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O novo Google Fotos: espaço ilimitado, privado por padrão, super esperto

Novo app de fotos do Google.

O Google prometeu para ontem a atualização do Google Fotos, e ela já está disponível (iOS, Android). Baixei no Android, acessei pelo navegador e, no geral, gostei muito do que vi.

A fim de evitar qualquer confusão, é importante entender que o app em si é uma atualização do Fotos que já vinha no Android1. Antes, ele era um visualizador bem chinfrim; na nova versão, é um poderoso sistema de backup e organização. (mais…)

O que chamou a atenção na Google I/O 2015

A apresentação de abertura da edição 2015 da Google I/O, a conferência anual do Google para desenvolvedores, repetiu a regra: demorou um bocado. Menos tempo que ano passado, e ainda que não tenha sido o caso, a sensação é de que mais coisas foram anunciadas.

Não farei um resumo como fiz em 2014. Em vez disso, colocarei aqui as coisas que mais me chamaram a atenção. Vamos lá? (mais…)

Como fazer as pazes com o Chrome e sua gula por memória

Logo do Chrome.

Dia desses joguei no Twitter a seguinte pergunta: alguém aí tem problemas com consumo excessivo de RAM com o Chrome? Recebi uma enxurrada de respostas positivas e algumas generalizantes, do tipo “e quem não tem?” Pois bem, eu não tenho. Aparentemente sou uma rara exceção, então resolvi fazer uma viagem introspectiva a fim de descobrir o que me leva a ter uma relação tão harmoniosa com o navegador do Google.

Isto não é um guia de como forçar o navegador a economizar na RAM. Ele é sedento por memória e está tudo (mais ou menos) bem. É como eu digo há anos: memória foi feita para ser usada. Se temos computadores mais rápidos hoje, em parte é porque a memória principal deles está mais rápida e disponível em maiores quantidades. E como não se trata de um bem finito, deixe o Chrome, o Windows, o que quer que você estiver rodando se esbaldarem. Se a situação ficar insustentável, por ser uma memória volátil basta desligar e religar o computador e ela será zerada. Problema completamente resolvido. (mais…)

10 minutos com o Android 5.0

Quase um novo smartphone.

O Android 5.0 é a maior atualização da história do sistema. Ela traz gráficos mais leves, cores chapadas e animações fluídas — o Material Design é tão gostoso que quase dá vontade de morder. Mas há mais do que visual nesse novo Android sabor pirulito. Passei alguns minutos com um Nexus 5 recém-atualizado e conto, com palavras, fotos e vídeo, o que achei.

https://www.youtube.com/watch?v=Q-7xuXq0SLw
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Quem salvará a indústria da música?

Taylor Swift na briga contra o Spotify.

A viabilidade do modelo de negócios dos serviços de streaming de música voltou a ser o centro das atenções essa semana. Culpa de Taylor Swift, que removeu todo o seu acervo do Spotify e boicotou o novo álbum, 1989, de todos os serviços do tipo. Ganância, mal entendido ou a cantora tem razão nas críticas que vem fazendo?

Não foi a primeira vez que Swift se posicionou contrariamente à ideia de ouvir quanta música quiser pagando menos de dez dólares por mês. No começo do ano ela escreveu um editorial no Wall Street Journal dizendo acreditar que o apoio dos fãs (e a venda de álbuns completos) é o que sustenta artistas como ela. Talvez, pelo menos no seu caso, seja verdade: só na semana de lançamento, 1989 vendeu 1,2 milhão de cópias, número estratosférico para os padrões atuais. Para colocar isso em perspectiva, Random Access Memory do Daft Punk vendeu 339 mil cópias em seus primeiros sete dias e PRISM, da Kary Perry, 286 mil cópias no mesmo período. Ambos foram  os mais vendidos no ranking da Billboard em suas respectivas semanas de lançamento. (mais…)

6 vídeos para entender (e contemplar) o Material Design, a nova linguagem visual do Google

Ilustração do Material Design.

por J. P. Neto

Se você usa algum aplicativo próprio do Google talvez já tenha percebido que ele está de cara nova. Ou algum app de terceiro. Há algo diferente no ar, ou melhor, na palma da sua mão… Isso, amigos, amigo, é o Material Design em ação.

A nova linguagem visual do Google foi apresentada na conferência Google I/O desse ano. O Material Design é uma evolução do design de cartões, típico do Google Now e que se espalhou a outras áreas, mas agora com foco em profundidade e movimento, e amparado por cores chapadas.

Falando em sistema, é bom se acostumar ao Material Design: sua influência dentro do Google é tão grande que tudo está sendo feito dessa forma. Android 5.0, Android Wear, web apps e até aplicativos para outras plataformas, como o iOS, têm formas, cores e movimentos padronizados. O ideal do Google é manter a familiaridade dos seus produtos independentemente de onde eles sejam usados.

Como imagens falam mais que palavras, selecionamos alguns vídeos para demonstrar o que é, na prática, o Material Design. (mais…)

Inbox, o novo app de e-mail do Google, leva o poder do Google Now ao Gmail

Novo app dos criadores do Gmail.

O Google tem um novo front-end para o Gmail. Chamado Inbox, é um aplicativo para iPhone, Android e Chrome feito pela mesma equipe responsável pelo Gmail. Ele repensa a interface do e-mail, acrescenta e modifica funções típicas do meio e terceiriza o gerenciamento e a descoberta de conteúdo a algoritmos similares aos do Google Now.

O app é bonito. Ele já adota a Material Design, linguagem visual que dá o tom do Android 5.0 e aos poucos se espalha nos domínios do Google. Infelizmente pode demorar para você ver toda essa beleza em movimento em seu próprio e-mail. O Inbox está sendo distribuído por convites, então é preciso esperar a benevolência da empresa (ou de um amigo que já entrou) para usufruir da novidade. Ele só funciona com o Gmail, ou seja, se você estava esperando um cliente agnóstico ou mesmo algo que funcionasse com o Google Apps, esqueça. (mais…)

O Nexus 5 é o Cruzeiro do brasileirão: um campeão discreto

Detalhe da câmera do Nexus 5.

Encontrei algumas fotos do Nexus 5 perdidas numa daquelas pastas temporárias na área de trabalho que, pelo tempo que estão ali, dá quase para dizer que viraram pastas fixas. E aí pensei: escrever sobre ele? Sim ou não? Só algumas palavras, talvez… Ah, por que não?

Os smartphones da linha Nexus têm uma gênese diferente da dos demais. Eles são fabricados por empresas tradicionais da telefonia móvel, como Samsung e LG, mas são vendidos como aparelhos do Google. Diferentemente do que rola com um Galaxy S5 ou G3, as fabricantes não mexem no Android; é a experiência pura e isso, por si só, destaca essa linha. Pela lógica parece que não, mas aqui, menos é mais, e ter o Android sem penduricalhos, aplicativos extras e personalizações duvidosas é um grande plus, diria até que é o principal motivo para se comprar um Nexus. (mais…)

Google para conexões lentas no Brasil

Versão sem imagens dos resultados do Google.
Imagem: Google.

Bharat Mediratta, engenheiro emérito de software do Google, no blog oficial brasileiro:

Agora, automaticamente, identificaremos se o usuário tem uma conexão sem fio lenta e, quando for o caso, entregaremos a versão leve da página de resultados. Com menos bytes, você recebe a sua resposta de forma mais rápida — e mais barata!

Pela imagem comparativa (acima), o que o Google faz é remover os resultados dinâmicos que exibem fotos, mapas e outros elementos gráficos e, portanto, mais pesados. Repare que até o logo do Google e o botão de pesquisa são convertidos para texto. Isso lembra bastante o Facebook Zero, versão gratuita e sem imagens da rede social para acesso via smartphones.

A novidade é exclusiva do Brasil por ora. O Google não detalha quais critérios leva em conta para determinar uma conexão lenta (só velocidade? Qual? Latência também? Tecnologia da conexão? 3G? EDGE?), mas é um bom paliativo para agilizar pesquisas quando o sinal da operadora está fraco ou, pior, a franquia do pré-pago estourou. O ideal, claro, seria termos conexões capazes de lidar com a página tradicional — que nem é tão pesada assim…

5 coisas sobre o Orkut, a rede social mais brasileira que já existiu

O fim chega para todos, amigo. Hoje é a vez do Orkut, a primeira rede social do Google e de muitos de nós, brasileiros, dar adeus ao ciberespaço.

Criado em janeiro de 2004 pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, não demorou muito para a rede ser invadida por brasileiros. Qual o motivo? Até hoje não se sabe muito bem o porquê. Certo mesmo é que apesar da ostracismo em que afundou nos últimos anos, primeiro eclipsado pelo Facebook, depois rejeitado pelo próprio pai, o Google, o Orkut ficará para sempre marcado na história digital do Brasil.

Hoje, muita gente compra smartphone para usar WhatsApp; em 2004, o Orkut teve o mesmo efeito no comércio de computadores. Ele foi a iniciação de muita gente à Internet e daquele jeito meio desengonçado, politicamente incorreto e cheio de tretas e piadas internas, ganhou os nossos corações e navegadores.

Para celebrar esta data, separei cinco coisas muito “Orkut”. Engula o choro, prepare o coração e venha comigo. (mais…)

Com Photoshop por streaming, Chromebooks podem ficar mais atraentes

Photoshop a caminho do Chrome OS.
Foto: Google.

O Google anunciou uma parceria com a Adobe para levar o Photoshop aonde ele nunca havia ido antes: aos Chromebooks.

Esses notebook que rodam Chrome OS, como já vimos duas vezes, são bem limitadas. De que maneira, então, o pesadão Photoshop rodará neles? Com o poder da nuvem. O Projeto Photoshop Streaming oferecerá aos donos de Chromebooks e usuários de Windows que usam o Chrome a possibilidade de rodar o editor de imagens via streaming.

Na prática, é como se o Chromebook/Chrome fosse um terminal burro. Todo o processamento, armazenamento e até a própria instalação do Photoshop ocorrerá em servidores remotos. Localmente, apenas a interface e os comandos serão executados. Por limitações atuais, o Photoshop Streaming não terá funções que rodam em cima da GPU, não salvará arquivos localmente (tudo ficará no Google Drive), nem conversará com periféricos, incluindo impressoras.

As vantagens, por outro lado, são ter um Photoshop, ou melhor, o Photoshop de verdade sempre atualizado, sem ocupar espaço na memória do equipamento e que roda mesmo no fraquíssimo hardware tipicamente encontrado em Chromebooks. De outra forma, ou seja, instalado e consumindo recursos locais, esse aplicativo seria inviável. Para o Google, a oferta do Photoshop eleva o moral do seu Chrome OS, ainda encarado com desconfiança por usuários e imprensa pela sua restrição a apps que rodam na web.

Na primeira fase o Photoshop Streaming será restrito a usuários selecionados que pagam a Creative Cloud, são estudantes e residem nos EUA. Para o futuro, a Adobe promete expandir o programa, além de trazer outros apps da Creative Cloud à modalidade por streaming.

Quem tem um Chromebook encontra editores de imagens relativamente simples na Chrome Web Store, como o Pixlr e o Sumo Paint. Nada que se compare ao poder do Photoshop, porém.

Google Play Música estreia no Brasil restrito a gadgets da Samsung

Demorou, mas enfim o Brasil foi contemplado com o Google Play Música, serviço de streaming musical do Google que compete com Spotify, Rdio, Xbox Music, Deezer e outros. Como se vê, é um mercado populoso, logo um em que não é fácil se destacar ou obter lucro.

A estreia do Google Play Música no Brasil teve uma forcinha da Samsung. Para aumentar a diferenciação dos seus gadgets, os sul coreanos apostam em cortesias de software — e fazem bem; é uma das coisas mais legais mesmo dos seus topos de linha como o Galaxy S5. O streaming musical do Google é, a princípio, um reforço nesse diferenciador de mercado.

Nessa primeira fase, apenas donos do Galaxy S5 (incluindo as variantes Mini e Duos), Galaxy Tab S, Galaxy S4 e o futuro Galaxy Note 4 têm acesso ao Google Play Música. A oferta vale por seis meses e pode ser ativada entre hoje e 31 de janeiro de 2015.

A segunda fase, que começa no dia 1º de novembro, estende o benefício aos demais usuários Samsung. Vale para smartphones, tablets e a nova linha de equipamentos musicais Level, e dá direito a três meses de acesso gratuito ao Google Play Música.

E os demais? Ady Harley, diretor de parcerias musicais da Google Play, disse à Exame que “ainda não temos uma data, nem o preço da assinatura, mas ele deve chegar a todos os usuários até o final do ano”.

Além da exclusividade limitada, outro efeito da parceria entre Google e Samsung é que o serviço de streaming dessa, o Milk, não deve aparecer no Brasil.

O Google Play Música oferece acesso a 25 milhões de músicas por streaming, permite o envio de arquivos MP3 do próprio usuário à nuvem e ainda tem um catálogo de venda de arquivos individuais, nos moldes da iTunes Store. Ah, e também funciona (muito bem, diga-se) com o Chromecast, um ponto em que o Rdio, mesmo com a recente reformulação, ainda deixa a desejar.

Você não precisa mais criar um perfil no Google+ para ter um e-mail no Gmail

Como inflar a base de usuários da sua rede social recém-lançada e que não caiu no gosto do povo? Se você tem um serviço muito popular, integre as duas.

É uma ideia bem ruim, mas só mais uma das terríveis que o Google colocou em prática para emplacar o Google+. Com a saída de Vic Gundotra da empresa, o serviço perdeu muita força e um tímido processo de desmantelamento foi inciado. Primeiro, perfis de autores perderam espaço nos resultados do Google. Agora, a criação de um perfil durante a criação de um e-mail no Gmail não é mais obrigatória.

A opção continua existindo, só que agora é isso: uma opção. E, conforme um porta-voz do Google disse ao WordStream, para realizar outras ações no ecossistema Google, como publicar um vídeo no YouTube ou escrever o review de um restaurante, o perfil no Google+ continua a ser pré-requisito.

Às vezes, no mundo dos negócios, é difícil decidir quando parar e quando continuar insistindo. Parece que o Google se decidiu após dois anos de intenso trabalho para emplacar o Google+. Não deu. Rumores dizem que o ótimo serviço de fotos do Google+ é o próximo que se tornará independente.

Na Índia, usuários do YouTube poderão baixar e rodar vídeos offline

Em meio aos anúncios do Android One, um em especial chamou a atenção: a versão especial (ou no mínimo diferente) do YouTube que será lançada lá, capaz de baixar e rodar vídeos offline.

Ainda não está claro como isso funcionará na prática, mas pelos relatos de BBC e Android Central, será preciso assistir ao vídeo uma vez para baixá-lo e, depois disso, sob demanda, deixá-lo salvo na memória do smartphone. Ao Android Central, Ceasar Sengupta, executivo do Android, disse:

O YouTube é popular aqui [na Índia]. Você vê alguns vídeos várias vezes. Não será incrível se você pudesse continuar vendo eles sem ter que pagar pelo tráfego de dados, e levar os vídeos aonde você for? Nas próximas semanas, boa parte do YouTube estará disponível offline na Índia. Isso é importante, e nossos usuário ficarão muito satisfeitos. Você pode baixar o vídeo uma vez, salvá-lo em seu smartphone e revê-lo quantas vezes quiser.

A justificativa para essa permissão é a instabilidade no fornecimento de banda larga móvel. E… bom, não é só a Índia que tem esse problema, se é que você me entende.

O Google é bem rígido com o ato de baixar vídeos do YouTube. Quando a Microsoft lançou um cliente completo do YouTube para Windows Phone, recebeu uma intimada do Google para removê-lo da loja de apps devido a, entre outras coisas, a capacidade de baixar videos. Os termos de uso do YouTube são bem claros nesse sentido (grifo meu):

O Conteúdo é oferecido a Você NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA. Você pode acessar o Conteúdo para sua informação e uso pessoal exclusivamente dentro da funcionalidade fornecida pelo Serviço e, conforme permitido nestes Termos de Serviço. Você não poderá baixar qualquer conteúdo, a menos que você veja um “download” ou por um link similar exibido pelo YouTube no Serviço para esse Conteúdo.

Ou seja, download do YouTube, só com a bênção do Google — ainda que isso não impeça a proliferação de apps e mecanismos de download, como o TubeMate.

A capacidade de baixar vídeos do YouTube seria algo muito bem-vindo no Brasil. O tanto de vídeos que são mostrados e compartilhados via WhatsApp dá uma boa dimensão de como gostamos desse formato que, em geral, é incompatível com as condições estruturais e financeiras da maioria da população que usa conexões móveis. Quem sabe no futuro?

Atualização (8h40): pelo Twitter, o Rafa lembrou deste post no blog oficial do YouTube. Nele, o Google promete para novembro (do ano passado!) um recurso que permitiria aos usuários baixar vídeos para consumo offline. Esse download não seria eterno, o post fala em “um curto período”, mas já quebraria um galhão durante viagens curtas ou na ida/volta do trabalho. Não parece ser o mesmo caso de uso anunciado na Índia, mas aumenta as esperanças de que algo assim seja lançado globalmente.