Como é usar iPhone e Mac juntos.

Mergulhado no ecossistema Apple: As vantagens de se usar iPhone e Mac juntos


9/3/16 às 22h01

Estava me preparando para escrever sobre a experiência de usar a dobradinha Mac e iPhone, aquilo que a Apple vende como ideal e faz questão de exibir em suas apresentações de produtos, quando uma onda de críticas ao iOS e OS X tomou conta de sites estrangeiros.

Dizem os críticos que o software da Apple não está em sua melhor forma. Além de bugs ocasionais e alguns bem graves em certos cenários, o polimento e a liderança em inovação, marcas da empresa, teriam sido deixados de lado. O que está acontecendo?

Software, a parte que você xinga

Antes do mérito, é preciso entender a natureza do software. Friamente falando, é um punhado de linhas de código executadas numa máquina para cumprir determinada função. É muito simples, até para leigos em programação, entender um algoritmo que tire a média simples de alguns valores. Já o outro extremo, um sistema operacional, envolve mais complexidades e está fora do alcance da maioria. Nesse caminho não é só a compreensão que fica mais difícil; a manutenção e os acertos, também.

Há outros dilemas envolvidos na criação de software. Diferentemente do hardware, “a parte que você chuta”, é mais difícil escalar a produção de software. No hardware podem ocorrer constrições nas linhas de produção, como já vimos acontecer com o iPhone, fornecedores que dão cano, investimentos que afetam o fluxo de caixa e colocam a operação em risco. Essas e outras barreiras, porém, são mais difíceis de serem atingidas e têm soluções que, embora nem sempre sejam fáceis ou baratas, são bem claras: acrescente mais funcionários à folha de pagamento, erga uma nova fábrica, aumente e/ou diversifique os pedidos junto aos fornecedores. Resultado: mais hardware para vender.

Toda essa lógica não se aplica ao software. Dobrar a quantidade de programadores não se traduz necessariamente no dobro de linhas de código produzidas. E, com mais mãos mexendo em algo tão sensível a erros, elas aumentam substancialmente as chances de que software problemático chegue às mãos dos consumidores.

Por fim, e voltando à Apple especificamente, raramente o software caminha com suas próprias pernas depois de pronto. É preciso dar manutenção, corrigir bugs, oferecer mais recursos a fim de se manter competitivo e, na medida em que o hardware se expande e varia, criar mais software, aumentando toda essa carga de trabalho recorrente.

Após nove versões do iOS e onze grandes do OS X, com mais dispositivos do que jamais teve usando os dois sistemas, sem falar no watchOS, tvOS e em todos os apps que povoam esses sistemas, a Apple tem bastante software para cuidar. O ciclo anual de atualizações auto-imposto gera uma pressão que, em alguns casos, resulta em lançamentos precoces. A regra de ouro do Windows, de atualizar para uma nova versão somente após o primeiro Service Pack ser disponibilizado, de certa forma passou a valer para a Apple nos últimos anos — só migre de versão após a X.0.1 sair. Não é o único paralelo com aquela Microsoft histórica, quase caricata, e a Apple atual.

casos pontuais de catástrofes ocorridas no uso de software da Apple, bem como pequenas queixas em funções corriqueiras que, sanadas, tornariam a vida dos usuários mais agradável. É inegável que problemas existem, da mesma forma que muita coisa que pode ser melhorada. O bom e, ao mesmo, tempo, ruim do software é a capacidade de disparar atualizações a fim de corrigi-lo (ou assim se promete) e/ou melhorá-lo. É isso o que todos esperamos não só da Apple, mas de todos que produzem software.

A minha ideia de pauta original continua valendo. Quando me vi usando o combo Mac e iPhone no dia a dia, decidi experimentar o que a Apple oferece em sua plenitude. Quis mergulhar nesse ecossistema e descobri que, se não há nada de outro mundo ali, nenhuma vantagem muito esmagadora sobre o que Google, Microsoft e apps de terceiros oferecem também, no mínimo tudo funciona bem e, vez ou outra, com alguns recursos realmente de ponta, ela é capaz de mostrar por que, apesar da fama que tem hoje com seu hardware, a Apple ainda é capaz de surpreender com software também.

O que a Apple tem?

Craig Federighi na WWDC 2014.

O acervo de apps da Apple é bastante completo. Quem se dispõe a fazer o que estou fazendo se vê bem servido, sem muitas lacunas para preencher nas lojas de apps e sites de downloads. Para as tarefas mais mundanas existem apps nativos tanto no OS X quanto no iOS; em muitos casos os mesmos nas duas plataformas — e isso é importante a fim de propiciar uma boa integração entre ambas.

Escrevi este texto inteiro no Pages. Navego na web pelo Safari1, acesso meus e-mails no Mail e controlo minha agenda pelo Calendário. Notas rápidas e listas vão nos apps Notas e Lembretes, respectivamente. As fotos passei a organizar pelo Fotos e, com um upgrade barato de espaço no iCloud, somado a uma boa dose de paciência, migrei todas elas do Dropbox para a nuvem da Apple.

Alguns apps nativos acabaram deixados de lado. O iMessage tem pouco apelo num lugar onde +90% dos smartphones vendidos são Android e o WhatsApp é meio que onipresente. Nossa localização também me impediu de abdicar do Google Maps em prol do Apple Maps no iPhone. O iTunes acumula poeira em tempos de streaming e, pelo custo, o Spotify acaba sendo mais vantajoso que o Apple Music. A Lista de Leitura do Safari, embora faça mais ou menos a mesma coisa que o Pocket, faz de modo muito pior, não justificando a troca.

No geral, porém, estou usando mais apps da Apple do que de terceiros para funções que já são contempladas de fábrica pelos sistemas iOS e OS X.

O maior elogio e, ao mesmo tempo, grande crítica a ser feita é que eles são competentes e funcionais, mas não muito mais que isso. São apps contidos, sem muitos malabarismos, sem funções realmente avançadas salvo uma ou outra exceção. O Mail, por exemplo, carece de funções de triagem que em apps como o Mailbox são o núcleo da experiência. Mas ele funciona, de forma consistente e sem o risco de ser descontinuado amanhã ou depois. Essa é, aliás, uma das grandes vantagens dos apps first-party: a garantia de um futuro.

Em certos casos esse estilo contido é uma virtude — o famoso “não mexa no que está funcionando”. O Safari não tem todos os recursos avançados que o Chrome oferece, mas isso, nem de longe, faz dele um navegador inferior. Às vezes dizer “não” a uma função é melhor no quadro geral e no longo prazo. Se o objetivo for qualquer coisa diferente de usar o navegador como sistema operacional simbionte, um papel que o Chrome tem e que já assumiu de formas bem declaradas no passado, a lista de prioridades muda. No meu caso, renderizar páginas comuns com velocidade e sem impactar o desempenho geral e a autonomia da bateria está acima de rodar os últimos web apps que desempenham tarefas pesadas via web. Para esse cenário o Safari é melhor.

E tem-se os casos de apps simples que seriam beneficiados com funções avançadas mas que, sem elas, passam bem. Entendo perfeitamente quem precisa de listas de tarefas mais complexas, preparadas para métodos GTD e afins, ou apps de anotações com pesquisa automática de imagens via OCR ou integração com terceiros. Para mim, porém, só o básico já satisfaz. Para colocar em perspectiva, antes do Notas e Lembretes eu usava o Simplenote (e o Notation no Windows) para tudo — ele é praticamente um bloco de notas com pesquisa avançada e sincronia de dados na nuvem.

App Notas no iPhone 6s.
No iPhone…
App Notas no MacBook Pro.
…e no MacBook Pro.

Frente aos melhores apps de terceiros para as mesmas funções, os da Apple quase sempre perdem em quantidade de recursos e grau de avanço desses. Em elementos de interação também é raro ter alguma coisa da Apple que se destaque e dite tendência. O caminho costuma ser inverso: quando algo muito legal aparece num app de terceiro, numa próxima atualização do OS X e/ou iOS essa (já não mais tão) novidade acaba implementada.

Pessoalmente, não vejo nada de errado nisso. Hoje, com atualizações frenéticas enviadas a ambientes de produção em intervalos cada vez menores, um maior entre os apps que mais uso no dia a dia chega a ser desejável. São mínimas as chances de eu abrir um deles num dia qualquer e me deparar com algo radicalmente diferente, potencialmente prejudicial à minha rotina, do que acontece com um web app, ou com os apps do Google ou da Microsoft. Claro, tem o outro lado: problemas de usabilidade e carência de recursos demoram na mesma medida a serem resolvidos. Não existe abordagem perfeita.

Fotos, Continuidade e mais

Nesses poucos meses de uso, algumas funções chamaram a minha atenção. Tentarei listar as mais legais.

No app Fotos, a simplicidade impera. Ele tem algumas ferramentas simples de edição, mas é bom mesmo em organizar e manter salvas as imagens. Algo que pode ser encarado como vantagem ou não é a forma como o Fotos se apropria dos arquivos. Ao importar imagens para o app, elas deixam de aparecer no Finder como arquivos esparsos. Em troca, porém, o Fotos organiza as fotos segundo diversos critérios úteis, como álbuns, datas e rostos, e a interface facilita a navegação por grandes coleções.

Configurações do app Fotos.
Fotos + iCloud = WIN!

Combinado ao iCloud, o Fotos fica ainda melhor. Existe uma forma de automatizar o espaço local usado por ele nos dispositivos, então se o seu iPhone tiver apenas 16 GB, o app ajustará o espaço usado de acordo com quantos gigabytes estiverem disponíveis — os meus 15 GB de fotos, por exemplo, se convertem em 2 GB no iPhone. Em vez de ter as imagens e vídeos na íntegra, o Fotos pega apenas uma miniatura, bem menor, para exibir na galeria; ao abrir uma dessas imagens parciais em tela cheia, o app baixa uma versão de resolução maior. É um recurso similar aos placeholders do OneDrive no Windows 8, só que exclusivo para fotos.

O vai-e-vem entre Mac e iPhone também reserva alguns facilitadores. Desde o Yosemite e o iOS 8 a Apple oferece uma série de recursos abrigada sob o nome de “Continuidade”. Tendo os dois dispositivos cadastrados com a mesma Apple ID, pode-se alternar entre eles sem perder ou recomeçar o que quer que se esteja fazendo. Com o Handoff, continuo escrevendo um e-mail, por exemplo, no Mac, do exato ponto onde parei quando estava no iPhone. Isso vale para a maioria dos apps nativos, embora não seja exclusivo deles.

Handoff do Safari num iPhone 6s.
Abrindo uma aba do Safari do Mac no iPhone…
Handoff do Safari num MacBook Pro.
…e abrindo uma aba do Safari do iPhone no Mac.

Recursos obviamente exclusivos de telefonia do iPhone, ligações e mensagens SMS, podem ser realizadas pelo Mac também graças ao Continuidade. Ao receber uma ligação, a mesma toca no Mac via notificação e pode ser atendida dali, usando o microfone e saída de som do notebook. Mensagens podem ser respondidas e enviadas da mesma forma.

Atendendo ligações do iPhone no MacBook Pro.

O último recurso do Continuidade é o Instant Hotspot, que compartilha a conexão móvel do iPhone com o Mac sem que eu precise fazer qualquer coisa. É prático, mas é preciso tomar cuidado — uma distração e o Mac, que em regra consome mais dados que o iPhone, pode acabar com a franquia de dados.

Fora do Continuidade, mas também útil no uso dos dois dispositivos (e para terceiros, também), existe o Air Drop. Alguns podem argumentar que é a reinvenção da roda, que Bluetooth já fazia isso no Windows XP com smartphones rodando Symbian, mas… ok, é verdade. Se existe algum mérito nessa solução da Apple, é que ela é bem mais fluida e fácil de usar. É um negócio direto, sem complicações e que, no pouco uso que faço, geralmente para transferir fotos mais rapidamente entre o iPhone e o Mac (em vez de esperar a sincronia do Fotos), funciona exemplarmente.

O iCloud coloca a nuvem na mistura e é a cola que junta partes menos diretas do iPhone e do Mac. Além do Fotos, apps como Notas e Lembretes são sincronizados via em tempo real, sem qualquer demora ou problema.

Qualidade, percepção e tranquilidade

Boa dobradinha.

A onda de críticas ao software da Apple provocou reações. Muitos dizem, e parece-me uma resposta consistente, que se trata mais de um problema de percepção do que de qualidade. Não existe software perfeito; como as reclamações são bem abrangentes, elas abrem espaço para toda a sorte de pequenos inconvenientes que vão além de bugs, que se tratam de decisões de design de novos produtos que, no fim, não agradam os usuários mais aficionados. Este comentário, pescado por Alexandra Mintsopoulos no Medium, resume a ideia:

Existe um motivo pelo qual o post “Functional high ground” do Marco [Arment] decolou, é porque ele era vago o bastante para que qualquer um pudesse projetar qualquer bug que estivesse acontecendo consigo.

O referido post é de janeiro de 2015, o que demonstra que essa agenda é cíclica e, nem de longe, nova. Meses depois o próprio Arment admitiu que boa parte da motivação para escrever aquele post era um bug na interface de rede do OS X, corrigido na versão 10.10.4.

Percepção ou qualidade à parte, o único aspecto decididamente ruim de se jogar no ecossistema da Apple é que o caminho de volta se torna difícil. Não são só as fotos que ficam “presas”, sem que os arquivos soltos estejam ao alcance do usuário através do Finder. Os arquivos de texto do app Notas também não são exportáveis ou salvos em um formato simples2, os contatos salvos no iCloud só funcionam com dispositivos Apple, os formatos de arquivo da suíte iWork (Pages, Numbers, Keynote) são proprietários. Sair dali com todos os seus dados não é algo impossível, mas certamente é mais difícil do que de outras soluções menos opressivas nesse sentido.

É um investimento que vai além do (alto) custo que os próprios equipamentos têm. Em troca de comodidade e das vantagens da integração, é preciso ceder um bom pedaço da autonomia dos seus dados. Eles são seus e não há motivos para achar que a Apple ou algum terceiro vá fazer bobagem com eles, mas tudo fica mais nebuloso em formatos e apps proprietários. Há que se dar um voto de confiança maior e, até que se acostume, é meio estranha a sensação de ter menos controle sobre algo que esteve sempre ali, ao alcance de um pen drive e exportável para qualquer outro sistema.

Se indico isso a alguém? Sim. Da mesma forma que indico as soluções equivalentes do Google, da Microsoft e diversos apps de terceiros como Dropbox, Everalbum (para fotos), Simplenote (anotações)… Nunca estivemos tão bem servidos de sistemas que automatizam e facilitam a captura, acesso, guarda e proteção dos nossos dados. Tanto que a maior dificuldade, hoje, é escolher entre tantas boas opções. Faça a sua aposta, trabalhe um pouquinho a fim de configurar esses sistemas e relaxe — se conseguir fazer isso, terá sido uma boa escolha.

  1. A única coisa realmente frustrante no Safari é um bug estranhíssimo para resolver links encurtados do Twitter (t.co). Às vezes demora minutos para que um funcione.
  2. Embora exista um app para isso, o gratuito Exporter for Notes.

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74 comentários

  1. um ponto negativo para o air drop é o fato de as fotos não chegarem organizadas como se encontram no celular de origem. o que gera confusao ao procurar depois as fotos por “essa viagem foi antes desse dia…” such a pain in the ass!

  2. Há algo parecido com o Continuidade entre o W10 e o Mobile, e logo vai se tornar muito maior graças ao OneCore. Já fiz coisas no PC e continuei no smartphone, e vice e versa, mas não tão bem como no ecossistema da Apple. Algo que está chamando a atenção são os apps universais, algo que acaba sendo melhor que o continuidade por ser muito mais familiar. Mas não podemos esquecer de coisas como a integração entre o iPhone e o Mac quando estão conectados, dando pra responder as mensagens do iPhone direto no Mac, isso tem também para Windows, mas não tão polido e agradável quanto nos iDevices. A Apple parou de inovar como antes, está mais para seguir tendências do que fazer, mas uma coisa ela não perdeu, que foi esse toque minimalista e criativo em seu hardware e software.

    1. por falar nisso, o ghedin faz umas fotos muito bons pra ilustrar os posts. tá faltando ele se animar em fazer um ensaio conceitual zombeteiro.

  3. Por incrível que pareça, adotei algo similar com a Microsoft, uso windows 10 em casa, no trabalho e no telefone, então as soluções nativas (onedrive, onenote etc) foram mais naturais.

    E nunca tive os bugs que a galera reclama, talvez seja apenas um sortudo que consegue usar bem o W10 pc e mobile.

    PS: quero muito algo como o continuidade!

  4. Achei legal o experimento, pessoalmente nunca senti tanta necessidade de integração para deixar tudo unificado. Uso Dropbox, Evernote, Google Keep, Gmail, etc…

    Depois da reportagem, continuo achando melhor usar aplicações dedicadas, nunca vi tanta vantagem assim nessa integração de eco-sistema para meu uso…só o iTunes que eu realmente gostava. Sim, isso mesmo, quando eu usava MP3 preferia usar o iTunes do que a liberdade de precisar colocar na mão as músicas ou usar “iTunes-like” que não funcionavam. Hoje, o Spotify resolveu meu problema por completo.

    Infelizmente, acabei de quebrar meu smartphone, estou considerando comprar um iPhone já que uso OS X tanto em casa quanto no trabalho. Esses detalhes de Continuidade parecem ser algo legal de ter e não tem esse custo de ficar preso ao eco-sistema da Apple.

  5. Eu uso o OSX desde o Lion e posso dizer que é bem visível o aumento da quantidade de bugs no sistema desde a adoção do ciclo rápido. Bem como é visível a deterioração do tempo de resposta de alguns apps básicos no mesmo HW (como Notas e Safari) e, principalmente, é visível a deterioração de desempenho em Mac sem SSD.

    E, acho que o que mais conta no final das contas para essas reclamações, é o fato de que a MS conseguiu fazer o Windows ficar mais leve e mais rápido nas últimas versões – o Windows 10 é muito mais ágil e rápido do que o Capitan no mesmo HW – criando aquela sensação de que a Apple “involuiu” em relação a ela mesma – usualmente entregando SW mais rápido e mais ágil do que a MS, por exemplo.

    A constatação de que mais aparelhos vendidos – mais base instalada – vai gerar mais bugs – e ciclos mais apertados de desenvolvimento e reparo – é acertada mas, por outro lado, era o que a MS falou por anos que a impedia de entregar experiência ótimas como as versões antigas do OSX [isso e a compatibilidade com uma miríade de HW de terceiros] entregavam. Ainda que sim, seja um ponto relevante, acho que não pode ser o local de apoio para “explicar” porque a Apple está tendo problemas com a base instalada dela.

    Dito isso, ainda tem uma série de aplicações muito boas no OS X – a experiência de uso de aplicações como o Simplenote e o Deezer são muito melhores do que no Windows – e que são melhores na Apple do que na MS. Safari se tornou melhor do que Chrome faz umas 3 versões – agora, aqui comigo ao menos, o Chrome tem o mesmo comportamento de browsers móveis, dando refresh nas abas que eu deixo abertas me obrigando a reabrí-las cada vez que eu tenho voltar nelas – o Finder é bom – muito melhores que o Explorer – e tem um sistema de busca otimizado que não encontro em outros SOs.

    1. Muito disso é, como o texto conclui, percepção. O Windows 10, quando se dá a sorte de não enfrentar bugs bizarros, funciona bem. Mas essa sorte é menos frequente do que se esperaria — muita gente reclama de bugs básicos e teve o caso absurdo do Surface Book, da própria Microsoft, que não ficou sem conseguir entrar em modo sleep por meses: https://www.thurrott.com/mobile/microsoft-surface/64095/welcome-to-surfacegate Eu não gosto dessa abordagem da Microsoft, de atualizações frequentes. O risco de quebrar tudo aumenta e o sistema operacional é muito crítico para ficar tão exposto assim.

      1. Tem muito de percepção no meu caso, mas, tem coisas mensuráveis como o tempo de boot. Antigamente, pós-instalação, o tempo era menor do que 1 minuto. Final de semana fiz uma instalação nova do Capitan e depois de tudo feito, desliguei e religuei o Mac e ele levou quase 3 minutos para dar boot. Ainda que o HW seja quase o mesmo (tem mais RAM) – é de se esperar que o boot aumente, mas não triplique.

        Já vi hipóteses sobre a Apple se focar mais em otimizações para SSD do que para HDD. Acho muito teoria da conspiração, mas, não tenho conhecimento pra saber se é possível otimizar apenas para um determinado HW.

        1. Se você aumenta a quantidade de I/O (leituras e escritas em disco, especificamente), você invariavelmente vai beneficiar quem usa SSD, que é muito mais rápido nesse quesito. Com os processadores e quantidades/velocidades de memória atualmente, cada vez mais o disco faz diferença! E a tendência é continuar assim, não só no OSX, mas em qualquer SO.

        2. Se você aumenta a quantidade de I/O (leituras e escritas em disco, especificamente), você invariavelmente vai beneficiar quem usa SSD, que é muito mais rápido nesse quesito. Com os processadores e quantidades/velocidades de memória atualmente, cada vez mais o disco faz diferença! E a tendência é continuar assim, não só no OSX, mas em qualquer SO.

          1. Porém, nos outros SOs como Linux e Windows, isso não ocorre.
            Tempo de boot – usando a mesma medida do OSX – no Windows é uns 30s e no Linux uns 45s (no máximo 1 minuto).

            Por isso que eu digo que a percepção de deterioramento de performance no OSX não infundada – algumas coisas ficaram muito mais lentas nas versões novas.

        3. Isso é tão verdade que mesmo um Windows ou Linux instalado em máquina virtual dentro do OS X tem tempo de boot mais rápido que o sistema nativo, considerando um HD (não SSD).

      2. O meu notebook está parado na build inicial do Windows 10 pois nas superiores o menu iniciar simplesmente não funciona.
        Já vi várias reclamações nesse sentido, mas a recomendção ~extraoficial da Microsoft é fazer uma instalação limpa.

      3. Estou com um bug bizarro no Windows 10. A internet simplesmente não funciona nos recursos do Sistema Operacional e no Microsoft Edge. Mas funciona em todo o resto. Chrome, Firefox, enfim, qualquer aplicativo de terceiros. Já o Windows diz que o notebook não está conectado. Já desisti até de corrigir. :(

  6. Eu uso o OSX desde o Lion e posso dizer que é bem visível o aumento da quantidade de bugs no sistema desde a adoção do ciclo rápido. Bem como é visível a deterioração do tempo de resposta de alguns apps básicos no mesmo HW (como Notas e Safari) e, principalmente, é visível a deterioração de desempenho em Mac sem SSD.

    E, acho que o que mais conta no final das contas para essas reclamações, é o fato de que a MS conseguiu fazer o Windows ficar mais leve e mais rápido nas últimas versões – o Windows 10 é muito mais ágil e rápido do que o Capitan no mesmo HW – criando aquela sensação de que a Apple “involuiu” em relação a ela mesma – usualmente entregando SW mais rápido e mais ágil do que a MS, por exemplo.

    A constatação de que mais aparelhos vendidos – mais base instalada – vai gerar mais bugs – e ciclos mais apertados de desenvolvimento e reparo – é acertada mas, por outro lado, era o que a MS falou por anos que a impedia de entregar experiência ótimas como as versões antigas do OSX [isso e a compatibilidade com uma miríade de HW de terceiros] entregavam. Ainda que sim, seja um ponto relevante, acho que não pode ser o local de apoio para “explicar” porque a Apple está tendo problemas com a base instalada dela.

    Dito isso, ainda tem uma série de aplicações muito boas no OS X – a experiência de uso de aplicações como o Simplenote e o Deezer são muito melhores do que no Windows – e que são melhores na Apple do que na MS. Safari se tornou melhor do que Chrome faz umas 3 versões – agora, aqui comigo ao menos, o Chrome tem o mesmo comportamento de browsers móveis, dando refresh nas abas que eu deixo abertas me obrigando a reabrí-las cada vez que eu tenho voltar nelas – o Finder é bom – muito melhores que o Explorer – e tem um sistema de busca otimizado que não encontro em outros SOs.

  7. Lendo o Review, da pra ter um pouco de noção que o mundo criado pela Apple (como algo insubstituível, inalcançável pela concorrência) não é bem uma verdade absoluta. Juntando isso ao fato do preço praticado por aqui, fica difícil imaginar em gastar tanto por esse ecossistema (ou plataforma).

  8. Eu já tive vontade de ter um MacBook mais por acha-lo bonito.
    Pq no que diz respeito a funcionalidade e gama e de aplicativos disponíveis, o Windows sempre me serviu muito bem.
    Meu note tem vídeo off.
    Uso para jogos e produção.
    Mas tenho vontade de comprar um Chromebook para fazer um trabalho especifico que envolve navegação e escrita.
    O fato de ser leve e com bateria longa, me ajudam a leva-lo a qualquer lugar.
    Mas estou esperando lançarem novos modelos aqui, com pelo menos 4gb de ram.

  9. Excelente análise e reflexão. Sou usuário desse ecossistema, iOS e OS X, há mais de dois anos e como qualquer ecossistema temos pontos positivos e negativos. Sendo que vale a máxima de quanto maior a comodidade de uma plataforma, mas presos a ela ficamos.

    Como foi a migração do seu gerenciamento de fotos para o Fotos.app? Eu vinha usando o Dropbox (com base nas dicas do seu post sobre gerenciamento de fotos) e o Flickr (como um backup secundário). No entanto, o Flickr resolveu mudar o funcionamento do “Flickr Uploadr” deixando o upload automático exclusivo para usuário PRO do sistema. Essas mudanças repentinas me preocupam e acho que pode ser um bom momento para encontrar uma outra solução.

    Uma outra pergunta é que case é essa do iPhone?

      1. Lembra de fazer o backup da library. A minha tem 100 GB. Ela, no fundo, é uma pasta “compilada”. Se você salvar em um HD externo e plugar no Windows, você a vê como uma pasta e lá dentro é possível achar todas as fotos.
        Para ter essa visão no OS X, botão direito e “Mostrar Conteúdo do Pacote”.

          1. No Finder, clique no menu suspenso “Ir” | “Pasta Pessoal” e escolha “Imagens”. O arquivo deve ser o “Fototeca.photoslibrary”. Para backup é uma maravilha, por que aí é só copiar um arquivo. Toda sua fototeca fica aí.

          2. Achei, porém não funciona. Uso aquele gerenciamento dinâmico de espaço e, no Mac, não fica a fototeca inteira — de ~14 GB no iCloud, localmente só tenho 2,5 GB. Mas valeu a dica!

          3. Achei, porém não funciona. Uso aquele gerenciamento dinâmico de espaço e, no Mac, não fica a fototeca inteira — de ~14 GB no iCloud, localmente só tenho 2,5 GB. Mas valeu a dica!

          4. Se você tem espaço no Mac, acho que vale a pena deixar a fototeca inteira. Aqui, tanto no MacBook quando no Mini, deixo a fototeca completa. Já no iPhone e no iPad, a otimizada. Vale como um grande backup: três HD’s (também faço backup em um HS externo) e nuvem. Para perder uma foto, tem que ser uma tragédia muito grande…

  10. Eu acho deveras interessante essa integração nativa entre o OSX e o iOS. Poderia ser completada se fosse unificada a Central de notificações entres os sistemas, para evitar notificações duplicadas em aplicativos idênticos (p ex., Twitter no smart e no computador).

    Uma vergonha para a Microsoft e o Google não oferecem ferramentas no mesmo padrão (apesar de alguns apps da Microsoft oferecerem essa integração, faltando apenas o handoff )

    1. A não-integração das notificações não entendo como não implementaram, acho bem “deselegante” é um saco ficar vendo notificações repetidas em devices diferentes.

    2. A não-integração das notificações não entendo como não implementaram, acho bem “deselegante” é um saco ficar vendo notificações repetidas em devices diferentes.

      1. desliguei as notificações justamente por isso, q inferno… e a sincronia não é as melhores. isso em android e win10, claro.

    3. Na verdade a Microsoft tem o Continuum, mas, ele só funciona com o Windows 10 mobile, que só saiu para 2 ou três aparelhos. Funciona da mesma forma, só que a Microsoft apresentou o recurso uma ano atrás, e até hoje não conseguiu colocar nos celulares de hoje.

      1. Continuum, na verdade, é uma solução híbrida. Eu não quero fazer meu celular de computador, nem abandonar o computador pelo celular. Queria uma integração melhor entre os sistemas, mas mantê-los autônomos.

          1. O Continuum lembra um smartphone que a Motorola lançou anos atrás,que tinha um dock pra transformar o telefone em notebook.

            É uma solução capenga que não vai pra lugar nenhum.

            Edit: Era Motorola Lapdock o nome do smartphone. E me lembro que na época todo mundo da “produtividade” adorou a ideia, mas, com o tempo, se mostrou uma coisa capenga – como o Continuum provavelmente se mostrará.

          2. Era o Atrix o nome do celular. O Lapdock era só a “case”, que diga-se de passagem ainda funciona bem… Tem uma tela, um teclado e um mouse. É vendido barato, tem entrada mini-hdmi e mini usb!

          3. Engraçado, eu penso o contrário. Quero um device só para tudo que eu preciso.
            Meu sonho de consumo seria um celular realmente dobrável, que ficasse pequeno do tamanho de um cartão de crédito (com a mesma grossura, inclusive), e que eu pudesse desdobrar conforme minhas necessidades, por exemplo, do tamanho de um tablet, depois do tamanho de um notebook e até do tamanho de uma TV. Eu sei que é querer demais, mas sonho com um dia em que eu terei um desses.
            Caso não dê, um simples dock já me resolveria. Um dock em cada local, e apenas um celular no bolso! Acho isso o futuro mais próximo!

          4. Eu já acho que cada hardware é bom para um fim. Pelo menos hoje em dia. Tenho celular, tablet, desktop, notebook e Kindle. Todos com seu uso e hora do dia:

            – Logo cedo, celular no bolso, bicicleta na praia e streaming de música para acompanhar.
            – Chego, leio o jornal no tablet, de maneira super-confortável. Algum twitter e só, hora de trabalhar.
            – No trabalho, notebook 100% do tempo.
            – O celular é o cara para quando estou na rua. Chego em casa, ele fica no escritório.
            – Aí o tablet volta a cena: algum twitter, Netflix para a filha durante o jornal e só.
            – O desktop de casa faz o streaming para a TV, alguns filmes, músicas e se preciso algum trabalho mais pesada. E os 100 GB de foto também.
            – Na hora de dormir, leio no Kindle, o que não consigo fazer bem no tablet.

          5. Concordo com você… Hoje em dia é impensável (apesar de várias tarefas que eu executava somente no computador, já consigo fazer pelo celular).
            Minha torcida é para que a evolução não pare. E não deve parar mesmo. Algum tempo atrás (não muito) era impensável passar um vídeo por streaming no PC. Isso com resolução SD e olhe lá. Hoje passamos vídeos para a TV, via streaming, em qualidade 4K, através do celular, e funciona muito bem!
            O futuro está aí. Pode ser que eu ou você não vejamos isso, mas nossos netos devem ver! Eu torço assim, pelo menos!

          6. Essa mágica que você descreveu seria o máximo, concordo, mas é inviável. As fabricantes só agora estão conseguindo criar telas dobráveis; quiçá um dispositivo que se desdobra (em vários sentidos) para desempenhar funções diversas. É surreal demais.

            A abordagem da Apple é mais pragmática. Faz mais sentido e é mais útil ter dispositivos para fins específicos bebendo da mesma fonte (apps que conversam, dados disponíveis e sincronizados em tempo real). Eu não preciso de um teclado físico quando estou em trânsito, nem de uma tela grande; já em casa ou num escritório, esses comprometimentos deixam de ser comprometimentos. Em outras palavras, smartphone e notebook se completam.

            E mesmo que o Continuum fosse viável, se o software do Windows 10 Mobile não deixasse lacunas no uso enquanto sistema desktop, o custo também não se justificaria. Estes comentários resumem bem o dilema:

          7. Concordo que hoje é inviável. Mas aposto na evolução e no barateamento da tecnologia! Aposto que daqui a uns anos (muitos, talvez?), os celulares usarão o mesmo SO que os notes/tablets/Desktops! E isso vai facilitar muito. Você vai ter o mesmo SO em todos os hardwares, e aí torna-se desnecessário usar um “real PC” para certas tarefas! Usar o celular com mouse, teclado e monitor grande, resolverá qualquer problema!
            Indo mais longe, num mundo onde tudo use a mesma conexão, “docks” seriam universais e baratas. Você teria uma no escritório e uma em casa. Na rua, usa o celular sem dock. Este futuro acho mais próximo e plausível. Mas espero viver o suficiente para ver a mágica que eu falei ali em cima! :D

            Ps: Não conheço o continuum a fundo, só acho a ideia interessante, apesar de não concordar com como a MS usa ela.
            PPs: Acho a ideia da apple boa também, e ideal para os dias atuais. Mas apenas para os dias atuais! “Vem ni mim, futuro! “

    4. Eu uso Android e vários serviços do Google, e essa integração acaba acontecendo pelo fato desses serviços serem baseados na nuvem, por exemplo quando recebo notificação de e-mail se abro ele pelo navegador, uso o Inbox, em tempo real a notificação desaparece no smartphone, mesma coia acontece com YouTube, Agenda, Keep… Então se não funciona no Twitter acho que não é culpa do Google a vergonha ai é do próprio Twitter. A funcionalidade de continuar escrevendo o e-mail também existe no Inbox, o que fica devendo no Android é a integração com serviços de telefonia que fica mais difícil pelo fato de o sistema desktop ser feito por outro desenvolvedor, apesar que existem soluções de terceiros para isso mas nunca me aventurei. Acho que até aqui a briga é bem equilibrada mas para mim o GDrive é muito superior ao iCloud, ainda mais que ganhei 50 GB quando comprei meu Moto X 2013, o Fotos por exemplo está em ótima forma ainda mais depois que desvincularam do G+, com o drive fica muito fácil transferir qualquer tipo de arquivo para o smart, a integração com o GDocs também não tenho do que reclamar.

      1. Nossa, meu app do Gmail deve ser bugado então, porque ele não sincroniza direito com o web. Mas o que eu me referia é a integração Chrome OS+Android, ou até mesmo Chrome no celular+Chrome no computador

        1. É, eu não uso o Chrome, no Firefox tem uma sincronização de abas mas parece que é bem inferior a essa do Safari. Já usei um chrome book e gostei da sincronização, por exemplo recebi uma ligação no Hangouts e meu celular nem tocou só tocou no computador que eu tava usando.

  11. Ótima análise. Na minha opinião, quando se adota um ecosistema, seja ele qual for, aderimos a um trade off: nos beneficiamos da grande integração e transparência mas abrimos mão da liberdade de escolhas independentes. E há o claro lock-in: além da dificuldade de mover os dados puros de uma plataforma para outra, há também o investimento feito: compra de filmes, músicas, apps, livros e afins.

    No geral a Apple gera um saldo positivo, sem os problemas de privacidade do Google, mas com um alto custo financeiro no Brasil. Sou usuário do ecosistema há 10 anos e faço uma constante análise crítica.

    Não uso serviços do Google pois tenho problemas em com como eles lidam com a privacidade e acho os serviços da Microsoft inconstantes e pouco acabados, apesar de ser usuário pesado dos ótimos produtos e ferramentas dela, inclusive de desenvolvimento. Que, por sinal, na plataforma Apple são um horror.

      1. O VisualStudio Code funciona muito bem, apesar de ainda estar em Beta. Asp.Net Core é um modelo de trabalho bem interessante. Já o SQL-Server, apesar de ter sido anunciado para Linux, ainda não é possível de ser instalado no OS X mas para usa-lo podemos assinar o Azure, que tem ótimos plug-ins para o Xcode.

        Trabalho com Asp.Net desde o framework 1.1, lá em 2003. Com o crescimento da empresa e mudanças no mercado, também passamos a desenvolver aplicativos mobile e, nesse contexto, o iOS tem bastante peso. Essa foi a razão da minha migração para o combo iOS + OS X.

        Para mais informações:

        https://code.visualstudio.com
        http://research.microsoft.com/en-us/projects/azure/windows-azure-for-linux-and-mac-users.pdf

          1. Mais ou menos. Com o Asp.Net Core ele deixa de ser somente um editor de código. Mas uso no dia-a-dia o VS 2015 em Win10 no Parallels. Mas na verdade cada vez programo mesmo, isso fica por conta da equipe.
            Aqui em Vitória/ES somos responsáveis pela parte de desenvolvimento de aplicações do Microsoft Innovation Center.

          2. Se não for curiosidade de mais, qual é a empresa que você trabalha? Não imaginava que havia uma empresa tão ligada a MS por ai, até por que, raramente vejo vagas para programadores de C# ou ASP.NET para o ES; ou talvez é por que moro em MG kkk

          3. Se você mora em BH, o MIC (Microsoft Innovation Center) daí é ligado à PUC Minas. Há um MIC em praticamente todos os estados… há um programa de treinamento gratuito para estudantes chamado S2B (Students to Business) que é feito periodicamente. Vale a pena conhecer, depois olhe o link aí embaixo.

            Eu sou um dos sócios da Tectrilha Software, uma empresa de desenvolvimento de produtos para o setor público. Desenvolvemos uma série de produtos para gestão de projetos, obras, contratos… todos voltados para o setor público. Hoje a empresa conta com 10 pessoas na área de desenvolvimento e esperamos um crescimento legal esse ano. Na crise, há maior necessidade de gerenciamento, essa é a verdade.

            LINK: http://www.micbh.com.br/Paginas/Oquee.aspx

          4. Eu não usei o Asp .net Core, até por achar um pouco cru demais enquanto outras tecnologias estão bem mais “testadas”. Não sei, vendo essa história das mudanças do ASP .net, creio que muita gente vai mudar de linguagem… mas, isso é outra história e não tem nada haver com o tópico.

          5. Está cru mesmo, assim como o Asp.Net 1.1 também era… a questão é que é a primeira quebra da Framework e mesmo assim a MS prometeu continuar evoluindo a tradicional. O C# é uma linguagem muito poderosa e há dez anos entre as 5 mais usadas no mundo. A evolução nos últimos 5 anos foi estupenda e o modelo MVC da MS é tido como uma das melhores implementações, assim como o ORM, o EF. Acho muito difícil o abandono em massa da linguagem.

            Quando uma empresa faz a escolha tecnológica, o lock-in é muito grande e os custos de mudança, altíssimos. Por isso vemos ainda hoje grandes empresas usando Cobol e Clipper, Adabas e Natural…

          6. Sim, com certeza! Mas, a Microsoft tem “experimentado” e “mudado” demais, durante esse tempo. Tem uma linguagem muito gostosa de usar (C#), mas, ja passou por asp, webforms, mvc e agora o Core .Net, que é outro mundo também. Em todas essas mudanças houve uma curva de aprendizado significativo… então, depois da quebra de vez do framework (com o Core), dando a entender que vão focar mais nisso e com o tempo, matar as outras (manter as duas formas, seria bem custoso), estou vendo muita gente reclamar e que se tiverem que ter uma curva alto de aprendizado de novo, preferem ir para PHP ou Ruby, que nesses anos melhoraram mas, não mudaram sua forma completa de ser.

            Mas, enfim… pode ser mimimi do povo, só que tem um certo fundamento, nisso.

          7. Pois é, pode ter um certo fundamento… aqui, a grande mudança foi quando mudamos de WebForms para MVC, que são duas maneiras diferentes de design de aplicação, independente da linguagem aplicada, embora ainda tenhamos projetos em WebForms. O ASP velho é outra coisa, anterior à .Net Framework…

            Eu acho que toda mudança dói, mas é necessária. Aqui, quando abraçamos o mundo web, saindo do mundo client-server desktop (usávamos Delphi desde a versão 1, 16 bits em Windows 3.0) foi quase que um boot na empresa, em termos técnicos.

            A grande verdade é que pouco interessa a ferramenta: se você tem bons conhecimentos de lógica, orientação a objetos e boa capacidade de abstração, a coisa mais ou menos flui…

            Óbvio que plataformas podem ter níveis diferentes de trabalho para se realizar a mesma coisa mas conceitos são conceitos. Lembro que quando começamos a desenvolver mobile, a impressão é que tínhamos regredido 10 anos em termos de programação. Muita coisa gerenciada na mão e estruturas arcaicas de trabalho.

          8. Sim, mas a maneira como a Microsoft esta fazendo, realmente é uma coisa a se pensar. Tudo evolui, essa é a forma natural de tudo… Só que a Microsoft não evolui, ela mata uma tecnologia e cria outra. Esse conceito não é de evlução, é de criação de tecnologias.

            Ela faz um marketing bacana quando cria algo novo no desenvolvimento (Asp > Asp.net > WebForm > MVC > Net core), o desenvolvedor aprende, faz e quando esta e um nível legal com a plataforma em si, do a Microsoft cria uma nova tecnologia que quase nunca tem haver com a anterior (.net core, não tem nada de .net, a não ser o C#). Ou seja, você não tem uma evolução naquilo, na verdade tudo foi fechado, enrolado, jogado fora e um novo conceito/plataforma é elaborado.

            O desenvolvedor vai la, aprende como funciona todos os conceitos do Core, que talvez daqui uns 3 anos, já não seja core, se o .Net Super Core.. e vai ter que reaprender de novo…

            A Microsoft em termos de desenvolvimento sempre teve esse tipo de visão, onde não tem muito espaço para melhorias, ela meio que prefere abandonar e deixar a tecnologia morrer com o tempo e criar algo novo do zero.

            Enfim, mas, é só um adento!

        1. Você como desenvolvedor, claro que faz buscar sobre alguns bugs ou erros em codificações, qual buscador você usa, bing ou duckduckgo?

          1. A Microsoft vinha em uma linha evolutiva, desde a .Net Framework 1.0: adição de funcionalidades, evolução de funções, uma ou outra derrapada (WPF, Silverlight…) de maneira geral, muito bem (EF, MVC, LINK…). Nesse modelo ela atende a diversos modelos de desenvolvimento: aplicações desktop client-server, serviços, aplicativos web/ASP.Net, Windows Store Apps e agora o Universal Apps. Meu forte sempre foi ASP.Net.

            Com o .Net Core a Framework foi reinventada. Agora é open-source, multiplataforma, cheia de novidades e… não retro-compatível. Então deve acontecer o que aconteceu na época da 1.1: muitos projetos antigos sendo mantidos e coisas novas sendo feitas na nova plataforma. Concluindo: vamos ter os dois “lados” convivendo por um bom tempo.

            Para mais: https://dotnet.github.io

          2. A Microsoft vinha em uma linha evolutiva, desde a .Net Framework 1.0: adição de funcionalidades, evolução de funções, uma ou outra derrapada (WPF, Silverlight…) de maneira geral, muito bem (EF, MVC, LINK…). Nesse modelo ela atende a diversos modelos de desenvolvimento: aplicações desktop client-server, serviços, aplicativos web/ASP.Net, Windows Store Apps e agora o Universal Apps. Meu forte sempre foi ASP.Net.

            Com o .Net Core a Framework foi reinventada. Agora é open-source, multiplataforma, cheia de novidades e… não retro-compatível. Então deve acontecer o que aconteceu na época da 1.1: muitos projetos antigos sendo mantidos e coisas novas sendo feitas na nova plataforma. Concluindo: vamos ter os dois “lados” convivendo por um bom tempo.

            Para mais: https://dotnet.github.io

    1. Você como desenvolvedor, claro que faz buscar sobre alguns bugs ou erros em codificações, qual buscador você usa, Bing ou duckduckgo?

      1. Uso o Google, sem dúvida. É o melhor buscador disponível no Brasil. Sim, é um serviço do Google e sim, faço uso dele. E não, não uso nem Gmail nem tenho Google Account.
        Acho delicados os termos de uso do Google Drive por exemplo… uso nuvem publica como redundância em armazenamento de informações e, apesar de tudo no mundo ser passível de invasão, procuro proteger os dados que possuo (documentos, fontes de sistemas etc) da melhor maneira possível.

        1. ah tranquilo, achei que fosse extremista ao ponto de usar duckduckgo hehehe. Sobre o Google, não existe almoço grátis, nuvem eu uso Dropbox, e Gmail por considerar o melhor.

          1. Pois é, o Dropbox dá de 10 x 0 no iCloud Drive mas financeiramente não está mais valendo a pena. Pagar US$ 10 só pelo DropBox não tava legal, especialmente por que tinha 100 GB sobrando no iCloud, pois o plano é de 200 GB e os uso 100 GB com fotos. A decisão racional foi abandonar o DropBox e usar somente um serviço. Pior em arquivos mas melhor em fotos.

          2. eu uso duckduckgo como buscador padrão. e, cara, raramente tenho q ir ao google tamanha a eficiência do danado.

          3. eu uso duckduckgo como buscador padrão. e, cara, raramente tenho q ir ao google tamanha a eficiência do danado.

  12. Ótima análise. Na minha opinião, quando se adota um ecosistema, seja ele qual for, aderimos a um trade off: nos beneficiamos da grande integração e transparência mas abrimos mão da liberdade de escolhas independentes. E há o claro lock-in: além da dificuldade de mover os dados puros de uma plataforma para outra, há também o investimento feito: compra de filmes, músicas, apps, livros e afins.

    No geral a Apple gera um saldo positivo, sem os problemas de privacidade do Google, mas com um alto custo financeiro no Brasil. Sou usuário do ecosistema há 10 anos e faço uma constante análise crítica.

    Não uso serviços do Google pois tenho problemas em com como eles lidam com a privacidade e acho os serviços da Microsoft inconstantes e pouco acabados, apesar de ser usuário pesado dos ótimos produtos e ferramentas dela, inclusive de desenvolvimento. Que, por sinal, na plataforma Apple são um horror.