Google Play Música estreia no Brasil restrito a gadgets da Samsung

Demorou, mas enfim o Brasil foi contemplado com o Google Play Música, serviço de streaming musical do Google que compete com Spotify, Rdio, Xbox Music, Deezer e outros. Como se vê, é um mercado populoso, logo um em que não é fácil se destacar ou obter lucro.

A estreia do Google Play Música no Brasil teve uma forcinha da Samsung. Para aumentar a diferenciação dos seus gadgets, os sul coreanos apostam em cortesias de software — e fazem bem; é uma das coisas mais legais mesmo dos seus topos de linha como o Galaxy S5. O streaming musical do Google é, a princípio, um reforço nesse diferenciador de mercado.

Nessa primeira fase, apenas donos do Galaxy S5 (incluindo as variantes Mini e Duos), Galaxy Tab S, Galaxy S4 e o futuro Galaxy Note 4 têm acesso ao Google Play Música. A oferta vale por seis meses e pode ser ativada entre hoje e 31 de janeiro de 2015.

A segunda fase, que começa no dia 1º de novembro, estende o benefício aos demais usuários Samsung. Vale para smartphones, tablets e a nova linha de equipamentos musicais Level, e dá direito a três meses de acesso gratuito ao Google Play Música.

E os demais? Ady Harley, diretor de parcerias musicais da Google Play, disse à Exame que “ainda não temos uma data, nem o preço da assinatura, mas ele deve chegar a todos os usuários até o final do ano”.

Além da exclusividade limitada, outro efeito da parceria entre Google e Samsung é que o serviço de streaming dessa, o Milk, não deve aparecer no Brasil.

O Google Play Música oferece acesso a 25 milhões de músicas por streaming, permite o envio de arquivos MP3 do próprio usuário à nuvem e ainda tem um catálogo de venda de arquivos individuais, nos moldes da iTunes Store. Ah, e também funciona (muito bem, diga-se) com o Chromecast, um ponto em que o Rdio, mesmo com a recente reformulação, ainda deixa a desejar.

Você não precisa mais criar um perfil no Google+ para ter um e-mail no Gmail

Como inflar a base de usuários da sua rede social recém-lançada e que não caiu no gosto do povo? Se você tem um serviço muito popular, integre as duas.

É uma ideia bem ruim, mas só mais uma das terríveis que o Google colocou em prática para emplacar o Google+. Com a saída de Vic Gundotra da empresa, o serviço perdeu muita força e um tímido processo de desmantelamento foi inciado. Primeiro, perfis de autores perderam espaço nos resultados do Google. Agora, a criação de um perfil durante a criação de um e-mail no Gmail não é mais obrigatória.

A opção continua existindo, só que agora é isso: uma opção. E, conforme um porta-voz do Google disse ao WordStream, para realizar outras ações no ecossistema Google, como publicar um vídeo no YouTube ou escrever o review de um restaurante, o perfil no Google+ continua a ser pré-requisito.

Às vezes, no mundo dos negócios, é difícil decidir quando parar e quando continuar insistindo. Parece que o Google se decidiu após dois anos de intenso trabalho para emplacar o Google+. Não deu. Rumores dizem que o ótimo serviço de fotos do Google+ é o próximo que se tornará independente.

Na Índia, usuários do YouTube poderão baixar e rodar vídeos offline

Em meio aos anúncios do Android One, um em especial chamou a atenção: a versão especial (ou no mínimo diferente) do YouTube que será lançada lá, capaz de baixar e rodar vídeos offline.

Ainda não está claro como isso funcionará na prática, mas pelos relatos de BBC e Android Central, será preciso assistir ao vídeo uma vez para baixá-lo e, depois disso, sob demanda, deixá-lo salvo na memória do smartphone. Ao Android Central, Ceasar Sengupta, executivo do Android, disse:

O YouTube é popular aqui [na Índia]. Você vê alguns vídeos várias vezes. Não será incrível se você pudesse continuar vendo eles sem ter que pagar pelo tráfego de dados, e levar os vídeos aonde você for? Nas próximas semanas, boa parte do YouTube estará disponível offline na Índia. Isso é importante, e nossos usuário ficarão muito satisfeitos. Você pode baixar o vídeo uma vez, salvá-lo em seu smartphone e revê-lo quantas vezes quiser.

A justificativa para essa permissão é a instabilidade no fornecimento de banda larga móvel. E… bom, não é só a Índia que tem esse problema, se é que você me entende.

O Google é bem rígido com o ato de baixar vídeos do YouTube. Quando a Microsoft lançou um cliente completo do YouTube para Windows Phone, recebeu uma intimada do Google para removê-lo da loja de apps devido a, entre outras coisas, a capacidade de baixar videos. Os termos de uso do YouTube são bem claros nesse sentido (grifo meu):

O Conteúdo é oferecido a Você NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA. Você pode acessar o Conteúdo para sua informação e uso pessoal exclusivamente dentro da funcionalidade fornecida pelo Serviço e, conforme permitido nestes Termos de Serviço. Você não poderá baixar qualquer conteúdo, a menos que você veja um “download” ou por um link similar exibido pelo YouTube no Serviço para esse Conteúdo.

Ou seja, download do YouTube, só com a bênção do Google — ainda que isso não impeça a proliferação de apps e mecanismos de download, como o TubeMate.

A capacidade de baixar vídeos do YouTube seria algo muito bem-vindo no Brasil. O tanto de vídeos que são mostrados e compartilhados via WhatsApp dá uma boa dimensão de como gostamos desse formato que, em geral, é incompatível com as condições estruturais e financeiras da maioria da população que usa conexões móveis. Quem sabe no futuro?

Atualização (8h40): pelo Twitter, o Rafa lembrou deste post no blog oficial do YouTube. Nele, o Google promete para novembro (do ano passado!) um recurso que permitiria aos usuários baixar vídeos para consumo offline. Esse download não seria eterno, o post fala em “um curto período”, mas já quebraria um galhão durante viagens curtas ou na ida/volta do trabalho. Não parece ser o mesmo caso de uso anunciado na Índia, mas aumenta as esperanças de que algo assim seja lançado globalmente.

Com o Android One, Google quer levar os smartphones a toda a humanidade

Na madrugada de domingo para segunda, o Google revelou mais detalhes da iniciativa Android One, na Índia. O projeto para levar smartphones ao resto da humanidade, embora não alcance os menores valores do mercado, parece bem fechado e promissor.

Funciona assim: o Google testa, certifica e em alguns casos até subsidia componentes de qualidade para a construção de um smartphone e oferece esse “menu” a fabricantes locais — no caso da Índia, país de estreia do programa, Micromax, Karbonn e Spice. Essas montam os aparelhos e se comprometem a não estragar a experiência Android com skins e software extra. O Google ainda se responsabiliza por manter o software atualizado e, através de acordos com operadoras locais, a garantir tráfego livre para atualizações do sistema e download de apps da Play Store (até 200 MB/mês, durante seis meses). (mais…)

Incomoda a você o Google verificar imagens compartilhadas no Gmail?

Um homem foi preso no estado da Pensilvânia, nos EUA, por armazenar fotos de pornografia infantil no OneDrive. Dias antes, um usuário do Gmail também foi preso no estado do Texas sob a mesma acusação.

Não é como se funcionários da Microsoft e do Google fizessem a verificação, pessoalmente e uma a uma, de todas as fotos que passam pelos servidores da empresa. Da mesma forma que o Google usa bots para analisar e direcionar anúncios baseados nos e-mails do Gmail, sem intervenção humana, tecnologias similares são empregadas no reconhecimento de imagens. A iniciativa da Microsoft para identificar imagens do tipo, chamada PhotoDNA, existe desde 2008 e é compartilhada com outras empresas, como o Facebook e o próprio Google.

Nesses casos o benefício da vigilância proativa à sociedade é óbvio: prender pedófilos. Óbvio e indiscutível. O Google garante que tal tecnologia se limita à identificação de pornografia infantil, como nesta nota à AFP, ou seja, se você estiver planejando um assalto ou qualquer outro crime trocando e-mails com seus comparsas pelo Gmail, não será o Google que denunciará tais planos malignos às autoridades. Mas foi ou será sempre assim? Até que ponto vai esse poder, ou até onde ele é saudável? E, como diz aquele quadrinho, quem vigia os vigilantes?

Em abril o Google interrompeu um monitoramento similar de 30 milhões de contas de e-mail usadas por escolas, universidades e instituições similares no mundo inteiro após ser processado nos EUA por minerar dados dos estudantes. É um contraexemplo de emprego da mesma tecnologia para um fim questionável.

Toda essa questão é bastante delicada e mesmo pendendo para o lado que vê com bons olhos esse tipo de intervenção, ainda sobra um certo receio, um conflito quase latente entre o fazer justiça e o direito à privacidade irrestrita. Encare este post como um pensamento alto e um convite à discussão. O que você acha?

Como as empresas de tecnologia se saíram no último trimestre fiscal (2Q2014)

Diversas empresas de tecnologia com capital aberto estão divulgando seus relatórios trimestrais nesta semana. Esses documentos públicos são uma exigência da Bolsa e trazem, resumidamente, números: vendas, faturamento e lucro (ou prejuízo).

Por que você está lendo isso aqui? O site não virou um Manual do Investidor, nem mudou de foco. Esses relatórios, porém, servem ao mesmo tempo de indicativos para o futuro das empresas e termômetro para suas ações mais recentes. Tomemos a BlackBerry como exemplo. As mudanças radicais em comando, estratégia e abertura se devem ao mau desempenho dos seus papéis. Como empresa de capital aberto, agradar aos investidores e manter seu valor de mercado em alta passa a ser uma meta importantíssima, talvez a mais importante.

Abaixo, um resumo das que já divulgaram seus números e seus destaques relativos ao segundo trimestre (terceiro, para a Apple) do ano fiscal1 de 2014. (mais…)

Buscador do Baidu estreia no Brasil

Saulo Pereira Guimarães, na Exame:

Uma cerimônia realizada hoje em Brasília marcou o lançamento da versão brasileira do Baidu, serviço de buscas mais usado na China.

No evento, estiveram presentes a presidente Dilma Rousseff, o presidente chinês Xi Jinping e Robin Li, chefe executivo do Baidu – entre outros.

“Nossa entrada no mercado brasileiro servirá para torná-lo mais competitivo, impulsionando a inovação local e proporcionando mais e melhores opções para os brasileiros”, afirmou na cerimônia Johnson Hu, diretor de negócios internacionais do Baidu.

A versão localizada está em br.baidu.com. Estranhamente, baidu.com não redireciona automaticamente para o site brasileiro. Ele é limpo e bem direto, filtra resultados por imagens e vídeos, e traz um mecanismo que tenta adivinhar os termos enquanto são escritos e outro que parece uma espécie de ranking de notícias mais populares do momento. Do lado esquerdo flutuam links para o Postbar, uma espécie de fórum online sobre temas segmentados. Não fiz testes suficientes para ter uma noção da qualidade do algoritmo que retorna os resultados.

O buscador do Baidu é o maior produto da empresa chinesa. Líder na China, responde por 70% das pesquisas online feitas em seu país natal. Apesar de só agora trazer seu carro-chefe ao Brasil, a empresa Baidu atua por aqui há mais tempo.

Ano passado lançou diversos produtos, como antivírus, “otimizador” de PCs, o navegador Spark e um diretório de sites, o Hao123. A promoção deles tem sido agressiva, com publieditoriais em vários sites e a inclusão deles em instaladores de outros apps, tática no mínimo questionável e que até hoje rende críticas e comentários irritados de usuários afetados.

O lapso entre esses apps intrusivos e o buscador localizado talvez tenha uma razão de ser, como sugeriu o Emerson nesta nota do Tecnoblog no final do ano passado:

No evento [do início das operações no Brasil], a empresa justificou a aposta nestes aplicativos e a gratuidade de todos eles dizendo que, na fase inicial, a ideia é utilizá-los para conhecer melhor os hábitos dos usuários brasileiros. Exatamente como? Não disseram, mas dá para imaginar…

O lançamento em Brasília e com a presença dos presidentes do Brasil e da China me soa meio atípico. Ele faz parte dos esforços da China em difundir suas empresas de tecnologia no ocidente e em países orientais com fortes laços com esse lado do mundo. Em março, por exemplo, o presidente Xi Jinping fez visita à Coreia do Sul acompanhado dos CEOs do Baidu, Alibaba, Huawei e o chairman do Banco da China a fim de estreitar os lados em áreas como comércio, finanças, meio ambiente e assuntos diplomáticos.

O Baidu é mais um buscador que tenta derrubar a hegemonia do Google, que é especialmente alta no Brasil — diversos indicadores dão mais de 90% do mercado nacional ao serviço americano. E à luz das revelações de espionagem de Edward Snowden, feitas ano passado, o fato de ter sua sede em outro país que não os EUA parece um bônus interessante ao governo, mesmo ciente do histórico de interferências e censura do Partido Comunista da China na Internet do país.

Google sinalizará sites que usam tecnologias não suportadas, como Flash, nos resultados da busca

Do blog do Google para webmasters:

Um incômodo frequente para usuários da web é quando os sites exigem tecnologias do navegador que não são suportadas pelos seus dispositivos. Quando os usuários acessam páginas do tipo, eles podem ver nada além de um espaço em branco ou perder grandes porções do conteúdo da página.

A partir de hoje, indicaremos aos usuários do buscador quando nossos algoritmos detectarem que páginas que podem não funcionar em seus dispositivos. Por exemplo, o Adobe Flash não é suportado em dispositivo iOS e as versões 4.1 e posteriores do Android; uma página cujo conteúdo é formato na maioria por Flash será indicada assim:

Novas políticas para os resultados da busca.
Imagem: Google.

Quando escrevi sobre a última “falha” do Flash aproveitei para perguntar quando e onde o Flash ainda é utilizado. Esperava menos situações, mas uma coisa que me chamou a atenção foi que nenhum dos sites citados eram de conteúdo. São serviços multimídia, basicamente streaming de vídeo e música.

Com as técnicas e o suporte dos navegadores modernos a HTML5 e outras linguagens mais maleáveis, sobra pouca ou nenhuma justificativa para adotar em 2014 o Flash em, digamos, um site de cunho jornalístico. Paralelo a essa novidade, o Google anunciou duas fontes de recursos para auxiliar eventuais migrações, o Web Fundamentals e o Web Starter Kit.

O emprenho do Google em desestimular o uso dessas tecnologias é positivo, mais um passo para que, gradualmente, Flash, Java e outras tecnologias deem lugar a padrões mais avançados. A grande virada deverá ocorrer quando o Chrome para desktop abandonar o Flash, que há quatro anos vem integrado no navegador.

Agora o Google Maps informa distâncias independente de rotas

Medir distância no Google Maps agora é super simples.
Imagem: Google.

Daqueles recursos que você podia jurar que existiam, mas não, um desses para mim era a medição da distância entre dois pontos na versão web do Google Maps. Parece que isso existia como um recurso do Lab na versão antiga, mas na nova, sumiu. Tanto que não faz muito tempo fui tirar uma dúvida e… nada. No máximo, dava para fazer uma rota entre os pontos “A” e “B”, o que não é nada prático.

Desde ontem, porém, o recurso passou a existir. Basta clicar com o botão direito e, em seguida, Medir distância. Dá para colocar vários pontos no traçado, e esse não se limita a ruas — pode passar no meio das quadras, invadir rios e oceanos e tomar qualquer forma.

Via The Verge.

Autorizações simplificadas do Google Play representam um risco

O Google implementou uma mudança na política de permissões dos apps baixados na Play Store. Não é algo novo (faz pelo menos um mês que li sobre), mas o assunto continua rendendo e sem solução.

A mudança reflete na tela de permissões que um app exibe antes de ser instalado. É mais estética do que útil, já que esconde o detalhamento de cada grupo de permissões por padrão e exige o toque em cada um deles para que seja expandido. Veja o antes e depois:

Permissões dos apps na Play Store.
À esquerda, como era antes. À direita, o novo sistema.

Outra novidade é que agora os apps podem criar permissões próprias. Elas aparecem sempre no final da lista em uma categoria chamada “Outras”. O app do Twitter, por exemplo, traz o “solicitar acesso a sua conta do Twitter”.

Uma última que pegou carona nessa maquiada é a que tem as implicações mais sérias. O Google divide as permissões em grupos e, dentro deles, estipula outras granulares. Antes, quando um app era atualizado e passava a precisar de novas permissões dentro de um grupo já garantido precisava ser reaprovado pelo usuário. Agora, é oito ou oitenta: após conceder permissão a um app ele poderá ser atualizado com novas “sub-permissões” dentro dos grupos já liberados sem que o usuário sequer fique sabendo.

O exemplo prático de Chris Hoffman é bem claro:

(…) um app que queira ler mensagens SMS recebidas precisa da permissão “Ler mensagens SMS”. Quando você for instalá-lo na Play Store, ele pedirá a permissão do grupo “SMS”.

Instale o app e você estará dando acesso a todas as permissões relacionadas a SMS. O app pode, agora, ser atualizado automaticamente e ganhar a capacidade de mandar mensagens SMS sem pedir a você.

Existem outros cenários tão ruins quanto, e esse específico das mensagens SMS (e a análoga a ligações) é facilmente explorável por scammers que disponibilizam jogos e apps fraudulentos para lucrarem com ligações na surdina, encaminhamento de chamadas e mensagens SMS, tudo às custas da vítima.

Até agora, um mês depois dos primeiros sites denunciarem esse problema, o Google não se pronunciou. O sistema de permissões dos apps no Android nunca foi exemplo de implementação e, como se não bastasse, piorou.

Visão geral do ART (Android RunTime)

O Android L marca a “virada na chave” do ART, ou Android RunTime, uma nova rotina que muda a forma com que o sistema manipula apps. Ela entra no lugar da máquina virtual Dalvik, geralmente apontada como a culpada pelos pequenos engasgos no Android.

A forma com que esse sistema lida com a execução de apps é única entre os modernos e, até agora, fonte de alguns inconvenientes — a maioria contornada de modo notável pelo Google. Só que tudo tem limite e em vez de continuar remendando a Dalvik, o ART surgiu como uma fundação sólida e escalável para o futuro do Android.

No AnandTech, Andrei Frumusanu faz um passeio completo e compreensível para leigos das vantagens do ART em relação à Dalvik. Alguns pontos chamam a atenção:

A grande mudança de paradigma que o ART traz é que em vez de ser baseado em um computador Just-In-Time (JIT) [“na hora”, em tradução livre], ele agora compila aplicativos Ahead-of-Time (AOT) [“antes da hora”]. De ter que compilar de bytecode para código nativo cada vez que você roda um app, para ter que compilá-lo apenas uma vez, e toda execução daquele ponto em diante é feita a partir do código nativo compilado existente.

Claro, essas traduções nativas dos apps tomam espaço, e essa nova metodologia é algo que é possível hoje apenas devido ao vasto aumento do espaço para armazenamento disponível nos dispositivos atuais, uma grande mudança dos primeiros gadgets com Android.

Se já era ruim lidar com smartphones de 4 GB (ou menos) de memória interna, agora mais ainda. Talvez isso sirva de última gota d’água para as fabricantes colocarem no mínimo 8 GB em seus aparelhos.

Frumusanu passa por outros ganhos mais complexos e termina essa primeira parte da matéria comentando o outro contra além do espaço extra necessário: mais demora na primeira execução de um app. Com os aperfeiçoamentos futuros no ART espera-se que esse tempo chegue aos níveis da Dalvik, ou até melhores.

A segunda página é toda dedicada a comparar os coletores de lixo da Dalvik com o do ART. “Coletor de lixo” é um recurso que libera do desenvolvedor a tarefa de endereçar memória e limpá-la quando o app termina de usá-la. Com exemplos práticos, a superioridade do ART é mostrada: ele perde menos tempo, gasta menos memória e é mais eficiente nesse trabalho.

Ainda há alguns comentários sobre a arquitetura 64 bits e diferenças na implementação do Google em relação ao iOS, mas o importante está quase no final:

Isso também significa que o Android está finalmente apto a competir com o iOS em termos de fluidez e desempenho de apps, uma grande vitória para o consumidor.

Amém.

Google Play Services 5.0

O Google anunciou que a liberação do Google Play Services 5.0 foi finalizada. Para quem não conhece, é uma espécie de app com super poderes que permite à empresa atualizar componentes críticos do Android independentemente de versão — e, portanto, passando os processos burocráticos, lentos e muitas vezes inexistentes de atualização das fabricantes e operadoras.

A versão 5.0 substitui a 4.4 (indício da versão do Android L?) e traz algumas APIs inéditas e novos recursos a outras já existentes. No vídeo acima o rapaz do Google explica cada uma delas de modo meio constrangedor, mas eficiente.

As que me chamaram mais a atenção:

  • Android Wear: permite a comunicação entre smartphones/tablets e dispositivos que rodam o Android Wear, como relógios inteligentes. A nova seção da Play Store, com apps compatíveis com Android Wear, deverá crescer.
  • API para jogos salvos (criação de “snapshots”). Na prática, significa que o usuário pode pausar um jogo no smartphone e continuar do mesmo ponto em outro dispositivo, como um tablet.
  • Indexação de apps. Com essa API, o histórico de qualquer app pode ser incorporado à pesquisa do Google.
  • Google Cast. Agora o Chromecast é capaz de lidar com legendas.
  • O Google Wallet consegue ler e armazenar cupons de desconto na nuvem. O sistema é esperto e usa a localização do usuário para lembrá-lo de usar seus cupons quando estiver no local correto.

5 culpados pela primeira geração do Android Wear não empolgar

A primeira safra de relógios inteligentes rodando Android Wear está em pré-venda nos EUA e vários sites já publicaram análises e comentários sobre G Watch, Gear Live e Moto 360, as apostas de LG, Samsung e Motorola. Pelo que se viu até agora, não será dessa vez que relógios que fazem mais do que mostrar as horas se tornarão populares. (mais…)

“Ok Google” passa a funcionar em português do Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=n083tYzG5zc

A ativação do Google Now por um comando de voz (“Ok Google”), antes exclusividade do Moto X, agora está disponível para qualquer Android capaz de rodar o assistente do Google. Segundo o Felipe, no Giz, os comandos por voz a partir de qualquer parte do sistema vêm com a versão 3.5.15 do app Pesquisa Google.

Fiz alguns testes em um Nexus 4 atualizado e, pelo menos aqui esse “qualquer parte do sistema” ainda não está disponível — no do Felipe também não. A ajuda diz que essa capacidade é restrita aos “falantes de inglês nos EUA”. Existe a possibilidade da documentação estar desatualizada — e fica a esperança de que seja o caso e, com o tempo, a ativação do comando em qualquer tela/app funcione com o português também.

Com o Google Now Launcher ativado, consegui usar o comando “Ok Google” a partir da tela inicial também, somando-se ao próprio Google Now. É pouco? É, mas já é alguma coisa. Saudades de programar o despertador falando com o Moto X

Dica do @gilbras. Valeu!

O Orkut vai acabar

Paulo Golgher, diretor de engenharia do Google, no blog do Orkut:

O Orkut será descontinuado no dia 30 de setembro de 2014. Até lá, não haverá impacto para os atuais usuários, para que a comunidade tenha tempo de lidar com a transição. Usuários podem exportar as informações do seu perfil, mensagens de comunidades e fotos usando o Google Takeout (disponível até setembro de 2016). A partir de hoje, novos usuários não podem criar novas contas no Orkut.

Dez anos depois de se tornar febre no Brasil (e praticamente só aqui), a rede social mais bem sucedida do Google fechará as portas.

Achei curioso e sintomático o anúncio do blog oficial sequer mencionar o Google+ — há apenas uma referência, genérica, junto a outros produtos como YouTube e Blogger. No primeiro acesso ao orkut.com, uma página de despedida do Orkut aparece. Entre as sugestões está “exportar álbuns de fotos para o Google+”, timidamente, sem aquele alarde que se via há poucos meses.

Como salvar as fotos do Orkut?

O Google oferece duas saídas. A primeira é migrar as fotos do Orkut para o Google+ usando esta ferramenta de exportação. A outra, salvar no seu PC através do Google Takeout. Essa contém, além disso, recados, depoimentos e comentários em comunidades.

Caso queira encerrar sua conta em definitivo, excluindo tudo antes do congelamento das comunidades, siga este link, clique em Ferramentas de dados, depois Excluir produtos e, finalmente, Remover Orkut. Isso pode ser feito mesmo depois de 30 de setembro.

Note que, depois do encerramento do Orkut, o Google manterá no ar um arquivo de todas as comunidades. Caso não queira ver suas publicações nesse arquivo, é preciso exclui-las individualmente antes do dia 30 de setembro ou encerrar sua conta — assim, seu nome será desvinculado dos posts nas comunidades.

O Olhar Digital tem outras informações sobre como proceder no apocalipse do Orkut.

Não consigo acessar o Orkut!

Tenho recebido comentários e pedidos de ajuda nesse sentido. Parece que o Google complicou o login no Orkut e várias pessoas estão com dificuldades para logar. O processo, segundo a empresa, é o seguinte:

  • Na parte superior direita dessa página, clique na foto do seu perfil.
  • Clique em Sair.
  • Acesse Orkut.com.
  • Faça login na conta do Google que você utilizou ao se cadastrar no Orkut.

Ou seja, é importante sair da sua Conta Google antes de acessar o Orkut. Eu não pude testar porque encerrei meu perfil no Orkut faz um tempão. Se alguém conseguiu assim ou tiver outra dica, deixe aí nos comentários.

Sem Orkut, Google+ enfraquecido…

Quando o Google tentava empurrar o Google+ aos usuários, lançou ferramenta de exportação, encheu o Orkut de pedidos para que os usuários migrassem, se empenhou para conquistar os que ainda estavam ativos no Orkut. Não tenho números, mas não espantaria saber que esse esforço não deu resultado — se esses remanescentes quisessem uma rede tecnicamente melhor, já teriam migrado para o Facebook antes.

A saída de Vic Gundotra afetou o Google+. O processo de desmantelamento, com a remoção ou diminuição das referências à rede nos resultados da busca do Google, foi o primeiro sinal. Passar em branco na Google I/O, outro. A não citação dela no comunicado do fim do Orkut, mais um. Será que o Google jogou a toalha de vez para redes sociais?