Alphabet (Google), Amazon e Microsoft abriram a carteira em 2021 para comprar outras empresas. Segundo levantamento da Dealogic, as empresas bateram recorde de aquisições no período. Foram 22 compras pela Alphabet, 29 pela Amazon e 55 pela Microsoft. De duas, uma: elas se anteciparam a uma postura mais rígida da FTC (o Cade dos Estados Unidos) contra aquisições ou estão desdenhando do poder da agência. Via CNBC (em inglês).

O dia que a EFF elogiou uma ação do Google

por Cesar Cardoso

Não é zueira, não, é sério: 14 de janeiro de 2022, o dia que a Electronic Frontier Foundation (EFF) elogiou uma ação do Google. Motivo? O Android 12 permite desligar completamente o acesso a redes 2G.

A EFF tem feito campanha pelo desligamento das veneráveis redes GSM porque é um padrão de 1991, e em 1991 ninguém estava preocupado com coisas como torres falsas pra roubar informações dos usuários ou atacantes colocando sniffers na rede pra capturar informação de incautos (ou, sei lá, alvos).

Além disso, como notou o Xataka, ao desligar o suporte a 2G, ganha-se um pouco de bateria, já que o telefone não tentará se conectar a estas redes — e, dependendo do país, você poupa o telefone de procurar por redes que não existem.

O problema, como se sabe, é que nada que não dependa do Play Services é fácil no mundo Android. Se você tem um Pixel, tudo bem, mas se tem de outro OEM depende do OEM achar uma boa ideia colocar o botão de desligamento e, claro, em países onde as operadoras ainda vendem telefones bloqueados, a operadora tem que querer colocar o botão.

Bom, eu acho que… er… já não tem lá os padrões LTE pra M2M e IoT? Então, vamos usá-los e dar um enterro digno ao GSM clássico.


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Até 2012, o Google oferecia uma versão gratuita da G Suite, antigo nome do Google Workspace — os aplicativos da empresa usados com domínio próprio. Mesmo sem serem oferecidas desde então, as antigas contas legadas continuaram gratuitas. Não mais. O Google começou a avisar esses usuários de que a partir de 1º de julho eles terão que pagar para continuarem usando os serviços. No Brasil, o plano básico do Workspace custa R$ 24,30 por mês. Via Google, 9to5Mac (em inglês).

Na última sexta (14), a Justiça dos Estados Unidos tirou o sigilo de mais trechos do processo que procuradores norte-americanos, liderados pelo texano Ken Paxton, movem contra o Google por práticas anticompetitivas no mercado de publicidade digital.

Em outubro de 2021, trechos chocantes já haviam sido liberados pela Justiça. Não era tudo. Desta vez, soubemos que durante anos o Google enganou anunciantes e parceiros (ou publishers, sites que veiculam anúncios).

Três programas internos do Google manipulavam as negociações automatizadas. Em um deles, o Google cobrava um valor do anunciante, repassava menos que o de direito ao parceiro e guardava a diferença em um fundo que era usado em outras oportunidades para competir por espaços publicitários com outras empresas.

No mercado de publicidade, o Google participa em todas as etapas do processo de compra e venda de anúncios. A empresa promove os leilões ao mesmo tempo em que representa compradores e vendedores de anúncios nesses leilões. Um óbvio conflito de interesses que, enfim, está sendo questionado judicialmente.

Outra revelação bombástica dos novos trechos divulgados é que o programa Jedi Blue, um conluio entre Google e Facebook, as duas maiores empresas de publicidade dos Estados Unidos, teve o aval dos principais executivos de ambas — Sundar Pichai, CEO do Google; Sheryl Sandberg, COO do Facebook; e Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Via Wall Street Journal, Wired, Politico (todos em inglês).

Em 2022, o Google focará suas energias em integrar o Android a outros sistemas e dispositivos conectados, algo parecido com a integração vertical que a Apple oferece em seu ecossistema há anos. Além de avançar as integrações entre Android e Chrome/ChromeOS e outros sistemas próprios, pela primeira vez o Google estenderá isso a plataformas rivais. A empresa fechou parcerias com Intel, Acer e HP para expandir tais integrações ao Windows. É uma enxurrada de promessas. Veja todas, com GIFs animados exemplificativos, no link ao lado. Via Google (em inglês).

Dos arquivos: Mergulhado no ecossistema Apple: As vantagens de se usar iPhone e Mac juntos (mar/2016).

O Google revelou que o Android Go, versão do sistema destinada a celulares mais simples, é usado por 200 milhões de pessoas. Em 2022, a empresa lançará o Android Go 12 com algumas melhorias exclusivas em relação ao Android convencional. A maior delas é velocidade, com a promessa de que os apps abrirão até 30% mais rápido que no Android Go 11. É uma novidade bem-vinda: quando testei o sistema, no final de 2018, a lentidão generalizada foi o destaque negativo. Via Google (em inglês).

A briga entre Google e Roku em torno do YouTube TV, que chegou a ameaçar a disponibilidade do app regular do YouTube na plataforma de streaming, teve um final feliz. Nenhuma empresa deu o braço a torcer, mas elas chegaram a um entendimento que estendeu a parceria por “vários anos”. A Roku acusava o Google de fazer exigências anti-competitivas de tratamento preferencial dos seus produtos na interface do sistema. Via Axios (em inglês).

A complexidade de softwares modernos às vezes gera situações esdrúxulas e/ou perigosas. Nos Estados Unidos, o dono de um celular Pixel, do Google, não consegue ligar para o 911 (o equivalente ao 190 deles). Após o primeiro toque, o discador trava e fica rodando em segundo plano, sem funcionar. O caso foi relatado no Reddit.

Nove dias depois da postagem original, alguém do Google confirmou a falha, decorrente de uma “interação não intencional entre o aplicativo do Microsoft Teams e o sistema operacional Android” em um cenário bem específico — app instalado, mas sem o usuário logar. As duas empresas, Google e Microsoft, estão trabalhando com prioridade máxima numa solução e o Android ganhará uma atualização mais ampla em 4 de janeiro.

Todo software está sujeito a falhas, mas imagina o sufoco de se deparar com esta. E por que um app interferiria no telefone do sistema? Via r/GooglePixel (em inglês).

Todo ano, o Google libera listas dos assuntos mais buscados em seu buscador. Como é líder de mercado, acaba sendo um raio-x do que atiçou a curiosidade das pessoas no período. Em 2021, o assunto mais buscado pelo brasileiro foi um recente: a trágica morte da cantora Marília Mendonça.

Fazendo jus à nossa fama, as outras quatro posições do ranking são relacionadas ao futebol: Eurocopa, Palmeiras, Libertadores e Brasileirão, nessa ordem.

No ranking global, dois clássicos do críquete, esporte popular na Índia, lideraram as buscas — Austrália e Índia, e Índia e Inglaterra.

Um assunto intrigante é o que liderou a lista “Como ser…”: como ser uma pessoa fria. O que fez com que nós, um povo caloroso, buscássemos tanto esse ideal aparentemente contraditório?

Veja as demais listas, incluindo a nova “Perto de mim”, nos links ao lado. Via Google Trends (Brasil), Google Trends (global), Blog do Google.

Todo ano o Google e os usuários de Android escolhem os melhores apps e jogos da plataforma. Em 2021, o Google escolheu o app de meditação Balance e o jogo Pokémon UNITE como os melhores. Já entre os usuários de Android, os escolhidos foram o app da Paramount+ (??) e o jogo Free Fire MAX. No Brasil, os jogos foram os mesmos, mas o app do Disney+ levou o prêmio do Google e dos usuários. Ano do streaming, aparentemente. Nos links ao lado há mais apps e jogos vencedores de categorias específicas. Via Google (em inglês), Play Store.

De volta ao Android (agora sem Google)

Abri os arquivos do Manual do Usuário para recuperar algumas datas. O último celular Android que testei com meu número pessoal foi um Galaxy S5 New Edition, em janeiro de 2016. O último Android em que dei uma olhada foi um Moto G7 Play, em maio de 2019. Faz uma semana que, após quase seis anos usando apenas iPhone no dia a dia, voltei a usar um Android, mas não qualquer Android: é um sem o Google, ou “degoogled”.

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Depois do Google, agora é a vez do Twitter abandonar o AMP, formato de sites leves que carregam rapidamente. Donos de sites já perceberam uma queda no tráfego AMP vindo do Twitter, mesmo com a documentação oficial informando que o suporte à tecnologia na rede social será descontinuado “no quarto trimestre”.

Não acompanho de perto as idas e vindas do desenvolvimento web, então minha surpresa pode ser infundada. Dito isso, estou um pouco surpreso com o desmantelamento acelerado (risos) do AMP. O que só reforça que a única utilidade prática do AMP foi aquilo que os críticos sempre afirmaram e evidências recentes comprovaram: que o AMP era um cavalo de Troia criado apenas para consolidar o domínio do Google sobre a web. Via Search Engine Island (em inglês).

Google usou táticas desleais para dominar publicidade digital, segundo procuradores norte-americanos

O Google promoveu deliberadamente ações desleais para prejudicar rivais e consolidar e manter o domínio que tem no segmento de publicidade digital, de acordo com documentos revelados a mando da Justiça federal dos Estados Unidos na sexta-feira (22).

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O Google anunciou mudanças nas taxas cobradas na Play Store. A mordida nas assinaturas digitais, que era de 30% no primeiro ano e 15% no segundo em diante, agora será de 15% desde o primeiro dia. Para aplicativos do programa Play Media Experience (serviços de streaming, basicamente), a taxa caiu de 15% para 10%. Apple, sua vez. Via Google (em inglês).

Em setembro, o Facebook finalmente criou seu perfil no Consumidor.gov.br, a plataforma digital de solução de conflitos relacionados a consumo. Segundo o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), que reúne as reclamações de 600 Procons espalhados pelo Brasil, entre janeiro e junho de 2021 houve um aumento de 285% em reclamações contra o Facebook.

“As reclamações giram em torno do compartilhamento não autorizado de dados e posterior envio e cobrança por produtos e serviços não solicitados, vazamento de dados para a criação de perfis falsos e queixas questionando os novos Termos de Uso e Privacidade do Instagram”, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Via Senacon.

A portaria 12/2021 da Senacon, publicada em abril, determinou que plataformas de redes sociais que atendam a critérios objetivos ingressem obrigatoriamente no Consumidor.gov.br.

Fiz uma rápida consulta aos nomes das principais empresas do setor atuantes no Brasil na plataforma Consumidor.gov.br:

  • Twitter, WhatsApp e Telegram não estão cadastrados.
  • Facebook/Instagram e Google (dono do YouTube, mas que também engloba seus serviços de nuvem e software corporativo), sim.

Em 2021, o Google conseguiu solucionar 76,6% das 1.091 reclamações, tendo um índice de satisfação de 3 (numa escala de 0 a 5).

Já o Facebook/Instagram solucionou apenas 38,9% das 247 reclamações recebidas desde setembro, quando estreou na plataforma. Seu índice de satisfação é de apenas 1,7 (numa escala de 0 a 5).

De acordo com Lilian Brandão, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, em média 80% das reclamações enviadas ao Consumidor.gov.br são resolvidas. Via Agência Brasil.