iOS 8 e Android L são criptografados por padrão

A carta de Tim Cook sobre privacidade aos clientes está cheia de declarações fortes, promessas que poucas ou nenhuma outra empresa talvez consiga cumprir e o compromisso único e irrestrito com a privacidade.

Nela, Cook diz que a privacidade dos clientes da Apple é prioritária, que a empresa não cria perfis, nem lucra cedendo informações a parceiros, que nunca trabalhou com governo algum, nem permitiu acesso aos seus servidores. A cereja do pudim é que com o iOS 8, a criptografia do dispositivo é automática, basta colocar uma senha no dispositivo. “Não é tecnicamente possível para nós responder a pedidos do governo para extração desses dados de dispositivos na posse deles rodando o iOS 8.”

A medida, corajosa, já encontrou resistência entre as autoridades e, segundo o especialista forense Jonathan Zdziarski, não é absoluta: a sincronia entre o iPhone e computadores representa um ponto fraco nesse grande esquema de segurança. Há indícios de que o iCloud também possa servir de vetor para ataques e vazamentos. Só que embora ainda exista trabalho a fazer, o que o iOS 8 já traz é um reforço e tanto. Zdziarski: “Esta é uma postura significativamente pró-privacidade (e corajosa) que a Apple está tomando para seus dispositivos, e ainda que sete anos atrasada, é mais do que bem-vinda. Na verdade, estou impressionado com os últimos esforços da Apple para aperfeiçoar a segurança de modo geral, incluindo o iOS 8 e a autenticação em dois passos do iCloud.”

Além de beneficiar seus usuários, a ação da Apple ecoa em outros lugares. O Google foi rápido ao anunciar que o Android L, com previsão de lançamento para outubro, também virá com criptografia ativada por padrão.

Respostas rápidas via notificações no iOS 8 são úteis, mas por ora estão restritas ao iMessage

O iOS 8 tem tantos recursos legais que talvez Joanna Stern, do Wall Street Journal,  não tenha exagerado ao dizer que instalá-lo é como ter um novo smartphone sem precisar comprar um.

Recurso muito útil.
Valeu, Rics!

Um dos mais legais é a resposta rápida na notificação do iMessage. Ao receber uma mensagem, se você puxa a notificação para baixo um campo de texto aparece, junto com o teclado, permitindo que se digite a resposta dali mesmo, sem a necessidade de abrir o app inteiro ou sair do app em uso no momento. É prático num nível que nem mesmo o sistema de notificações do Android é, e ele desde sempre foi referência nessa área.

A única limitação é que… bem, é um recurso, por ora, apenas do iMessage. É a nova versão do iOS que o viabiliza, mas nenhum outro app replica essa facilidade. E ainda há alguns casos de uso que precisam de mais reflexão para serem melhores, como o recebimento de novas mensagens enquanto se está digitando uma resposta rápida. A mensagem não é atualizada e a única saída é tocar na notificação para abrir o iMessage e, aí sim, visualizar o que chegou por último.

Talvez a resposta rápida do iMessage siga o mesmo destino do TouchID: a princípio, restrito para destravar o iPhone e fazer compras na App Store, no iOS 8 qualquer desenvolvedor tem acesso a ele e coisas legais propiciadas pela nova extensibilidade do sistema, como o 1Password onipresente, já estão aparecendo.

Notificações do Twitter adaptadas ao iOS 8.
Imagem: MacStories.

A área de notificações ainda tem outros recursos bacanas, como botões de ação ao alcance de um arrasto, remoção de notificações individuais e widgets no painel Hoje. Alguns apps já se aproveitam disso — Twitter, Wunderlist e Dropbox, para citar alguns.

Teclados no iOS 8: uma experiência com o SwiftKey no iPhone

iPhone com teclado novo, SwiftKey.

O iOS 8 está mais aberto, mais flexível e agora aceita teclados de terceiros. Vários já estão disponíveis na App Store e, nesses primeiros dias de novas possibilidades, dois, SwiftKey e Swype, rapidamente alcançaram o primeiro lugar nas listas dos apps gratuitos e pagos mais baixados. Instalei alguns, inclusive esses dois, para ver como eles se comportam na prática.

A instalação é feita através das opções, da mesma forma que, até o iOS 7, se instalava um teclado de outro idioma, ou o de emojis. Lá também é possível gerenciar a ordem e os teclados disponíveis e, em alguns casos, conceder acesso irrestrito, leia-se o envio do que é digitado para um servidor externo. O SwiftKey pede essa permissão para funcionar plenamente, usando seus padrões de digitação para aperfeiçoar as sugestões. (mais…)

Usa iPad 2 ou iPhone 4S? Pense duas vezes antes de instalar o iOS 8

Vale a pena instalar o iOS 8 no iPhone 4S?
Foto: Andrew Cunningham/Ars Technica.

Saiu hoje a versão final do iOS 8. A lista de dispositivos compatíveis é longa e alcança até o iPhone 4S e o iPad 2, dispositivos lançados em 2011. Lembra dessa época? Foi meio logo depois que descobriram o fogo e os dinos foram extintos. Faz tempo.

Editores do Ars Technica instalaram o sistema nesses dois dispositivos (iPhone 4S, iPad 2). Ambos compartilham o mesmo SoC, o Apple A5 (mesmo do iPad mini original), e demais especificações bem defasadas. (mais…)

O novo app de Kevin Rose serve para compartilhar miniaturas de fotos e vídeos

Algumas categorias de apps dão uma canseira antes mesmo de descobrirmos qualquer coisa além disso. “Compartilhar fotos”, “editar fotos” e “previsão do tempo”, por exemplo: são tantos, e a maioria mais do mesmo, que é preciso um diferencial forte para quebrar a barreira da indiferença e chamar a atenção dos possíveis usuários.

O Tiiny, novo app de Kevin Rose, o fundador do Digg, serve para compartilhar fotos e vídeos que somem depois de 24h. Ele empresa ideias do Snapchat, Instagram e Imgur, tem a mesma dinâmica batida de quase todas as redes sociais (seguir/ser seguido, curtidas, mais populares etc) e embora apresente um design original e agradável, não é isso o que mais chama a atenção. (mais…)

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (agosto/2014)

Demorou mais do que em qualquer outro mês, mas a seleção dos melhores apps de agosto enfim saiu. E, embora eu seja suspeito em dizer, ela está caprichada: vários bons apps para Android, Windows Phone e iPhone, fazendo coisas antigas de maneiras inovadoras ou trazendo soluções criativas.

Como sempre, a lista está em ordem alfabética e as plataformas, misturadas. Quando um app é multiplataforma, todos os links são mostrados e o foco é dado à última em que ele foi lançado. Espero que curtam! (mais…)

WhatsApp enfim permite silenciar grupos por mais de uma semana

Grupos do WhatsApp às vezes torram a paciência, então foi com um misto de surpresa e regojizo que notei, dia desses, a inclusão de um novo período temporal nas opções de silenciar grupos:

https://twitter.com/ghedin/status/505389753261621248

Hoje foi a vez da versão para iPhone receber essa dádiva:

Silenciar grupos por um ano.

E não foi só. A nova versão, 2.11.9, traz arquivamento de conversas de grupos, acrescenta um botão de câmera para acesso rápido na linha de digitação de mensagens e mais recursos na hora de compartilhar fotos, vídeos e localização com contatos. O changelog da App Store está bem completo. Algumas coisas vieram do Android, outras, são exclusivas.

Ah, e tem essa também: o tique e tique duplo não são mais verdes :-/

Não são mais verdes.

Só falta agora o mítico “silenciar por um século“, que é praticamente um eufemismo para sair do grupo sem deixar aquela climão que fazem os remanescentes se perguntarem “mas o que aconteceu com ele? Tá bravo?”

Desativar o Bluetooth não faz a bateria do seu smartphone durar mais

Sabe aquele velho ditado, “tudo que é demais, faz mal”? Aplica-se a smartphones também. Vejo amigos e conhecidos que, por excesso de zelo, acabam piorando a situação dos seus aparelhos ou vivendo de efeito placebo, graças a práticas que em algum ponto do passado podem até ter feito sentido, mas que hoje são inúteis ou até prejudiciais.

Caso em tela: Bluetooth. É raro vê-lo ativo por aí, ainda que mantê-lo desativado não aumente signifativamente a duração da bateria do smartphone. O mesmo se aplica a GPS, Wi-Fi, NFC etc.

Se você não consegue passar um dia longe da tomada, é pouco provável que desativar esses recursos vá mudar tal cenário. O fato de estarem ativos não significa que estão consumindo quantidades obscenas de recursos; o que gasta bateria, mesmo, é o uso que os apps fazem deles. No Android (e no futuro iOS 8), existe uma área nas configurações que “dedura” os apps gastões. Esses devem ser combatidos. Se achar que a bateria está esvaziando mais rápido que o normal, uma olhada ali pode revelar surpresas e solucionar o problema. (mais…)

A hipermetáfora do app de máquina de escrever do Tom Hanks

O app de máquina de escrever do Tom Hanks.

Tom Hanks, ator de filmes memoráveis e sempre disposto a fazer uma zoeira com os fãs, tem ele próprio seus ídolos. Máquinas de escrever, por exemplo. Hanks é aficionado por elas.

Junto com a agência Hitcents, Hanks lançou o Hanx Writer, um app gratuito (com compras in-app) para iPad. Ele imita com perfeição a digitação em máquinas de escrever. Aquele barulhinho característico? Está lá. O visual também: o teclado do iOS usa skins que imitam o visual original das máquinas. Opcionalmente, o usuário pode desabilitar a tecla backspace e o cursor digital. Até enroscar os tipos essa máquina de escrever digital enrosca. Só ficou faltando o feedback tátil, mas aí seria exigir demais.

https://twitter.com/tomhanks/statuses/499768950688079873

Entendo a questão nostálgica, ou talvez a homenagem que Hanks quis fazer às suas amadas máquinas de escrever. Tirando esse detalhe da equação, o Hanx Writer serve como um ótimo exemplo de como a metáfora perfeita é, em última instância, uma imperfeição em si mesma. (mais…)

MIUI ou iOS?

No último sábado a Xiaomi lançou o MIUI 6, nova versão do seu sabor do Android AOSP. Na China, empresas de tecnologia ocidentais não têm a mesma presença que aqui e esse cenário é propício para o surgimento de alternativas locais. A MIUI abdica dos serviços Google desde a quarta versão, tem um visual  que em pouco lembra o sistema original e, no fim, acaba sendo um Android bem diferente daquele a que estamos acostumados.

Talvez na mesma medida em que difere do Android do Google a MIUI flerta com o iOS da Apple. Os casos recentes de uso indevido de fotos protegidas e cópias flagrantes de assets da Apple não são nada perto da MIUI 6, porém: ela parece uma cópia bem convincente do iOS 7. Já era antes, com a ausência da app drawer em favor de telas iniciais como as do sistema que move o iPhone; agora, com visual flat e apps básicos reformulados, a semelhança ficou mais evidente.

Duvida? Vamos fazer um jogo, então. Chamei ele de “MIUI ou iOS?”, e consiste em olhar duas screenshots lado a lado e dizer qual sistema é qual. Está pronto? Valendo! (mais…)

Windows Phone perdeu espaço no último trimestre; Android lidera com folga

O IDC divulgou o relatório de vendas de smartphones no segundo trimestre de 20141. Pela primeira vez na história as fabricantes, juntas, ultrapassaram a barreira do 300 milhões de aparelhos.

Android e iPhone venderam mais do que no mesmo período do ano passado, mas o volume de vendas do Android foi tão intenso (255,3 milhões de smartphones) que o market share da Apple diminuiu, de 13% em 2013 para 11,7%. A explicação da IDC para esse cenário é a explosão do segmento de entrada/intermediário, com smartphones de até US$ 200. E a tendência é de que com o Android One essa hegemonia em vendas globais do Google se acentue ainda mais.

Quem se deu mal nessa história toda foi a Microsoft. O volume de vendas do Windows Phone caiu, de 8,2 milhões em 2013 para 7,4 mi, e o market share encolheu de 3,4% para 2,5%. O IDC lembra que novas fabricantes como Blu, Micromax e Yezz adotando ou prestes a adotar o sistema em mercados-chave pode melhorar a situação do sistema.

O problema é que toda essa ajuda ainda deve ser insuficiente para alcançar as entusiasmadas previsões do início da década. Em 2011, Gartner e IDC disseram que o Windows Phone superaria o iOS em 2015 e, quase na mesma época, como lembrou John Moltz, a Pyramid Reserach garantia que o sistema da Microsoft estaria à frente do Android já em 2013. A primeira previsão ainda pode se concretizar. Vai que… né?

  1. Lembrando que esse número refere-se a smartphones entregues às lojas, não de vendas diretas ao consumidor final.

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (julho/2014)

E lá vamos nós! Agosto está aí e, com ele, mais um capítulo da seleção mensal de apps aqui no Manual do Usuário. Os sistemas continuam os mesmos (Android, iOS e Windows Phone) e a ordem dos apps, idem (alfabética, plataformas misturadas).

Este é o primeiro mês em que a lista de apps é restrita a assinantes. Aproveito a oportunidade para agradecer a você, que está lendo isso, pela força. Obrigado!


(mais…)

Nos seis anos da App Store, o desafio da Apple é tirá-la de 2008

Hoje a App Store, loja de apps e jogos do iOS, completa seis anos. Parabéns! Para celebrar, tem vários jogos e apps em promoção — as listas do TUAW e Gizmodo são complementares.

É quase dispensável falar da importância que a App Store teve não só para o iPhone, mas para toda a indústria. Ela simplificou a distribuição e instalação de aplicativos em smartphones, coisa que até existia antes no Windows Mobile, Palm e Symbian, mas de forma totalmente desorganizada. Criou novos filões para desenvolvedores, mudou a expectativa que os usuários tinham de apps (massificou o termo app!), mexeu profundamente na precificação do software. Para o bem ou para o mal, a App Store deu início a uma nova fase para o software que usamos no dia a dia.

Apesar disso, ainda existe espaço para melhorar. Ao longo desses seis anos o funcionamento da App Store pouco mudou. Tivemos, sim, algumas novidades como as compras in-app, mas o modo de usar, a “descobertabilidade” dos apps permanece estagnada, como era em 2008. Para ter seu app reconhecido e fugir da assustadora estatística recentemente divulgada de que 80% dos títulos presentes lá são zumbis (PDF), ou seja, solenemente ignorados por público e crítica, a única saída é ser descoberto por alguém — um editor de site, alguém influente ou os curadores profissionais da Apple.

https://twitter.com/Vectorpark/statuses/479684862526251008

Não faz muito tempo o desenvolvedor Andy Baio foi ao Medium para lançar ideias sobre como a App Store poderia mudar esse cenário. (Por extensão, elas valem também para todas as outras lojas de apps.) A chave para abrir essa porta, segundo ele, é recorrer às redes sociais.

Com a criação de um equivalente ao Grafo Social do Facebook, só que para apps, a Apple conseguiria direcionar pequenas pérolas a quem interessa. Em vez da hierarquia corrente ser de cima para baixo, ou seja, uns poucos apps destacados sendo usados pela maior parte da base, com critérios sociais e recomendações personalizadas haveria uma diluição maior e desenvolvedores e apps novatos teriam chance de emplacar sem depender de QI, o famoso “quem indica”.

O texto dele é uma descrição detalhada de como esse sistema funcionaria. A Apple não tem um histórico decente com redes sociais (lembra do Ping?), mas é algo que vale a pena tentar. Se desse certo, beneficiaria a todos — desenvolvedores, usuários e a ela própria.

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (junho/2014)

Atrasou um pouco, mas os melhores apps de junho chegaram! Neste mês tivemos um punhado de grandes apps chegando ao Windows Phone, nem todos exatamente bons, infelizmente. Na lista abaixo, tudo o que de melhor que pintou nas três principais plataformas móveis — a já citada da Microsoft, mais Android e iOS.

Os apps estão em ordem alfabética e misturados, sem divisão por sistema. Quando multiplataforma, trazem todos os respectivos links. Pronto? Então vamos lá. (mais…)

App Health do iOS 8 conta passos sem depender de acessórios externos

O iOS 8 Beta 3 trouxe uma versão atualizada do app Health capaz de mensurar os passos do usuário sem depender de um acessório como pulseira ou relógio. Agora ele é capaz de extrair e apresentar esse tipo de dado do chip M7, dedicado a essa função, presente no iPhone 5s.

Com isso, ele se equipara ao Saúde e Bem Estar, do Windows Phone 8.1, que atua da mesma forma com smartphones Lumia que contêm o SensorCore — modelos 630, 635, 930 e 1520.

Estou testando o Xperia Z2 com uma SmartBand, a pulseira bacana que faz essa função de podômetro, monitora meu sono (sabe-se lá como) e permite controlar algumas funções rudimentares do smartphone através de toques em sua superfície. Além de esfregar meu sedentarismo na cara, ainda não encontrei outra função que não a estética para a SmartBand.

Escreverei mais sobre ela, e adianto a pergunta: o que você espera, ou gostaria que uma pulseira do tipo fizesse? E questiono, também: por acaso estou deixando alguma coisa incrível que esse negócio é capaz de fazer?