Ajude-me a vencer o processo contra a Folha de S.Paulo!

Google enganou anunciantes e parceiros de publicidade por anos, dizem procuradores nos EUA

Na última sexta (14), a Justiça dos Estados Unidos tirou o sigilo de mais trechos do processo que procuradores norte-americanos, liderados pelo texano Ken Paxton, movem contra o Google por práticas anticompetitivas no mercado de publicidade digital.

Em outubro de 2021, trechos chocantes já haviam sido liberados pela Justiça. Não era tudo. Desta vez, soubemos que durante anos o Google enganou anunciantes e parceiros (ou publishers, sites que veiculam anúncios).

Três programas internos do Google manipulavam as negociações automatizadas. Em um deles, o Google cobrava um valor do anunciante, repassava menos que o de direito ao parceiro e guardava a diferença em um fundo que era usado em outras oportunidades para competir por espaços publicitários com outras empresas.

No mercado de publicidade, o Google participa em todas as etapas do processo de compra e venda de anúncios. A empresa promove os leilões ao mesmo tempo em que representa compradores e vendedores de anúncios nesses leilões. Um óbvio conflito de interesses que, enfim, está sendo questionado judicialmente.

Outra revelação bombástica dos novos trechos divulgados é que o programa Jedi Blue, um conluio entre Google e Facebook, as duas maiores empresas de publicidade dos Estados Unidos, teve o aval dos principais executivos de ambas — Sundar Pichai, CEO do Google; Sheryl Sandberg, COO do Facebook; e Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Via Wall Street Journal, Wired, Politico (todos em inglês).

Para 2022, Google promete integrar o Android a outros sistemas e dispositivos — até o Windows

Em 2022, o Google focará suas energias em integrar o Android a outros sistemas e dispositivos conectados, algo parecido com a integração vertical que a Apple oferece em seu ecossistema há anos. Além de avançar as integrações entre Android e Chrome/ChromeOS e outros sistemas próprios, pela primeira vez o Google estenderá isso a plataformas rivais. A empresa fechou parcerias com Intel, Acer e HP para expandir tais integrações ao Windows. É uma enxurrada de promessas. Veja todas, com GIFs animados exemplificativos, no link ao lado. Via Google (em inglês).

Dos arquivos: Mergulhado no ecossistema Apple: As vantagens de se usar iPhone e Mac juntos (mar/2016).

Android Go: 200 milhões de usuários e nova versão a caminho

O Google revelou que o Android Go, versão do sistema destinada a celulares mais simples, é usado por 200 milhões de pessoas. Em 2022, a empresa lançará o Android Go 12 com algumas melhorias exclusivas em relação ao Android convencional. A maior delas é velocidade, com a promessa de que os apps abrirão até 30% mais rápido que no Android Go 11. É uma novidade bem-vinda: quando testei o sistema, no final de 2018, a lentidão generalizada foi o destaque negativo. Via Google (em inglês).

Google e Roku chegam a um acordo que preserva YouTube na plataforma de streaming

A briga entre Google e Roku em torno do YouTube TV, que chegou a ameaçar a disponibilidade do app regular do YouTube na plataforma de streaming, teve um final feliz. Nenhuma empresa deu o braço a torcer, mas elas chegaram a um entendimento que estendeu a parceria por “vários anos”. A Roku acusava o Google de fazer exigências anti-competitivas de tratamento preferencial dos seus produtos na interface do sistema. Via Axios (em inglês).

Celular do Google tem falha que impede ligar para serviço de emergência

A complexidade de softwares modernos às vezes gera situações esdrúxulas e/ou perigosas. Nos Estados Unidos, o dono de um celular Pixel, do Google, não consegue ligar para o 911 (o equivalente ao 190 deles). Após o primeiro toque, o discador trava e fica rodando em segundo plano, sem funcionar. O caso foi relatado no Reddit.

Nove dias depois da postagem original, alguém do Google confirmou a falha, decorrente de uma “interação não intencional entre o aplicativo do Microsoft Teams e o sistema operacional Android” em um cenário bem específico — app instalado, mas sem o usuário logar. As duas empresas, Google e Microsoft, estão trabalhando com prioridade máxima numa solução e o Android ganhará uma atualização mais ampla em 4 de janeiro.

Todo software está sujeito a falhas, mas imagina o sufoco de se deparar com esta. E por que um app interferiria no telefone do sistema? Via r/GooglePixel (em inglês).

Em 2021, brasileiro pesquisou por Marília Mendonça e futebol e como ser uma pessoa fria no Google

Todo ano, o Google libera listas dos assuntos mais buscados em seu buscador. Como é líder de mercado, acaba sendo um raio-x do que atiçou a curiosidade das pessoas no período. Em 2021, o assunto mais buscado pelo brasileiro foi um recente: a trágica morte da cantora Marília Mendonça.

Fazendo jus à nossa fama, as outras quatro posições do ranking são relacionadas ao futebol: Eurocopa, Palmeiras, Libertadores e Brasileirão, nessa ordem.

No ranking global, dois clássicos do críquete, esporte popular na Índia, lideraram as buscas — Austrália e Índia, e Índia e Inglaterra.

Um assunto intrigante é o que liderou a lista “Como ser…”: como ser uma pessoa fria. O que fez com que nós, um povo caloroso, buscássemos tanto esse ideal aparentemente contraditório?

Veja as demais listas, incluindo a nova “Perto de mim”, nos links ao lado. Via Google Trends (Brasil), Google Trends (global), Blog do Google.

Os melhores apps para Android de 2021

Todo ano o Google e os usuários de Android escolhem os melhores apps e jogos da plataforma. Em 2021, o Google escolheu o app de meditação Balance e o jogo Pokémon UNITE como os melhores. Já entre os usuários de Android, os escolhidos foram o app da Paramount+ (??) e o jogo Free Fire MAX. No Brasil, os jogos foram os mesmos, mas o app do Disney+ levou o prêmio do Google e dos usuários. Ano do streaming, aparentemente. Nos links ao lado há mais apps e jogos vencedores de categorias específicas. Via Google (em inglês), Play Store.

De volta ao Android (agora sem Google)

Celular de frente, com um editor de textos aberto no texto do post. Ao fundo, chão de tacos desfocado.

Abri os arquivos do Manual do Usuário para recuperar algumas datas. O último celular Android que testei com meu número pessoal foi um Galaxy S5 New Edition, em janeiro de 2016. O último Android em que dei uma olhada foi um Moto G7 Play, em maio de 2019. Faz uma semana que, após quase seis anos usando apenas iPhone no dia a dia, voltei a usar um Android, mas não qualquer Android: é um sem o Google, ou “degoogled”.

(mais…)

Twitter desiste do AMP

Depois do Google, agora é a vez do Twitter abandonar o AMP, formato de sites leves que carregam rapidamente. Donos de sites já perceberam uma queda no tráfego AMP vindo do Twitter, mesmo com a documentação oficial informando que o suporte à tecnologia na rede social será descontinuado “no quarto trimestre”.

Não acompanho de perto as idas e vindas do desenvolvimento web, então minha surpresa pode ser infundada. Dito isso, estou um pouco surpreso com o desmantelamento acelerado (risos) do AMP. O que só reforça que a única utilidade prática do AMP foi aquilo que os críticos sempre afirmaram e evidências recentes comprovaram: que o AMP era um cavalo de Troia criado apenas para consolidar o domínio do Google sobre a web. Via Search Engine Island (em inglês).

Google usou táticas desleais para dominar publicidade digital, segundo procuradores norte-americanos

Logo do Google com sombras

O Google promoveu deliberadamente ações desleais para prejudicar rivais e consolidar e manter o domínio que tem no segmento de publicidade digital, de acordo com documentos revelados a mando da Justiça federal dos Estados Unidos na sexta-feira (22).

(mais…)

Google reduz taxas cobradas na Play Store

O Google anunciou mudanças nas taxas cobradas na Play Store. A mordida nas assinaturas digitais, que era de 30% no primeiro ano e 15% no segundo em diante, agora será de 15% desde o primeiro dia. Para aplicativos do programa Play Media Experience (serviços de streaming, basicamente), a taxa caiu de 15% para 10%. Apple, sua vez. Via Google (em inglês).

Você pode reclamar de redes sociais no Consumidor.gov.br — mas não crie expectativas com o Facebook

Em setembro, o Facebook finalmente criou seu perfil no Consumidor.gov.br, a plataforma digital de solução de conflitos relacionados a consumo. Segundo o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), que reúne as reclamações de 600 Procons espalhados pelo Brasil, entre janeiro e junho de 2021 houve um aumento de 285% em reclamações contra o Facebook.

“As reclamações giram em torno do compartilhamento não autorizado de dados e posterior envio e cobrança por produtos e serviços não solicitados, vazamento de dados para a criação de perfis falsos e queixas questionando os novos Termos de Uso e Privacidade do Instagram”, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Via Senacon.

A portaria 12/2021 da Senacon, publicada em abril, determinou que plataformas de redes sociais que atendam a critérios objetivos ingressem obrigatoriamente no Consumidor.gov.br.

Fiz uma rápida consulta aos nomes das principais empresas do setor atuantes no Brasil na plataforma Consumidor.gov.br:

  • Twitter, WhatsApp e Telegram não estão cadastrados.
  • Facebook/Instagram e Google (dono do YouTube, mas que também engloba seus serviços de nuvem e software corporativo), sim.

Em 2021, o Google conseguiu solucionar 76,6% das 1.091 reclamações, tendo um índice de satisfação de 3 (numa escala de 0 a 5).

Já o Facebook/Instagram solucionou apenas 38,9% das 247 reclamações recebidas desde setembro, quando estreou na plataforma. Seu índice de satisfação é de apenas 1,7 (numa escala de 0 a 5).

De acordo com Lilian Brandão, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, em média 80% das reclamações enviadas ao Consumidor.gov.br são resolvidas. Via Agência Brasil.

Google e YouTube cortarão receita de conteúdos e anunciantes que negam a emergência climática

O Google anunciou uma nova regra, válida para seu braço publicitário e para o YouTube, que corta o dinheiro de conteúdos que negam a mudança/emergência climática. “Isso inclui conteúdo que se refere às mudanças climáticas como uma farsa ou fraude, alegações que negam que as tendências de longo prazo mostram que o clima global está esquentando e alegações que negam que as emissões de gases de efeito estufa ou a atividade humana contribuem para as mudanças climáticas”, disse a empresa em comunicado.

De acordo com o Google, a nova regra, que passa a valer em novembro, foi criada a pedido de anunciantes e de criadores de conteúdo que não querem se ver associados a discursos negacionistas. Ela é uma via de mão dupla: proíbe criadores de conteúdo (que recebem dinheiro) e também os anunciantes (que pagam) de negarem a emergência climática.

O Google afirmou que usará uma combinação de ferramentas automatizadas e revisores humanos para aplicar a nova regra e que é capaz de diferenciar discursos negacionistas de debates acerca desses discursos: “Ao avaliar o conteúdo em relação a esta nova política, examinaremos cuidadosamente o contexto em que as reivindicações são feitas, diferenciando entre o conteúdo que faz uma afirmação falsa como fato e o conteúdo que relata ou discute essa afirmação.”

Será um desafio e tanto, dado o volume gigantesco de vídeos e anúncios que o Google processa e considerando o histórico, longe de ser perfeito, da empresa no combate a fraudes e a infrações às suas próprias regras.Via Axios (em inglês), YouTube.

Bugs do AMP no iOS 15 e da barra de tarefas do Windows 10 no Windows 11

No iOS 15, links AMP do Google estão abrindo como se fossem links normais. Danny Sullivan, espécie de rosto público do buscador do Google, confirmou que se trata de uma falha que será corrigida o quanto antes. Via Search Engine Land (em inglês), @dannysullivan/Twitter (em inglês).

No Windows 11, alguns usuários estão se deparando com a velha barra de tarefas do Windows 10. Ainda não há uma correção e a Microsoft não se manifestou sobre os casos. As gambiarras para consertar o problema vão de desfazer as últimas atualizações até criar um novo perfil no sistema. Via Bleeping Computer (em inglês).

Considerando a desgraça que é o AMP para a web e a perda de recursos da nova barra de tarefas do Windows 11, daria para considerarmos esses bugs como… bugs bem-vindos?

Versões finais do Windows 11 e Android 12 AOS são lançadas

Numa segunda-feira em que não se falou de outra coisa que não a queda do Facebook, a Microsoft antecipou em um dia o lançamento do Windows 11 e o Google colocou na praça a versão final AOSP do Android 12 — e só ela; a atualização para os celulares da linha Pixel virá “nas próximas semanas”. Via Microsoft (em inglês) e Android Developers Blog (em inglês).