mudanças importantes, como a atualização para o GTK+ 3 e a consequente mudança do gerenciador de janelas para o mutter (em dispositivos com +2 GB de RAM), um sistema de notificações globais e alertas de atualizações direto na barra de tarefas. Mais detalhes e links para instalador e imagens no link ao lado. Via Raspberry Pi (em inglês).

A versão final do Fedora 35, popular distribuição Linux, foi lançada nesta terça (2). Ela traz o Gnome 41, que tem como destaques a loja de apps reformulada, suporte a modos de energia e um novo app para conexões remotas, o Conexões; melhorias no servidor de áudio e vídeo PipeWire, no suporte a GPUs da Nvidia e outras novidades menores. Baixe a versão Workstation aqui. Via Fedora Magazine (2) (em inglês).

O Ubuntu 21.10 “Impish Indri” foi lançado nesta quinta (14) com algumas atualizações esperadas (Linux 5.13, Gnome 40) e outras menos óbvias, como a versão em Snap do Firefox e a remoção do tema “híbrido” do Yaru (o claro agora é padrão). Esta versão terá 9 meses de suporte e poderá ser atualizada para a próxima, 22.04 “Jammy Jellyfish”, que será do tipo LTS, ou seja, com suporte estendido, de no mínimo cinco anos. Via Canonical, OMG! Ubuntu! (em inglês).

Tablet com tela e-ink, branco, com o logo da Pine64 e o nome “PineNote” na tela.
Foto: Pine64/Divulgação.

A Pine64, empresa norte-americana especializada em dispositivos mais “abertos” como notebooks e celulares, anunciou que está desenvolvendo o PineNote, um tablet com tela e-ink de 10,3 polegadas, rodando Linux. Deve ser lançado no final do ano, pelo preço sugerido de US$ 399. Mais detalhes, fotos e vídeo, no link ao lado. Via Pine64 (em inglês).

No último sábado (14), o projeto Debian lançou a versão estável do Debian 11 “bullseye”.

Quem conhece o Debian sabe que o projeto trabalha com uma ideia diferente de “software atualizado”, dando preferência a versões não tão novas, mas testadas exaustivamente para serem seguras e estáveis. Não espere, por exemplo, ver o Firefox 91 ou o Gnome 40 no bullseye. (Ele vem com o Firefox 78.12 e Gnome 3.38.)

Ainda assim, há novidades interessantes como suporte ao sistema de arquivos exFAT, um novo protocolo para impressoras mais modernas, e milhares de pacotes novos, atualizados e removidos. O download é gratuito. Via Debian.

Desktop do elementary OS 6 “Odin”, com o papel de parede padrão (oceano com uma ilha de pedra com um buraco no meio.
Imagem: elementary OS/Divulgação.

Demorou um bocado, quase três anos desde a 5.0 “Juno”, mas enfim saiu a versão final do elementary OS 6 “Odin”, uma das distribuições Linux mais amigáveis e apresentáveis disponíveis. Via elementary OS (em inglês).

A lista de novidades é longa. Alguns destaques:

  • Modo escuro e cores de destaque — similar ao macOS.
  • Todos os apps pré-instalados e distribuídos pela AppCenter agora usam o formato Flatplak. Todos os apps, até mesmo os instalados por fora (sideloaded), estão sujeitos a um sistema de permissões (“Portals”) similar àqueles de celulares.
  • Em notebooks, há um punhado de novos gestos para o trackpad.
  • Sistema de notificações reformulado.
  • Novo aplicativo de tarefas, Tasks, e vários padrões reformulados — Web, Mail, Calendário etc.
  • Novo instalado — que o Pop_OS! “estreou” antes do elementary OS.

O post que anuncia a nova versão do elementary OS traz essas e outras novidades em detalhes, junto com muitas imagens.

O elementary OS 6 “Odin” é gratuito, mas você pode escolher pagar uns trocados nele. A quem está rodando a versão anterior, 5.1 “Hera”, a má notícia é que não é possível atualizar para a nova, ou seja, é preciso fazer uma instalação limpa. Mais detalhes e download no site oficial.

Mão segurando um Nokia N9, ligado, mostrando a grade de apps.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Cesar Cardoso lembrou hoje, na newsletter Pinguins Móveis, o décimo aniversário do Nokia N9, “talvez o ápice do design da Nokia clássica, um nível de polimento que não se encontra em outro telefone Linux”, nas palavras dele.

Em 2012, por breves dias, eu tive um N9. O MeeGo, nome do sistema operacional que o equipava e fruto de uma parceria entre Nokia e Intel, era diferente de todos os outros, com interface baseada em gestos, uma central de comunicação que englobava apps de mensagens e redes sociais e outras boas ideias, umas esquecidas, outras incorporadas pelos sistemas sobreviventes. O N9 foi, também, a prova viva de que é possível fazer celulares de plástico (policarboneto, que seja) elegantes e de alta qualidade e o último suspiro antes dos finlandeses abraçarem a Microsoft e pularem no precipício.

Acabei devolvendo a minha unidade porque ela tinha vindo com os botões de volume meio frouxos e porque, a despeito da qualidade do sistema, a situação dos apps da plataforma já era ruim e a tendência, que se confirmou, era só piorar. Fui para o Android da Samsung, que tinhas os apps, mas em troca de uma interface feia e deselegante. Do N9, sobraram estas poucas e mal tiradas fotos.

A System76, fabricante norte-americana de computadores lindões com Linux e responsável pelo Pop!_OS, agora envia para o Brasil. Duro que é em dólar. E o frete não deve ser barato. E ainda tem os impostos. Esta talvez seja a pior hora para dar esta notícia, mas, de qualquer forma, uma boa notícia. Via @system76_com/Instagram (em inglês), @pinguinsmoveis/Telegram.

A versão final do Sublime Text 4 (macOS, Ubuntu e Windows) foi lançada. Trata-se de um editor de texto/código com foco em velocidade — e, de fato, fiquei surpreso com sua agilidade em comparação ao Atom, que costumo usar para fuçar no código do Manual do Usuário. As maiores novidades são a nova interface, suporte ao Apple M1 e Linux ARM64, uso da GPU para renderizar a interface e alguns novos recursos de manipulação de código. Via Sublime Text (em inglês).

Esta versão do Sublime Text traz uma mudança importante em seu licenciamento. Agora, a aquisição do aplicativo dá direito a uma janela de três anos de atualizações, sejam elas pequenas ou grandes (tipo um “Sublime Text 5”). Após esse período, o usuário perde direito às atualizações, mas mantém a última versão por tempo indeterminado. Segundo a empresa, esses termos permitem a ela “entregar atualizações mais frequentes e empolgantes assim que elas estiverem prontas”, dispensando-os de terem que esperar uma grande versão para entregá-las.

A licença do Sublime Text 4 custa US$ 80 (por tempo limitado; preço normal é US$ 99), mas, até onde sei, é possível usá-la gratuitamente em troca prompts periódicos para comprar a licença — como o WinRAR.

Print do 1Password para Linux no ambiente Gnome.
Imagem: 1Password/Divulgação.

Não é todo dia que um app popular comercial chega ao Linux. Nesta terça (18), foi a vez do gerenciador de senhas 1Password — segundo os desenvolvedores, uma versão para Linux era o pedido mais frequente dos usuários. E parece que a demora valeu a pena: é perceptível a atenção aos detalhes, da opção por criar um app nativo às integrações com ambientes e recursos do Linux. Via 1Password (em inglês).

A Canonical liberou nesta quinta (22) o Ubuntu 21.04. A nova versão da distro Linux traz poucas mudanças. As principais são a adoção do servidor gráfico Wayland como padrão e uma nova extensão do Gnome Shell que permite arrastar e soltar ícones na área de trabalho — por padrão, o Gnome não permite ícones na área de trabalho. O download é gratuito. Via OMG! Ubuntu (em inglês).